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31/10/2011

STJ autorizou o primeiro casamento civil entre um casal homossexual

O Superior Tribuna de Justiça (STJ) autorizou o primeiro casamento civil entre um casal homossexual na terça-feira (25). Quatro dos cinco ministros da quarta turma do tribunal decidiram autorizar o casamento de um casal de gaúchas que vivem juntas há cinco anos e desejam mudar o estado civil.

O casal já havia recorrido ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, que julgou improcedente a ação, levado as gaúchas a recorrerem à instância superior, depois de terem a autorização para seu casamento recusada por um cartório.

Apesar da decisão do STJ não poder ser aplicada a outros casos, abre um precedente e cria jurisprudência, podendo estimular outros casais gays a fazerem a conversão entre a união estável para um contrato de casamento civil. Esta é a opinião do professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Luiz Mello, que falou ao Jornal do Brasil.

O julgamento, que se iniciou na semana passada, teve a decisão de quatro dos cinco ministros da quarta turma do STJ favorável à união civil, mas o ministro Marco Aurélio Buzzi fez um pedido de vista ao processo, de forma a ter mais tempo para analisar a questão.

Nesta terça-feira ele finalmente proferiu seu voto, em favor do casamento.

Segundo o G1, Buzzi destacou que o Código Civil, que disciplina o casamento entre heterossexuais, "em nenhum momento" proíbe "pessoas de mesmo sexo a contrair casamento".

Houve uma reviravolta durante o processo no STJ. O ministro Raul Araújo Filho, que havia se manifestado a favor na primeira parte do julgamento, mudou seu voto, contra o casamento.

Ele justificou que não cabe ao STJ analisar o caso, mas sim ao STF, argumentando que o casamento civil não é um mero "acessório" da união civil.

"Não estamos meramente aplicando efeito vinculante da decisão do STF, mas sim dando à decisão uma interpretação que não podemos fazer", alegou.

As diferenças entre as duas entidades são claras: a união estável acontece a partir da convivência entre o casal então possui formalidades; já o casamento civil é um contrato jurídico-formal estabelecido entre duas pessoas, segundo a publicação.

28/10/2011

Inveja, o sentimento de quem se sente inferior


Inveja é o desejo por atributos, posses, status e habilidades de outra pessoa, quando o invejoso não os tem, passa a renegar as virtudes alheias e acentuar somente os defeitos. Geralmente, quando uma pessoa é tomada por tal sentimento, quem era referencial se torna concorrente e quem era admirado se torna um rival. Você já se sentiu assim?

A crítica é uma das características do invejoso. Não as críticas construtivas e amigáveis, mas as destrutivas e agressivas.

Quem tem inveja não se conforma em estar aparentemente “por baixo”. Por trás disso existe uma pessoa que se sente inferior, que ainda não descobriu seu valor e seu propósito aqui na terra.

Cada pessoa tem uma característica, um talento, um dom especial e acreditar e investir nestes presentes de Deus não é sinônimo de soberba ou orgulho. Foque nos seus pontos fortes e com a ajuda do Senhor transforme seus pontos fracos e suas limitações em vantagens.

Para se livrar da inveja, coloque seu coração em Deus e na sua palavra.

O Senhor diz que devemos “amar uns aos outros” como Ele nos amou. Essa não é uma tarefa fácil num mundo tomado pela competitividade e pelo individualismo. Paulo disse em I Coríntios 13:4 que “o amor não é invejoso”. Que amor é esse? O amor de DEUS, nesse amor devemos nos firmar e edificar nossas vidas.

Veja o que Tiago falou sobre A VERDADEIRA SABEDORIA:

“Existe entre vocês alguém que seja sábio e inteligente? Pois então que prove isso pelo seu bom comportamento e pelas suas ações, praticadas com humildade e sabedoria. Mas, se no coração de vocês existe inveja, amargura e egoísmo, então não mintam, gabando-se de serem sábios. Essa espécie de sabedoria não vem do céu; ela é deste mundo, é da nossa natureza humana. Pois, onde há inveja e egoísmo, há também confusão e todo tipo de coisas más. A sabedoria que vem do céu é antes de tudo pura; e é também pacífica, bondosa e amigável. Ela é cheia de misericórdia, produz uma colheita de boas ações, não trata os outros pela sua aparência e é livre de fingimento. Pois a bondade é a colheita produzida pelas sementes que foram plantadas pelos que trabalham em favor da paz.” Tiago 3:13-18.

Talvez todos a sua volta estão vencendo e você está “ficando pra trás”. Não se preocupe nem fique com inveja, Deus tem planos pra sua vida e o seu tempo também irá chegar. Encare as adversidades como um aprendizado. Davi foi um homem que muitas vezes se indignou com a prosperidade dos ímpios, no entanto, ao invés de ficar ardendo em inveja, ele falava tudo para Deus. Faça como ele!

Agora, se tem algum invejoso tentando te desmotivar… Não pague com a mesma moeda. Ore por ele. Quem vai agir é Deus e não você!

Fonte: Rádio Novo Tempo

26/10/2011

Autora defende “tapa na bunda” como método de educar crianças

A chamada “Lei da Palmada” causou polêmica no País desde que foi anunciada, em 2010.

O projeto de lei, que conta com o apoio de diversas personalidades, como a apresentadora Xuxa e o ex-presidente Lula, tem como principal objetivo acabar com a punição física contra crianças e adolescentes que apanham dentro de casa. Por outro lado, há pessoas que discordam dessa tese e acreditam que uma palmada de vez em quando faz bem e ajuda na educação dos pequenos.

É o caso da terapeuta infantil Denise Dias, que lança o livro “Tapa na Bunda – Como impor limites e estabelecer um relacionamento sadio com as crianças em tempos politicamente corretos”, da Matrix Editora.

Para saber mais sobre o assunto o jornal Conexão Novo Tempo entrevistou a escritora Denise Dias.

Ouça a entrevista:

Refrigerante pode deixar adolescentes violentos


Mais uma pesquisa contra o refrigerante (e dessa vez com um motivo bem assustador) pode convencer os adolescentes a criar hábitos mais saudáveis.

Parece que refrigerante não é apenas ruim para seus dentes: se você for um adolescente, a bebida poderia torná-lo mais propenso a esfaquear alguém.

Isso é o que diz um novo estudo americano com 1.878 adolescentes de Boston. Os pesquisadores descobriram que as crianças que bebem muito refrigerante também são mais propensas a fumar e beber álcool.

Mas, mesmo controlando esses fatores, elas também eram mais violentas. 43% das crianças que bebiam 14 ou mais latas de refrigerante por semana também carregavam um revólver ou uma faca, enquanto apenas 23% das que não bebiam faziam o mesmo.

27% dos grandes consumidores de refrigerante haviam cometido violência contra um parceiro, e 58% tinham sido violentos com um colega; já para as crianças que bebiam pouco ou nenhum refrigerante, os números eram 15% e 35%, respectivamente.

“Houve uma associação significativa e forte entre refrigerantes e violência. Pode haver uma relação de causa e efeito direta, talvez devido ao açúcar ou ao teor de cafeína nos refrigerantes, ou pode haver outros fatores, que não encontramos em nossas análises, que cause ambos alto consumo de refrigerante e alta agressividade”, disseram os pesquisadores.

É possível que crianças que bebem muito refrigerante também tenham pais relapsos, que não monitoram nem sua dieta nem sua posse arma. Os pesquisadores fizeram o controle para “ter jantares em família”, por exemplo, mas não para outras medidas de envolvimento.

Eles também não controlaram nível socioeconômico, o que poderia ser um outro fator de confusão. Então, é melhor esperar por mais pesquisas antes de definir que refrigerante causa agressividade. Por outro lado, se você estiver se sentindo particularmente enfurecido, melhor tomar um suquinho de maracujá ao invés de um guaraná.


Nota: Há mais de 100 anos, o povo de Deus foi informado sobre os males causados por certas certas substâncias, as quais estão presentes nos refrigerantes e outras bebidas. A pergunta é: que fazemos com tais ensinamentos?

19/10/2011

Você tem raiva reprimida?

Raiva é um sentimento normal, que nos ajuda a nos proteger. Há maneiras ruins e boas para a saúde de a experimentarmos.

Raiva é um sentimento normal. Sentir raiva cabe em certas circunstâncias. Mas para algumas pessoas é difícil ter consciência da raiva porque elas temem senti-la, expressá-la e o que pode resultar disto? Serão rejeitadas?

Uma criança pode ter sentido raiva justa de um familiar, e pode ter decidido não verbalizá-la porque pode ter aprendido, erradamente, que sentir raiva é feio, ou é errado. Se quando ela precisava expressar raiva, seu pai ou mãe a impedia de fazer isto, mandando calar a boca, ou retirar-se para o quarto sem dar chance da criança falar, ela pode ter nutrido a ideia de que estava errada e culpada por sentir raiva, enquanto que este sentimento naquele momento era uma reação sadia e válida para o tipo de injustiça praticada pelo familiar. Ela pode crescer revoltada e baterá de frente com qualquer figura de autoridade, ou se tornará uma pessoa vítima de abusos repetidos por não saber se defender.

O que causa repressão doentia da raiva não é só devido ao fato do pai ou mãe terem castrado a expressão deste sentimento pela criança. Aquela criança pode ter nascido com um padrão de funcionamento que a fazia engolir a emoção, mais do que expressá-la. Algumas crianças enfrentam, enquanto que outras se encolhem, diante de atitudes, equilibradas ou não, dos pais.

Então, há dois fatores que contribuem para o surgimento na vida adulta de problemas emocionais: primeiro, a atitude costumeira dos pais lidarem com a criança, e, segundo, a atitude da criança em resposta ao que os pais faziam com ela. Podemos acrescentar um terceiro fator, o genético, ou seja, a criança ter nascido com predisposição para um tipo de resposta emocional, que pode ser bem diferente da do seu irmão ou irmã.

Um exemplo: um menino muito contido desde pequeno, sempre abaixava a cabeça quando confrontado pelos pais, assumia postura reconciliadora, de não conflito, de obediência cega, sem questionar nada, mesmo quando os pais eram abusivos com ele (gritando, dando castigo injusto, exigentes demais, depreciando os ganhos dele, etc.). O garoto reprimia sempre a raiva que sentia. Reprimir é diferente de suprimir. Ao reprimir, não sabemos que temos a emoção. Ela vai direto para o inconsciente, sem passar claramente pela consciência. Suprimir é diferente, pois sabemos o que sentimos, só que decidimos não expressar.Este menino se tornou uma "bomba relógio", com tanta repressão da raiva, que surge quando somos violados em algum direito nosso, quando alguém é abusivo contra nós. Ela pode nos proteger, pois colocamos limites movidos por ela. Mas como se proteger, se você sempre nega a raiva que pode estar inconsciente?

