Evidências Proféticas | blog adventista

09/11/2010

Apelo Urgente por Reavivamento, Reforma, Discipulado e Evangelismo

Deus chamou, de forma singular, a Igreja Adventista do Sétimo Dia para viver e proclamar Sua mensagem de amor e verdade para os últimos dias do mundo (Apocalipse 14:6-12). O desafio de alcançar os mais de seis bilhões de pessoas no planeta Terra com Sua mensagem para o tempo do fim parece impossível. A tarefa é esmagadora. De uma perspectiva humana, o rápido cumprimento da Grande Comissão de Cristo, em algum momento próximo, parece improvável (Mateus 28:19, 20).

A taxa de crescimento da Igreja simplesmente não está acompanhando o crescimento da população mundial. Uma avaliação honesta de nosso impacto evangelístico atual no mundo leva à conclusão de que,a não ser que haja uma mudança dramática, não concluiremos a comissão celestial nesta geração. A despeito de nossos melhores esforços, todos os nossos planos, estratégias e recursos são incapazes de concluir a missão dada por Deus para Sua glória na Terra.

PROMESSA DE CRISTO À SUA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO

O desafio de levar o evangelho ao mundo não é novo. Os discípulos enfrentaram esse desafio no primeiro século, e nos o enfrentamos no século 21. A igreja do Novo Testamento foi, aparentemente, confrontada com uma tarefa impossível. Porém, dotada do poder do Espírito Santo, a Igreja teve um crescimento explosivo (Atos 2:41; 4:4; 6:7; 9:31). Os primeiros cristãos compartilharam sua fé em todas as partes (Atos 5:42).

A graça de Deus transbordou do coração deles para sua família, amigos e colegas de trabalho. Apenas poucas décadas depois da crucifixão, o apóstolo Paulo relatou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Colossenses 1:23). Como foi possível a um desconhecido grupo de crentes relativamente insignificante exercer impacto no mundo em um período tão curto de tempo? Como tão poucos cristãos puderam ser usados por Deus para transformar o mundo para sempre?

A Grande Comissão de Cristo foi acompanhada de Sua grande promessa. O Salvador “determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai” (Atos 1:4). E também prometeu: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (Atos 1:8).

O amor de Cristo controlava cada aspecto da vida dos discípulos e os levava a um compromisso fervoroso com Seu serviço. Eles rogaram a Deus o poder prometido do Espírito Santo e prostraram-se diante dEle em sincera confissão e fervoroso arrependimento. Davam prioridade à busca das bênçãos de Deus e dedicavam tempo para a oração e para o estudo das Escrituras. Suas mesquinhas diferenças foram absorvidas por seu desejo todo abrangente de compartilhar o amor de Cristo com todos a seu redor e de alcançar o mundo com o evangelho. Nada era mais importante. Eles reconheceram que eram incapazes de cumprir a missão sem o poderoso derramamento do Espírito Santo.

Descrevendo a experiência dos discípulos, Ellen G. White escreveu: “Pondo de parte todas as divergências, todo o desejo de supremacia, uniram-se em íntima comunhão cristã. … A tristeza lhes inundava o coração ao se lembrarem de quantas vezes O haviam mortificado por terem sido tardos de compreensão, falhos em entender as lições que, para seu bem, estivera buscando ensinar-lhes. … Os discípulos sentiram sua necessidade espiritual, e suplicaram do Senhor a santa unção que os devia capacitar para o trabalho de salvar almas. Não suplicaram essas bênçãos apenas para si. Sentiam a responsabilidade que lhes cabia nessa obra de salvação de almas. Compreendiam que o evangelho devia ser proclamado ao mundo, e reclamavam o poder que Cristo prometera” (Atos dos Apóstolos, p. 37).

