Evidências Proféticas | blog adventista

08/12/2010

Papa afirma que preservativos servem somente para prostitutas

O livro do jornalista alemão Peter Seewald nem bem foi lançado e já chamou a atenção da imprensa mundial. Intitulado Luz do Mundo: o Papa, a Igreja e os Sinais do Tempo, o livro de Seewald é fruto de vinte horas de entrevista cedida pelo Papa Bento XVI. Em meio às declarações do pontífice, uma foi alvo especial de polêmica: questionado sobre o uso de preservativos, Bento XVI afirmou que a única exceção para o seu emprego seria no caso de prostitutas, para evitar o risco de contaminação. O papa, conhecido pela rigidez em proibir os preservativos, recebeu elogios de muitas entidades, que enxergaram na declaração uma abertura da Igreja Católica para uma perspectiva mais "atual". Entretanto, como se poderia avaliar a questão? Devem os cristãos deixar seu "dogmatismo" para atender as necessidades da sociedade atual? O sexo seguro é uma saída legítima para se evitar doenças sexuais transmissíveis?

Quero primeiro me deter sobre a declaração de Bento XVI. Dizer que as prostitutas deveriam usar preservativo, apenas em virtude de sua condição, equivale a dizer que estupradores e maridos adúlteros também deveriam recorrer ao mesmo utensílio! Em ambos os casos, um ato pecaminoso corriqueiro se torna um motivo para que o pecado seja praticado com segurança!

Olhemos a questão como um todo mais de perto. A pressão que recai sobre a Igreja Católica, em particular e sobre a maioria dos cristãos, em geral, é feita no sentido de que aceitem o preservativo como defesa segura contra doenças sexualmente transmissíveis (sendo a AIDS a mais citada). Entretanto, para os cristãos, a preocupação não é essa. Toda a questão envolve a perspectiva da qual se parte. Ou seja: temos que levar os questionamentos a um estágio anterior. Antes de nos perguntarmos: "Qual é a maneira mais segura de praticar sexo?", deveríamos inquirir: "Quem pode fazer sexo?"

Eu sei que, na atualidade, a última pergunta parece ridícula. Ninguém a levaria a sério. Por quê? Pela razão de que a perspectiva secular é disseminada o suficiente para se impor na mente da maioria das pessoas. Isso não quer dizer que os cristãos devam se sujeitar. Temos uma referência: a Palavra de Deus, a qual é sólida e inequívoca. E os não-cristãos, com quem contam? Apenas com o homem como sua própria referência, finita e limitada, volúvel e mutável.

Não importam as modas intelectuais: a Bíblia afirma que sexo é reservado para os cônjuges; assim, se quisermos ser cristãos, nunca poderemos defender o sexo seguro (até porque ele não é de fato seguro: nem quanto ao quesito de evitar doenças, devido aos poros dos preservativos, ou quanto a ser capaz de preservar a integridade emocional). A maneira autenticamente cristã de solteiros evitarem doenças sexualmente transmissíveis chama-se abstinência sexual. Quanto às prostitutas, a solução é outra: conversão!

