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08/04/2013

Estudo de Apocalipse 17 de acordo com as regras de interpretação profética

Vídeo sobre a profecia do capítulo 17 de Apocalipse. Trata-se de um estudo bíblico utilizando as regras de interpretação profética.


02/04/2013

Os 7 Reis e a renúncia papal - Apocalipse 17

Assista o sermão pregado pelo Pastor Samuel Ramos em Boston sobre a profecia do capítulo 17 do Livro de Apocalipse.


23/05/2012

Ano 457 A.C. - o início das "2300 tardes e manhãs"


Introdução

O objetivo deste estudo é apresentar as dificuldades envolvidas na fixação do ano 457 A.C. como o sétimo ano do rei Artaxerxes, considerado o ponto de partida dos períodos proféticos de Daniel 8 e 9. Esse assunto tem gerado acirrados debates nos círculos teológicos, motivando a produção de muitos artigos e livros. Do material escrito sobre o tema, destaca-se a obra de Lynn H. Wood e Siegfried H. Horn, intitulada The Chronology of Ezra 7. Apesar do grande empenho de Horn para oferecer subsídios em prol da data 457 A.C., não havia dados suficientes que permitissem a eliminação de todas as dúvidas pertinentes ao assunto, o que o levou a reconhecer que “para Artaxerxes I, essa incerteza ainda existe em um certo grau”. Despindo-se de todo tipo de ufanismo, o qual fecha os olhos para a realidade dos fatos, deve o investigador sincero reunir ao seu redor todos os dados favoráveis e desfavoráveis à sua posição, buscando, através de um método científico, solucionar com honestidade os problemas.
Artaxerxes I

Carência de Informação Bíblica Quanto à Data do Decreto

A despeito das afirmações de eminentes escritores sobre o assunto, Esdras 7 não fornece a data em que o decreto de Artaxerxes foi expedido. O sétimo ano mencionado em Esdras 7:7-9 não se refere à assinatura da ordem e, sim, ao retorno de Esdras. Segundo o registro bíblico, “Esdras chegou a Jerusalém no quinto mês, no sétimo ano do rei Artaxerxes; pois no primeiro dia do primeiro mês partiu de Babilônia, e no primeiro dia do quinto mês chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele.” Esdras 7:8 e 9. 

O problema gerado pela inexistência de indicação escriturística para a própria data do decreto pode ser agravado ainda mais se o calendário babilônico-persa for tomado como base de cálculo. Iniciando o ano no mês de Nisan, o calendário babilônico faria a viagem de Esdras começar no primeiro dia do ano, não deixando nenhuma margem para que o decreto fosse expedido dentro do sétimo ano de Artaxerxes. É importante lembrar que Esdras só pôde reunir sua expedição em virtude do decreto do rei. Não seria viável que a assinatura da ordem, os preparativos para a viagem e o início da própria viagem se concentrassem num único dia. Isso faria a data do decreto cair em algum ponto anterior na linha do tempo, como, por exemplo, o sexto ano daquele rei.

Por outro lado, mesmo que se tome o sétimo ano de Artaxerxes como a data do decreto, certas dificuldades técnicas impedem a localização inequívoca desse ano na escala A.C. – A.D.,  o que será demonstrado a seguir.

O Sétimo Ano do Rei Artaxerxes – Problemas de Calendário

Não são poucos os pesquisadores das profecias que têm se debruçado sobre enciclopédias e compêndios de História à procura de referências a 457 A.C. como o sétimo ano do rei Artaxerxes. Qual a desilusão e o embaraço de muitos desses pesquisadores ao encontrar, em lugar de 457 A.C., a data de 458 A.C.. Desconhecendo os pormenores técnicos envolvidos, imaginavam que alguns poucos volumes de História Universal pudessem resolver o problema; mas, ao invés disso, ficam decepcionados e confusos ao encontrar uma data diferente da que lhes tinha sido ensinada; e, não se deve subestimar tal decepção, pois, se a data inicial dos períodos proféticos de Daniel 8 e 9 estiver errada, todo o restante do cálculo também estará e o início da purificação do Santuário Celestial no ano de 1.844 A.D. não passará de mera fantasia.

1) O Sétimo Ano do Rei Artaxerxes no Calendário Egípcio
Ao contrário do que bons e sinceros expositores das profecias fizeram crer no passado, o Cânon de Ptolomeu não favorece a data 457 A.C.. Na verdade, a listagem de Ptolomeu coloca o sétimo ano de Artaxerxes entre 16 de dezembro de 459 A.C. e 15 de dezembro de 458 A.C.. Como Esdras saiu de Babilônia no primeiro dia do primeiro mês (Nisan) e chegou a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês (Ab), sua jornada ocorreu, segundo o calendário egípcio, em 458 A.C..
O Sétimo Ano do Rei Artaxerxes no Calendário Egípcio

2) O Sétimo Ano do Rei Artaxerxes no Calendário Babilônico-Persa
No calendário babilônico-persa, o ano começava na primavera do hemisfério norte, no mês de Nisan, que correspondia aproximadamente ao final de março e ao começo de abril. Dessa forma, o primeiro dia do ano babilônico era o dia primeiro de Nisan.

A obra Babylonian Chronology, de Richard Parker e Waldo Dubberstein, publicada em 1.956 A.D., faz referência a um tablete do período helenístico que localiza a morte de Xerxes, pai de Artaxerxes, em agosto de 465 A.C.. Esse documento é conhecido como LBART 1.419, pois aparece traduzido em Late Babylonian Astronomical and Related Texts, de Abraham J. Sachs.

Fixando a morte de Xerxes em 465 A.C., o ano de ascensão de Artaxerxes avança até a primavera de 464 A.C.. Assim, seu primeiro ano completo de reinado começa em primeiro de Nisan de 464 A.C. e termina na primavera de 463 A.C.. Seguindo a progressão, como está demonstrado no gráfico abaixo, o sétimo ano se estende da primavera de 458 A.C. à primavera de 457 A.C., fazendo a viagem de Esdras cair no verão de 458 A.C..
O Sétimo Ano do Rei Artaxerxes no Calendário Babilônico-Persa

3) O Sétimo Ano do Rei Artaxerxes no Calendário Civil Judaico.
O calendário judaico admitia 2 sistemas paralelos para o cômputo do ano: o religioso e o civil. Pelo esquema religioso, o ano começava na primavera, à semelhança do calendário babilônico-persa. Pelo esquema civil, o início do ano caía no outono, em primeiro de Tishri (setembro/outubro), embora a numeração dos meses sempre seguisse o sistema começando na primavera.

Sistema Religioso
Judaico
Calendário
Juliano
Sistema Civil
Judaico
1) Abib-Nisan
Março/Abril
2) Zif-Iyar
Abril/Maio
3) Sivan
Maio/Junho
4) Tammuz
Junho/Julho

5) Ab
Julho/Agosto

6) Elul
Agosto/Setembro

7) Ethanin-Tishri
Setembro/Outubro
7) Ethanin-Tishri
8) Bul-(Mar)Heshvan
Outubro/Novembro
8) Bul-(Mar)Heshvan
9) Kislev
Novembro/Dezembro
9) Kislev
10) Tebeth
Dezembro/Janeiro
10) Tebeth
11) Shevat
Janeiro/Fevereiro
11) Shevat
12) Adar
Fevereiro/Março
12) Adar
Março/Abril
1) Abib-Nisan
Abril/Maio
2) Zif-Iyar
Maio/Junho
3) Sivan
Junho/Julho
4) Tammuz
Julho/Agosto
5) Ab
Agosto/Setembro
6) Elul


Pelo calendário civil dos judeus, o sétimo ano de Artaxerxes poderia ocorrer tanto em 459/458 A.C. quanto em 458/457 A.C., dependendo do momento em que Artaxerxes subisse ao poder.

Como já foi dito, a morte de Xerxes ocorreu em agosto de 465 A.C.. Se Artaxerxes subiu imediatamente ao poder, seu ano de ascensão cobriu apenas o curto período de agosto a outubro (o mês de Tishri começou em 18 de outubro em 465 A.C.) daquele ano. Dessa forma, seu primeiro ano de reinado se estendeu do outono de 465 A.C. ao outono de 464 A.C., fazendo o sétimo ano cair entre o outono de 459 A.C. e o outono de 458 A.C.. A jornada de Esdras teria ocorrido, então, no verão de 458 A.C..


Por outro lado, se, por algum motivo, Artaxerxes só tivesse subido ao trono depois do mês de Tishri, seu ano de ascensão se estenderia até o outono de 464 A.C., o que colocaria seu primeiro ano completo de reinado do outono de 464 A.C. ao outono de 463 A.C.. Isso faria com que o sétimo ano do rei Artaxerxes caísse entre o outono de 458 A.C. e o outono de 457 A.C. e a viagem de Esdras acontecesse no verão de 457 A.C..

4) O Problema da Ascensão do Rei Artaxerxes.
Como ficou demonstrado no item anterior, determinar o ponto exato em que Artaxerxes assumiu o governo é essencial para a localização de seu sétimo ano de reinado. O grande problema é a carência de informação quanto a isso. “O último tablete conhecido do reinado de Xerxes vem do seu vigésimo ano, e o mais antigo tablete datado de Artaxerxes vem do terceiro mês de seu primeiro ano.” Wood e Horn, The Chronology of Ezra 7, segunda edição, p. 99.

O documento LBART 1.419 provém do período helenístico, de forma que seu valor está equiparado ao de outras fontes clássicas (autores gregos e romanos). Mesmo que isso fosse desconsiderado, em nada afetaria a questão, pois, embora o texto localize a morte de Xerxes no seu vigésimo-primeiro ano de reinado, nada diz sobre o momento em que Artaxerxes subiu ao poder, de tal forma que a dúvida subsiste.