Há diferentes modos da raiva surgir, quando reprimida. Uma delas é somatizando. Somatizar significa viver uma emoção através do corpo. Pode ser hipertensão, dor nas costas, manchas vermelhas na pele, etc. Pode ser também a depressão. Em alguns casos de depressão há raiva voltada contra a própria pessoa, voltada para dentro dela. Não estou dizendo que sempre a depressão tem uma raiva por detrás. Mas a raiva reprimida produz depressão em alguns indivíduos porque a mensagem da depressão nestes casos é: “Por que fui gostar de alguém que não me ama como eu queria?” Daí a pessoa se ataca e deprime.

A raiva também pode surgir como pânico. Geralmente, a pessoa descreve este ataque assim: "Fui tomado por uma emoção que me fazia sentir que iria morrer; fiquei apavorado, nunca havia sentido este tipo de coisa!"

Uma esposa pode estar deixando a raiva inconsciente sair ao sempre queimar a roupa do marido, ao usar o ferro de passar. Outro pode viver se machucando ao bater parte do corpo em móveis em casa ou no trabalho. Uma esposa pode dizer: "Amo muito meu marido, mas não sinto desejo sexual por ele há anos. Mas não tenho raiva dele." Ela pode ter raiva reprimida que escapa no sintoma sexual.

Expressar a raiva é saudável desde que feita de maneira equilibrada. Pessoas que vivem soltando palavrões no trânsito por besteiras (ou não) que outros motoristas fazem, ainda não conseguem viver a raiva com equilíbrio. Um texto bíblico diz: "Irai-vos, e não pequeis." Efésios 4:26, e significa que o desafio é ter a emoção consciente, expressá-la adequadamente, e não ser dominado por ela.

Quando seu filho(a) sentir raiva, ajude-o(a) a falar dela. Seja humilde e não se coloque como vítima. Se a criança expressar de maneira exagerada, você pode ensiná-la a fazer isto de uma maneira melhor. Pode dizer-lhe: “Você tem o direito de sentir este sentimento, mas não tem o direito de expressar desta maneira (explique qual)!”. Seja empático para com o sentimento da criança, como você gostaria que fossem empáticos com os seus sentimentos. Ser empático significa se colocar no lugar da pessoa e imaginar como você se sentiria naquela situação. Isto pode mudar muito a maneira como você lidará com a pessoa e com a raiva.

Dr. Cesar Vasconcellos de Souza

18/10/2011

Propaganda de partido cristão brasileiro causa revolta em homossexuais

Um comercial do Partido Social Cristão exibido no horário político na última semana causou grande repercussão entre homossexuais, que entenderam que o conteúdo era homofóbico. A propaganda mostrava uma imagem onde aparecia escrito “Homem + Mulher + Amor = Família”.

Segundo o site Lado A, a afirmação, apesar de discreta, representa a opinião de vários líderes do partido, que são membros ou pastores de igrejas evangélicas e que o partido quer colocar os ensinamentos cristãos acima da Constituição.

O site do partido já havia chamado a atenção dos ativistas gays por causa da nota de repúdio emitida pelo PSC quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo. A nota afirmava: “O Partido Social Cristão repudia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equipara as relações estáveis de heterossexuais e de homossexuais. A Corte Suprema do País adotou uma posição contrária aos anseios da maioria esmagadora da população brasileira”.

Membros do PSC afirmam que o partido não é homofóbico, porém defendem o ponto de vista cristão e defendem o conceito de Família Cristã. O site Lado A, que visa o público homossexual ironiza a postura do partido: “Sob o slogan bíblico ‘Deus fez Macho e Fêmea’, rejeitam o reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Como usam a frase missão do partido ‘O ser humano em primeiro lugar’, logo, rejeitam também a humanidade dos homossexuais”. O PSC não divulgou nota sobre a reportagem do site Lado A.

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Vídeos:

17/10/2011

O perigo do adultério

Há alguns anos, o álbum de família era composto por pai, mãe, filhos. Hoje, o quadro mudou: o que parece pai é o padrasto. O filho não está na foto, pois foi morar com o pai. A menina? Viu como está vestida de preto e coberta de piercings? O rapaz ao lado é o namorado dela. Está morando com a “família”. É… Eles não se casaram. A mãe diz que eles estão “se conhecendo”. Nessa foto, todos estão sorrindo. Mas no dia a dia, é um “pé de guerra”. Como essa família ficou desse jeito? A tragédia começou por causa de um adultério.

Infelizmente, esse é o retrato de muitas famílias hoje. O que deveria ser um jardim para o crescimento de nossos filhos, se transformou numa selva hostil e densa. Por quê? O casal esqueceu de oferecer ao seu cônjuge o presente principal do casamento: fidelidade. Além disso, as famílias têm aberto brechas para Satanás entrar e fazer o que bem quiser.

Em latim, “adultério” quer dizer “alteração, adulteração, colocar uma coisa em lugar de outra, crime de falsidade, uso de chaves falsas, contrato falso”. É isso o que acontece quando violamos o dom da sexualidade e do compromisso conjugal dados por Deus. A pureza sexual pode ser comparada a um vaso de cristal valiosíssimo, que, ao ser quebrado, dificilmente poderá ser recuperado. Você pode até colar as peças, colocar flores, mas nunca mais será o mesmo.

 O sétimo mandamento, então, protege a nossa família e nos leva a usar a “chave certa”. É o antídoto contra a frustração. Sobre o casamento, a Bíblia diz: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio”. Hebreus 13:4.

Digno de honra

Li uma história comovente de alguém que honrou os votos do casamento.

Em abril de 1912, após o Titanic bater em um iceberg, cerca de duas mil e trezentas pessoas encararam a morte face a face. Não havia botes salva-vidas suficientes para todos. Apenas mil e cem pessoas poderiam abrigar-se em meio às águas congelantes do Oceano Atlântico. Um oficial dizia com insistência: “Apenas senhoras e crianças entrem no bote. Depressa! Não temos um segundo sequer a perder”. Num impulso, o oficial agarrou o braço de uma pequena anciã, Isidora Strauss, e empurrou-a em direção ao bote. Ela olhou para o oficial e apontou para o marido. “Os homens tem de ficar atrás. Somente mulheres e crianças!” disse o oficial antes de Isidora pronunciar qualquer palavra. Sem nenhuma hesitação, a senhora deu um passo para o lado, saiu do bote e foi para o lado do esposo. Ela não deixaria sozinho aquele com quem esteve casada tanto tempo. Tomou-lhe a mão e vinte minutos depois, abraçados, desapareceram nas águas geladas daquele oceano.

O casamento foi instituído por Deus no Éden, antes da entrada do pecado. A Bíblia diz: “Então, o Senhor Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o Senhor Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe”. Gênesis 2:21 e 22. Imagine a alegria de Adão ao ver Eva, que era “osso dos seus ossos e carne de sua carne”! Foi nesse encontro maravilhoso que Deus instituiu o casamento como união sagrada e perpétua.

Se você não é casado ainda, pelo menos já foi a um casamento, não é? Que dia inesquecível! Apesar da agitação dos parentes e ansiedade dos noivos, é um dia memorável. O cheiro das flores, as luzes da igreja, a orquestra que aplaude, os convidados que abraçam… Tudo isso serve para levar duas pessoas, um homem e uma mulher, a uma aliança. Isso mesmo, aliança! Você não pode se esquecer delas, viu? São para vida toda!

A Bíblia diz que o esposo faz uma aliança interna (no hebraico = berit, que significa “ligar um ao outro; amarrar”) com a sua esposa (Malaquias 2:14 e 15) e esta é ratificada pela união sexual, onde os dois tornam-se uma só carne (Gênesis 2:24). Você sabia que todas as alianças mencionadas na Bíblia são efetivadas pelo derramamento de sangue? Desde a morte do primeiro cordeiro na porta do Éden até a nova aliança de Cristo na cruz, está presente o sangue. E no casamento não é diferente. A aliança é feita na primeira relação sexual do casal, onde ocorre o rompimento do hímen na mulher, e por consequência, há o derramamento de sangue.

A Bíblia diz: “Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne”. I Coríntios 6:16. No sétimo mandamento, Deus nos evita de formarmos “uma só carne” num relacionamento extraconjugal, o que nos levaria a “alianças fantasmas”. Um autor disse que o sexo é a “cola da alma” e ao fazê-lo com pessoas diferentes, você estará “tecendo uma teia que o enreda e que, de um jeito ou de outro, voltará para assombrá-lo”. (Loron Wade, Os Dez Mandamentos, pág. 65.)

Ao dizer “Não adulterarás”, Deus está protegendo você do engano e da frustração alheia. Como disse Carlos Drummond de Andrade: “No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam”.

O Mito

Você já ouviu falar do “mito da grama mais verde”? É aquele indivíduo que pensa que a grama do vizinho está sempre mais verde e bela que a sua. Eu quero inventar outro mito: o do poço mais limpo. É a pessoa que acha que o poço do vizinho possui água mais pura. Esses mitos podem ser comparados ao que acontece nos casamentos, pois muitas pessoas pensam que o(a) outro(a) é mais atraente fisicamente ou intelectualmente que seu próprio cônjuge. Mas a Bíblia aconselha: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade… Pois cova profunda é a prostituta, poço estreito, a alheia”. Provérbios 5:15 e 18; 23:27.

O problema é que vivemos numa sociedade onde as pessoas não se satisfazem mais com nada. Acham que a felicidade reside num relacionamento fantasioso. Tais pessoas defendem a prática do sexo seguro. Porém, essa “segurança” tem acarretado uma série de doenças e distúrbios psicológicos:

-       A cada ano, três milhões de adolescentes contraem uma doença sexualmente transmitida nos EUA;

-       A AIDS lidera a causa de morte entre pessoas de 25 a 44 anos de idade nos EUA;

-       Segundo o relatório da Unaids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre a AIDS), feito em 2009, crianças e adolescentes com menos de 15 anos somam 2,1 milhões de infectados pelo HIV no mundo;

-       Casais que mantêm relações sexuais antes do casamento têm o dobro de possibilidades de separação em comparação aos casais que se mantêm puros até o casamento;

-       Pessoas que vivem juntas sem o compromisso do casamento possuem cinco vezes mais chances de cometerem agressão física no relacionamento. (Os dez mandamentos, pág. 66)

E o que falar dos cônjuges que não se relacionam bem – a questão da “incompatibilidade de gênios”? Será que o divórcio é a solução? Será que encontrarão felicidade em outro relacionamento?

