Evidências Proféticas | blog adventista

14/10/2010

Conciliar trabalho e família e recuperar a verdadeira festa do domingo

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 12 de outubro de 2010 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a carta de Bento XVI ao presidente do Conselho Pontifício para a Família, cardeal Ennio Antonelli, em preparação para o 7º Encontro Mundial das Famílias, que será realizado em Milão, de 30 de maio a 3 de junho de 2012, sobre o tema "A família: o trabalho e a festa". 

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Venerado Irmão Cardeal ENNIO ANTONELLI
Presidente do Pontifício Conselho para a Família

No encerramento do VI Encontro Mundial das Famílias, realizado na Cidade do México em Janeiro de 2009, anunciei que o próximo Encontro das famílias católicas do mundo inteiro com o Sucessor de Pedro teria lugar em Milão, no ano de 2012, sobre o tema: «A família: o trabalho e a festa». Desejando dar início agora à preparação deste importante acontecimento, é-me grato confirmar que, se Deus quiser, ele será realizado de 30 de Maio a 3 de Junho e, ao mesmo tempo, quero oferecer algumas indicações mais pormenorizadas a propósito da temática e das modalidades de realização.

O trabalho e a festa estão intimamente ligados à vida das famílias: condicionam as suas escolhas, influenciam os relacionamentos entre os cônjuges, e entre os pais e os filhos, incidem sobre a relação da família com a sociedade em geral e com a Igreja. A Sagrada Escritura (cf. Gn cap. 1-2) diz-nos que a família e o trabalho constituem dádivas e bênçãos de Deus para nos ajudar a viver uma existência plenamente humana. A experiência quotidiana garante que o desenvolvimento autêntico da pessoa exige quer as dimensões individual, familiar e comunitária, quer as actividades e as relações funcionais, como também a abertura à esperança e ao Bem sem limites.

Infelizmente, nos nossos dias a organização do trabalho, pensada e levada a cabo em função da concorrência de mercado e do máximo lucro, e a concepção da festa como ocasião de evasão e de consumo, contribuem para desagregar a família e a comunidade, bem como para difundir um estilo de vida individualista. Por conseguinte, é necessário promover uma reflexão e um compromisso destinados a reconciliar as exigências e os tempos de trabalho com aqueles da família, recuperando assim o verdadeiro sentido da festa, especialmente do domingo, Páscoa semanal, dia do Senhor e do homem, dia da família, da comunidade e da solidariedade.

O próximo Encontro Mundial das Famílias constitui uma ocasião privilegiada para reconsiderar o trabalho e a festa, a perspectiva de uma família unida e aberta à vida, bem inserida na sociedade e na Igreja, atenta à qualidade dos relacionamentos para além da economia do próprio núcleo familiar. Contudo, para que venha a ser autenticamente fecundo, o acontecimento não deveria permanecer isolado, mas inserir-se num adequado percurso de preparação eclesial e cultural. Portanto, formulo votos a fim de que já durante o ano de 2011, XXX aniversário da publicação da Exortação Apostólica Familiaris consortio, «magna charta» da pastoral familiar, possa ser empreendido um itinerário válido com iniciativas nos planos paroquial, diocesano e nacional, destinadas a salientar experiências de trabalho e de festa nos seus aspectos mais genuínos e positivos, com particular atenção à incidência sobre a vida concreta das famílias. Por isso, as famílias cristãs e as comunidades eclesiais do mundo inteiro sintam-se comprometidas e ponham-se com solicitude a caminho de «Milão 2012».

Como os precedentes, o VII Encontro mundial terá uma duração de cinco dias e culminará no final da tarde de sábado, com a «Festa dos Testemunhos» e na manhã de domingo, com a Missa solene. Estas duas celebrações, que serão por mim presididas, ver-nos-ão reunidos como «família de famílias». A realização global deste acontecimento será preparada de maneira a harmonizar inteiramente as várias dimensões: oração comunitária, reflexão teológica e pastoral, momentos de fraternidade e de intercâmbio entre as famílias hóspedes e as famílias do território, ressonância mediática.

O Senhor recompense desde já, com abundantes favores celestiais, a Arquidiocese ambrosiana pela generosa disponibilidade e pelo compromisso organizacional, posto ao serviço da Igreja universal e das famílias pertencentes a numerosas nações.