Antes que a terceira edição de Babylonian Chronology fosse publicada, fazendo referência ao LBART 1.419, um tablete cuneiforme de Ur parecia ter resolvido o problema. Contendo um acordo entre 4 irmãos, esse tablete está datado do décimo-terceiro ano de Artaxerxes, mas declara que o acordo original fora assinado no vigésimo-primeiro ano de Xerxes, no mês de Kislimu, sendo que a indicação do mês se baseava numa interpretação que H. H. Figulla, editor do texto, havia feito dos pedaços restantes de certos caracteres cuneiformes. Por isso, na primeira edição de The Chronology of Ezra 7, o tablete de Ur foi usado para demonstrar que Xerxes não havia morrido antes de dezembro de 465 A.C. e que, conseqüentemente, Artaxerxes não teria subido ao trono antes do mês de Tishri. Quando, porém, veio à luz o LBART 1.419, Figulla reavaliou sua interpretação e a abandonou. Por isso, Horn adverte que o tablete de Ur não pode mais ser usado para provar que Xerxes ainda vivia em dezembro de 465 A.C..

Aspectos Favoráveis e Desfavoráveis para o Ano 457 A.C.

Como ficou demonstrado, o único sistema que permitiria a viagem de Esdras ocorrer em 457 A.C. é o civil judaico, com a condição de que Artaxerxes subisse ao poder depois do Dia do Ano Novo. Pelos outros esquemas (egípcio ou babilônico-persa), a viagem de Esdras cairia necessariamente no ano 458 A.C.. Portanto, além de buscar estabelecer o calendário civil judaico como o sistema de datação utilizado no livro de Esdras, é também necessário provar que Artaxerxes não subiu imediatamente ao poder após a morte de seu pai, mas somente depois do mês de Tishri daquele ano. Esses 2 fatores combinados são indispensáveis para que 457 A.C. possa ser fixado como o sétimo ano do rei Artaxerxes.

A seguir, serão apresentados os aspectos favoráveis e desfavoráveis para a satisfação dessas condições.

1) Aspectos Favoráveis ao Calendário Outono a Outono
O livro de Neemias, que formava um só livro com o de Esdras no Cânon Judaico, emprega o sistema outono a outono para a datação do reinado de Artaxerxes. Neemias 1:1 faz referência ao mês de Kislev no vigésimo ano de Artaxerxes e Neemias 2:1, que introduz acontecimentos posteriores aos do capítulo 1, refere-se ao mês de Nisan, também no vigésimo ano. Isso demonstra que o dia primeiro de Nisan não marcou o início de um novo ano, o que obviamente só seria possível no calendário civil judaico, de outono a outono.

Outra forte evidência para um calendário outono a outono no período pós-exílico provém de literatura extra-bíblica. Dentre vários papiros encontrados numa ex-colônia judaica, situada na ilha de Elefantina, no rio Nilo, a qual existiu na mesma época em que Esdras voltava da Babilônia, há um documento que também utiliza o calendário civil judaico, de outono a outono. Esse papiro é conhecido pelo nome de Kraeling 6 e constitui hoje um dos mais vigorosos elementos na argumentação pró 457 A.C., pois vem reforçar a informação obtida do livro de Neemias.

2) Aspectos Desfavoráveis ao Calendário Outono a Outono
Embora o livro de Neemias e o papiro Kraeling 6 atestem o uso de um calendário outono a outono no período pós-exílico, nenhuma das 2 referências garantem, com absoluta certeza, que o mesmo esquema tenha sido tomado como base de cálculo para as datas do livro de Esdras. A informação encontrada em Neemias é referente ao vigésimo ano de Artaxerxes e o papiro Kraeling 6 está datado do terceiro ano de Dario II; portanto, posteriores à época do retorno de Esdras.

Além disso, o livro de Esdras faz menção de Ageu (Esdras 5:1 e 6:14), profeta do período pós-exílico, cujo livro data o governo de Dario I pelo calendário babilônico-persa, de primavera a primavera.

Dessa forma, no estágio atual, não há evidências definitivas de que Esdras estivesse utilizando o calendário civil judaico para datar o governo de Artaxerxes.

3) Aspectos Favoráveis à Ascensão de Artaxerxes Após o Mês de Tishri
Como já foi explicado, o LBART 1.419 coloca a morte de Xerxes em agosto de 465 A.C., dificultando o preenchimento de uma das condições para a obtenção do ano 457 A.C.: a ascensão de Artaxerxes depois do mês de Tishri. No entanto, dentre os papiros descobertos na colônia judaica de Elefantina, existe um que favorece essa condição: o AP 6. Esse documento traz a seguinte informação: “No décimo oitavo de Kislev, que é o [décimo sétimo] dia de Thoth, no ano 21, o começo de reinado quando o rei Artaxerxes se assentou no seu trono.” (Wood e Horn, The Chronology of Ezra 7, p. 100). Na faixa de transição Xerxes-Artaxerxes, 18 de Kislev coincide com 17 de Thoth em 2/3 de janeiro de 464 A.C.. Nessa ocasião, de acordo com o AP 6, Artaxerxes estava em seu ano de ascensão. Caso se pudesse comprovar que o AP 6 foi datado pelo sistema judaico de outono a outono, isso garantiria que Artaxerxes não havia subido ao poder senão depois de Tishri em 465 A.C..

Esse intervalo entre a morte de Xerxes (agosto) e a ascensão de Artaxerxes (outubro - janeiro) pode ser explicado pela difícil situação política do Império Persa naquela ocasião, descrita pelos escritores clássicos, tais como Ctesias, Diodoro da Sicília e Trogus Pompeius.

4) Aspectos Desfavoráveis à Ascensão de Artaxerxes Após o Mês de Tishri
Embora o AP 6 afirme que, em janeiro de 464 A.C., Artaxerxes I ainda estivesse em seu ano de ascensão, tal informação se revela insuficiente para determinar o ponto exato do início de seu governo. Ocorre que o AP 6 é um documento judaico escrito no Egito; por isso, ele não permite saber quanto tempo levou antes que a notícia da ascensão de Artaxerxes chegasse até lá. Poderia ser o caso de Artaxerxes ter subido ao poder logo após a morte de seu pai, antes de Tishri, e a informação da mudança de soberano só ter chegado ao Egito depois daquele mês. Isso inviabilizaria o ano 457 A.C. como o sétimo ano de Artaxerxes.

Por outro lado, é importante ressaltar que não existe garantia de que o AP 6 tenha sido datado pelo calendário outono a outono; sendo assim, o ano de ascensão de Artaxerxes poderia ter sido calculado pelo esquema primavera a primavera, o que tornaria a informação do AP 6 de nenhum efeito para a determinação do início do reinado de Artaxerxes, pois ele poderia ter subido ao trono antes do mês de Tishri e seu ano de ascensão mesmo assim se estender até a primavera de 464 A.C.. Em outras palavras, se a informação do AP 6 toma como base o sistema primavera a primavera, Artaxerxes poderia muito bem estar em seu ano de ascensão em janeiro de 464 A.C., sem que isso significasse ter ele subido ao poder depois do mês de Tishri.

Acerca dessa questão, Horn declara: “Se o tempo exato da ascensão de um rei não for verificável, uma incerteza permanece quanto a que ano judaico é o ano da ascensão e qual é o primeiro ano, e a conversão de uma data judaica para o calendário juliano pode estar fora por um ano. Para Artaxerxes I essa incerteza ainda existe em um certo grau.” Wood e Horn, The Chronology of Ezra 7, segunda edição, p. 125.

Favorecendo o Ano 457 A.C.

Em resumo, 2 condições precisam ser atendidas para que o ano 457 A.C. possa ser estabelecido:

- A utilização do calendário civil judaico, de outono a outono, por Esdras;

- A ascensão de Artaxerxes depois de primeiro de Tishri em 465 A.C..

Para preencher a primeira condição, existem as evidências de Neemias e do Kraeling 6, que atestam o uso de um calendário outono a outono no período pós-exílico; mas, tais evidências não são conclusivas, pois nada há, dentro do próprio livro de Esdras, que confirme a utilização desse sistema para a datação dos reinados persas. Além disso, o livro de Ageu, também do período pós-exílico, toma como base de cálculo o calendário babilônico-persa, de primavera a primavera, para o cômputo dos anos do reinado de Dario.

Para preencher a segunda condição, existe a informação do AP 6, segundo o qual, em janeiro de 464 A.C., Artaxerxes ainda estava em seu ano de ascensão, demonstrando ter ele subido ao trono depois do mês de Tishri em 465 A.C.; porém, tal informação não é conclusiva, pois Artaxerxes poderia ter começado seu governo antes de Tishri e a notícia só ter chegado ao Egito depois desse mês, levando o escriba a datar o AP 6 no ano de ascensão. Além disso, não há como se comprovar que o AP 6 tenha sido datado pelo calendário outono a outono, que é condição necessária para que a informação desse documento tenha alguma relevância para a determinação do início do governo de Artaxerxes.

Existem, no entanto, outras evidências que favorecem 457 A.C. como o ano do retorno de Esdras a Jerusalém:

1) O registro bíblico assegura que Esdras partiu de Babilônia no primeiro dia do primeiro mês (Esdras 7:9).
A obra Babylonian Chronology, de Parker e Dubberstein, indica 7/8 de abril, de pôr-do-sol a pôr-do-sol, como o dia primeiro de Nisan no ano 458 A.C.. Mas, esse dia 8 de abril caiu num Sábado, o que desfavoreceria tal ano como sendo o do retorno de Esdras, pois iniciar uma jornada nessa ocasião não se harmonizaria bem com o caráter do líder judeu, o qual “tinha disposto o coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e para ensinar em Israel os Seus estatutos e os Seus juízos.” Esdras 7:10. Ver também Neemias 9:13 e 14.