Cristo cumpriu Sua palavra. O Espírito Santo foi derramado no poder pentecostal. Milhares se converteram em um dia. A mensagem do amor de Cristo exerceu impacto no mundo. Em um curto período de tempo, o nome de Jesus Cristo estava nos lábios de homens e mulheres em todas as partes. “Mediante a cooperação do Espírito divino, os apóstolos fizeram uma obra que abalou o mundo. O evangelho foi levado a todas as nações numa única geração” (Atos dos Apóstolos, p. 593).

A PROMESSA DE CRISTO PARA A IGREJA DO TEMPO DO FIM

O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, na chuva temporã, foi apenas um prelúdio do que está para acontecer. Deus prometeu derramar Seu Espírito Santo em abundância nos últimos dias (Joel 2:23; Zacarias 10:1). A Terra será iluminada “com Sua glória” (Apocalipse 18:1) e a obra de Deus neste mundo será rapidamente concluída (Mateus 24:14; Romanos 9:28). A Igreja experimentará um reavivamento espiritual e a plenitude do poder do Espírito Santo como nunca ocorreu antes em sua história. Falando do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, Pedro nos dá esta certeza: “Pois para vós outros é a promessa, para vossos filhos e para todos os que ainda estão longe, isto é, para quantos o Senhor, nosso Deus, chamar” (Atos 2:39). Ellen White acrescenta: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo, muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (O Grande Conflito, p. 464).

Centenas de milhares de pessoas aceitarão a mensagem dos últimos dias, dada por Deus, mediante o ensino e a pregação de Sua Palavra. Oração, estudo da Bíblia e testemunho são os elementos de todo verdadeiro reavivamento. A manifestação do Espírito Santo se intensificará à medida que o fim se aproxima. “Ao avizinhar-se o fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem” (Atos dos Apóstolos, p. 55) e “Por milhares de vozes em toda a extensão da Terra, será dada a advertência. Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes” (O Grande Conflito, p. 612).

Não há nada mais importante do que conhecer Jesus, estudar Sua Palavra, compreender Sua verdade e buscar Sua promessa do derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia para o cumprimento da comissão evangélica. A profetisa de Deus para o remanescente nos últimos dias escreveu de forma muito clara para ser mal compreendida que “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação” (Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 121).

Se um verdadeiro reavivamento espiritual é a maior e a mais urgente de nossas necessidades, não deveríamos, como líderes, dar prioridade à busca da bênção prometida pelo Céu, com todo o nosso coração?

NOSSA GRANDE NECESSIDADE: REAVIVAMENTO E REFORMA

Quando buscamos Jesus, Ele nos preenche com Sua presença e poder mediante a dádiva do Espírito Santo. Anelamos por conhecê-Lo melhor e o Espírito Santo reaviva as faculdades espirituais adormecidas da alma. Não há nada que desejemos mais do que ter um relacionamento profundo e transformador com Jesus. O coração reavivado experimenta uma conexão vital com Jesus mediante a oração e a Palavra, e a reforma é a mudança correspondente que ocorre em nossa vida como resultado do reavivamento.

Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se. Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 128). A reforma não é manifestada com uma atitude de justiça própria que condena outros. É a transformação do caráter que revela os frutos do Espírito na vida (Gálatas 5:22-24). A obediência à vontade de Deus é evidência de todo verdadeiro reavivamento. Nosso Senhor anela por um povo reavivado, cuja vida reflita a amabilidade de Seu caráter. Não há nada que Jesus anseie mais do que um povo desejoso de conhecer pessoalmente Seu amor e compartilhá-lo com os outros.