Enquanto invoco a intercessão da Sagrada Família de Nazaré, dedicada ao trabalho quotidiano e assídua nas celebrações festivas do seu povo, concedo de coração a Vossa Eminência, venerado Irmão, bem como aos Colaboradores, a Bênção Apostólica que, com especial afecto e de bom grado, estendo a todas as famílias comprometidas na preparação do grande Encontro de Milão.

13/10/2010

Alarmistas do aquecimento global defendem métodos fascistas

Um guru ambientalista finlandês foi mais longe do que qualquer outro alarmista do aquecimento global clamando abertamente por fascismo como um passo necessário para salvar o planeta da destruição ecológica, exigindo que os negacionistas do aquecimento global sejam "re-educados" em eco-gulags e que a grande maioria dos humanos seja morta com o restante escravizado e controlado pela polícia verde estatal, com pessoas esterilizadas a força, carros confiscados e viagens restritas a membros da elite.

O filósofo Pentti Linkola tem construído uma entusiástica multidão de fãs auto-descritos como "eco-fascistas" receptivos a sua mensagem de que o estado deveria decretar medidas draconianas de "disciplina, proibição, coerção e opressão" a fim de fazer as pessoas obedecerem aos ditames ambientais.

A filosofia cruel e ditatorial de Linkola tinha permanecido relativamente obscura, mas agora está ganhando impulso à medida que a máscara do ambientalismo é levantada para mostrar sua verdadeira natureza - uma justificação para a tirania do século 21 em grande escala, caracterizada pela eugenia, esterilização, gulags, policias estatais e controle total do governo em cada aspecto de nossa existência.

A doutrina de Linkola é a mais extrema, repulsiva e ameaçadora a liberdade do que qualquer coisa realizada pelos piores ditadores da história, Hitler, Stalin e Mao - combinados. De fato, Linkola lamenta que tais monstros não foram suficientemente longe em aniquilar muitos milhões mais de pessoas.

Sob a proposta de Linkola de salvar a terra de aquecimento global antropogênico, "somente poucos milhões de pessoas trabalhariam como fazendeiros e pescadores, sem modernas conveniências como automóveis." Esse sistema seria reforçado pela criação de uma "Polícia Verde" que abandonaria "o xarope da ética" que governa o comportamento humano para dominar completamente a população.

Linkola pede por abortos forçados, enquanto também acrescenta que uma outra guerra mundial seria "uma feliz ocasião para o planeta" porque erradicaria dezenas de milhões de pessoas. O ambientalista acredita que somente uma tirania de coturno pode ajudar a salvar a Mãe Terra das "piores ideologias do mundo" que ele define como "crescimento e liberdade".

"Qualquer ditadura seria melhor do que a moderna democracia," ele escreve. "Não pode haver um ditador tão incompetente, que mostrasse mais estupidez do que a maioria das pessoas. A melhor ditadura seria aquela onde muitas cabeças rolariam e o governo impediria qualquer crescimento econômico."

Aqueles que recusassem ser escravizados pela nova eco-tirania de Linkola seriam sequestrados e enviados para as montanhas para "re-educação" em eco-gulags, de acordo com o ambientalista, que diz que a única solução "repousa em um governo centralizado e no incansável controle dos cidadãos."

Como parte de seu inferno eco-fascista, Linkola pede por uma "matança dos defeituosos" por meio de esterilização, certificados de nascimentos, apertada regulamentação da eletricidade, forçar humanos a comer ratos, confisco de automóveis privados, viagens restritas somente a membros da elite e o encerramento de empresas enquanto a economia é inteiramente entregue ao controle do estado.

O coração da filosofia escura de Linkola gira em torno da necessidade de abate de massas de seres humanos. "Se houvesse um botão que eu pudesse apertar, eu sacrificaria a mim mesmo sem hesitar se isso significasse que milhões de pessoas morreriam," ele escreve.

"Quem sente falta de todos aqueles que morreram na Segunda Guerra Mundial? Quem sente falta dos vinte milhões executados por Stalin? Quem sente falta dos seis milhões de judeus de Hitler? Pergunta Linkola.