2) É importante notar também que o ano 458/457 A.C., contado de outono a outono, foi, provavelmente, um ano sabático, em que todo o trabalho agrícola deveria cessar. Isso teria permitido que Esdras conseguisse reunir mais facilmente um grande número de judeus dispostos a realizar a longa jornada de regresso a Jerusalém.

Apesar disso, certo é que as evidências disponíveis atualmente, embora favoráveis ao ano 457 A.C., não encerram as discussões sobre o assunto.

Como se verá a seguir, esta série de estudos propõe um caminho melhor para estabelecer 457 A.C. como o ano “da saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Daniel 9:25).

Propondo Um Caminho Melhor.

“E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente.” 1 Coríntios 12:31.

Na verdade, as incertezas remanescentes sobre a datação do sétimo ano de Artaxerxes, bem como a ausência de informação bíblica quanto ao ponto exato em que o decreto foi expedido, impedem que se possa dar uma solução definitiva para o problema, enquanto a atenção estiver voltada apenas para o início dos períodos proféticos de Daniel 8 e 9. Por outro lado, com os dados disponíveis para a determinação do ano exato da morte de Jesus, o meio da última semana da profecia de Daniel pode ser indubitavelmente fixado, o que ajuda a estabelecer também o início das 2.300 tardes e manhãs e das 70 semanas. Em outras palavras, sendo possível demonstrar que 31 A.D. foi realmente o ano da morte de Cristo, também será possível fixar 457 A.C., pois ambas as datas estão separadas entre si por um período de exatos 486,5 anos, correspondentes às 69,5 semanas de Daniel 9:25 e 27.

No próximo estudo, serão analisadas as informações bíblicas, históricas e astronômicas que permitem datar o evento mais importante do plano da salvação, a saber, a morte de Jesus. Com isso, as outras datas do esquema cronológico de Daniel também ficarão fortalecidas e o pesquisador sincero terá um fundamento bem mais sólido em que alicerçar a sua fé.

Henderson H. L. Velten

06/04/2012

A data exata da morte de Jesus

Introdução
data da morte de Jesus
Como ficou demonstrado no estudo anterior, tanto 458 A.C. quanto 457 A.C. são datas possíveis para a viagem de Esdras. Os dados documentais disponíveis atualmente (escritores clássicos, tabletes babilônicos e papiros judaicos de Elefantina) não são suficientes para a eliminação de uma dessas 2 alternativas.

De qualquer forma, esse quadro já é bastante positivo, pois permite apenas 2 arranjos de datas para o esquema cronológico de Daniel 8 e 9: começando o cálculo profético em 458 A.C., o batismo de Jesus é fixado no ano 26 A.D., Sua morte cai no ano 30 A.D. e o início da purificação do Santuário Celestial ocorre no ano de 1.843 A.D.; por outro lado, tomando 457 A.C. para o início dos mesmos períodos proféticos, o batismo de Jesus vai para o ano 27 A.D., Sua morte ocorre no ano 31 A.D. e a purificação do Santuário Celestial tem início em 1.844 A.D..

Sendo possível estabelecer ao menos uma dessas outras datas do esquema profético de Daniel (27 A.D., 31 A.D. ou 1.844 A.D.) por algum método de pesquisa confiável, a dúvida existente em torno de qual dos 2 arranjos corresponde à verdade histórica será eliminada. De todas essas datas, a da morte de Jesus é a que reúne o maior e melhor conjunto de dados disponíveis para sua localização. O objetivo deste estudo é determinar, através da Bíblia, da História e da Astronomia, a data exata da crucifixão de Jesus.

Dados Cronológicos do Novo Testamento sobre a Vida, Obra e Morte de Jesus

De fato, determinar a data correta da morte de Jesus garantiria a exatidão de todas as outras datas da profecia de Daniel 8 e 9. Como já foi dito no estudo anterior, a própria dúvida em torno do sétimo ano de Artaxerxes seria desfeita, pois bastaria retroceder 486,5 anos (as 69,5 semanas de Daniel 9:25 e 27) desde a data da morte de Jesus até o ano do retorno de Esdras. Isso excluiria uma das 2 possibilidades (458 A.C. ou 457 A.C.), resolvendo todo o problema.

Com razão escreveu certo comentarista que “o meio da semana que aponta o tempo do sacrifício sobre a cruz” “é ‘...como um prego no lugar firme,’ (Isaías 22:23) ao qual” está amarrada “toda estrutura cronológica na profecia e que também justifica a data de 1844. Remova-se ou mude-se essa data” e não haverá “uma âncora para o sistema cronológico culminando em 1844” (Andreasen, M. L., Letters to the Churches, p. 39, Leaves-of-Autumn Books).

As linhas a seguir constituem um resumo das informações cronológicas do Novo Testamento acerca do nascimento, ministério e morte de Jesus, algumas das quais são particularmente importantes para a localização do ano da crucifixão:

1) Jesus nasceu no governo do imperador César Augusto (Lucas 2:1-7);

2) Jesus nasceu na época do primeiro recenseamento geral da população do Império (Lucas 2:1-7);

3) Jesus nasceu durante a administração de Quirino, governador da Síria (Lucas 2:1-7);

4) Jesus nasceu no governo do rei Herodes (Mateus 2:1);

5) Jesus começou Seu ministério público com cerca de 30 anos (Lucas 3:23);

6) Jesus começou e terminou Seu ministério durante a administração de Pôncio Pilatos, governador da Judéia (Lucas 3:1 e 21-23; e 23:1-7 e 13-25).

7) Na primeira Páscoa do ministério de Jesus, menção é feita dos 46 anos de reconstrução do Templo (João 2:20);

8) O Evangelho de João menciona explicitamente 3 Páscoas em conexão com o ministério de Jesus (João 2:13 e 23; 6:4; 11:55; 12:1; e 13:1);

9) Jesus morreu no décimo-quinto dia do primeiro mês (Marcos 14:12 e 17);

10) Jesus morreu numa Sexta-feira (Lucas 23:54-56).

Algumas informações cronológicas concernentes ao nascimento e obra de João Batista também são de alguma importância neste estudo:

1) Isabel concebeu João depois que seu marido, Zacarias, que era sacerdote do turno de Abias, havia oficiado no Templo (Lucas 1:5, 8-10, 23 e 24);

2) Maria concebeu Jesus quando Isabel já estava em seu sexto mês de gravidez (Lucas 1:24, 26, 27, 36, 39-42, 56 e 57);

3) João Batista começou seu ministério público no décimo-quinto ano de Tibério César (Lucas 3:1);

4) João Batista exerceu todo o seu ministério público durante a administração de Pôncio Pilatos, governador da Judéia (Lucas 3:1 e 9:7-9);

5) João Batista começou e terminou seu ministério público durante a administração de Herodes, tetrarca da Galiléia (Lucas 3:1 e 18-20; e 9:7-9);

6) João Batista começou seu ministério público durante a administração de Filipe, tetrarca da Ituréia e Traconites (Lucas 3:1);

7) João Batista começou seu ministério público durante a administração de Lisânias, tetrarca de Abilene (Lucas 3:1);

8) João Batista começou seu ministério público durante os pontificados de Anás e Caifás (Lucas 3:1 e 2).

O Governo de Pôncio Pilatos

Todos os anos do ministério de João Batista e do ministério de Jesus estão inseridos no governo de Pôncio Pilatos (Lucas 3:1, 2, 21 e 22; 23:1-7; e 13-25). É, pois, deveras importante fixar os limites de sua administração.

Em Antigüidades Judaicas, o historiador judeu do primeiro século, Flávio Josefo, revela que Pilatos governou a Judéia por 10 anos. Ao término desse período, ele foi enviado a Roma para se justificar perante Tibério dos maus tratos infligidos aos samaritanos; antes, porém, de chegar até lá, o imperador havia morrido. Transcreve-se, a seguir, o trecho da narrativa de Josefo: “Mas, quando esse tumulto foi acalmado, o senado samaritano enviou uma embaixada a Vitélio, o qual tinha sido cônsul, e que era agora o governador da Síria, e acusou Pilatos de assassinato; pois eles não foram a Tirathaba a fim de se revoltar contra os romanos, mas para escapar da violência de Pilatos. Então, Vitélio enviou Marcelo, um amigo seu, para cuidar dos negócios da Judéia, e ordenou que Pilatos fosse a Roma, para responder perante o imperador pela acusação dos judeus. Assim, Pilatos, quando tinha completado dez anos na Judéia, apressou-se para Roma, e isso em obediência às ordens de Vitélio, que ele não ousou contradizer; mas antes que pudesse chegar a Roma, Tibério havia morrido.” (Flavius Josephus, Antiquities of the Jews, livro 18, capítulo 4, artigo 2, em The Works of Josephus, Complete and Unabridged, p. 482).

Suetônio, outro historiador do primeiro século, fornece a data exata da morte de Tibério: “... morreu... com setenta e oito anos de idade e vinte e três de reinado, aos dezessete dias antes das calendas de abril, sob o consulado de Cnéio Acerrônio Próculo e de Caio Pôncio Nigrino.” (A Vida dos Doze Césares, p. 130, Editora Tecnoprint S.A.). Pela listagem de E. J. Bickerman, em Chronology of the Ancient World, Cnéio Acerrônio Próculo e Caio Pôncio Nigrino exerceram seu consulado em 37 A.D.. O décimo sétimo dia antes das calendas de abril é o dia 16 de março. Portanto, a morte de Tibério ocorreu em 16 de março de 37 A.D.. Levando em consideração a distância existente entre Jerusalém e Roma e que Tibério já havia morrido quando Pilatos chegou à cidade imperial, o término de seu governo pode ser situado no final de 36 A.D. ou começo de 37 A.D.. Como ele esteve à frente dos negócios da Judéia por 10 anos, o início de sua administração pode ser fixado no final de 26 A.D.