Douglas Reis


Adventistas liberais

Por melhores que fossem suas intenções primárias, fariseus se vulgarizaram como indivíduos hipócritas. Mais ainda: são o símbolo perpétuo da atitude radicalmente intolerante. Curioso: pouco se fala sobre os saduceus. Uma leitura distraída do Evangelho quase os colocaria em mesmo nível com os fariseus. Não caiamos aqui: são grupos distantes, acérrimos oponentes. Os saduceus representavam o outro extremo, o do liberalismo advindo da amálgama entre religião judaica e cultura helenística. Seu naturalismo negava anjos, milagres, visões e artigos afins.
À semelhança de fariseus, eram igualmente dogmáticos. (E é forçoso que se bata na tecla - outrossim, tornou-se popular a premissa de que somente tradicionalistas tenham seus dogmas; entretanto, ressalto que o liberalismo possui uma dogmática de peculiar dialeto.)
Compensa dizer: Jesus conseguiu desagradar fariseus e saduceus, não por capricho, senão pela insistência de que a religião verdadeira procede da obediência à Revelação. Assim, desacatou as tradições de fariseus enquanto virava as costas às práticas de saduceus. 
Em outro momento, tratamos sobre adventistas fanáticos, os quais se identificam com os fariseus em seu zelo inverso (e controverso!). Resta tratar dos saduceus. Verdade é que alguns tentam pôr burqas em Ellen White, quando outros a querem ver trajando minissaia.
O lado saduceu do adventismo talvez seja o espectro (ou Spectrum?) da Teologia Liberal que ronda os círculos evangélicos; talvez se deva à influência midiática; sobretudo, porém, representa falta de avanço na compreensão bíblica. Como adventistas, cremos ser portadores da Verdade Presente. Mas o pacote de Luz, que custou a oração fervorosa dos pioneiros, não nos deu o direito de alardear que "ricos somos e de nada temos falta".
Cada geração enfrenta novos desafios à mensagem cristã. E a recusa (mesmo involuntária) de destrinchar a Luz e enfrentar o repto específico de cada época torna os cristãos uma comunidade acuada, que passa a viver da tradição estagnada. Logo, gerações posteriores de cristãos lutam contra os resquícios extenuados da tradição, a qual não foi traduzida para seu contexto, ou mesmo pouco ou nada desenvolvida. Todavia, ao invés de continuar a pesquisa bíblica e restaurar tudo quanto fosse necessário, esses novos cristãos substituíram a tradição por crenças palatáveis aos padrões de sua época. A base, portanto, deixa de ser bíblica e se inclina servilmente ao zeitgeist (espírito da época). Tal é a gênese do liberalismo teológico em geral, e do liberalismo adventista, em particular.
Ao contrário do adventista fanático, exaltado e carrancudo, o liberal se mostra de outra têmpera: sociável, carismático, aglutinador. Seu pragmatismo oferece a resposta para a liturgia burocratizada e um evangelismo atrativamente contextualizado. Aparentemente, o indivíduo liberal transmite uma normalidade, desfazendo o rótulo que a igreja leva de "homens verdes em torno de uma cruz". Mas precisamos inquirir: não seria essa "normalidade" um conformismo que dilui o adventismo, tornando-o uma versão "coca-cola" da turma de Josef Bates e Hiram Edson? Ou: até que ponto o adventista liberal é adventista? A seguir, verifico três motivos de preocupação com o adventismo liberal (sabendo que certamente haveria outros): 
a) Adventistas liberais têm seu testemunho comprometido porque, no fundo, sua visão difere bem pouco da visão daqueles que os rodeiam: como influenciar as pessoas com uma mensagem que se pretende revolucionária, ao mesmo tempo em que, na prática, não revolucionou muito a vida daqueles que a professam? Se não há diferenças significativas entre os hábitos dos cristãos em relação aos dos não-cristãos, para que serve seu cristianismo? A questão se torna ainda mais dramática se elencarmos as exigências do discipulado cristão, entre as quais "negar-se a si mesmo", "tomar sua cruz", estar disposto a "perder sua vida" e sofrer "perseguição" e "injúrias", além de manter a disposição de "servir os outros e não a si mesmo"; confrontadas com tais exigências (e outras), o liberalismo não passa de um bonsai, um reducionismo dessencializador. Se um cristianismo autêntico está comissionado para ser "sal da terra" e "luz do mundo", que papel estaria reservado para ser versão mais insípida e nublada? 
b) Adventistas liberais são mais racionalistas: o liberalismo se desenvolve quando não se leva o sobrenatural a sério. Saduceus escolhiam, em seu ceticismo, quais elementos da crença judaica tradicional ainda manteriam como artigo de fé; os cristãos liberais do século XVIII e XIX não acreditavam em milagres (mesmo aqueles descritos na Bíblia). Hoje, os liberais são os mais propensos a tentar conciliar ciência naturalista e teísmo. Por isso, tanta desconfiança da Bíblia e dos Escritos de Ellen White. 
Às vezes, a desconfiança é camuflada pela alegação de que as declarações inspiradas fiquem restritas aos seus contextos históricos - o que em geral expressa o desejo de que fiquem presas ao passado!
Uma ressalva: o entendimento do contexto, sem dúvida, é importante; porém, isso se torna um problema quando se deseja entender declarações proféticas somente como fruto de sua época, sem a possibilidade de extração de princípios para reger o povo de Deus em sua conjuntura atual; daí, o profeta se torna meramente um mensageiro silenciado pela História e sua autoridade, na melhor das hipóteses, torna-se "pastoral", como Desmond Ford redefiniu a função de Ellen White. 
Quando se rejeita o aspecto normativo da Revelação, coloca-se excessiva confiança na própria razão humana. Em parte, creio que isso explica o porquê de os liberais questionarem tanto as doutrinas da igreja ou proporem entendimentos alternativos delas. Liberais reivindicam liberdade, conquanto, ironicamente, estão enclausurados em conceitos humanos, mutáveis e incertos. 
c) Adventistas liberais tendem ao relativismo: com sua ampla tolerância aos espíritos diversos, liberais conseguem representar, nos movimentos nos quais estão inseridos, abertura a ideias e tendências de outros movimentos. Geralmente, os próprios liberais gostam de se definir como "pessoas de mente aberta". Obviamente, o cristianismo (tal qual o adventismo) não deve se isolar das pessoas. Contudo, há o risco de que uma abertura sem critérios permita a infiltração de princípios que contrariem o próprio movimento. Saduceus eram o pedaço mais helenizado de Israel. O cristianismo alemão, em fins da década de 1930 era tão insípido que não tardou em apoiar, grosso modo, o Nazismo. Não é incomum adventistas liberais participarem de eventos gospel ou incorporar ao seu estilo de vida comportamentos contrários ao estilo de vida defendido pela denominação (como sexo pré-marital e frequência a ambientes como cinemas e festas noturnas). 
No fundo, o relativismo é a conclusão de que não importa o que creiamos ou como vivamos. O que importa são os sentimentos, o amor a Deus e o amor ao próximo - e o próprio emprego desses termos não é feito senão em termos gerais, suficientes para esvaziar o conteúdo bíblico deles. Afinal, quanto menos contornos e mandamentos (mesmo os bíblicos!), mais o liberal se sente em casa! 
Claro que uma incoerência tão marcada leva muitos à conclusão razoável de que, se realmente não há diferença, é melhor abandonar de vez o adventismo... 
Da mesma forma que ocorria na época de Jesus, o liberalismo hoje cresce em influência. A missão da igreja enfrenta fortes obstáculos e as características da denominação são extirpadas por compromissos com o atual zeigeist. O antídoto? Conforme um amigo, só duas coisas podem resolver: ou reavivamento ou perseguição. Espero que nos persigam logo!... 
Douglas Reis