Certa vez, uma jovem senhora dirigiu-se a Ellen White afirmando que não amava mais seu marido, que sua disposição em relação a ele estava mudando e que ela estava pensando seriamente em divórcio. A resposta da irmã White foi: “Meu conselho nesses casos é mudar a disposição, e não o marido”.

A separação nunca é a solução nesses casos. Como disse Jesus, o divórcio só é concedido em caso de adultério: “Eu porém vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério”. Mateus 19:9.

A luta

Assim como fez com o sexto mandamento, Jesus ampliou a essência do sétimo no Sermão do Monte. Mateus 5:28 diz: “Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”. O adultério acontece primeiro na mente, para depois ocorrer na ação. Isso nos adverte a cuidarmos das “avenidas da alma”, principalmente os nossos olhos, pois eles são “a lâmpada do corpo”. Mateus 6:22. (Veja Prov. 27:20)

Lutero escreveu sobre os pecados sexuais: “É um vício muito perigoso e irrequieto este que se agita em todos os membros: no coração com pensamentos, nos olhos com o que se vê, nos ouvidos com o que se ouve, na boca com palavras, na mão, nos pés e em todo o corpo com atos. Dominar tudo isso exige trabalho e esforço.” (Martinho Lutero, Ética Cristã, pág. 133.)

Agostinho acrescenta: “Entre todas as lutas dos cristãos, a luta pela pureza é a mais dura”. Isso é verdade. Como os jovens são assediados por imagens e músicas de conotação sensual hoje em dia! A sexualidade virou motivo de piada, algo banal, como se fosse uma “coisa” que os seres humanos pudessem manipular. E isso está acessível a todos e a qualquer momento:

- Segundo o site Portal Social (www.portalsocial.org.br), as palavras “sexo” e “pornografia” estão entre as cinco palavras mais procuradas pelas crianças e adolescentes (8 a 18 anos) na internet nos EUA;
- Programas e propagandas na televisão com conteúdo sexual explícito;

- Foram registrados milhares de sites de vídeos de sexo. Estes, após o Youtube, estão entre os sites de vídeos mais visitados no Brasil e no mundo;

- Das quase 30 mil denúncias recebidas pela Safernet, uma organização não-governamental que recebe e investiga denúncias de crimes cometidos pela internet, 46,3% relatam casos de pornografia infantil. (www.safernet.org.br/site/noticias)

Não podemos nos enganar: vivemos numa era de explosão sexual e nossas crianças têm sido infectadas por esse mal. É necessário vigilância, pois basta apenas um clic, e elas estarão visitando o mundo podre da pornografia virtual e suas variantes. O sétimo mandamento, portanto, nos adverte quanto a todas as aberrações sexuais possíveis, como pornografia, homossexualismo, incesto, pedofilia e nos mantêm livres desses parasitas mortais.

O apóstolo Paulo nos dá um importante conselho: “E não vos conformeis com esse século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”. Romanos 12:2. “Transformai-vos” em grego é“metamorfoo”, de onde vem a palavra metamorfose (fases da borboleta, desde a larva até a bela borboleta). Deus quer que passemos por experiência semelhante: renovação da mente.

Quer outro conselho? Fuja da impureza (I Coríntios 6:18). Isso me lembra o exemplo de José do Egito, ao ser tentado pela esposa de Potifar. José decidiu não cometer tamanho pecado contra Deus (Gên. 39:9) e fugiu da presença daquela mulher adúltera. Que exemplo para nós em pleno século XXI!

Fuja do pecado. Fuja dos sites indecentes. Fuja das más conversações. Fuja dos programas de TV com conotação sexual. Deus quer que você tenha um corpo e uma mente pura. Sabe o que você vai ganhar com isso? Felicidade, nessa Terra e na eternidade. Honre o mandamento da pureza e você receberá a honra de Deus.


11/10/2011

A Mente Fanática

Fanáticos e Fanatismo 

Vivemos num tempo em que todo aspecto de fanatismo se insinuará entre os crentes e descrentes. Satanás forçará entrada, falando mentiras, hipocritamente. Apresentará tudo que possa inventar, para enganar homens e mulheres. Medicina e Salvação, pág. 114. 

Como Satanás Procede 

Temos visto, em nossa experiência, que, se Satanás não consegue prender as pessoas no gelo da indiferença, ele procurará impeli-las para o fogo do fanatismo. Quando o Espírito do Senhor Se faz notar entre o Seu povo, o inimigo aproveita a oportunidade para também atuar sobre várias mentes, levando-as a misturar seus próprios peculiares traços de caráter com a obra de Deus. Assim, sempre há o perigo de que eles permitam que suas próprias idéias se misturem com a obra e assim se tomem resoluções imprudentes. Muitos se empenham numa obra por eles mesmos ideada, e que não é inspirada por Deus. Carta 34, 1889. 

Resultado de Entreter Tendências Defeituosas 

Alguns há que não dão ouvidos. Por tanto tempo preferiram seguir seu próprio caminho e sua própria sabedoria, por tanto tempo acariciaram defeituosas tendências de caráter, hereditárias e cultivadas, que se tornaram cegos, não podendo enxergar a distância. Por eles são pervertidos princípios, erguidas normas falsas, formam-se critérios que não trazem a assinatura do Céu. ... Entre esses há os que se orgulham no Senhor, como pessoas que praticam a justiça e não abandonam as ordenanças de seu Deus. Manuscrito 138, 1902. 

Privados de Atitude Mental Sadia 

Os que foram presos na cilada de Satanás não chegaram ainda a manter uma sadia atitude mental. Estão cegados, julgam-se importantes, auto-suficientes. Oh! com que pesar o Senhor os olha, ouvindo suas grandes palavras, repletas de vaidade! Estão inflados de orgulho. O inimigo os contempla com surpresa ante a facilidade com que se deixaram cativar. Carta 126, 1906. 

Falsa Humildade 

Muita humildade interesseira e falsa se vê entre professos cristãos. Alguns, resolvidos a vencer o próprio eu, colocam-se no nível mais baixo possível; mas exercem apenas suas próprias forças, e a próxima onda de louvor ou lisonja, arrasta-os para fora da vista. Não estão dispostos a submeter-se inteiramente a Deus, e Ele não pode agir por meio deles. 

Não atribuais nenhuma glória a vós mesmos. Não trabalheis com a mente dividida, procurando servir a Deus e ao próprio eu ao mesmo tempo. Mantende fora de vista ao próprio eu. Que vossas palavras conduzam os cansados e sobrecarregados a Jesus, o compassivo Salvador. Trabalhai como vendo-O, a Ele que está a vossa mão direita, pronto a conceder-vos forças para o serviço. Vossa única segurança está na inteira confiança em Cristo. Review and Herald, 11 de maio de 1897. 

Dar Demasiada Importância a um Enlevo Sentimental 

Há os que não se satisfazem com uma reunião a menos que haja uma feliz exibição de poder. Esforçam-se nesse sentido e conseguem uma exaltação de sentimentos. Mas não é benéfica a influência dessas reuniões. Passado o feliz entusiasmo de sentimentos, caem mais baixo do que antes da reunião, porque sua sensação feliz não proveio de fonte certa. As mais proveitosas reuniões, quanto à promoção espiritual, são as caracterizadas por solene e profundo exame do coração, cada qual procurando conhecer-se a si mesmo e aprender de Cristo, fervorosamente e em profunda humildade. Testimonies, vol. 1, pág. 412. 

Estranhas Práticas 

Por essas estranhas mostras de fanatismo como a que tivemos recentemente entre nós na Califórnia, com práticas esquisitas e pretensão de poder para expulsar demônios, procura Satanás enganar, se possível, os próprios eleitos. Essas pessoas, alegando ter uma mensagem especial para o nosso povo, acusavam este e aquele de estar possesso de um espírito mau. Então, depois de orar com eles, declaravam expulso o demônio. O resultado de seu trabalho atestava de seu caráter. Fui mandada dizer ao nosso povo que o Senhor não autorizava essas estranhas práticas, mas que essas exibições iludiam as pessoas, levando-as à ruína, a menos que fossem advertidas, pois seria pervertida a verdade bíblica. Carta 12, 1909. 

Combativos por Natureza 

Há os que são combativos por natureza. Pouco se lhes dá concordarem ou não com os seus irmãos. Têm prazer em entrar em polêmicas, gostam de lutar em defesa de suas singulares idéias; devem, porém, pôr de lado isso, pois não contribui para promover as graças cristãs. Trabalhai com todas as forças para atender à oração de Cristo, isto é, que Seus discípulos fossem um, assim como Ele é um com o Pai. Nenhum de nós está em segurança, a menos que diariamente aprendamos de Cristo Sua mansidão e humildade. 

Em vosso trabalho não sejais ditatoriais, não sejais severos, não sejais antagonísticos. Pregai o amor de Cristo, que isso abrandará e subjugará os corações. Procurai ser do mesmo sentimento e mesmo juízo que vossos irmãos e falar as mesmas coisas. Isso de falar acerca de divisões por isso que nem todos têm as mesmas idéias que se apresentam a vossa mente, não é obra de Deus, mas do inimigo. Falai as simples verdades, com as quais haja acordo. Falai de unidade; não vos torneis estreitos e presunçosos; deixai que vossa mente se amplie. Manuscrito 111, 1894. 

Seguindo uma Norma Auto-estabelecida 

Há muitos, muitos, que confiam em sua própria justiça. Estabelecem uma norma para si mesmos, e não se submetem à vontade de Cristo, nem permitem que Ele os envolva nas vestes de Sua justiça. Formam um caráter de acordo com a sua vontade. Satanás se agrada de sua religião. Representam falsamente o caráter perfeito - a justiça - de Cristo. Enganados eles mesmos, por sua vez enganam outros. Não são aceitos por Deus. São capazes de levar outras pessoas por falsos caminhos. Receberão afinal sua recompensa, juntamente com o grande enganador Satanás. Manuscrito 138, 1902. 