É impossível explicar precisamente e quantificar o nível de pura depravação exibido dentro do sistema de crença de Linkola. Se essas palavras fossem escritas por um assassino em massa amalucado então ao menos seríamos capazes de repudiar seu propósito, mas essas horrorosas doutrinas são abraçadas por um famoso ambientalista cuja popularidade está crescendo enquanto os pútridos tentáculos do movimento eco-fascista crescem em mais áreas da sociedade e do discurso público.

"Teremos de... aprender da história dos movimentos revolucionários - os nacional socialistas, os stalinistas finlandeses, dos muitos estágios da revolução russa, dos métodos das brigadas vermelhas - e esquecer nossos egos narcisistas," escreve Linkola, enraizando firmemente seu ativismo ambiental no prisma político do Nazismo e Stalinismo.

De fato, as políticas de Linkola fazem Hitler e Stalin parecerem humanistas justos.

Leia a adorável e humana analogia de superpopulação de Linkola, que como temos documentado, é um problema artificial desmascarado pelas próprias estatísticas de população das Nações Unidas.

"O que fazer, quando um navio carregando centenas de passageiros de repente vira e só tem um bote salva vidas? Quando o bote salva vidas está lotado, aqueles que odeiam a vida tentarão carregá-lo com mais pessoas e afundar com todos. Aqueles que amam e respeitam a vida pegarão a machadinha do navio e deceparão as mãos extras que se apegam aos lados do barco."

Na realidade, por volta de 2020 a população se estabilizará e por volta de 2050 a população global começará a declinar a uma taxa alarmante, com a taxa de substituição para humanos caindo abaixo de 2.1. O desejo do sanguinário Linkola de ver o excedente humano brutalmente abatido tem mais em comum com a desacreditada pseudofilosofia de Malthus do que qualquer base em fatos científicos.

Como temos documentado, embora não indo tão longe quanto Linkola, o movimento eco-fascista está atraindo proeminentes defensores, incluindo James Lovelock, o criador da Hipótese Gaia. Lovelock contou ao Guardian no começo desse ano que "a democracia deve ser colocada em espera" para combater o aquecimento global e que umas "poucas pessoas com autoridade" deveriam ser autorizadas a governar o planeta.

Esse sentimento foi ecoado pelo autor e ambientalista Keith Farnish, que em um livro recente pediu por atos de sabotagem e terrorismo ambiental na explosão de barragens e demolição de cidades a fim de retornar o planeta a idade agrária. O proeminente alarmista global da NASA e aliado de Al Gore, Dr. James Hansen, endossou o livro de Farnish.

Linkola compete com Farnish e Hansen, escrevendo, "Tudo que temos desenvolvido nos últimos 100 anos deveria ser destruído."

Uma outra figura ilustre no debate da mudança climática que exemplifica o sistema de crença obcecado por violência e morte do movimento é Dr. Eric R. Pianka, um biólogo americano baseado na Universidade do Texas, em Austin. Durante um discurso na Academia de Ciências do Texas em março de 2006, Pianka advogou a necessidade de exterminar 90% da população mundial através do vírus ebola no ar. A reação de dezenas de cientistas importantes e professores na audiência não foi aquela de choque ou repulsa - eles ficaram de pé e aplaudiram o chamado de Pianka pelo genocídio em massa.

O atual czar de ciência da Casa Branca John P. Holdren também advoga as mais obscenamente ditatoriais, eco-fascistas e desumanas práticas em nome do ambientalismo. Em seu livro texto de 1977 Ecociência, Holdren pede por um "regime planetário" para realizar abortos forçados e procedimentos obrigatórios de esterilização, bem como colocar drogas no fornecimento de água, em um esforço de abater o excedente humano.

Linkola superou até mesmo o notório gênio assassino Charles Manson em seu ódio pela raça humana. Durante entrevistas na prisão, Manson rotineiramente falava de sua crença de que pelo menos 50 milhões de humanos deveriam ser abatidos pelo bem do planeta, enquanto que Linkola e seus fãs simplesmente acreditam que a humanidade deveria cessar de existir em sua totalidade. O site de um admirador dedicado de Linkola inclui links para seus artigos que têm cabeçalhos como "Aniquile humanos, salve o mundo". 

Como Manson, Linkola se tornou um respeitado guru ambientalista para uma nova seita de crentes que sentem que os governos e as instituições globais não estão sendo bastante cruéis na aplicação das devidas medidas para salvar a terra da destruição ecológica.