Portanto, o ano da morte de Jesus deve ser procurado na faixa que se estende de 26 A.D. a 36 A.D..

O Período do Ministério de Jesus

A tradição cristã ensina que a obra de pregação pública de Jesus durou 3 anos e meio. O evangelista João menciona ao menos 3 Páscoas em conexão com o ministério de Cristo:

“Estando próxima a Páscoa dos judeus, subiu Jesus para Jerusalém... Estando Ele em Jerusalém, durante a Festa da Páscoa, muitos, vendo os sinais que Ele fazia, creram no Seu nome.” João 2:13 e 23.

“Ora, a Páscoa, festa dos judeus, estava próxima.” João 6:4.

“Estava próxima a Páscoa dos judeus; e muitos daquela região subiram para Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem... Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos... Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a Sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.” João 11:55; 12:1; e 13:1. Ver também João 18:28 e 39.

Talvez a “festa dos judeus” mencionada em João 5:1 também seja uma alusão à Páscoa, mas disso não há evidência definitiva. De qualquer forma, a profecia de Daniel 9:25-27, fixando a morte do Ungido no meio da septuagésima semana, já estabelecia que a duração do ministério de Jesus seria de 3 anos e meio e outras informações exaradas do Novo Testamento corroboram esse entendimento.

São, portanto, 4 as Páscoas relacionadas ao ministério de Jesus, sendo a última a de Sua crucifixão. Dessa forma, na determinação do ano da morte de Cristo, excluem-se as possibilidades dos anos 27, 28 e 29. O ano 26 não deve ser contado porque Pilatos só chegou à Judéia no final do ano, não abrangendo, pois, nenhuma das Páscoas do ministério do Redentor.

A incerteza repousa, portanto, sobre os anos 30 e 31. A seguir, serão apresentadas as informações que permitem a eliminação dessa dúvida.

Sexta-feira = 15 de Nisan: Data da Crucifixão de Cristo

A despeito da tentativa de alguns teólogos em colocar a morte de Jesus na Quarta-feira e Sua ressurreição no Sábado, os evangelistas não deixam nenhuma margem de dúvida quanto a ter sido a Sexta-feira o dia de Sua morte e o primeiro dia da semana, o de Sua ressurreição.

Lucas, particularmente, teve a preocupação de relatar os acontecimentos em sua perfeita ordem (Lucas 1:1-4)  e, ao narrar os eventos da morte, sepultamento e ressurreição de Jesus, assim se expressou: “Era o dia da preparação, e começava o sábado. As mulheres que tinham vindo da Galiléia com Jesus, seguindo, viram o túmulo e como o corpo fora ali depositado. Então, se retiraram para preparar aromas e bálsamos. E, no sábado, descansaram, segundo o mandamento. Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado.” Lucas 23:54-24:1. Uma leitura atenciosa de Mateus 26-28, Marcos 14-16, Lucas 22-24 e João 13-20 permite ordenar os acontecimentos do seguinte modo:

1) Quinta-feira: os discípulos preparam a ceia pascal. Depois do pôr-do-sol, já nas horas da Sexta-feira bíblica, Jesus e os discípulos se reúnem para comer a páscoa. Nessa mesma noite, eles se dirigem ao horto de Getsêmani, onde Jesus é preso.

2) Sexta-feira: durante a madrugada, Jesus é levado perante Anás, Caifás e o Sinédrio. De manhã, Ele é conduzido perante Pilatos e Herodes. Depois de ser julgado pelo governador romano, Jesus é crucificado, vindo a morrer por volta das 3 horas da tarde. A seguir, Seu corpo é sepultado.

3) Sábado: Jesus permanece no sepulcro.

4) Domingo: entre o fim da madrugada e o início da manhã, Jesus ressuscita.

A Bíblia também indica o dia do mês em que Jesus foi morto. Conforme o relato dos Evangelhos Sinóticos, os discípulos prepararam a ceia no próprio dia em que o cordeiro pascal era sacrificado (Mateus 26:17-19; Marcos 14:12-16; e Lucas 22:7-13). Isso, consoante a Lei Mosaica, ocorria no décimo-quarto dia do primeiro mês (Nisan). Ver Êxodo 12:6 e Levítico 23:5. Portanto, a Quinta-feira da semana da crucifixão foi o dia 14 de Nisan; e a Sexta-feira, o dia 15.

Destarte, deve ser considerado o ano da morte de Cristo o que admitir a conjugação de uma Sexta-feira com um 15 de Nisan. Para verificar em que dia da semana caiu essa data nos anos 30 e 31, é necessário averiguar quando ocorreu o início do primeiro mês.

O início do mês judaico dependia da observação do primeiro crescente lunar, que, por sua vez, está vinculado a certos fatores, denominados “condições de visibilidade”.

Condições de Visibilidade do Primeiro Crescente

Os principais fatores que determinam a visibilidade do primeiro crescente são a diferença azimutal entre o Sol e a Lua e a altitude da Lua.

Esses 2 fatores combinados funcionam como as retas x e y de um plano cartesiano. Se o que dificulta a visibilidade do primeiro crescente é a luz do Sol, quanto mais a Lua estiver afastada desse astro, mais fácil será visualizá-la no céu.

O azimute é a distância em graus, medida sobre o plano do horizonte, entre um corpo celeste e o ponto cardeal norte. A diferença azimutal entre o Sol e a Lua é a medida da separação existente entre esses 2 corpos na esfera celeste. Quanto maior a diferença azimutal, mais afastados estarão o Sol e a Lua entre si. Por comparação, a diferença azimutal corresponde à reta das abscissas (valor de x) no plano cartesiano.

A altitude é a distância em graus entre o corpo celeste e a linha do horizonte. Como o primeiro crescente é visto ao pôr-do-sol, quanto mais afastada a Lua estiver do horizonte, mais viável será sua observação. Por comparação, a altitude da Lua corresponde à reta das ordenadas (valor de y) no plano cartesiano.

O recorde de observação do primeiro crescente pertence a Roberto Victor. Em 1.989, ele conseguiu observar a Lua com apenas 7 graus de altitude. Victor, no entanto, sendo um observador experiente, já havia calculado todas as variáveis anteriormente, tornando mais fácil a localização do crescente lunar. Além disso, sua observação não foi realizada a olho nu e, sim, com o auxílio de um binóculo. Os sacerdotes, em Jerusalém, responsáveis pela observação da lua nova, não contavam com as mesmas condições. Portanto, a Lua com a qual eles costumavam iniciar o mês era bem mais alta.

Nas edições de agosto de 1.971, setembro de 1.989 e julho de 1.994, a respeitada revista de Astronomia Sky & Telescope publicou certos gráficos que permitiam avaliar a visibilidade da Lua a partir de sua altitude e da diferença azimutal em relação ao Sol. O gráfico abaixo é o da edição de setembro de 1.989.


Cada círculo fechado representa um crescente lunar que pôde ser visto e cada círculo aberto indica uma lua nova que foi procurada, mas não foi vista. A linha no meio do gráfico procura dividir, aproximadamente, os casos que foram bem sucedidos dos que não o foram.

Além dos fatores mencionados acima, também interferem na visibilidade do primeiro crescente a inclinação da eclíptica, as variações de velocidade da Lua no transcurso de sua órbita, a altitude do observador e as condições climáticas do céu ao entardecer.

O Programa Redshift 2

Atualmente, os dados astronômicos podem ser obtidos e avaliados com considerável facilidade devido a modernos programas de Astronomia. Muitos deles podem ser obtidos gratuitamente através da Internet; outros podem ser adquiridos junto a empresas especializadas.

Um dos melhores softwares de Astronomia já produzidos é o Redshift, da Maris Multimedia Ltd. Já foram lançadas 4 versões desse programa. A adotada por esta série de estudos é a versão 2.0.

O Redshift 2 está baseado na teoria orbital D.E. 102, fornecida pelo Jet Propulsion Laboratory dos Estados Unidos. Seu elevado grau de precisão pode ser averiguado mediante uma comparação entre os valores fornecidos pelo Redshift 2 e pelo site da Nasa. Embora o site do Jet Propulsion Laboratory já esteja operando com a D.E. 406, a última palavra em teoria orbital, as diferenças entre seus dados matemáticos e os do Redshift 2 são praticamente insignificantes para os propósitos deste estudo.

Jerusalém – Local de Observação

Conforme a Legislação Mosaica, a Festividade da Páscoa devia ser celebrada na cidade que Deus escolhesse para fazer habitar o Seu nome: “Então, sacrificarás como oferta de Páscoa ao SENHOR, teu Deus, do rebanho e do gado, no lugar que o SENHOR escolher para ali fazer habitar o Seu nome.” “Não poderás sacrificar a Páscoa em nenhuma das tuas cidades que te dá o SENHOR, teu Deus, senão no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para fazer habitar o Seu nome, ali sacrificarás a Páscoa à tarde, ao pôr-do-sol, ao tempo em que saíste do Egito.” Deuteronômio 16:2, 5 e 6. Segundo as próprias Escrituras, esse lugar especial escolhido por Deus foi a cidade de Jerusalém: “Desde o dia em que Eu tirei o Meu povo da terra do Egito, não escolhi cidade alguma de todas as tribos de Israel, para edificar uma casa a fim de ali estabelecer o Meu nome; nem escolhi homem algum para chefe do Meu povo de Israel. Mas escolhi Jerusalém para que ali seja estabelecido o Meu nome e escolhi a Davi para chefe do Meu povo de Israel.” 2 Crônicas 6:5 e 6. Portanto, as informações astronômicas relevantes para a determinação do dia da morte de Jesus devem ser coletadas a partir de Jerusalém. As coordenadas geográficas indicadas pelo RedShift 2 para essa cidade são: 31º 47’ N e 35º 13’ L. Sua altitude é de, aproximadamente, 800 metros acima do nível do mar.