COMPROMISSO E APELO

Como líderes e representantes da Igreja Adventista do Sétimo Dia na Divisão Sul-Americana, agradecemos a nosso grande e maravilhoso Deus por Sua fidelidade e bênçãos abundantes à Sua Igreja, desde seu início. A rápida expansão mundial de Sua Igreja, em membros e em instituições, é simplesmente um milagre de Deus. Embora O louvemos pela obra maravilhosa de cumprir Seu propósito por meio de Sua igreja, e Lhe agradeçamos pelos líderes piedosos que guiaram Seu povo no passado, reconhecemos humildemente que, devido às nossas fragilidades humanas, até mesmo nossos melhores esforços são maculados pelo pecado e necessitam de purificação por meio da graça de Cristo. Reconhecemos que nem sempre temos dado prioridade ao dever de buscar a Deus pela oração e em Sua Palavra pelo derramamento do poder do Espírito Santo na chuva serôdia. Humildemente confessamos que, em nossa vida pessoal, em nossas práticas administrativas e nas reuniões das comissões, com frequência, temos agido com nossas próprias forças. Muitas vezes, a missão de Deus de salvar o mundo perdido não tem ocupado o primeiro lugar em nosso coração. Às vezes, em nossa intensa busca por fazer boas coisas, temos negligenciado o mais importante: conhecê-Lo. Com frequência, ambições mesquinhas, inveja e relacionamentos pessoais fragilizados têm subjugado nosso anelo pelo reavivamento e pela reforma e nos levado a trabalhar em nossa força humana, em vez de na de Seu divino poder.

Aceitamos a clara instrução de nosso Senhor de que “O tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito” (Atos dos Apóstolos, p. 50).

Confiamos no fato de que todo o Céu espera derramar o Espírito Santo, com poder infinito, para a conclusão da obra de Deus na Terra. Reconhecemos que a vinda de Jesus tem sido atrasada e que o anelo de nosso Senhor era ter vindo décadas atrás. Arrependemo-nos de nossa indiferença, de nosso mundanismo e de nossa falta de paixão por Cristo e Sua missão. Sentimos que Cristo nos chama a um relacionamento profundo com Ele, mediante oração e estudo da Bíblia, e a um mais ardente compromisso de transmitir Sua mensagem para os últimos dias ao mundo. Regozijamo-nos de que “é privilégio de todo cristão não somente aguardar, mas apressar a vinda do Salvador” (Atos dos Apóstolos, p. 600).

Assim sendo, como representantes da Igreja Sul-Americana e em nome de todos os membros, comprometemo-nos a:

1. Pessoalmente dar prioridade ao dever de buscar a Deus para um reavivamento espiritual e o derramamento do Espírito Santo, no poder da chuva serôdia, em nossa vida, família e ministério.


2. Individualmente dedicar tempo significativo, a cada dia, para manter comunhão com Cristo mediante a oração e o estudo da Palavra de Deus.


3. Examinar nosso coração e pedir ao Espírito Santo para nos convencer de tudo que nos esteja impedindo de revelar o caráter de Jesus. Desejamos ter um coração disposto a fim de que nada em nossa vida impeça a plenitude do poder do Espírito Santo.


4. Incentivar os ministros da Igreja a dedicar tempo à oração, ao estudo da Palavra de Deus e a buscar o coração de Deus, a fim de compreenderem Seus planos para Sua Igreja.


5. Incentivar cada uma das organizações da Igreja a separar tempo para que os administradores, pastores, obreiros da saúde, das publicações, educadores, estudantes e todos os colaboradores busquem a Jesus e o prometido derramamento do Espírito Santo mediante o estudo da Palavra de Deus e da oração.


6. Priorizar o Seminário de Enriquecimento Espiritual e a Jornada Espiritual como meios de envolver os membros, servidores da Igreja e instituições em um forte movimento de comunhão e reavivamento, buscando a Deus na primeira hora de cada dia.


7. Usar cada mídia disponível, bem como diferentes reuniões, seminários e programas para apelar aos membros da Igreja a buscar um relacionamento profundo com Jesus, com vistas ao reavivamento e à reforma prometidos.


8. Urgentemente apelar e convidar todos os membros da Igreja a se unir a nós no abrir o coração ao poder transformador da vida, que é o Espírito Santo, o qual transformará nossa vida, nossa família, nossas organizações e nossas comunidades.