"Linkola tem construído um séquito ambientalista apelando para regime ecológico autoritário que elimine cruelmente os consumidores," escreve Micah White do Guardian, acrescentando que Linkola "abriu um caminho para uma onda de fascistas ambientalistas que rejeitam a liberdade democrática."

Um outro escritor ambientalista finlandês, Martin Kreiggeist, saúda o apelo de Linkola por eco-gulags e opressão como "uma solução," apelando para as pessoas "pegar os machados" em busca de matar o terceiro mundo. Kreiggeist quer que os companheiros eco-fascistas "ajam" ao pedido de Linkola para o assassinato em massa a fim de resolver a superpopulação. 

O próprio Linkola abertamente clama por violência para adiantar a causa eco-fascista. "Uma minoria pode nunca ter qualquer outro meio efetivo para influenciar o curso dos acontecimentos, a não ser através do uso da violência," ele escreve.

Enquanto governos ao redor do mundo continuam a incomodar cidadãos inocentes e definir ações políticas pacíficas como terrorismo doméstico, pessoas como Linkola, Pianka e outros, junto com suas crescentes legiões de admiradores, são deixados em paz a despeito de seus apelos abertos a violência e genocídio.

Dado o fato que seguidores da seita desses ambientalistas na fronteira do extremismo, pessoas como o pistoleiro do prédio do Discovery Channel James Jay Lee, agora estão começando a agir de acordo com as doutrinas de seus gurus com violência, é tempo de os alarmistas radicais do aquecimento global que estão clamando por assassinato em massa serem investigados pelas autoridades competentes como potenciais terroristas.

Contudo, é uma esperança vã quando alguém compreende que o sistema de crença tirânica e repugnante de Linkola é meramente uma extensão das doutrinas eugenistas sendo promovidas por algumas das pessoas mais poderosas do planeta que, apoiadas por uma organização de mídia igualmente empolgada, estão agora descaradamente distribuindo uma tirania de ponta-pé e estão abertamente pedindo por morte em massa e ditadura sob o pretexto de parar a mudança climática. 

O estabelecimento aponta o dedo todo dia a todo tipo de grupos políticos para caluniá-los como uma ameaça, enquanto monstros como Linkola e Pianka que defendem as mais perigosas e obscenas ideias imagináveis são celebrados e recebem respeito de seus pares e seu crescente bando de lunáticos seguidores, que estão todos muito ávidos de agir nas bárbaras "soluções" que estão sendo encorajadas em nome do ambientalismo.

Paul Joseph Watson
Autor de "Order Out Of Chaos"

Fome atinge mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo

Um estudo revelou que pelo menos 1 bilhão de pessoas sofrem de desnutrição em todo o mundo. A estimativa foi feita pelo Instituto Internacional de Investigação sobre Políticas Alimentares (IFPRI, na sigla em inglês).

Intitulado “Índice Global da Fome 2010″, o estudo revelou também que quase a metade dos afetados são crianças, com os níveis mais altos de desnutrição infantil ocorrendo na África Subsaariana e no sul da Ásia.

Número de desnutridos voltou a subir

Ainda de acordo com o estudo, o número de desnutridos em todo o mundo voltou a subir, após ter diminuído entre 1990 e 2006, por causa da crise econômica e do aumento nos preços dos alimentos. Hoje, esse número abrange cerca de um sétimo da população mundial.

A situação em três países africanos, Chad, Eritreia e República Democrática do Congo, foi considerada “extremamente alarmante”. Segundo o IFPRI, a situação é “alarmante” em outros 26 países. Entre os países latino-americanos, Bolívia, Guatemala e Haiti vivem uma situação considerada “grave”. Brasil, Uruguai, Argentina e Chile foram apontados com baixos níveis de desnutrição.

Fome: menos de 1.800 quilocalorias por dia

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Segurança Alimentar considera que uma pessoa passa fome quando consome menos de 1.800 quilocalorias por dia.


12/10/2010

Quem são as virgens loucas?

Autor: Pr. Paulo Cordeiro, IASD de Aveiro e Oliveira de Azeméis

Introdução

“Então, se aproximaram os discípulos e Lhe perguntaram: por que lhes falas por parábolas? Ao que respondeu: porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por Mim curados.Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram” (Mateus 13:10-17;).