Reação de um Fanático 

Alguns anos depois, um homem chamado N, de Red Bluff, na Califórnia, veio a mim para dar sua mensagem. ... Pensava que Deus passara por alto todos os dirigentes e lhe dera a mensagem. Tentei mostrar-lhe que estava enganado. ... Quando lhe dissemos nossas razões lhe expusemos o assunto, em que ele estava em erro, grande poder veio sobre ele, e deu certamente um alto clamor. ... Tivemos muita dificuldade com ele; sua mente ficou desequilibrada, e ele teve de ser posto num asilo de alienados. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 64. 

Como Lidar com os Fanáticos 

Deus convoca Seus servos a que estudem Seu desejo e vontade. Então, quando se apresentam homens com teorias forjadas curiosamente, não discutam com eles, mas afirmem o que sabem. "Está escrito" deve ser vossa arma. Homens há que procurarão tecer seus delgados fios de falsas teorias. Graças a Deus existem também os que foram ensinados por Ele e sabem o que é a verdade. Carta 191, 1905. 

Cuidar das Expressões e Atitudes 

Este é um tempo em que precisamos estar muito vigilantes, resguardando cuidadosamente as características da obra por fazer. Haverá os que procurarão introduzir teorias falsas, e se apresentarão com falsas mensagens. Satanás incitará mentes humanas, para criar fanatismo em nossas fileiras. Vimos algo disso em 1908. O Senhor deseja que Seu povo ande cautelosamente, cuidando das expressões e mesmo da atitude. Satanás usará atitudes e expressões excêntricas, para causar emoção e atuar em mentes humanas, enganando-as. Carta 12, 1909. 

Evitar Testes de Invenção Humana 

Novas e estranhas questões surgirão continuamente, para levar o povo de Deus a falsas emoções, reavivamentos religiosos, curiosos acontecimentos, mas nosso povo não deve submeter-se a nenhum teste de invenção humana que haveria de criar controvérsias de qualquer sorte. Manuscrito 67, 1897. 

Cuidado coma Chamada "Luz Nova" 

Minha alma acha-se muito opressa, porque sei o que nos espera no futuro. Todo engano imaginável se fará sentir por parte daqueles que não têm uma viva e diária comunhão com Deus. Os anjos de Satanás são sábios na prática do mal, e eles criarão isso que haverá quem alegará ser luz avançada, e a proclamará como nova e maravilhosa; entretanto, embora em alguns aspectos a mensagem possa ser verdadeira, será misturada com invenções humanas e apresentará como doutrina os mandamentos de homens. Se já houve tempo em que devêssemos vigiar e orar muito fervorosamente, esse tempo é o de agora. 

Muita matéria aparentemente correta precisará ser cuidadosamente estudada, com muita oração, pois são artifícios do inimigo, para guiar pessoas por caminhos que ficam tão perto da verdade, que mal se distingue dele. Os olhos da fé, porém, saberão discernir seu desvio, embora quase imperceptível, do caminho certo. A princípio pode julgar-se positivamente certo, mas sem demora se demonstrará largamente divergente do caminho que conduz à santidade e ao Céu. Irmãos meus, advirto-vos a que façais caminhos retos para vossos pés, para que não se extravie o que é manco. Manuscrito 111.

Fanatismo, Difícil de Extinguir 

O fanatismo, uma vez iniciado e deixado às soltas, é tão difícil de extinguir como o incêndio que tomou conta de um prédio. Os que entraram nesse fanatismo [carne santa] e o mantiveram, fariam muitíssimo melhor em estar empenhados em obra secular; pois devido a sua atitude incoerente estão desonrando ao Senhor e pondo em perigo o Seu povo. Muitos movimentos dessa espécie surgirão neste tempo, quando a obra do Senhor deve manter-se elevada, pura, sem superstições e fábulas. Precisamos estar em guarda, manter íntima ligação com Cristo, para não sermos enganados pelos ardis de Satanás. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 35. 

Teorias Muito Elaboradas, que Enchem a Mente 

Satanás está operando de muitas maneiras, para que os próprios homens que deveriam estar pregando a mensagem estejam ocupados com teorias muito elaboradas, que ele fará parecer de tal magnitude e importância que mereçam tomar a mente toda; e enquanto julgam estar dando maravilhosos e largos passos na vida cristã, estão idolatrando um punhado de idéias, e sua vida é prejudicada e pouca influência tem quanto à causa do Senhor. 

Empregue todo pastor fervorosos esforços para verificar qual é o pensamento de Cristo. Há os que apanham da Palavra de Deus e também dos Testemunhos, destacados parágrafos ou sentenças passíveis de ser interpretados de modo a adaptar-se a suas idéias, e nisso demoram, exaltando-se na posição a que se ergueram a si mesmos, quando Deus não os está dirigindo. Ora, isso tudo apraz ao inimigo. Não devemos desnecessariamente seguir um procedimento que provoque diferenças ou cause dissensões. Não devemos dar impressão de que, se nossas idéias próprias não forem seguidas é porque falta aos pastores a compreensão. 

Há nas lições ministradas por Cristo, abundância de assuntos sobre os quais podeis conversar, e os mistérios que nem vós nem vossos ouvintes podem compreender ou explicar, será melhor deixar em paz. Dai ao Senhor Jesus Cristo mesmo, oportunidade para ensinar; deixai que Ele, por influência de Seu Espírito, abra ao entendimento o maravilhoso plano da salvação. Manuscrito 111, 1894. 

"Abandone o Lado Negativo" (Conselho a um Pastor) 

Se pudesses ver o resultado de sempre ficar no lado negativo, como fizeste durante anos, em maior ou menor medida, terias melhor compreensão das palavras do Salvador, registradas no capítulo dezoito de Mateus. Os discípulos aproximaram-se de Jesus com a pergunta: "Quem é, porventura, o maior no reino dos Céus? E Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos Céus. Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos Céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em Meu nome, a Mim Me recebe. Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!" Mat. 18:1-7. 

Meu irmão, lança para longe todo o pensamento mau! Humilha perante Deus o coração. Então, abertos os teus olhos, não ficarás por mais tempo no lado negativo. "Se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno." Mat. 18:8. Corta teus atributos defeituosos, por doloroso que possa ser isso à natureza humana. "Se um dos teus olhos" - tão vivos para ver algo que criticar, ou a que se opor - "te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo." Mat. 18:9. Carta 93, 1901. 

A Fé Vence o Negativismo 

Nós teremos êxito se avançarmos com fé, resolvidos a fazer a obra de Deus inteligentemente. Não devemos permitir que nos impeçam os homens que têm prazer em colocar-se no lado negativo, demonstrando muito pequena fé. A obra missionária de Deus tem de ser levada avante por homens de muita fé, e deve constantemente crescer em força e eficiência. Carta 233, 1904. 

O Perigo da Independência Individual 

Tem havido sempre na igreja os que estão constantemente inclinados à independência individual. Parecem incapazes de compreender que a independência de espírito é suscetível de levar o instrumento humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento de preferência a respeitar o conselho e estimar altamente a maneira de julgar de seus irmãos, especialmente os que se acham nos cargos designados por Deus para guia de Seu povo. Deus investiu Sua igreja de especial autoridade e poder, por cuja desconsideração e desprezo ninguém se pode justificar; pois aquele que assim procede, despreza a voz de Deus. Atos dos Apóstolos, págs. 163 e 164. 

Paz Encontrada no Cultivo da Mansidão 

A pessoa só encontra repouso ao cultivar a mansidão e humildade de coração. Jamais se encontrará a paz de Cristo onde reine o egoísmo. Não pode a pessoa crescer na graça se for egocêntrica e orgulhosa. Jesus assumiu a posição que o homem tem de ocupar para que a paz de Cristo possa habitar no coração. Os que se ofereceram a Cristo para tornar-se discípulos Seus, têm de negar-se a si mesmos diariamente, têm de erguer a cruz e andar nas pisadas de Jesus. Têm de ir aonde o Seu exemplo mostra o caminho. Carta 28, 1888. 

A Virtude da Cortesia Cristã 

Paulo, se bem que firme ao princípio como uma rocha, ainda conservou sempre a sua cortesia. Não era destituído de consideração para com a graça e a delicadeza devidas à vida social. O homem de Deus não absorveu o homem da humanidade. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 234. 

Algumas pessoas falam de maneira áspera, descortês, ferindo os sentimentos dos outros, e depois se justificam, dizendo: "É meu modo de ser; eu sempre digo justo o que penso"; e exaltam esse traço mau de caráter como uma virtude. Sua conduta indelicada deve ser firmemente repreendida. Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 227. 

Enfrentando o Fanatismo 

Em 1844, tivemos de atender ao fanatismo em toda parte, mas sempre me vinha a palavra: Uma grande onda de agitação é prejuízo para a obra. Mantenha os pés nas pegadas de Cristo. Foi-me dada uma mensagem para atender a toda espécie de fanatismo. Fui instruída a mostrar ao povo que, sob uma onda de agitação é feita uma obra estranha. Há os que aproveitam a oportunidade para introduzir superstições. Assim se fecha a porta para a promulgação de doutrina sadia. Carta 17, 1902. 

Um Perigo 

À medida que o fim se aproxima, o inimigo há de trabalhar com todas as suas forças para introduzir entre nós o fanatismo. Ele se regozijaria em ver adventistas do sétimo dia indo a tais extremos que fossem considerados pelo mundo como um bando de fanáticos. Contra esse perigo é-me ordenado advertir pastores e membros leigos. Nossa obra é ensinar homens e mulheres a edificar sobre uma base verdadeira, a firmar os pés num claro: "Assim diz o Senhor." Obreiros Evangélicos, pág. 316. 

Controle da Mente, uma Forma de Fanatismo 

Tenho falado distintamente acerca da perigosa ciência que diz que uma pessoa deve deixar a mente ao controle de outro. Esta ciência pertence ao diabo. 

Esta é a espécie de fanatismo que tivemos que enfrentar em 1845. Naquele tempo eu ignorava o que ele pretendia, mas fui solicitada a apresentar um muito positivo testemunho contra o que quer que seja dessa espécie. Carta 130, 1901. 

Cultivar uma Perspectiva Imparcial, Otimista 

Não há motivo para fixarmos os olhos no erro, ofender-nos e queixar-nos, e perder tempo precioso e oportunidades, em lamentar as faltas de outros. ...