Especialmente, reconhecemos que Deus usará as crianças e os jovens neste último e poderoso reavivamento e encorajará todos os nossos jovens a participar na busca de Deus para o reavivamento espiritual em sua vida e a capacitação do Espírito Santo para compartilhar sua fé com outros.

Apelamos a cada membro de igreja a se unir aos líderes da Igreja e a milhões de outros adventistas do sétimo dia, buscando um relacionamento mais profundo com Jesus e o derramamento do Espírito Santo na primeira hora de cada dia, e também participando da corrente mundial de oração às sete horas de cada manhã ou tarde, sete dias na semana. Esse é um apelo urgente que deve alcançar todo o nosso território e circundar o globo com sincera intercessão. Esse é o chamado para um compromisso total com Jesus e para experimentar o poder transformador de vidas do Espírito Santo, e que nosso Senhor anela nos dar agora.

Cremos que o propósito do derramamento do Espírito Santo no poder da chuva serôdia é concluir a missão de Cristo na Terra, a fim de que Ele possa vir em breve. Reconhecendo que nosso Senhor somente derramará Seu Espírito, em Sua plenitude, sobre uma igreja que tiver paixão pelas pessoas perdidas, determinamos apresentar e manter o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo no topo de todas as nossas agendas de atividades da Igreja. Mais do que tudo o mais, anelamos pela vinda de Jesus.

Apelamos a cada administrador, líder de departamento, obreiro institucional, obreiro da saúde, colportor, capelão, pastor e membro da Igreja a se unir a nós em tornar o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo as prioridades mais urgentes e importantes de nossa vida pessoal e em nossas áreas no ministério. Estamos certos de que, ao buscarmos a Deus juntos, Ele derramará Seu Espírito Santo sem medida, a obra de Deus na Terra será concluída e Jesus virá. Juntamente com o idoso apóstolo João, na Ilha de Patmos, clamamos: “Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

* O documento original foi votado no Concílio Anual da Associação Geral em 11/10/2010.


Nota DDP: Os destaques são de nossa lavra.

Atos 2:37-47

E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu coração, e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo. Porque a promessa vos pertence a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe: a quantos o Senhor nosso Deus chamar. E com muitas outras palavras dava testemunho, e os exortava, dizendo: salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.

Está chegando a hora... Vem Senhor Jesus...