Fica claro, por estas palavras de Jesus, que “os mistérios do reino dos céus” revelados nas parábolas de Jesus, só são dados a conhecer àqueles que não têm o coração endurecido, ou seja, aos verdadeiros discípulos de Jesus? E que estes, para além de conseguirem compreender os “mistérios” revelados nas parábolas de Jesus, recebem igualmente a bênção adicional de compreenderem aquilo que “profetas e justos” não perceberam no passado? Acredito sinceramente que “os que buscam o Senhor entendem tudo” (Provérbios 28:5), pois tais pessoas têm “a unção que d’Ele recebestes” que “vos ensina a respeito de todas as coisas” (I João 2:27).

Mais: estamos chegados a um tempo, na História, em que a atual geração de crentes sinceros em Jesus, está beneficiando de um conhecimento que anteriores gerações não obtiveram(1). Podemos facilmente compreender o porquê disso: à medida que nos aproximamos, a passos largos, do “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (Daniel 12:1), Deus está providenciando uma revelação cada vez mais nítida da Sua Palavra, para que, nas últimas gerações de crentes que habitarem neste planeta de pecado, continuem a ser válidas as palavras enunciadas pelo apóstolo Paulo: “não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (I Coríntios 10:13).

Quer conhecer um “mistério” deveras importante revelado por Jesus na parábola das dez virgens – a verdadeira identidade das dez virgens loucas, néscias ou insensatas? Então prepare-se, porque tal revelação pode ser chocante!

O Contexto da Parábola das Dez Virgens

A parábola das dez virgens é a terceira de uma série de quatro parábolas(2) que Jesus enunciou logo após o Seu famoso discurso, conhecido como o sermão profético de Jesus, que encontramos em Mateus 24:1-31. Não é necessário ser-se muito inteligente para nos apercebermos, de imediato, que as quatro parábolas acima referidas têm uma conexão vital com o sermão profético de Jesus proferido anteriormente! Por outras palavras, estas parábolas têm um conteúdo essencialmente profético!

E, nas três últimas parábolas, existe um elemento temporal comum que as une: na parábola do bom servo e do mau, encontramos que o mau servo tinha plena consciência de que o seu Senhor se demoraria (Mateus 24:48)(3), na parábola das dez virgens é-nos dito que “tardando o noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mateus 25:5) e, finalmente, na parábola dos talentos, é claramente afirmado que “depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos” (Mateus 25:19).

Então podemos acrescentar, desde já, uma outra conclusão deveras significativa para a compreensão destas parábolas: elas não apenas têm um conteúdo essencialmente profético, mas esse conteúdo seria essencialmente relevante “depois de muito tempo”! Por outras palavras: estamos na presença de parábolas com um conteúdo essencialmente escatológico, isto é, um conteúdo que se aplica em toda a sua força, nestes últimos dias da História humana em que estamos vivendo!

Análise da Parábola das Dez Virgens

O reino dos céus” – através desta expressão, Jesus fez não apenas referência ao reino que haveria de vir, que poderemos apelidar de reino da glória, mas igualmente ao reino que haveria de existir já nesta terra, pela Sua graça, na vida da Sua Igreja.

Quando João Baptista pregava, dizendo: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 3:2), quando o próprio Jesus, ao iniciar o Seu próprio ministério, pregava igualmente: “arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17), quando Jesus enviou os “doze”, “dando-lhes as seguintes instruções: pregai que está próximo o reino dos céus” (Mateus 10:5, 7), a que “reino dos céus” se estava a fazer referência? Certamente que não àquele que irá ser inaugurado aquando da Segunda Vinda de Cristo, porque esse, no tempo de João Baptista e dos doze discípulos não estava próximo, mas sim a uma distância de “muito tempo”, como já vimos!

Dez virgens” – O que é que “virgens” representam? Paulo, ao escrever aos crentes coríntios, disse-lhes: “porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (II Coríntios 11:2). O conjunto destas virgens representa, pois, a Igreja de Cristo na Terra. Esta passagem também nos indica claramente quem é o noivo ou esposo – Cristo.