Não seria mais agradável a Deus ter uma visão imparcial, e ver quantas pessoas estão servindo a Deus e resistindo à tentação e glorificando-O e honrando-O com os seus talentos de meios e de intelecto? Não seria melhor considerar o maravilhoso poder operador de milagres na transformação de pobres e degradados pecadores, que estiveram cheios de corrupção moral e se transformaram de tal maneira que se tornaram semelhantes a Cristo no caráter? Nossa Alta Vocação (Meditações Matinais, 1962), pág. 246.

Mente, Caráter e Personalidade Vol. 1

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Ministério da Educação pretende distribuir camisinha nas escolas

O Ministério da Saúde quer retomar uma proposta que já provocou muita discussão: distribuir camisinhas de graça nas escolas públicas de Ensino Médio. A proposta do Governo Federal foi tão criticada que os Ministérios da Saúde e da Educação quase desistiram. Agora, decidiram insistir, mas para evitar um novo desgaste, o projeto vai começar apenas em duas escolas: uma em Brasília e outra em Florianópolis. Em Santa Catarina, a máquina de camisinhas já está pronta. Ela foi criada há três anos para que os adolescentes tenham acesso mais fácil aos preservativos no local onde passam boa parte do dia: a escola. Professores, alunos, pais e direção vão decidir, por exemplo, se a entrega das camisinhas vai ser de graça e se haverá uma quantidade limite por aluno. É certo que vai ter polêmica de novo. “Há muita reação, principalmente das igrejas, que acham que sexo é somente sexo reprodutivo, depois de casado, o que também não é realidade. Essas pessoas estão correndo risco. O HIV não acabou. Nós temos infecção, ela está presente, nós temos que cuidar dela”, defende Dirceu Greco, diretor do departamento Dstaids do Ministério da Saúde.

Uma pesquisa internacional sobre o comportamento dos adolescentes destacou o Brasil como um dos países em que a escola contribui pouco para a educação sexual. A maior parceira dos jovens acaba sendo a internet. Segundo a pesquisa, 36% dos jovens entre 15 e 19 anos estão fazendo sexo sem proteção. [...]

Fonte: Jornal Hoje

Nota (Criacionismo): Deve ser mais barato e conveniente distribuir preservativos do que fazer campanhas pelo verdadeiro sexo seguro (no casamento) que vão contra a maré libertina que toma conta do mundo. A camisinha protege apenas da gravidez precoce e das DST, mas o que dizer de outros problemas que podem acompanhar a pessoa por toda a vida? (Clique aqui para saber que problemas são esses.) E o preparo para esse tipo de comportamento começa mesmo cedo e por meios às vezes aparentemente insuspeitos.

Leia também: A sexualidade dos jovens cristãos

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10/10/2011

Novela Malhação: vício, degradação e espiritismo


A novela, chamada por alguns de “inacabável”, Malhação, nunca deu um bom exemplo para a sociedade, principalmente aos jovens, porém, agora, a Rede Globo lança algo “inaturável” aos cristãos, e muito mais que isso: estão tentando levá-los à perdição, mais do que já tentavam antes. Há muitos anos, Malhação lançou uma doutrina de adultério, onde “ninguém é de ninguém e todo mundo é de todo mundo”, assim como TODAS as novelas, não apenas as da Globo, mas de todas ou quase todas as emissoras, inclusive as da Rede Record, que já que é uma empresa de um pastor, deveria ser usada única e exclusivamente para a evangelização. Agora, além de tantos maus exemplos para a juventude, a Rede Globo lança uma “nova ideia” à mente dos jovens: o espiritismo.

Os verdadeiros cristãos já sabem que as práticas espíritas são abomináveis aos olhos de Deus. Veja um trecho relacionado, escrito no site da novela: 

“Durante uma noite chuvosa, ela caminha por ruas estreitas e desertas. Alexia procura pelo número 1046, mas não consegue encontrar. Ouve um barulho de algo caindo e percebe que está sendo seguida. Ao se esconder em um beco, tenta fazer uma ligação, mas o celular está sem sinal. A garota tenta se acalmar e se aproxima da rua para olhar se ainda há alguém por ali. Nisso, Alexia dá de cara com um homem todo de preto. Ela foge, desesperada, e quando pensa que não vai mais aguentar continuar correndo, a garota sente alguém pegá-la pelo braço e puxá-la para trás de um muro. É Douglas, que sussurra: ‘Shhh, quieta, Alexia, pô!’ Alexia chora de saudade e tristeza. ‘Não é possível... não é possível, Douglas... Douglas, você morreu!’ A garota fica arrasada cada vez que tem um sonho com ele. No dia seguinte, seus olhos estão inchados de tanto chorar. O atual namorado, Moisés (Alejandro Claveux), presidente da ONG em que ela dá aula, fica intrigado com seu jeito estranho. Um sonho que se repete será um sinal do namorado morto?”

Jovens, fiquem espertos! Telespectadores, fiquem ligados! “Porque o demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta” (Apocalipse 12:12).

(Natan Moreira)

Nota: Deus tem pessoas sinceras e atentas em todas as denominações religiosas. Amém por isso! Em triste condição estão alguns cristãos que, embora devessem conhecer muito do que Deus revelou em Sua Palavra, gastam horas e horas (do “relógio” que se apressa para o fim) diante da TV para assistir produções que exaltam o vício, a degradação e o espiritismo. Acorda, povo de Deus!


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07/10/2011

Câncer ligado ao HPV contraído no sexo oral atinge principalmente homens

O enorme aumento no número de casos de cânceres de cabeça e pescoço ligados ao HPV ao longo de duas décadas está mostrando o risco dessa infecção sexualmente contraída por um novo grupo: os homens.

Uma nova pesquisa mostra que entre 1988 e 2004, o câncer de cabeça, pescoço e garganta relacionados ao HPV aumentaram em 225%, um índice alarmante.

Dentro da próxima década a incidência desses cânceres – quase sempre contraídos como resultado de sexo oral – irá superar o câncer do colo do útero, e a maior parte dos casos será em homens. Mesmo assim, o HPV é muitas vezes deixado de lado nas discussões públicas – assim como a vacina que pode o prevenir.

Quando a vacina contra o HPV entra em pauta, normalmente ela é focada em jovens mulheres e no câncer cervical. Mas o HPV também causa câncer orofaríngeo e anal, fato poucas vezes divulgado pelas organizações médicas, governos e acadêmicos, que preferem não entrar em qualquer debate sobre práticas sexuais.

O fato é que também deveria haver campanhas para vacinação em homens. Os diagnósticos de câncer de cabeça e pescoço decorrentes de exposição sexual têm aparecido em pessoas cada vez mais jovens – até recentemente ele só atingia pessoas na faixa dos 60 anos associado ao fumo e bebida.

Estatísticas dos EUA mostraram que cerca de 90% dos homens e mulheres entrevistados praticaram sexo oral com um parceiro do sexo oposto. 36% de mulheres e 44% dos homens fizeram sexo anal. Estatísticas como essa, aliadas as conclusões do novo estudo sobre as taxas de câncer de cabeça e pescoço, mostram que uma recomendação mais ampla de vacina contra o HPV é urgente. [Hypescience]

Nota: Infelizmente, homens e mulheres entregues às paixões carnais acham que vale tudo na sexualidade. No entanto, se seguissem o propósito de Deus para o sexo (monogâmico, heterossexual, feito no casamento e respeitando o corpo como templo do Espírito Santo), não sofreriam desses males supracitados. A melhor vacina para essas "enfermidades do Egito" é a obediência à Palavra de Deus! 

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05/10/2011

40% dos evangélicos consomem bebidas alcoólicas

A ‘Associação Nacional dos Evangélicos’ – que tem sede em Washington – realizou um estudo nos Estados Unidos, no qual o resultado mostrou que embora as igrejas preguem a respeito de vícios tanto alcoólicos como qualquer outro, de cada cinco evangélicos, dois tem o hábito de tomar bebidas alcoólicas.

Foram ouvidos a quarenta representantes das mais variadas denominações e este trouxe o resultado final de que 40% desses líderes de congregações evangélicas ingerem a bebidas com teor alcoólico socialmente. A outra porcentagem que não tem esta prática, ao ser questionada pelo motivo da escolha, o justifica por diversos fatores, mas em nenhum momento por considerar que tal ato seja pecado.

“Ainda que haja proibição do consumo de álcool moderado nas Escrituras, devido às muitas implicações como um exemplo para família e aqueles que eu sirvo, eu gosto das palavras de Paulo, é melhor não.” Gary Benedict, presidente da Aliança Missionária e Cristã (The Christian and Missionary Alliance).

O Bispo Edir Macedo – Igreja Universal do Reino de Deus – admitiu durante um de seus sermões que bebe cerveja e vinho sim. O líder da maior igreja neopentecostal brasileira, acabou por escandalizar a muitos evangélicos conservadores que são totalmente contrários a esta prática.

Uma outra pesquisa publicada pela Revista LifeWay, feita também nos Estados Unidos, trouxe os seguinte dados: 29% dos “leigos” entrevistados afirmaram ser errado o consumo bebidas alcoólicas e tiveram uma concordância de 24% de pastores seniores que também foram abordados. No entanto, uma parte deste pastores, que atingiu a colocação de 68% alegam que o consumo é uma “liberdade bíblica” desde que a pessoa seja ciente do limite. 54% dos leigos concordaram com a afirmação a favor.

Nota: Será que os cristãos podem beber socialmente? Muitos erram por desconhecer as Escrituras e o poder de Deus...

04/10/2011

Criança adotada por casal de lésbicas faz tratamento para troca de sexo

O garoto Thomas Lobel – da Califórnia – de oito anos de idade, esta sendo motivo de polêmica com a mudança de sexo com direito a tratamento à base de hormônios que tem feito.

O menino que é filho de uma casal de lésbicas iniciou o processo ainda quando tinha apenas 8 anos de idade. Com o apoio e defesa das mães, hoje o menino tem sua identidade como Tammy. As responsáveis dizem que a decisão de começar o processo de mudança de sexo na infância é melhor devido aos casos de transtorno de identidade na puberdade, o que ocasiona muitos suicídios.

“Sou uma menina”. Segundo as mães Pauline Moreno e Debra Lobel, essa foi uma das primeiras frases que “Tammy” aprendeu a falar, elas também contaram que aos sete anos ele fez a ameaça de mutilar seu próprio órgão genital, foi então que veio o incentivo maior da parte delas para a iniciação do processo médico, devido o diagnóstico de transtorno de gêneros.