Descartando o Ano 30 A.D.
Babylonian Chronology adota o pôr-do-sol de 24 de março para o início do mês de Nisan no ano 30 A.D..

As imagens abaixo, extraídas do programa Redshift 2, mostram que, naquela ocasião, o azimute do Sol era de 271º 18’ 49” e o da Lua, de 264º 52’ 41”, sendo a diferença azimutal, portanto, de 6º 66’ 8”. A altitude da Lua era de 18º 37’ 19”. No gráfico da revista Sky & Telescope, essa Lua está representada pelo ponto vermelho.

Redshift Vesion 2.0 - Multimedia Astronomy
1.997, Expert Software, Inc. www.expertsoftware.com
1.996, Maris Multimedia Ltd.

Assumindo a data de 24/25 de março do ano 30 A.D. para o primeiro de Nisan, o dia 15 teria caído em 7/8 de abril (de pôr-do-sol a pôr-do-sol).

Como pode ser demonstrado através da imagem extraída de um outro programa de Astronomia (Sky View Café), o dia 8 de abril do ano 30 caiu num Sábado, o que não preenche o quadro cronológico fornecido pelo Novo Testamento: Sexta-feira = 15 de Nisan. Isso descarta o ano 30 como uma das possibilidades para a data da morte de Jesus, restando apenas a possibilidade do ano 31.

fonte: www.skyviewcafe.com

fonte: www.skyviewcafe.com
31 A.D. – O Ano da Morte de Jesus

Para o  ano 31 A.D., a obra Babylonian Chronology propõe o pôr-do-sol de 11 de abril para o início do primeiro mês. No entanto, quando os dados astronômicos são cuidadosamente observados, percebe-se que, ao pôr-do-sol do dia 11, a Lua estava muito baixa para ser detectada a olho nu.

Como pode ser comprovado pelas imagens do programa Redshift 2, o azimute do Sol era de 279º 16’ 31” e o da Lua, de 276º 6’ 54”, sendo a diferença azimutal, portanto, de 3º 9’ 37”. A altitude da Lua era de 11º 28’ 47”. Quando esses valores são aplicados ao gráfico da revista Sky & Telescope, fica evidente que a Lua estava abaixo do limite de visibilidade (ponto vermelho).

Não é de admirar que a data proposta por Parker e Dubberstein para o início do primeiro mês judaico não seja a mais favorável, pois, à p. 25 de Babylonian Chronology, eles admitem “que um certo número de datas” em suas tabelas “podem estar erradas por um dia”.

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Adotando o pôr-do-sol do dia seguinte, o crescente é perfeitamente visível. O azimute do Sol era de 279º 45’ 56” e o da Lua, de 275º 35’ 5”, sendo a diferença azimutal, portanto, de 4º 10’ 51”. A altitude da Lua era de 22º 38’ 52”.

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Definindo 12/13 de abril do ano 31 A.D. como o primeiro dia do primeiro mês, o dia 15 de Nisan cai em 26/27 de abril (de pôr-do-sol a pôr-do-sol).   

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Como pode ser demonstrado através da imagem do programa Sky View Café, o dia 27 de abril caiu numa Sexta-feira, o que preenche perfeitamente o quadro cronológico dado pelo Novo Testamento: Sexta-feira = 15 de Nisan. Com isso, o ano 31 A.D. fica astronomicamente confirmado como a data da morte de Jesus.

fonte: www.skyviewcafe.com
O Ponto Exato do Meio da Última Semana

Embora a cruz represente o momento final do sistema de sacrifícios do Antigo Testamento, matematicamente a profecia aponta para a noite do dia 26 de abril como o meio da septuagésima semana. O raciocínio que conduz a essa conclusão é sobremodo simples.

Logo após o pôr-do-sol da Quinta-feira, Jesus comeu a última Páscoa com Seus discípulos. Isso demonstra que o sistema cerimonial ainda estava em vigor; doutra sorte, Jesus estaria participando de uma celebração cuja validade já havia cessado.  Portanto, o meio da última semana deve estar situado em algum ponto entre o pôr-do-sol da Quinta-feira e as 3 horas da tarde de Sexta-feira, quando Jesus expirou sobre a Cruz do Calvário e o véu do Santuário se rompeu de alto a baixo.

Como ficou demonstrado no estudo anterior, as 69,5 semanas deveriam começar às 15:00 horas do Dia da Expiação para que o período pudesse atingir o dia da morte de Jesus, o décimo-quinto dia do primeiro mês. Isso projeta o fim do período para as 22 horas e 56 minutos do dia 26 de abril, que pode ser considerado o meio da septuagésima semana. Na escala juliana, esse momento corresponde ao valor 1.732.496,3720.

Henderson H. L. Velten

28/03/2012

A precisão da profecia das 70 semanas

O Meio da Septuagésima Semana (Cálculo do Mês)

Daniel 9:27 fixa a morte expiatória do Messias no meio da septuagésima semana: “Ele fará firme aliança com muitos por uma semana; na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares...”. O Santuário Terrestre e seus serviços perderam sua validade por ocasião da morte de Cristo, quando o verdadeiro sacrifício pelos pecados da humanidade foi efetuado. Daí o dizer-se que a morte do Messias deveria ocorrer no meio da última semana.

Do início das 70 semanas até a morte do Ungido transcorreriam 69,5 semanas, pois o verso 25 de Daniel 9 indica que o Messias Se manifestaria ao final de “sete semanas e sessenta e duas semanas”, isto é, ao final de 69 semanas; por sua vez, o verso 27 fixa o fim do ministério do Redentor na metade da última semana, o que conduz à conclusão de que a morte de Jesus ocorreria após 69,5 semanas. Isso equivale a 486,5 dias-anos (69,5 x 7 = 486,5).

Ficou claramente demonstrado que as 2.300 tardes e manhãs começam no sétimo mês do calendário judaico. Isso quer dizer que as 70 semanas também se iniciam nesse mês, pois ambos os períodos começam simultaneamente.

Para se localizar o mês indicado para a morte do Ungido, basta acompanhar, então, o seguinte raciocínio: avançando 486 anos a partir do sétimo mês, chega-se também ao sétimo mês; e com os 6 meses restantes, correspondentes à metade de um ano, pode-se chegar ao décimo-terceiro mês ou ao primeiro mês. O Novo Testamento registra que a morte de Jesus ocorreu na época da Páscoa judaica, a qual, consoante a Lei Mosaica, era sempre celebrada no primeiro mês (Marcos 14:12 e Levítico 23:5 e 6). Isso assegura que o meio da septuagésima semana cairia nesse mês do ano judaico.


Conclusão: o meio da septuagésima semana corresponde ao primeiro mês do calendário judaico.

O Meio da Septuagésima Semana (Cálculo do Dia do Mês)

Não somente o ano e o mês, mas mesmo o dia exato da morte do Salvador já estava indicado em Daniel 9: 69,5 semanas proféticas equivalem a 486,5 dias-anos; estes, por sua vez, consistem em 177.690,3254 dias (486,5 x 365,242190 = 177.690,3254), nos quais há 6.017,161574 lunações (177.690,3254 / 29,539589 = 6.017,161574). Isso representa o total de meses lunares presentes em 486,5 anos.

Desconsiderando-se, num primeiro momento, a fração (0,161574) e avançando apenas com o valor inteiro de 6.017 lunações, chega-se ao décimo dia do primeiro mês, como está representado no gráfico. Caminhando 4,771375 dias, correspondentes a 0,161574 lunação (0,161574 x 29,530589 = 4,771375), a partir do décimo dia do primeiro mês, chega-se ao décimo-quarto dia desse mesmo mês, que seria, então, o dia da crucifixão de Cristo. Mas, o Novo Testamento aponta para o décimo-quinto dia do primeiro mês como o dia da morte do Salvador, o que exige uma pequena correção no esquema traçado até aqui.

Em vez de começar os cômputos proféticos ao pôr-do-sol do Dia da Expiação (como tem sido feito até agora), seria mais sugestivo e exato iniciá-los às 15:00 horas desse mesmo dia, pois era aproximadamente nesse momento que o sumo sacerdote saía do Santuário, depois de tê-lo purificado, e abençoava o povo. Esse era o ponto alto da Festa da Expiação. Com essa pequena alteração no início do período, as 69,5 semanas atingem, não a parte clara do dia 14, e sim, a noite do dia 15, na qual Jesus, após ter celebrado a última Páscoa com os discípulos, instituiu a cerimônia que deveria comemorar Sua morte pelos séculos por vir (1 Coríntios 11:23-26). Naquela mesma noite, Jesus passou pela terrível experiência do Getsêmani e foi preso para ser crucificado.

Observação: neste estudo, os dias estão sendo computados de pôr-do-sol a pôr-do-sol, conforme o esquema bíblico; dessa forma, a referida noite do décimo quinto dia do primeiro mês não é a noite que se segue a esse dia e, sim, aquela com a qual ele se inicia.


Conclusão: as 69,5 semanas começam às 15:00 horas do Dia da Expiação e se estendem até a noite do décimo-quinto dia do primeiro mês.

Henderson H. L. Velten

22/03/2012

A precisão da profecia das 2300 Tardes e Manhãs

O início e o fim das 2.300 Tardes e Manhãs (Cálculo do dia do mês)


No gráfico acima, estão representadas as 2.300 tardes e manhãs. Haveria um dia exato para o início e para o término desse período profético?