Saíram a encontrar-se com o noivo” – todas as virgens, e não apenas as prudentes ou sábias, acreditam e esperam o regresso do noivo! Todas são, portanto, adventistas!

A Igreja só foi adventista, no sentido mais lato deste termo, em dois períodos da Era Cristã: no seu início e no seu final. A Igreja Cristã primitiva era uma igreja adventista, porque acreditava na Segunda Vinda de Jesus. Entretanto, a heresia da imortalidade da alma, ao entrar na teologia da Igreja logo nos primeiros séculos da Era Cristã, minou por completo a esperança nessa Segunda Vinda de Cristo: se as “almas” dos crentes vão logo para o céu após a morte deles, que necessidade havia de basear a sua fé na esperança do retorno de Cristo? Só no século XIX é que tal esperança haveria de ser “ressuscitada” novamente aquando do grande movimento de reavivamento produzido por Guilherme Miller e outros e que ficou conhecido como o Grande Movimento do Advento.

Se a parábola das dez virgens introduz o tal elemento temporal que já vos falei – “tardando o noivo” – a que período adventista da Era Cristã é que ela se refere então: ao inicial ou ao final? Ao final, não tenhamos dúvidas! Com grande precisão, pois, Ellen White afirma: “a história das dez virgens, ilustra, pela experiência delas, a da igreja que viveria antes da Sua segunda vinda(4).

Lâmpadas” – Todas as virgens têm lâmpadas, ou seja, todas possuem a Palavra de Deus, uma vez que “lâmpada para os meus pés é a Tua palavra e luz, para o meu caminho” (Salmos 119:105).

Azeite” – De David é dito: “encontrei David, meu servo; com o meu santo óleo o ungi.” (Salmos 89:20); “Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do Senhor se apossou de David” (I Samuel 16:13). O azeite é, pois, símbolo do Espírito Santo(5).

Recapitulando o que vimos até aqui: a parábola das dez virgens representa a experiência da Igreja de Cristo imediatamente antes da Sua Segunda Vinda. Essa Igreja tem, toda ela, acesso à Palavra de Deus e, também, toda ela, é adventista na sua crença! Contudo,somente parte dela tem a plenitude do Espírito Santo, ao passo que a outra parte tem uma medida insuficiente do Espírito Santo: têm azeite, mas não em quantidade suficiente para “arder” até à vinda do esposo! As virgens néscias, “ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo” (Mateus 25:3); contudo, isso não significa que elas não tinham azeite nenhum, caso contrário, elas não poderiam afirmar: “as nossas lâmpadas estão-se apagando” (Mateus 25:8)!

Uma grande lição que podemos retirar da experiência das virgens prudentes é a seguinte: elas estavam preparadas para uma eventual “demora” do noivo, ao passo que as virgens néscias acreditavam que o noivo viria quase logo! Querido amigo: está a sua vida espiritual apenas baseada na “iminência” da Segunda Vinda de Cristo, ou é a sua fé suficientemente forte para suportar uma eventual “demora” do noivo?

Mas, deixaram as virgens néscias de levar azeite consigo, apenas pelo facto de pensarem, talvez de forma cândida ou ingénua, que Jesus estava mesmo para voltar?

Durante muito tempo, sem verdadeiramente me interrogar porquê, era assim que eu imaginava este grupo de virgens néscias: como um grupo de pessoas que foram ingenuamente apanhadas de surpresa pela vinda do noivo! Mas sabem uma coisa: ingenuidade é algo que não existe nestas virgens, nem no menor grau que possamos imaginar!

Mas afinal, quem são, realmente, as virgens néscias ou loucas? A chave para desvendarmos este “mistério” está no facto de elas próprias reconhecerem que as suas “lâmpadas estão-se apagando” (Mateus 25:8). Quem, segundo a Bíblia, são aqueles a quem as suas “lâmpadas” acabam por se apagar – que deixam de poder ver qualquer luz a sair da Palavra de Deus?

Dois textos bíblicos no livro de Provérbios são cruciais para compreendermos a verdadeira identidade das virgens néscias: “a luz dos justos brilha intensamente, mas a lâmpada dos perversos se apagará.”; “porque o maligno não terá bom futuro, e a lâmpada dos perversos se apagará” (Provérbios 13:9; 24:20).