O Daily Mail informou que esse tratamento hormonal permite que caso o garoto queira passar a puberdade como um garoto, o poderá fazer. Pois segundo eles, este pode ser interferido a tempo, não afetando inclusive a fertilidade de Thomas/Tammy, no entanto, se prosseguir na decisão de se tornar de fato uma mulher, os medicamentos irão começar a gerar mudanças físicas femininas em seu corpo.

A cidade de Berkeley, onde Tammy vive, é uma das quatro nos Estados Unidos (Boston, Seatle e Los Angeles são as outras) onde há um hospital com programas para crianças transexuais.

Nota: O que deverá impedir que o mundo se torne uma segunda Sodoma

28/09/2011

Nocauteados pela pornografia


Embora seja um apaixonado pela internet, tenho medo dela. Ela garante riqueza de conhecimento e possibilidades de comunicação. Mas também é capaz de destruir vidas.

Já falei aqui sobre os riscos da intimidade na rede. Também tratei da possibilidade de se tornar um viciado na web. Comentei sobre os crimes que acontecem pela internet. Noutras ocasiões, apresentei argumentos a respeito da pornografia.

Hoje quero voltar a esse assunto sob a perspectiva de como muitos homens são afetados pelo mundo das imagens e vídeos de sexo disponíveis na rede mundial de computadores.

Fico impressionado com a facilidade de acesso a esse tipo de conteúdo. Até mesmo nos principais sites de notícias encontramos propagandas e links para páginas especializadas em sexo. Tem de tudo. Fotos que exploram a sensualidade, masturbação, imagens e vídeos de casais fazendo sexo e conteúdo homossexual.

Não quero aqui detalhar o tipo de material disponível nesses sites. Gostaria apenas de refletir a respeito disso.

Como disse, fico impressionado com a facilidade de acesso a esse conteúdo. Não está escondido. Não é preciso usar nenhum sistema de buscas. Não há necessidade de ser um especialista para encontrar fotos e vídeos. Basta estar diante da tela de um computador. Qualquer site informativo reserva espaço para esse tipo de “entretenimento”.

Sabe amigos, ninguém está isento de sentir tentado a navegar por essas páginas. Na verdade, vou mais longe. Diria que poucos são aqueles que não se sentem seduzidos a dar uma espiadinha. Está tudo ali – a um clique. Um único movimento no mouse coloca você diante de um shopping de pornografia.

Resistir é uma tarefa difícil. É preciso estar revestido do Espírito Santo. E se você deu uma “folguinha” para Ele, a carne é fraca. Vai vacilar. Quando se der conta, já estará há alguns minutos – ou até horas – vendo um desfile de imagens e vídeos pornográficos. Estará nocauteado pelo diante da tela do computador.

Homens cristãos são homens. Dotados de uma natureza pecadora. Estão sujeitos à sedução. Os escritos sagrados mostram que não é apenas o conhecimento do que é santo, puro e bom que nos afasta do pecado. O apóstolo Paulo chegou a dizer que aquilo que ele quer, não é capaz de fazer; mas o que não quer, isto ele faz. O texto é claro ao mostrar que nossa natureza é voltada para o pecado.

Por isso, volto a dizer, só a busca constante do revestimento do Espírito pode nos dar força para vencer esse tipo de tentação. Não adianta dizer: livre-se do computador, da internet. Isto é retroceder. Mas é preciso ter coragem e fé para resistir.

Por fim, um recado às mulheres. Mulheres, cuidem de seus maridos. Não ignorem suas carências afetivas. Sejam sábias. Não quero aqui responsabilizá-las pelo pecado deles. Mas auxiliem seus esposos na busca da santidade. E, no que diz respeito ao sexo do casal, lembrem-se da recomendação do apóstolo Paulo: “Não vos priveis um ao outro” (1 Coríntios 7:5).


Ouça o comentário completo do jornalista Ronaldo Nezo:

27/09/2011

Jean Wyllys convence deputados a retirarem projeto de lei que prioriza a família

O projeto de lei 733/2011 que dá prioridade à família, feito pelos deputados evangélicos Lauriete, Popó e Marcelo Aguiar foi retirado de votação por eles, depois de serem convencidos pelo Deputado Jean Wyllys (Psol – RJ).

O Deputado Jean Wyllys, ex-BBB, defensor dos direitos dos homossexuais e que comparou os cristãos brasileiros com o atirador da Noruega, afirmou que convenceu os deputados evangélicos a retirarem o projeto de Lei que priorizava a família e proibia o governo de dar preferência a qualquer cidadão, de qualquer raça, religião ou orientação sexual.

A Deputada Lauriete, cantora gospel, afirma em seu site que acredita que com o projeto de lei estaria contribuindo “para um debate mais amplo sobre os caminhos da sociedade brasileira em face da modernidade”, porém não deu declarações sobre os motivos de ter retirado o projeto da pauta de votação.

Jean Willys afirmou que “o projeto de é inconstitucional. A discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero é uma discriminação por motivo de sexo, violando o caput do artigo 5º da Constituição da República”. O projeto poderá voltar à votação na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias, porém deverá haver alterações em seu texto para que possa ser levado ao plenário da Câmara.

Procurados pelo Gospel+, os deputados não responderam aos contatos até o fechamento desta matéria.

(Atualização: O deputado Marcelo Aguiar respondeu por meio de sua assessoria de imprensa a um de nossos contatos e afirmou que “o relatório de Jean Wyllys apontando inconstitucionalidade na proposta não foi decisivo para o pedido de retirada, mas apontou a importância de uma análise mais ampla antes do projeto ser levado para votação”. O deputado também disse que “talvez no afã de apresentar o projeto e cumprir nossa função como defensores das famílias e dos ideais cristãos, acabamos protocolando um texto muito rígido, com artigos que dão margem a interpretações dúbias e que encontrariam resistência e dificuldades na aprovação” e acrescentou que “nossa tentativa de impedir o Poder Público de gastar o dinheiro do povo em campanhas e programas que, na pratica, têm outras finalidades e acabam por atacar os princípios da família brasileira foi motivada pela melhor das intenções.” Os outros deputados ainda não responderam aos contatos, caso haja alguma resposta faremos uma nova atualização nesta notícia)

Fonte: Gospel+

26/09/2011

Como algumas músicas dominam a mente dos cristãos

Resumo: O presente artigo pretende fazer uma análise do uso da música feito por denominações cristãs. Diante desta proposta, estudos são apresentados mostrando os efeitos que estímulos transmarginais produzem na mente de pessoas dentro de um contexto religioso. Tais estímulos são utilizados em tempos de guerra como também dentro de igrejas, levando o indivíduo ao êxtase, transes, colapso e “conversão”. Diante da afirmação cristã de que a conversão deve ser baseada em uma escolha livre e racional, o presente artigo discute o uso de tais estímulos empregados na conversão de fiéis.

Em anos mais recentes, psicólogos, tal como William Sargant, tem se interessado nas atividades da mente envolvida em assuntos religiosos. Em um de seus livros, A conquista da mente, Sargant relata suas descobertas ao estudar os efeitos fisiológicos da conversão. Ele menciona que recebia em sua clínica muitos pacientes durante a Segunda Guerra Mundial para serem tratados. Em muitos casos, soldados de guerra que apresentavam sintomas de exaustão de combate, “estupor, perda de memória, perda do uso dos membros, desmaios, etc” (SARGANT, 1968, p. 52). Para entendermos os métodos empregados por Sargant no tratamento de seus pacientes, que explicaremos mais adiante, é importante lembrarmos que Sargant é considerado um behaviorista. Na psicologia, behavioristas defendem que “o comportamento é o único elemento qualificável e previsível do ser humano e, portanto, o único objeto da psicologia” (ÁVILA, 2003, p. 45).

Sargant tratava seus pacientes a partir dos conceitos pavlovianos de “estimulação” e “inibição” transmarginal, onde estes pacientes eram levados a um estado de medo, excitação e alta sugestionabilidade, caindo então em colapso. Posteriormente, quando o paciente voltava a si, os sintomas que antes lhe acompanhavam, desapareciam (SARGANT, p. 29-46). Segundo ele, o prolongamento de uma estimulação transmarginal provoca um estado de sugestionabilidade, favorável a cura. Sugestionabilidade, conforme Sargant o define, é a capacidade de induzir pessoas a acreditarem qualquer coisa, mesmo naquilo que contradiz fatos evidentes. Mesmo que o paciente esteja em uma sala, deitado em um divã, quando este se encontra neste estado alterado de consciência, é possível fazer o paciente acreditar que está se afogando no mar, ou acreditar qualquer outra coisa irreal.

Um exemplo oferecido por Sargant é de pessoas que antes eram altamente céticas a uma ideia especifica e, após um momento de excitação realizado por ele, podiam aceitá-la como se fosse a coisa mais lógica do mundo. “Repentinamente o branco é preto, amigos são inimigos e inimigos são amigos, questões insignificantes são mais importantes do que assuntos significantes, ou, talvez, nada mais parece ter qualquer importância” (SARGANT, 1975, p. 53).

Para alcançar esse estágio de sugestionabilidade, poderiam ser utilizados vários métodos. Um deles era fazer o paciente relembrar os momentos traumáticos que lhe deixaram naquela situação. Isso podia, muitas vezes, acontecer sob a influência de certas drogas que eram aplicadas nos pacientes. Sob o efeito da droga, os pacientes relembravam com maior facilidade os eventos traumáticos de sua vida e reviviam aquele momento emocionalmente carregado, até entrar em colapso e esgotamento emocional. Após o colapso, eles descansavam tranquilamente, sem reagir a qualquer estimulo do ambiente ao seu redor, e “ao tornarem a si, muitas vezes desandavam a chorar e relatavam que seus sintomas principais haviam desaparecido de repente” (SARGANT, 1968, p. 69). Sadler define este processo como abreação. Isto é, o “processo de reviver a memória de uma experiência desagradável reprimida e expressar em fala e ação as emoções relacionadas com ela, livrando assim a personalidade de sua influência” (SARGANT, p. 67).

Posteriormente, Sargant descobriu um método mais eficaz ao levar o paciente a um estado de excitação e medo, mesmo se não houvesse qualquer relação com o evento traumatizante. Assim fazendo, poderia alcançar os mesmos resultados (colapso e cura). Ele descobriu que o ato de relembrar o evento não era o que trazia a cura, e sim a descarga emocional.

‘Memórias sem afeto, memórias sem menor descarga de emoções’ eram quase inúteis; significando que, a menos que um médico pudesse levar seus pacientes a viverem de novo as emoções originariamente associadas a experiência reprimida que causara a neurose, o mero fato de lembrar-se da experiência não constitui cura (SARGANT, p. 66).