Resposta: Sim. Daniel 8:14 declara: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs, e o santuário será purificado.”. Ou seja, ao término das 2.300 tardes e manhãs deveria ocorrer um evento de purificação do Santuário. No cerimonial típico do Antigo Testamento, isso acontecia no décimo dia do sétimo mês, quando o sumo sacerdote israelita entrava no Lugar Santíssimo do Santuário para purificá-lo de todos os pecados dos filhos de Israel (Levítico 16:29; 23:27 e 32; 25:9; e Números 29:7). Esse evento era conhecido como o Dia da Expiação, o Yom Kippur.

Como ficou demonstrado no estudo 2, as 2.300 tardes e manhãs equivalem a 2.300 dias (Gênesis 1:5), que por sua vez representam 2.300 anos (Números 14:34 e Ezequiel 4:6 e 7). Fixando o término do período no Dia da Expiação, basta retroceder 2.300 anos para se localizar o ponto de partida exato do mesmo período. Mas isso deve tomar como base o calendário judaico, lunissolar, no qual a data do Dia da Expiação era fixada.

Segue-se, então, o seguinte raciocínio: 2.300 anos solares constituem 840.057,037 dias (2.300 x 365,242190 = 840.057,037). Dividindo esse valor pela quantidade de dias de uma lunação, obtêm-se 28.447,01259 lunações ou meses lunares (840.057,037 / 29,530589 = 28.447,01259).

Visto que o início dos meses judaicos depende diretamente da Lua, o valor de um mês judaico deve ser igualado, para efeitos de cálculo, ao total de dias de uma lunação. Dessa forma, torna-se fácil identificar o ponto inicial dos 2.300 anos, pois, retrocedendo 28.447 meses judaicos desde o décimo dia do sétimo mês, o início do período também cairá num dia 10, embora tal método não permita determinar a que mês essa data se refere. O raciocínio é idêntico ao que seria feito com base num calendário juliano-gregoriano, utilizado no mundo ocidental. Por exemplo: retrocedendo um mês desde o dia 22 de outubro, chega-se ao dia 22 de setembro; retrocedendo 12 meses desde a mesma data, chega-se ao dia 22 de outubro do ano anterior; retrocedendo 28.447 meses, chega-se ao dia 22 de um mês qualquer. Assim, fica matematicamente demonstrado que o ponto de partida dos 2.300 anos é necessariamente o décimo dia de um mês judaico, o qual ainda precisa ser identificado. A fração de 0,01259 lunação corresponde a apenas 8,92119 horas. Esse valor é bem inferior ao de um dia completo, de 24 horas, sendo, portanto, insuficiente para deslocar as extremidades do período do Dia da Expiação.


Conclusão: as 2.300 tardes e manhãs começam e terminam no décimo dia de um mês judaico.

O início e o fim das 2.300 Tardes e Manhãs (Cálculo do mês)

Se Daniel 8:14 já fixa o término do período no sétimo mês, pois era nessa época que ocorria a purificação do Santuário, haveria alguma forma de se localizar o mês em que começariam os 2.300 anos?

Resposta: Sim, se bem que o processo seja um pouco mais complexo do que seria no calendário juliano-gregoriano, pois o ano judaico pode totalizar 12 ou 13 meses. Segue-se, então, o seguinte raciocínio: como, após 19 anos (ou 235 lunações), o ciclo solar e o ciclo lunar novamente se harmonizam, com uma pequena diferença de cerca de 2 horas, deve-se dividir o total de lunações existentes em 2.300 anos (28.447 lunações) pela quantidade de lunações de um ciclo metônico (235 lunações). O resultado dessa operação é: 121 ciclos de 19 anos + 12 lunações (resto). Ora, retrocedendo 121 ciclos completos desde o sétimo mês, chega-se, obviamente, ao sétimo mês. Mas, o que fazer com as 12 lunações restantes?

Essas lunações restantes em nada afetam o cálculo, pois, depois de 2.299 anos (que correspondem aos 121 ciclos), a diferença de + 2,08332 horas se acumula em + 10,503405 dias (2,08332 x 121 = 252,08172 / 24 = 10,503405). Isso significa que o esquema lunissolar está terminando 10 dias depois do esquema puramente solar, como pode ser demonstrado no gráfico a seguir.


No gráfico, o período é calculado do início para o final, ao passo que, no texto, ele é contado do final para o início. Isso não traz maiores problemas, pois a verdade matemática não é afetada.

No entanto, avançando mais um ano (o último do período), essa diferença é corrigida, pois o ano puramente solar é cerca de 10 dias maior que o ano lunar (354,367068 – 365,242190 = – 10,875122).


Conclusão: as 2.300 tardes e manhãs começam e terminam exatamente no Dia da Expiação, o décimo dia do sétimo mês.
Henderson H. L. Velten

O Dia da Expiação

Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos Céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores.” (Heb. 9:2)

Por que eram feitos diariamente sacrifícios de animais? Por que a cada pecado deveria ser oferecido um cordeiro, para ser morto? Por que o pecado exigia essas mortes? Por que o pecado está relacionado com a morte?

Todo o governo deve ter leis. Sem leis, ou com um sistema legal fraco, desprestigiado, não há governabilidade, ou seja, a autoridade, nesse caso, só faz de conta de dirige, e os súditos, só fazem de conta que obedecem. A lei é a base do funcionamento de qualquer governo, do relacionamento dos cidadãos com o governo, e do relacionamento dos cidadãos entre si.

Se deve haver lei, ela precisa ser obedecida, para que a lie tenha valor prático. Se não houver obediência, precisa haver sanção. Se não houver sanção em caso de desobediência, a lei tem a mesma eficácia como se não existisse: se torna nula.

A Lei de DEUS, acima de tudo, é a garantia da vida, porque é a lei do amor. DEUS cria por amor, e nós geramos filhos por amor. Nós constituímos família por amor, e vivemos unidos por amor. Sem amor, nada disso, que é tão bom, é possível. E a vida é necessária para que tudo isso que o amor proporciona seja real. A vida é por certo o maior dom (produto) do amor. Pelo amor, a vida pode ser deliciosa, e os seres vivos podem estar unidos entre si. O amor é DEUS, e com Ele está a vida. É pelo amor que DEUS é que a vida se torna realidade.

A lei de DEUS é a lei do amor. A Sua lei, Ele e o amor são o mesmo. Se essa é a relação, então a pena pelo não cumprimento dessa lei só pode ser relacionado ao que ela provê: a perda da vida. A desobediência do amor, da lei da vida e da liberdade deve acarretar a perda de todos os dons que a lei garante. Desobedecendo-a, perde-se a liberdade e a garantia da vida, bem como a felicidade e a perfeição, além dos demais atributos excelentes do amor. Mas desses dons do amor, o principal, certamente é a vida. Por isso, o salário do pecado é a morte, precedido de todo o sofrimento causado pelas demais perdas havidas.

Já afirmamos que uma lei sem penalidade prevista se desobedecida, não é lei, é apenas intenção. Havendo penalidade, invariavelmente deve ser aplicada em caso de desobediência, sob risco de anulação do poder da lei e de degeneração do funcionamento do respectivo governo.

E se o juiz, aquele que deve aplicar a pena, ama o réu? Ele não pode fazer nada, se for um juiz justo, deve aplicar a pena. É razoável um juiz aplicar a pena a si, em lugar de aplicá-la sobre o réu, na intenção de substituí-lo? Se o juiz não é legislador, não pode fazer isso, ele não pode tornar-se réu em lugar do que desobedeceu. Mas se o juiz é também legislador e rei, como é o caso de DEUS? Então há uma saída: ele pode substituir o réu, e sofrer a pena, no caso de morte, em lugar do réu. Ele pode fazer isso porque, sendo legislador, d’Ele veio a lei, sendo rei, pode governar com a lei, e sendo juiz, pode aplicar a lei, e amando o réu, se quiser, pode ele mesmo pagar a pena, substituindo o réu. Isso é válido desde que o RÉU NÃO SE TORNE OUTRA VEZ INFRATOR. Ou seja, o Rei pode aplicar a lei a si mesmo, em lugar do réu, se o ama tanto. A rigor, o legislador emite a lei para que o rei governe, e a substituição acima mencionada é um ato de governo. Então, quem nos substituiu na cruz, a rigor, foi o nosso Rei, porque, em razão da Sua própria lei, nos ama a ponto de agir assim. Nesse ato, como Juiz, ele mesmo aplicou a condenação a si como Rei para morrer por nós, e como Legislador, exemplarmente obedeceu a Sua própria lei até a morte, e ao ressuscitar, tornou-se O Salvador e advogado, aquele que nos defende da condenação que Ele já pagou. Maravilha, quando o amor se junta com a justiça, tudo se resolve!!! Para nos salvar da morte eterna, O Criador reuniu todos os Seus atributos de governo do Universo, e assim, pôde fazer uma obra inédita e única, jamais vista. JESUS surpreendeu tanto os anjos bons como o próprio satanás e seus anjos, e também o ser humano perdido, que veio resgatar.

Como podemos entender isso melhor? É fácil, a lei de DEUS existe para cumprir duas funções: garantir a vida, e proporcionar excelência no relacionamento entre criaturas e o Criador, e entre as criaturas. A isso se pode chamar de “governabilidade do reino de DEUS”. Portanto, se DEUS é o Rei, o legislador e o juiz, pode fazer o que quiser, desde que Ele mesmo não altere a Sua lei, nem coloque em risco a governabilidade e o bom relacionamento. Caso DEUS alterasse a Sua própria lei, que é o Seu caráter, Seu governo perderia a credibilidade, como acontece nos reinos deste mundo. Significaria que, de fato, satanás tinha razão, quando afirmava que a lei do Universo não é boa, e que ele precisava ocupar o trono. Salienta-se ainda que um reino será tanto mais confiável quanto mais identificado o seu governo estiver com as respectivas leis, e DEUS está tão identificado com a Sua lei que Ele é a própria lei. Portanto, esse governo é totalmente confiável.