Quem são, então, as virgens néscias, cujas lâmpadas acabam por se apagar? Isso mesmo, pessoas que não são ingénuas, mas sim perversas! É tal perversidade que faz com que finalmente o azeite (o Espírito Santo) se extinga nas suas vidas! São pessoas que conhecem a Palavra de Deus, por isso é que são adventistas (pois não se pode conhecer nada a respeito da Segunda Vinda de Cristo a não ser através da Sua Palavra!), mas não permitem que o seu coração “enganoso” e “desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9) seja transformado pelo poder da Palavra de Deus e pelo Seu Espírito Santo! Tal ausência de transformação nas suas vidas deve-se seguramente ao facto de confiarem em si mesmas, por se considerarem pessoas justas (ver Lucas 18:9-14).

A forma como Jesus respondeu às virgens néscias que ficaram de fora após se ter fechado “a porta [da Graça]” (Mateus 25:10): “em verdade vos digo que não vos conheço” (Mateus 25:12), indica-nos claramente, por comparação com uma outra afirmação de Jesus (fora do contexto de uma parábola), que se tratam de pessoas perversas: “então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7:23).

Quem são estas pessoas a quem Jesus pede que se apartem d’Ele, por praticarem a iniquidade? Pessoas que professavam ser cristãos, uma vez que profetizaram, expeliram demónios e fizeram milagres em nome de Cristo! Mais: o contexto imediato (Mateus 7:15-23) onde encontramos a afirmação de Jesus supra-citada (Mateus 7:23), indica-nos claramente que, os que praticam a iniquidade e são, por isso, perversos (como tínhamos concluído que as virgens néscias eram!) são “falsos profetas, que se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores” (Mateus 7:15).

O que é um falso profeta? É, obviamente, aquele que anuncia falsas profecias ou que distorce a pura Palavra de Deus! E por que distorce ele a Palavra de Deus? Aquele que não se deixa modificar pela Palavra de Deus acabará por querer, ele próprio, modificar essa mesma Palavra de Deus, para que esta não mais o “fira” na sua consciência culpada (ver Romanos 1:21-32)! Procurará esvaziar a Palavra de Deus do seu poder transformador, vendo-a apenas como um mero livro didáctico!

É, pois, de admirar, que as “lâmpadas” de tais pessoas acabem por se apagar? Não, visto que foram elas próprias que foram, paulatinamente, suprimindo a luz que Deus lhes enviou! A estes aplicam-se, pois, com toda a propriedade, as seguintes palavras de Jesus: “São os olhos a lâmpada do corpo. (…) Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há [há luz nestas pessoas, devido ao conhecimento que têm da Palavra de Deus!] sejam trevas [devido ao facto de terem “olhos…maus”], que grandes trevas serão!” (Mateus 6:22,23). Estes são aqueles de quem Paulo falou dizendo que “não acolheram o amor da verdade para serem salvos” e, por isso, “não deram crédito à verdade”, porque “deleitaram-se com a injustiça” (II Tessalonicenses 2:10,12).

Referindo-se ao joio que “o inimigo… semeou… no meio do trigo” (Mateus 13:25) e que crescerá conjuntamente com o trigo “até á colheita” (Mateus 13:30), Jesus disse que “na consumação do século mandará o Filho do homem os Seus anjos, que ajuntarão do Seu reino [entenda-se: da Sua Igreja] todos os escândalos e os que praticam a iniquidadee os lançarão na fornalha acesa” (Mateus 13:40-42).

O selamento, seguido de juízo, que outrora foi feito na cidade de Jerusalém (ver Ezequiel 9) foi apenas uma amostra daquilo que acontecerá, no tempo do fim, à escala global (ver Apocalipse 7:1-8)!

Quem é que foi selado? Foi dito “ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura”: “passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ezequiel 9:3, 4).

Quem é que foi, então, selado? Aqueles que suspiravam e gemiam! E por que é que suspiravam e gemiam? Por se condoerem enormemente ante todas as abominações que eram cometidas! Aonde é que eram cometidas essas abominações? No Egipto, na Filístia, em Moabe ou em qualquer outra nação vizinha de Judá? Não, no próprio seio da cidade de Jerusalém, ou seja, no próprio coração da Igreja!