A cura produzida pela abreação, não acontecia devido ao exercício da memória, mas à quantidade de excitação alcançada: “A quantidade de excitação provocada parecia ser o fator determinante do êxito ou malogro de inúmeras tentativas de eliminação dos padrões de comportamento mórbido recém-adquirido. Emoção que não leva o paciente ao ponto de inibição transmarginal e colapso podia ser de pouca utilidade” (SARGANT, p. 74).

A abreação é uma ferramenta utilizada por psicólogos para levar o paciente à cura, mas Sargant nos lembra que este também “é um velho truque psicológico que vem sendo usado, para o bem ou para o mal, por gerações de pregadores e demagogos a fim de abrandar a mente de seus ouvintes e ajudá-los a assumir os desejados padrões de crença e comportamento” (SARGANT, p. 76). Muitos utilizam a abreação para mudar a maneira como uma pessoa pensa, como também devolver funções que tinham sido inibidas pelo trauma, como perda da visão, audição, capacidade de andar, segurar objetos e outros males.

Neste momento uma pergunta pode surgir: “Quem está imune a esse tipo de controle mental?” Sargant responde afirmando: “Ninguém!” Todos, quando expostos a esses métodos, acabam cedendo uma hora ou outra. Segundo ele, existem dois tipos de pessoas na sociedade: a “comum” e a “incomum”, ou “anormal”. Para ele, a pessoa “comum” é na realidade a pessoa mais facilmente doutrinada por tais métodos.

Aqui, “comum” ou “normal” é definido pela comunidade “simplesmente porque aceita a maioria de seus [da sociedade] padrões sociais e padrões de comportamento [...] [a pessoa] é suscetível a sugestão e foi persuadida a seguir a maioria na maior parte das ocasiões comuns e extraordinárias” (SARGANT, p. 82). Segundo ele, “o melhor meio de evitar possessão, conversão e todas as condições semelhantes consiste em evitar envolver-se emocionalmente no processo” (SARGANT, p. 112). Em frequentes ocasiões, o autor comenta que percebia estar entrando em um estado de sugestionabilidade, pois seu raciocínio já não era tão acurado como normalmente. Talvez os únicos que aparentam ser impermeável à sugestão, de acordo com Sargant, sejam os lunáticos ou doentes mentais (SARGANT, p. 192).

O estado de sugestionabilidade, já mencionado, é interpretado como sendo “êxtase”, o qual Paulo Calderelli define da seguinte maneira:

Alegria ou arrebatamento incontido e excessivo. Neste estado permanece suspensa toda a atividade voluntária e também, parcialmente, as funções sensoriais e psíquicas em geral, devido à prolongada contemplação de um grupo limitado de idéias. É freqüentemente observado nos delírios místicos e na histeria nesta condição o indivíduo parece ter perdido todo e qualquer contato com o mundo exterior (CALDERELLI, p. 287).

Este estado de consciência alterada se caracteriza “por um limiar sensório e por um abandono dos modos habituais de perceber o meio exterior e/ou interior” (WHITE, 1997, p. 24).

O êxtase religioso

O êxtase não é um fenômeno que acontece apenas no meio “secular”. Ele também é experimentando no âmbito religioso. Assim sendo, nos interessa especialmente a interpretação de Mendonça (1997, p. 150) acerca deste fenômeno: “O êxtase pode ser definido como um estado de consciência alterado, com maior ou menor intensidade, e que se caracteriza pela passagem que o individuo sofre de uma realidade para outra. Na maior parte das vezes o êxtase é procurado pelos indivíduos, especialmente nas práticas religiosas em que é valorizado como canal de comunicação com o sagrado”.

No caso de Sargant, ele menciona que o êxtase religioso também se tornava útil e necessário para a cura de traumas passados. No entanto, o êxtase religioso é aqui defendido como uma forma de experimentar o divino. Rosileny Santos (2004, p. 105), ao analisar alguns relatos de pessoas que experimentaram o êxtase religioso, afirma que “desde relatos mais antigos até mais recentes, o êxtase religioso tem a mesma conotação: é pessoal, tem a ver com a racionalidade da pessoa, independente da cultura ou da religião, e é uma busca que em si promete momentos de euforia e bem-estar”.

O êxtase ou a excitação mental pode ser obtido de diversas maneiras, em ambientes religiosos: através do medo, choques elétricos, drogas, álcool, sexualidade e música. Os dirigentes das atuais religiões não são ignorantes destas armas fisiológicas.

Jejum, castigo da carne por flagelação ou desconforto físico, regulação da respiração, revelação de mistérios terríveis, toque de tambor, danças, cantos, provocação de medo, pânico, iluminação fantástica ou gloriosa, incenso, rogas inebriantes – esses são apenas alguns dos inúmeros métodos empregados para modificar a função cerebral normal para propósitos religiosos (SARGANT, p. 94).

Já que a musica é um dos “métodos empregados para modificar a função cerebral normal para propósitos religiosos”, nos interessa nesse momento descobrir como ela é utilizada para alcançar estes níveis de consciência alterada em âmbito religioso.

A música e o êxtase religioso

Não se pode duvidar do poder que a música tem sobre a mente humana. Ela é capaz de alterar o estado da mente do ouvinte, assim como dominá-la. O ouvinte “antes de mais nada, precisa ser musicalmente sensível e tem de estar na disposição de espírito certa, para ser dominado pela música. E a música tem de ser exatamente do tipo certo. Ritmo percussivo agudo pode fazer um paciente entrar em espasmos, como uma marionete” (JOURDAIN, 1998, p. 381).

Teóricos que se especializaram nos efeitos fisiológicos da música se impressionam a que ponto o corpo pode ser afetado pela musica:

A música influi na digestão, nas secreções internas, na circulação, na nutrição e na respiração, como também até as redes nervosas do cérebro são sensíveis aos princípios harmônicos. Sem duvida a música provoca certas mudanças biológicas, podendo ocasionar uma alteração no pulso, na respiração e na pressão externa do sangue; retarda a fadiga muscular e aumenta o metabolismo, amplia a sensibilidade e facilita o acesso a outras formas de estímulo e percepção (SILVA, 1989, p. 40-41). No extremo oposto da escala, os ritmos acelerados elevam o ritmo das pulsações do coração e, portanto, a excitação emocional (SILVA, p. 44).

Dessa forma, o ritmo se torna importante nas diferentes formas de reações mentais. Ritmos diferentes produzem reações diferentes. O ritmo pode

conduzir a histeria, criar ou provocar um efeito hipnótico. Se for do tipo repetitivo, obsessivo, causará psicologicamente uma depressão; e se iniciar de forma lenta, passando a um movimento cada vez mais rápido, poderá provocar obscurecimento da consciência, especialmente se a melodia que o acompanha for contínua, sem fim, suprimindo a sensação de tempo. Um exemplo disto é o ritmo hipnótico das batidas dos atabaques nos rituais de macumba, que com um furor crescente é acompanhado pelos aficionados através de movimentos contorsivos. As variações cadenciadas, que se aceleram cada vez mais e mais, elevam a pessoa a manifestar o “santo” (SILVA, p. 47).

Quando esse se torna repetitivo, através de instrumentos de percussão, o ouvinte pode sentir fadiga, passando por um “amortecimento consequente da consciência”, levando “iniciados a um verdadeiro estado de hipnose” (SPARTA, 1970, p. 57). Rosileny Santos (p. 177) acredita que apesar desses efeitos serem notados quando certos ritmos são tocados “as músicas utilizadas nas celebrações pesquisadas não pretendem provocar o êxtase”. No entanto em várias circunstâncias, a música é o elemento-chave na religião para produzir um estado de transe nos fiéis, sendo esta uma experiência central em muitas religiões. Podendo se concluir que a música é um método eficaz na produção de estados de transe, mesmo quando não produzido intencionalmente.

O transe religioso pode se tornar especialmente útil quando é necessário uma “conversão” da pessoa para a nova religião. Ele se torna útil para a dissipação de crenças e comportamentos antigos e a assimilação de novas crenças e padrões. É crucial poder “provocar certo grau de tensão nervosa ou despertar sentimentos de cólera ou ansiedade suficientes para assegurar a atenção inteira da pessoa e possivelmente aumentar sua sugestionabilidade” (SARGANT, p. 95). Após o êxtase ou colapso, a pessoa volta ao normal, mas as novas ideias sugeridas ficam implantadas.

Cientes do poder da música sobre a mente humana, muitas religiões têm se apoderado desta ferramenta para agir sobre a mente de seus fiéis. As religiões afro, em especial, conseguem controlar o nível de sugestionabilidade, controlando o ritmo da música.

O caso de homens e mulheres que foram levados a um estado de sugestionabilidade pelo toque de tambor vodu mostra o poder de tais métodos [...] O sacerdote vodu aumenta a excitação e a sugestionabilidade alterando a altura e o ritmo do som dos tambores [...] Depois de um colapso final que terminava em estupor, os participantes… podiam acordar com uma sensação de renascimento espiritual (SARGANT, p. 110).

Para os que são dominados pela música, a sensação é de estar sendo dominado por uma força transcendente (SARGANT, p. 113). “Embora aparentemente inconscientes, eles apresentam todo o pormenorizado comportamento que se espera da divindade pela qual se acreditam possuídos” (SARGANT, p. 110).

Ao compararmos as diferentes religiões existentes, podemos perceber que o êxtase ou o transe religioso é um fenômeno existente em quase todas elas, e suas interpretações também são múltiplas. “O êxtase provoca as experiências traduzidas pelas denominações como ‘voos mágicos’, ‘ascensão ao céu’, ‘viagem mística’ [...] o ‘ter acesso às altas esferas e de descer as esferas inferiores” (ELIADE, 1998, p. 49). Sargant, no entanto, procura deixar claro que independente da explicação que possa ser oferecida no âmbito religioso, o fenômeno é o mesmo que suas experiências com os soldados da Segunda Guerra.

Durante a guerra, como vimos, o sistema nervoso humano pode ser bombardeado por estímulos de intensidade suficiente para produzir exatamente as mesmas condições de dissociação mental e transe que são deliberadamente produzidas em outras partes do mundo pelos tambores, pelas danças e por outras técnicas excitadoras (SARGANT, 1975, p. 217).