DEUS uniu tudo o que Ele é, e agiu pela salvação da raça humana. Ele nos resgatou de volta para o Seu reino, onde estão garantidas todas as condições que sempre houve, ou seja, a Lei persiste, o relacionamento é excelente, e a vida é eterna. E DEUS continua o mesmo, pois Ele é a lei que não foi alterada em momento algum. O amor é eterno, JESUS defendeu a sua eternidade na cruz, fez um trabalho completo, eficaz e permanente.

E quando a lei está sendo questionada por um golpista (satanás), que pretende tomar o trono do Rei, que é legislador e juiz? Então surge um segundo motivo para que o juiz, legislador e também rei, se doe em lugar do réu. Esse outro motivo é provar que a lei é boa. Para isso, nesse caso assim posto, não basta o juiz, legislador e rei vir apenas morrer pelo réu. Precisa mais, deve viver por um tempo, mostrando a todos, tanto inimigos como amigos, que a obediência à lei é necessária porque é assim que se garante uma vida feliz e eterna, com harmonia e paz. Deve provar que a lei é boa, que não necessita ser mudada. Essa é a razão da vida e da morte de JESUS aqui entre nós, seres humanos condenados à morte eterna. Nesse caso, Ele esteve na cruz como legislador, pois só nessa condição, mostrando como se obedece a lei, pôde defendê-la. Já não mais temos necessidade de morrer para sempre, se quisermos, podemos outra vez viver para sempre. O amor de JESUS, que está representado por Sua Lei, a Lei dos Dez Mandamentos, levou-O a viver demonstrando como se obedece a esses mandamentos, e por fim, morreu em nosso lugar. Assim, Ele defendeu a validade da lei, pois veio para cumpri-la, não para revogar a Lei, e assim também Ele nos salvou, pois pagou a penalidade da morte em nosso lugar, o que era exigência da lei. No entanto, para termos a vida eterna de volta, nos é necessário querer, aceitando a Sua morte por nós, arrependendo-nos de termos desobedecido a Lei, e obviamente não desejando mais desobedecê-la, o que é uma vida de santificação (santificar-se é separar-se da vida de pecado anterior ao arrependimento).

Assim que JESUS ressurgiu outra vez para a vida, adquiriu mais uma função: a de advogado. Agora que Ele morreu por nós e que mostrou a validade da lei, pode defender-nos se nos arrependermos. A defesa que ele faz é garantir que a Sua morte substituiu a nossa morte, porque a aceitamos. Esse direito Ele tem por que se tornou nosso substituto na morte, e por que obedeceu até a morte, não anulando a lei, mas confirmando-a. Agora, como advogado, pelo Se sangue nos livra da morte.

Os santuários terrestre e celestial

Eles servem num santuário que é cópia e sombra daquele que está nos Céus, já que Moisés foi avisado quando estava para construir o tabernáculo: ‘Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte’.” (Heb. 8:5).

Não sabemos se os mundos não caídos em pecado também tem, em seus planetas, santuário. Na Terra não havia santuário até que a Moisés foi dada a ordem de construir um, segundo o modelo do que existe no Céu.

A função de um santuário é de governo. Não confundir aqui alguma mistura do civil com o religioso. DEUS governa diferente do que estamos acostumados a ver nas nações atuais. O governo de DEUS ocorre pela Sua lei moral, que, como já sabemos, define o relacionamento entre Criador e criatura e vice versa, e das criaturas entre si, ou seja, a manutenção por bênçãos e a adoração no relacionamento DEUS e criatura, e o servir, no relacionamento entre criaturas.

Nesse raciocínio, o santuário de DEUS na Terra tinha funções paralelas ao santuário de DEUS no Céu: sede de governo. Ou seja:

a) DEUS estava ali, presença real, visível, pela Sua glória;

b) No santuário, estava a Lei, os Dez Mandamentos, a constituição do governo de DEUS, assim como está no santuário celeste (ver Apoc11:19);

c) Onde se estabelecia também o acerto de casos de desobediência, para restabelecer as condições de bom relacionamento criatura e Criador;

Nesse pondo devemos interromper para esclarecer algo, que em comentários anteriores já havíamos exposto. O governo de DEUS é de plena liberdade, portanto, a obediência livre é a estratégia de relacionamento legal entre os seres inteligentes e seu rei. Para definir a obediência é que existe a Lei dos Dez Mandamentos. Portanto, havendo desobediência, evidentemente é preciso haver o acerto, que como vimos acima, é a pena de morte. Aí se explica porque os cordeiros, e outros animais mansos eram mortos como substitutos dos seres humanos que desobedeciam, simbolizando a futura definitiva substituição por parte de JESUS, o cordeiro de DEUS.

d) Esse acerto requer o perdão, condição para a purificação.

e) Diariamente os indivíduos, após a simbólica transferência de seus pecados para um animal manso eram perdoados de seus pecados, pelos sacrifícios diários.

f) Cada vez que um indivíduo era perdoado de seu pecado, o santuário era contaminado pelo significado daquele pecado, o sangue sujo do animal quando posto sobre as pontas do altar, ou espargido no lugar santo, sujo pelo pecado, a rebeldia contra o amor.

g) Assim, anualmente, se procedia também a purificação do santuário e do povo. Esse se chamava “dia da expiação”.

h) Nesse dia, parte dos pecados eram transferidos para o bode expiatório, que simbolizava a morte de JESUS por aqueles pecados;

i) e parte dos pecados dali eram transferidos para o bode emissário, de azazel (satanás), e que era remetido para o deserto para ali morrer. Isso simboliza satanás carregando sua responsabilidade pela desobediência do povo.

j) Os pecados transferidos para o bode que simbolizava JESUS, eram de responsabilidade dos seres humanos, e os transferidos sobre o bode de satanás eram de responsabilidade dele, ou seja, a parte que ele desempenhou (as tentações bem sucedidas) para levar as pessoas a cometer aqueles pecados, que o bode de JESUS levava sobre si.

k)  Assim o santuário era purificado, mas isso era tudo simbólico. A morte de animais irracionais não poderia substituir a morte de seres inteligentes.

l)  Era necessário que o próprio rei legislador e juiz viesse, num procedimento legal aceitável perante o trono do Universo, para substituir o ser humano da morte eterna. Aqueles sacrifícios todos apontavam para esse sacrifício definitivo. Por isso que o ritual do santuário se tornou desnecessário no momento em que JESUS morreu, que se tornou o Cordeiro de DEUS morto por nós. Muitos confundem as coisas nesse ponto, achando que os Dez Mandamentos que foram eliminados, ou só o quarto mandamento. Foi o contrário, esses mandamentos o Cordeiro de DEUS os obedeceu até a morte, ratificando-os.

m) Portanto, o santuário é o lugar onde se dá o encontro entre Criador e criaturas;

n) Normalmente para louvar O Criador, função das igrejas depois da morte de JESUS;

o) mas antes da morte d’Ele, era o lugar para buscar a purificação dos pecados.

p) Hoje, se vai à igreja para louvar O Criador, para ali nos dirigirmos a Ele para que nos perdoe e nos purifique. Nisso estamos nos dirigindo direto ao salvador que se encontra no santuário do Universo, como nosso advogado intercessor.

q) No futuro, quando JESUS tiver restabelecido outra vez por completo a Lei do amor, então o santuário será um lugar para gigantescos e espetaculares encontros dos servos de DEUS para ali, exclusivamente, adorá-Lo em máximo louvor.

r) É assim que DEUS governa, mediante a fidelidade de livre e feliz obediência a uma Lei que estabelece a excelência no relacionamento entre os seres inteligentes. E quem não quer viver num reino assim?

Assim como no ritual do santuário israelita, antes da morte de JESUS, havia a purificação anual, o dia da expiação, ou dia do juízo, assim também o mesmo deve acontecer no santuário do Céu. Isso é o que diz a profecia dos 2.300 anos, de Daniel 8:14, e é o que JESUS está fazendo lá desde 1844. Nessa data, o santuário do Céu está sendo purificado, ou seja, os pecados de todos aqueles que uma vez aceitaram a morte de JESUS para os substituir na pena capital, estão sendo investigados. Se houve arrependimento de todos eles, ou, se houve arrependimento do sistema de vida do passado, já que é impossível lembrar de todo mal que fizemos em nossa vida. Então os pecados registrados no livro específico são todos apagados por um anjo assistente. Quem determina fazer isso é JESUS, ali com funções de sacerdote, ou seja, como um advogado. Nesse caso, o nome daquela pessoa permanece no livro da vida, e ela será chamada à vida eterna quando JESUS vier, ressuscitando já transformada, ou seja, recriada à perfeição. No momento em que seus pecados foram apagados para sempre, parte do santuário do Céu foi purificado, pois o registro do pecado foi apagado, para sempre. Esse processo continuará até que todas as pessoas nessas condições forem examinadas, então naquele santuário não vai mais haver nenhuma mancha de pecado da parte dos futuros habitantes dali, resgatados da Terra.

Serviços diários

Os serviços diários eram sacrifícios de dois tipos principais. Chamemo-los assim: os gerais e os específicos. Os gerais eram dois, pela manha e pela tarde. Cada vez era oferecido um cordeiro, portanto, dois por dia, para esse sacrifício. Era para perdão dos pecados cometidos por todos, muitos dos quais os indivíduos nem se deram conta, do qual nunca se flagraria. Esse sacrifício diário representa a morte de CRISTO por todos, a garantia de vida. Já os sacrifícios individuais por pecados específicos significam o arrependimento e pedido de perdão pelo pecado e a aceitação daquela morte. Como DEUS é bom e completo!