07/12/2010

A Suprema Corte dos EUA e o aquecimento global

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta segunda-feira que avaliará o direito dos estados americanos de controlar em nome dos "prejuízos ao público" as emissões de gases de efeito estufa das companhias energéticas privadas na luta contra as mudanças climáticas. A mais alta corte americana deve examinar na primavera boreal este tema, que pode ter consequências importantes na luta contra o aquecimento global através da dissuasão financeira. O Supremo considerará uma resolução de um tribunal inferior, que permite que os estados e grupos ambientalistas processem empresas de serviços públicos sob a lei federal de prejuízos ao público, para que reduzam as emissões de gases de efeito estufa. A lei federal americana já tem um sistema para controlar as emissões de gases, mas a decisão de uma corte de apelações a favor de um grupo ambientalista, de oito estados e da cidade de Nova York significaria um impulso adicional no combate às emissões.


Nota: A notícia é discreta e tão sutil que quase passa despercebida como apenas mais um passo no combate ao nefasto aquecimento global antropogenicamente causado. Ocorre que esse "passo" demonstra que o ECOmenismo, aos poucos, ganha força (mesmo que nos bastidores) e já alcançou até a Suprema Corte dos EUA. Ninguém discorda de que se deva preservar o meio ambiente, o problema serão os meios coercivos que poderão ser utilizados contra minorias e em favor de um coletivismo autoritário. Clique no marcador "ECOmenismo", aí abaixo, para ler mais sobre o assunto.[MB]

06/12/2010

Década 2001-2010 é a mais quente já registrada, diz ONU

Este ano será "quase certamente" um dos três mais quentes já registrados, e a década 2001-2010 é sem dúvida o período de dez anos mais quente desde início dos registros, em 1850, diz a agência meteorológica das Nações Unidas. 

Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgados nas negociações climáticas da ONU, confirmam a tendência de aquecimento que vem perdurando há décadas, e que cientistas atribuem à poluição causada pelo homem, que aprisiona calor na atmosfera. 

O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, disse que as temperaturas deste ano, compiladas até outubro, estão próximas do recorde. Dados de novembro e dezembro serão analisados no início de 2011, mas espera-se que revelem temperaturas um pouco abaixo do normal.

Ainda assim, existe uma "possibilidade significativa de que 2010 seja o ano mais quente", disse Jarraud. 

Invernos frios na Europa - sem falar na neve antecipada e nas temperaturas gélidas que atingem o Reino Unido e parte do continente - fazem com que este esteja sendo o ano mais frio enfrentado pelos europeus desde 1996, mas o fato não está afetando a nédia global. 

Os dois outros anos excepcionalmente quentes foram 1998 e 2005. Jarraud disse que os três anos estão separados por apenas 0,02º C.

Este ano assistiu a fenômenos climáticos surpreendentes, como a letal onda de calor que atingiu a Rússia, onde a temperatura superou os 38º C em Moscou.

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