Ele relata suas viagens para países como Sudão, Zâmbia, Nigéria, Quênia, Haiti, Jamaica, Barbados, Brasil, Estados Unidos e outros, e seu contato com cultos que promovem oportunidades de êxtase e colapso. Em cada uma delas podemos encontrar o papel fundamental da música como instrumento para se chegar ao transe.

Quero salientar mais uma vez que, sempre quando os seres humanos, mesmo nas sociedades mais evoluídas, são impelidos a dançar sob-ritmos possantes e repetitivos, suscita-se uma atmosfera de sugestionabilidade aumentada que libera tensões acumuladas, ódios e outras emoções dos participantes. As crenças em líderes religiosos ou políticos ou sociais podem ser fortalecias, ou também eliminadas para serem substituídas por alguma crença diferente, dependendo do comportamento e dos propósitos daqueles que controlam os acontecimentos (SARGANT, p. 155).

O cristianismo e o êxtase religioso

Ele relata uma experiência que teve na Nigéria que o assustou. Como já estava acostumado a observar religiões primitivas, não esperava ver o mesmo fenômeno acontecendo em religiões cristãs.

Vimos aqui novamente o mesmo padrão de danças, transe, ‘possessão’ e colapso, mas esta era uma cerimônia cristã, em que alguns dos crentes ficavam possuídos pelo Espírito Santo. [...] Havia jovens entre os que tocavam tambores, e a maioria dos dançarinos eram jovens. Fiquei horrorizado ao ver crentes de dez a quatorze anos entrando em transe com colapso, e isto era considerado uma manifestação, não de espíritos ancestrais de uma tribo, mas sim do Espírito Santo e do mesmo Deus que é adorado no mundo cristão inteiro (SARGANT, p. 179).

Além do mais, pode-se observar uma ligação entre os estados de transe produzidos pela música, e a sexualidade dos fiéis subjugados pela música. “Frequentemente os próprios homens que tocavam os tambores pareciam tentar criar um nível máximo de reação na paciente específica diante deles. Era quase como se as mulheres estivessem sendo sexualmente possuídas pelos tambores”. Para William Sargant, tanto o som dos tambores quanto o sexo são capazes de produzir um estado de transe ou semi-transe, “terminando em colapso dos nervos e relaxamento” (SARGANT, p.163).

Qualquer ideia que for sugerida em um momento de sugestionabilidade será assimilada pelo fiel, seja pelo condutor da cerimônia como qualquer outro que esteja próximo à pessoa. Sargant menciona que rapazes, logo após tais reuniões sugestivas realizavam investidas sexuais nas moças da igreja, e estas facilmente aceitavam seus convites. “A moça podia ser persuadida ao abandono erótico tão facilmente quanto à aceitação da mensagem do evangelho” (SARGANT, 1968, p. 225). Dias após o efeito das reuniões ter passado, a mesma investida era realizada por estes rapazes nas mesmas moças, sendo, no entanto, declinado com um “eu não sou uma moça desse tipo”.

Sabendo que tais métodos são utilizados dentro do cristianismo, é possível estudar alguns movimentos e grupos religiosos analisando como esses têm se utilizado da música para alcançar estados de êxtase religioso. Somerset Maugham, ao comentar sobre os Exercícios Espirituais dos Jesuítas, descreve os métodos empregados para atingir estados de consciência alterada:

Dizem que o resultado da primeira semana é reduzir o neófito a completa prostração. A contrição aflige-o, a vergonha e o medo angustiam-no. Não só se sente aterrorizado pelos assustadores quadros em que pousou seu espírito, mas também fica enfraquecido por falta de comida e esgotado por falta de dormir. É levado a tal desespero que não sabe onde procurar alívio. Então um novo ideal é colocado a sua frente, o ideal de Cristo; e a esse ideal, com a vontade destruída, ele é levado a sacrificar-se de coração alegre [...] Os ‘Exercícios Espirituais’ são o método mais maravilhoso até hoje inventado para conquistar controle sobre essa coisa errante, instável e voluntariosa que é a alma do homem” (SARGANT, p. 162).

Através desse relato, podemos ver claramente as etapas já mencionadas em nosso estudo. O fiel é levado ao medo, tensão e esgotamento mental, e quando este se encontra em um momento de sugestionabilidade, novas ideias podem ser implantados na mente, o resultado é que ele sai de tais exercícios “convertido”. O medo, segundo Sargant, também era utilizado por John Wesley, que viveu no século XVIII:

Antes de tudo, Wesley criava alta tensão emocional em seus prosélitos potenciais. Achava fácil convencer grandes públicos daquela época de que o fato de não alcançarem a salvação necessariamente os condenaria para sempre ao fogo do inferno. A imediata aceitação de uma fuga a tão medonho destino era veementemente incentivada sob a alegação de que quem deixasse a reunião “sem mudar” e sofresse um acidente repentino e fatal antes de haver aceito sua salvação iria diretamente para a fornalha ardente. Esse senso de urgência aumentava a ansiedade prevalecente que, à medida que crescia a sugestionabilidade, podia contagiar todo o grupo (SARGANT, p. 100).

Além de suas pregações, a música de seu irmão era uma ferramenta poderosa para alcançar os objetivos desejados:

Com auxílio de seu irmão Charles, cujos hinos eram dirigidos às emoções religiosas e não à inteligência, ele descobriu uma técnica extremamente eficaz de conversão – uma técnica empregada não apenas em muitas outras religiões bem sucedidas, mas também na moderna guerra política (SARGANT, p. 100).

Aqui, o êxtase religioso recebe uma roupagem “cristã”. Para John Wesley, por exemplo, tais colapsos eram evidência de “santificação” (SARGANT, p. 104). Outros os interpretavam como a descida do Espírito Santo sobre a congregação (SARGANT, 1975, p. 92-93).

Na atualidade, a música tem se tornado uma parte importante do culto, especialmente quando existem tantos equipamentos e recursos para intensificar os efeitos da música. Aldous Huxley, comentando sobre a facilidade existente hoje de recursos para induzir estados de sugestionabilidade nas massas, diz:

Reuni uma multidão de homens e mulheres [...] tratai-os com música de banca amplificada, luzes brilhantes e a oratória de um demagogo que [...] seja simultaneamente o explorador e a vítima da intoxicação do rebanho, e podereis de pronto reduzi-los a um estado de sub-humanidade quase sem mente. Nunca antes tão poucos estiveram em condições de transformar tantos em tolos, maníacos ou criminosos (SARGANT, 1968, p.164).

Podemos afirmar que, apesar do êxtase religioso não ser frequente entre cristãos como o é em religiões afro, sendo às vezes até condenado, nos últimos tempos, tem se tornado mais frequente, especialmente em igrejas que valorizam o louvor carismático. A música, mais uma vez, é um dos métodos mais utilizados para alcançar o êxtase (MEDONÇA, p. 150). Esse fenômeno pode ser facilmente observado em ambientes pentecostais.

A adoração pentecostal e carismática, impregnada de ritmo e adaptada a cultura popular, abre espaço para o florescimento das experiências místicas, fortalece o vínculo com a cultura primitiva africana e consolida a ênfase na imanência divina, o que tende a uma superação dos limites entre sagrado e profano (DORNELES, 2001, p. 201).

Muitos não veem tais técnicas como algo ruim, e sim positivo. Judson Cornwall, descrevendo a experiência pentecostal, afirma que o êxtase espiritual é fundamental para o contato com o Espírito Santo:

Que conforto e vigor espiritual recebemos quando, em meio a adoração, nosso espírito tem contato com o Espírito de Deus! Há momentos em que o espírito parece assumir o controle de todo o nosso ser e se acha tão achegado ao Espírito de Deus, que temos a impressão de estar tendo uma experiência fora do corpo. [...] O êxtase espiritual faz isso. Atingimos novas dimensões, novos picos de gozo, e nosso espírito paira tão livre que temos a sensação de não mais estar no corpo e na terra. [...] Mas a adoração não liberta apenas o espírito do adorador. Ela é um meio pelo qual nossa alma também pode extravasar-se. Na presença do Senhor liberamos as emoções reprimidas durante longo tempo. É que na adoração tudo é válido: lágrimas, suspiros, gritos, cânticos e até o silêncio (1995, p. 101).

Como já observamos anteriormente, música, excitamento, esgotamento emocional e relaxamento são fundamentais para o êxtase espiritual. O líder espiritual se torna a peça central nesse processo.

Essa pessoa, acompanhada de outros cantores e orquestra, inclusive instrumentos de percussão, conduz o cântico de acordo com uma bem planejada, mas aparentemente espontânea progressão, encorajando o povo a ‘abandonar-se a si mesmo ao Espírito’, em cânticos, palmas e dança. (HUSTAD, 1996, p. 14).

Conclusão

Como foi o objetivo deste estudo, procuramos apresentar alguns efeitos fisiológicos da música e como estes são utilizados para levar a estados alterados da consciência em certas religiões e denominações cristãs. Tal estudo não pretende acusar alguma denominação em específico, mas mostrar certas tendências que podem estar acontecendo dentro do meio cristão. Existem formas de implantar ideias e comportamentos na mente das pessoas sem que estas conscientemente optem por tais condutas, e entendemos que isto seja um abuso do livre arbítrio de cada ser humano. Qualquer decisão, seja de forma filosófica ou religiosa, deve ser tomada de forma consciente e não imposta de forma abusiva.

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HUSTAD, D. Mudanças no culto cristão. Ministério. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, Março-Abril 1996.

JOURDAIN, R. Música, Cérebro e Êxtase: como a música captura nossa imaginação. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.

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SARGANT, W. A conquista da mente. São Paulo: IBRASA, 1968.

SARGANT, W. A possessão da mente. Rio de Janeiro: Imago, 1975.

SILVA, N. M. A música na experiência religiosa: uma visão do movimento metodista. São Bernardo do Campo, 1989. 252 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Religião) – Faculdade de Filosofia e Ciências da Religião, Universidade Metodista de São Paulo.

SPARTA, F. A dança dos orixás: as relíquias brasileiras da afro-asia pré-biblica. São Paulo: Harder, 1970.

WHITE, J. O mais elevado estado de consciência. São Paulo: Editora Pensamento, 1997.

Texto de autoria de Glauber Souza Araujo, Mestrando em Ciências da Religião (UMESP). Professor de Estudos em Religião no UNASP. Email: glauber.araujo@unasp.edu.br , publicado na Revista Eletrônica de Teologia (Kerygma), do Centro Universitário Adventista de São Paulo.

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