Conclusão

As virgens néscias ou loucas são, nada mais, nada menos, do que um grupo de pessoas que existirá no seio da Igreja de Cristo dos últimos dias que, apesar de possuírem a Palavra de Deus e de conhecerem, a partir dela, verdades tão importantes como a da Segunda Vinda de Cristo, não se encontram convertidas pelo poder dessa mesma Palavra de Deus e tentarão, por isso, distorcê-la, para que esta se “adapte” aos seus gostos perversos e iníquos! Serão um peso contínuo para os verdadeiros crentes em Jesus que suspirarão e gemerão ao verem as abominações, a iniquidade e os escândalos que tal grupo de pessoas provocará no seio da própria Igreja!

Em momentos de crise, e sobretudo aquando da grande crise final, essas pessoas tentarão recorrer àqueles que eles saberão terem “azeite” em quantidade adequada nas suas vidas (uma vida espiritual coerente e íntegra), pedindo-lhes: “dai-nos do vosso azeite” (Mateus 25:8), mas estes terão a sabedoria necessária para não arcar com a responsabilidade que recai inteiramente sobre aqueles que nunca tomaram a sério a sua vida espiritual!

Dar-se-á o caso de que os ataques, cada vez mais sistemáticos, aos pilares doutrinários da atual Igreja de Cristo na Terra, o desprezo, a desonra e a crítica forte de que são vítimas aqueles que, muitas vezes, sob intensa dor interior (como aconteceu com Jeremias – verJeremias 20:7-13), não deixam de enunciar e anunciar verdades probantes, tenham justamente a sua origem nesta classe de pessoas que foram classificadas por Jesus como sendo “virgens néscias” e “joio”?

Se bem que nada devamos julgar “antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações” (I Coríntios 4:5), uma coisa é igualmente certa: Jesus, falando dos falsos profetas na passagem que acima assinalei (Mateus 7:15-23), por duas vezes disse: “pelos seus frutos os conhecereis” (v. 16, 20).

Como pôde Paulo dizer que viveu “perigos entre falsos irmãos” (II Coríntios 11:26) e que lidou com “falsos apóstolos” e “obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo”, sendo que até lhes chamou de ministros de satanás, embora tendo a aparência de “ministros de justiça” (II Coríntios 11:13-15), quando ele mesmo disse que “nada julgueis antes de tempo, até que venha o Senhor”? Estava ele em contradição consigo mesmo? Não, não estava! Paulo estava apenas a avaliar pessoas “pelos seus frutos”, daí o ele ter dito “o fim deles será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:15).

Que possamos aproveitar a Graça que o Senhor nos concede para nos convertermos em “virgens prudentes” ou “trigo” genuíno para que, ao vir a grande sacudidura profetizada, não possamos cair por terra: “porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão” (Amós 9:9). Nem um só grão cairá por terra! Que certeza poderosa!

E quão doce é sabermos que, o mesmo Jesus que orou por Pedro para que a sua fé não desfalecesse na sacudidura (ver Lucas 22:31-32), é o mesmo que certamente orará por todos aqueles que, a exemplo de Pedro, querem seguir o seu Mestre com um coração sincero e genuíno, apesar de, por vezes, caírem.

Mas tais quedas apenas os levarão para mais perto de Jesus ao chorarem amargamente pelos seus pecados como fez Pedro (Lucas 22:62).

(2) As quatro parábolas são: a parábola da figueira (Mateus 24:32-44), a parábola do bom servo e do mau (Mateus 24:45-51), a parábola das dez virgens (Mateus 25:1-13) e a parábola dos talentos (Mateus 25:14-30).
(3) O “mau” servo não é classificado como tal por Jesus por pensar que o seu Senhor se demoraria, mas sim pelo comportamento que ele adoptou com base na percepção que ele teve de que o seu Senhor se demoraria (ver Mateus 24:48-51)!
(4) Ellen White, Parábolas de Jesus, Casa Publicadora Brasileira, 1980, p. 406.
(5) Um comentário à parte: se o azeite é utilizado na palavra de Deus como um símbolo do Espírito Santo, não confere isto valor ao azeite em si? Iria Deus utilizar algo mau para simbolizar, com isso, o seu bom Espírito? O azeite tem de ser, por consequência, algo intrinsecamente bom!

___________________Agenda Adventista________________

 

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