08/11/2010

Cinco Bispos Anglicanos Renunciam para Entrar na Igreja Católica

Em um comunicado, anunciam que querem criar um ordinariato pessoal

LONDRES, segunda-feira, 8 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Cinco bispos anglicanos da igreja da Inglaterra anunciaram hoje sua renúncia ao ministério nessa igreja e sua decisão de unir-se a um ordinariato pessoal para anglicanos, em plena comunhão com a Igreja Católica.
A constituição apostólica Anglicanorum Coetibus, publicada há um ano, abriu o caminho para que comunidades anglicanas possam entrar na Igreja Católica através do estabelecimento de ordinariatos pessoais, com características semelhantes às de uma diocese não territorial, uma nova estrutura canônica.
Dessa forma, poderão reconhecer o primado do Papa, mantendo elementos próprios de sua tradição litúrgica e espiritual.
Entre os bispos anglicanos do Reino Unido que anunciaram sua renúncia, encontram-se: Andrew Burnham, bispo de Ebbsfleet, Keith Newton, bispo de Richborough, e John Broadhurst, bispo de Fulham. Estes três prelados eram familiarmente conhecidos como "bispos voadores", pois atendiam espiritualmente os fiéis de diferentes dioceses anglicanas que não aceitaram a ordenação de mulheres como sacerdotisas.
Também se anunciou a renúncia de outros dois bispos: Edwin Barnes, antigo pastor anglicano de Richborough, e o bispo auxiliar afastado, David Silk, de Exeter.
O comunicado assinado pelos 5 bispos explica que todos eles acompanharam durante anos o processo de diálogo entre anglicanos e a Igreja Católica, iniciado após o Concílio Vaticano II, "com oração e profundo anseio".
"Ficamos consternados, nos últimos 30 anos, ao ver que anglicanos e católicos se separavam cada vez mais em algumas questões de vida diária, em particular ao ver diversas decisões em assuntos de fé e disciplina no anglicanismo, que, segundo o que acreditamos, são incompatíveis com a vocação histórica do anglicanismo e a tradição de dois mil anos da Igreja."
Explicam que, para eles, a Anglicanorum Coetibus foi uma resposta aos anglicanos que buscam a unidade com Roma: "Com os ordinariatos, estabelecem-se estruturas canônicas por meio das quais poderemos levar nossa experiência de discipulado cristão à comunhão plena com a Igreja Católica que abrange o mundo inteiro e todas as épocas".
"Trata-se tanto de uma resposta generosa da Santa Sé a quem pediu ajuda, como também de um novo e valente instrumento ecumênico para a busca da unidade dos cristãos, unidade pela qual o próprio Cristo orou antes de sua paixão e morte. Trata-se de uma unidade que, acreditamos, é possível somente na comunhão eucarística com o sucessor de Pedro."
Os cinco afirmam que, "como bispos, cuidamos de todos, dos que compartilham nossa posição e daqueles que assumiram uma postura diferente. Agora chegamos ao momento no qual devemos declarar formalmente nossa posição e convidar outros a unir-se ao nosso caminho. Portanto, cessará imediatamente nosso ministério episcopal público, renunciando às nossas responsabilidades pastorais na igreja da Inglaterra. Isso terá efeito a partir de 31 de dezembro de 2010. Buscamos unir-nos a um ordinariato quando este for criado".
Os prelados agradecem à igreja anglicana da Inglaterra por tudo o que "significou para n'so e tudo o que nos deu durante estes anos; e esperamos manter uma relação próxima e cálida, orando e trabalhando juntos pela vinda do Reino de Deus".
Resposta anglicana
Em resposta ao anúncio, o primaz da Comunhão Anglicana, o arcebispo Rowan Williams, da Cantuária, publicou um comunicado hoje no qual aceitava com "pesar" as renúncias dos bispos, "que decidiram que seu futuro no ministério cristão passa pelas novas estruturas propostas pelo Vaticano".
"Desejamos-lhes o melhor no novo passo do seu serviço à Igreja", acrescentou, agradecendo-lhes pelo "seu fiel trabalho pastoral na igreja da Inglaterra durante muitos anos".
A associação internacional de anglicanos que se opõem à ordenação de mulheres como sacerdotisas ou bispas, Forward in Faith, assegurou aos bispos que apresentaram sua renúncia "o amor, as orações e o apoio de todos os seus membros, além do seu agradecimento pelo ministério que desempenharam ao seu serviço".
"Também asseguramos ao arcebispo da Cantuária e ao bispo de Londres nossas orações, enquanto buscamos discernir como serão substituídas as sedes vacantes de Ebbsfleet, Richborough e Fulham", acrescentam.
Resposta católica
Dom Alan Hopes, bispo auxiliar de Westminster, a sede católica da capital britânica, acolheu positivamente a decisão, em um comunicado emitido em nome da Conferência Episcopal da Inglaterra e Gales. O episcopado católico, revelou, "está vendo como estabelecer o ordinariato" e assegura "as cordiais boas-vindas, que estendemos a todos os que querem fazer parte dele".
Os prelados católicos da Inglaterra e Gales convocaram uma reunião sobre este tema e, após sua realização, poderão oferecer maiores informações.
Até o momento, não se criou nenhum ordinariato para anglicanos que entram em comunhão plena com a Igreja Católica, ainda que comunidades anglicanas do Reino Unido, Estados Unidos, Austrália e Canadá manifestaram sua intenção de unir-se à Igreja Católica.
Por sua vez, o Pe. Federico Lombardi, SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, confirmou hoje que a Santa Sé está estudando a constituição do ordinariato, segundo as normas estabelecidas pela constituição apostólica Anglicanorum coetibus e que "as eventuais decisões serão comunicadas no momento oportuno".
Explicação de um protagonista
No mês passado, o bispo anglicano John Broadhurst, de Fulham, já havia anunciado sua intenção de apresentar sua renúncia, em um encontro de Forward in Faith, associação da qual é presidente. Em seu anúncio, mencionou numerosos motivos, entre os quais o mais importante é a ordenação de mulheres. Ele continuará fazendo parte do Forward in Faith International, pois não faz parte da igreja da Inglaterra.
ZENIT falou com o bispo Broadhurst pelo telefone e ele revelou que sua decisão foi tomada após um discernimento na oração, e que pensou em sua união à Igreja Católica durante 45 anos.
Diante da pergunta sobre a possibilidade de manter um ministério ativo na Igreja Católica, o bispo Broadhurst respondeu: "Farei o que o Papa quiser e permitir. Como sacerdote, tenho uma responsabilidade e, se me for permitido, continuarei desempenhando-a".
O bispo revelou a ZENIT que outros anglicanos estão pensando em dar este passo de unidade com Roma, "mas, de qualquer forma, cada um tem de tomar sua própria decisão. Esta é apenas a minha decisão".
Fonte: Zenit