Os demais sacrifícios pelos pecados (haviam outros sacrifícios) eram específicos, ou seja, cada vez que um indivíduo cometia um pecado, desobediência à lei, isso gerava motivo para a morte daquele indivíduo. Então, ele levava um cordeiro ao altar do tabernáculo e ali oferecia, simbolicamente, a vida do cordeiro em lugar da sua própria vida. Esses sacrifícios, o diário e o específico eram apenas símbolo do verdadeiro sacrifício de JESUS.

Então, diariamente os pecados das pessoas eram transferidas, delas para o altar e para o santuário, no sangue contaminado e no sacerdote também contaminado, pelos pecados. Ali permaneciam até o dia da expiação, ou dia do juízo. O que acontecia no santuário terrestre era apenas sombra (ilustração) do celeste. Esse é que na realidade recebia os pecados, nos registros dos livros ali existentes. Por isso é o santuário celeste que precisa ser purificado.

O Dia da Expiação – I

“Porquanto nesse dia se fará propiciação por vocês, para purificá-los. Então, perante o senhor, vocês estarão puros de todos os seus pecados.” (Lev. 16:30)

Quando o santuário é manchado, de certa maneira próprio caráter de DEUS é manchado, não n’Ele, mas em Suas criaturas, criadas á Sua semelhança, e na Sua santa Lei. O Universo para funcionar como um reino de liberdade, precisa ser absolutamente puro, não pode haver contradições legais.

No dia anual da expiação, tanto o povo quanto o santuário eram purificados. Havia uma solene preparação prévia de dez dias de todo o povo para aquele impressionante dia. Tudo era posto em ordem, todo desentendimento não resolvido era acertado e toda a vida revisada. Então, na cerimônia do dia da expiação, o povo se apresentava perante DEUS absolutamente livre de pecado, isto é, tudo estava perdoado. Antes dessa cerimônia, naquele dia, foram realizadas os dois últimos sacrifícios diários. Nesse dia, o santuário era totalmente purificado dos pecados que o povo havia cometido durante o ano. No final da cerimônia, tanto o povo quanto o santuário estavam puros de pecado.

Tudo isso era símbolo do que ocorreria no santuário do Céu. Desde que JESUS subiu ao Céu, lá esteve atuando no santuário, no lugar santo. Desde 1844 para cá, ele atua no lugar santíssimo, purificando-o. Esse é o juízo investigativo, em que cada nome é investigado. Se houve arrependimento, seus pecados são apagados dos respectivos registros. Se não houve arrependimento, seu nome é apagado dos registros do livro da vida, mas seus pecados permanecem registrados. Ficarão ali até o final do milênio, quando então o próprio sujeito pagará pelos seus pecados. Então é que naquele santuário não vai mais haver lembrança das coisas passadas, tudo estará totalmente puro. Atenção, após o fechamento da porta da graça, isto é, concluindo-se o trabalho de purificação, o santuário do céu estará totalmente puro. Os pecados daqueles que nunca tiveram seus nomes escritos no livro da vida jamais foram transferidos para aquele santuário. Desses, portanto, o santuário não precisa ser purificado, nem agora, nem no final do milênio

Dia da Expiação – II

“Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Dan. 8:14)

“Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos Céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestes com sacrifícios superiores.” (Heb. 9:23)

O santuário da Terra era apenas um símbolo do santuário do Céu, com funções didáticas. De que outra maneira poderia ser ensinado a nós o seguinte:

a) o caráter nojento e catastrófico do pecado;

b) suas terríveis conseqüências;

c) que cada pecado significa pena de morte;

d) mas que JESUS viria nos salvar;

e) que haveria necessidade de perdão e purificação dos pecadores e de purificação o santuário do Céu, por causa de nossos pecados.

Por essas, e outras razões, o santuário da terra foi estabelecido. Uma outra razão importante é permitir um local de encontro com DEUS.

A purificação do santuário celeste é resultado de um processo judicial. (a) houve desobediência, fator causal; (b) isso acarretou o respectivo registro nos livros do céu; (c) JESUS morreu, e tornou-se advogado de defesa, não por alguma inocência do pecador, mas porque aceitou em lugar de seu pecado a inocência do Salvador. Portanto pode ser perdoado. (d) Agora precisa haver investigação se de fato a pessoa se arrependeu de sua vida passada, para que tudo possa ser posto em dia, e ele seja novamente aceito como cidadão do Universo, como um indivíduo justo.

Há um importante paralelismo na sucessão dos fatos proféticos, com relação a esse assunto d purificação, entre Daniel 7 e Daniel 8. Veja-se abaixo:



Paralelismo entre Daniel 7 e Daniel 8

Daniel 7

Daniel 8

Babilônia
Medo-PérsiaMedo-Pérsia
GréciaGrécia
Roma pagã e papalRoma pagã e papal

Julgamento no Céu

Purificação do santuário

Reino de DEUSReino de DEUS
A seqüência é a mesma. Verifica-se que após o império romano e o império moral do Vaticano, que terminou em 1798, logo após, viria a fase do julgamento no Céu, que é a purificação do santuário celeste. Isso começou a ocorrer em 1844, conforme Daniel 8:14, e ainda não terminou.

Significado do dia escatológico da expiação

Expiação significa eliminação dos pecados, isto é, a purificação deles. Para isso, no ritual simbólico e didático, no dia da expiação, eram trazidos dois bodes perante o altar. Um era para o Senhor, o outro para azazel (satanás).

O bode para o Senhor era sacrificado pelos pecados do povo. Segundo bons autores consultados, esse bode pagava com sua vida os pecados cuja responsabilidade era do próprio pecador, e/ou a parte que lhe compete. Quando cometemos um pecado, duas coisas podem ter acontecido. (a) foi por nossa iniciativa própria, sem influência de terceiros. Nesse caso, a responsabilidade é inteiramente nossa. (b) pode ter havido influência de terceiros, nos levando a pecar. Nesse caso há dois ou mais responsáveis: nós e o(s) terceiro(s). Esse(s) terceiro(s) pode(m) ser outras pessoas, ou satanás, o tentador para o mal.

O bode do Senhor, símbolo de JESUS, está disposto a morrer pelos pecados de responsabilidade própria, os do item “a”, e os das pessoas que eventualmente influenciaram para pecado de outros. Mas, pela lógica, não tem porque morrer pela influência de pecados cuja influência veio da parte de satanás. Então, o bode para o Senhor morre pela responsabilidade específica do povo quanto a desobediência, e o bode de satanás, deve morrer pelo que ele levou o povo pecar. JESUS não iria morrer por satanás. Essa é uma explicação muito aceita entre os estudiosos. Ou seja, quando ocorreu o pecado, ele é registrado, quando ocorre o processo judicial, cada culpado é devidamente citado. O que compete a pecadores humanos, isso pode ser pago por JESUS, e o que compete a satanás, ele mesmo terá de pagar, no final do milênio. No entanto, no final do milênio, quando satanás for destruído, sobre ele serão postas as culpas dele mesmo e as culpas de responsabilidade de cada um dos que foram salvos. Satanás terá que sentir o peso das conseqüências do que ele fez e do que ele levou a outros fazerem contra a lei de DEUS

Conclusão

Esse estudo mostra a natureza da verdadeira guerra, a principal, em torno da qual giram outras batalhas. A guerra principal é de natureza espiritual, não perceptível à muitas pessoas. Ela é tão mais imperceptível quanto mais essas pessoas estiverem apegadas à ciência secular, que, em grande parte, está contaminada de preconceitos contra a Palavra de DEUS. Assim, a humanidade se posiciona de um e de outro lado, e a grande maioria que se posiciona do lado de satanás, nem sabe que está ali e qual o seu papel que desempenha. Nessa situação estão pobres e incultos como muitos doutores de Universidade. Aqueles, coitados iludidos pela superstição e crendices inventadas ao longo dos séculos, estes incapazes de ver a realidade flagrante ao redor, cegados pelo preconceito das componentes ideológicas inseridos na ciência. A verdade misturada com o erro é uma arma poderosa, por ela podem ser distribuídos muitos altos títulos.

Para tentar resgatar pessoas em tal situação, de ambos os casos, deve-se ter o máximo cuidado para não causar constrangimento à sua ignorância, o que desconhecem. As pessoas julgam tudo pelo que sabem, e o que sabem lhes parece ser tudo o que existe para saber. Aí está a armadilha, governam a sua vida, decidem seu futuro desconhecendo o principal. Então, enganadas, persistem no erro pensando estar nos níveis mais altos da verdade.

O poder da ponta pequena é tão vasto que, por crendices ilógicas, flagrantemente ofensivas à inteligência do ser humano, inaceitáveis em razão da falta de genuinidade, que não resistem a qualquer exame um pouco mais profundo, consegue enganar muitos, milhões de descuidados e despreocupados. Mas já vem o tempo, e a ordem do Céu já vai se cumprir: “sai dela povo meu” (Apoc. 18:4), e livrem-se de serem cúmplices dos pecados de babilônia.

Não se estude essas lições apenas numa ótica acadêmica, a busca do conhecimento em si, e mais nada. Estude-se essas lições para a busca de um ação real no dia-a-dia. O povo de DEUS, cujos membros foram batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que, portanto, já tem o Espírito do Senhor, agora precisa unir-se por completo, para ter aumentado o poder do Espírito Santo, e, pela pregação e pelo ensino, com forte testemunho da verdade, concluir o trabalho de esclarecimento sobre a verdadeira adoração a todas as pessoas do mundo. Isso agora é cada vez mais urgente!!!

Prof. Sikberto R. Marks

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