05/11/2010

Mudanças climáticas 'transformarão profundamente' o futuro

NOVA YORK, 4 Nov 2010 (AFP) -As mudanças climáticas "transformarão profundamente" o futuro e os riscos inerentes "exigem uma ação firme", destacou a organização da ONU em um relatório anual publicado nesta quinta-feira.

"As mudanças climáticas, por si só, são, sem dúvida, o fator que transformará mais profundamente o futuro, freando a progressão do desenvolvimento humano tal como a História nos desenha", alertou o documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

"O consenso é claro: as mudanças climáticas estão ocorrendo e podem obstaculizar o desenvolvimento humano", acrescentou o Pnud, segundo o qual esta circunstância "é um importante desafio para a comunidade internacional".

"Confrontamo-nos com desafios consideráveis vinculados às reservas de água, à degradação do solo, a mudança do clima e ao desaparecimento generalizado da diversidade biológica", concluiu.

04/11/2010

Carros no Brasil deverão ter rastreadores

O governo federal corre contra o tempo para apresentar até dezembro o modelo de rastreador que será obrigatório nos carros no início do ano que vem. O ministro Marcio Fortes (Cidades) tem hoje [06 de outubro] nova rodada de conversa com Denatran, Serpro, operadores de telefonia, Anatel, Anfavea, Abraciclo, Sindipeças - órgãos do governo e associações de fabricantes envolvidos no projeto.

A ideia de Fortes é que os carros saiam de fábrica com os rastreadores a partir de fevereiro de 2011. Caravanas para rodar o país com carros equipados estão previstas. O Denatran cuidará da central, que será operada pelo Serpro (órgão de processamento de dados), o que causa ruídos. 

As montadoras, por sua vez, estão receosas porque incluirão o dispositivo nos carros, mas não são nem os fabricantes nem os operadores do equipamento quem vai monitorar toda a sua rota. Para contornar as críticas dos que alegam falta de privacidade, o que já levou a discussão ao âmbito judicial, o ministro Marcio Fortes diz que haverá duas opções: o rastreador e o bloqueador. Este fará o carro parar em determinada situação, como por exemplo, o ladrão parar no sinal de trânsito, e será obrigatório. Já o rastreador será contratado ou não pelo usuário.

Fonte: Folha de São Paulo, 06 de outubro de 2010.

NOTA: Mesmo o rastreador não sendo obrigatório, o sinal do bloqueador poderá ter sua origem identificada. Qualquer leigo no assunto consegue imaginar isso. É a Nova Ordem Mundial chegando (ou a Babilônia do Apocalipse para quem conhece as profecias)...

___________________Agenda Adventista________________

 

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