Evidências Proféticas | blog adventista

19/01/2011

"É chegada a hora de uma renovada responsabilidade ecumênica"

"A tarefa árdua, mas entusiástica da unidade de todos os seguidores de Cristo, anima a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciada nesta terça-feira, e que se estenderá até o próximo dia 25, centralizada no tema: "Unidos no ensinamento dos apóstolos, na comunhão, no partir o pão e na oração". (...)

Como recordou Bento XVI no domingo passado, no Angelus, "é fundamental que os cristãos, embora espalhados pelo mundo inteiro e, por isso mesmo, diferentes por culturas e tradições, sejam uma só coisa".

No pronunciamento do Presidente do Pontifico Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch – publicado pelo jornal vaticano "L'Osservatore Romano" – o purpurado ressalta que chegou a hora de uma renovada "responsabilidade ecuménica". "A esperança ecuménica é alimentada, sobretudo, pela convicção de que o movimento ecumênico é obra grandiosa do Espírito Santo" – observa o Cardeal Koch. "Seríamos pessoas de pouca fé se não acreditássemos que o Espírito Santo portará a cumprimento aquilo que começou".


O purpurado ressalta que o testemunho cristão é a clave "de violino ecuménica" a fim de que a melodia que une ecumenismo e missão seja harmoniosa e sinfônica. A voz cristã é crível se os cristãos são unidos no "dar testemunho da beleza do Evangelho". (...)

Fonte: Rádio Vaticano (negritos meus para destaque)

Apenas para relembrar (mais uma vez...):
"Não conseguimos ver como a Igreja romana poderá desembaraçar-se da acusação de idolatria. ... E esta é a religião que os protestantes estão começando a encarar com tanto agrado e que finalmente se unirá com o protestantismo. Esta união não será, porém, efetuada por uma mudança no catolicismo, pois Roma não muda. Ela declara possuir infalibilidade. É o protestantismo que mudará. A adoção de idéias liberais, de sua parte, o conduzirá ao ponto em que possa apertar a mão do catolicismo" (Review and Herald, 1 de junho de 1886).
Surpresa? Nenhuma...

Degelo acelerado dos Andes ameaça América do Sul

Desaparecimento das geleiras em países como o Peru, que dependem delas para o fornecimento de água, já preocupa e pode resultar em milhões de refugiados climáticos e na desestabilização de todo o continente.

O Peru possui 70% de todas as geleiras existentes na zona tropical do planeta, que são fundamentais para o fornecimento de água e para o próprio clima de diversos países. Porém o aumento da temperatura está provocando o degelo dessas regiões em um ritmo mais rápido que o previsto por cientistas e existe o risco de que nos próximos 10 anos geleiras inteiras deixem de existir.

Se esse cenário se confirmar, uma grande crise econômica e social pode desestabilizar todo o continente, fazendo surgir mais conflitos entre os países.

“Imagine o que pode acontecer se as geleiras andinas se forem e milhões de pessoas famintas tiverem que migrar para outras regiões”, explicou ao jornal Washington Post o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), James Woolsey.

Dados dos últimos 40 anos do governo peruano já mostram o impacto do degelo na agricultura e no modo de vida das pessoas que moram nas zonas mais próximas às geleiras.

“Antes eu caminhava duas horas e já alcançava a geleira. Mas agora, eu ando cinco, seis horas para chegar à ela. Nós pegamos toda a nossa água de lá, se o gelo desaparecer simplesmente não teremos mais água”, disse Maximo Juan Malpaso Carranza, agricultor da comunidade andina de Utupampa.

Mais de dois milhões de peruanos dependem diretamente da água coletada na chamada Cordilheira Branca. Porém, pesquisadores afirmam que essas montanhas já perderam 30% de suas geleiras desde 1970.

O próprio governo do país reconhece que precisa de ajuda para lidar com a situação, seja com a construção de reservatórios e represas ou com investimentos que melhorem a produção agrícola.

“Se o Peru e seus aliados não criarem projetos para conservar água, melhorar a infraestrutura e controlar o degelo nos próximos cinco anos, o desaparecimento das geleiras podem levar a um desastre social e econômico”, afirmou Alberto Hart, conselheiro de mudanças climáticas do Ministério de Relações Exteriores do Peru.

Para minimizar esse quadro, o governo peruano está tentando arrecadar junto à comunidade internacional US$ 350 milhões por ano até 2030.

No ano passado, o Peru recebeu US$ 30 milhões dos Estados Unidos em ajuda para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Porém, a maior parte desses recursos acabou destinada para as áreas de florestas do país.

O Banco Mundial já vem trabalhando com o Peru para monitorar o suprimento de água e implementar modificações na agricultura. Japão, Austrália e Suiça também ofereceram ajuda.

Mas o degelo dos Andes não afetará apenas o Peru, pois terá sérias consequências de forma direta na Bolívia e no Equador, onde cidades já convivem com a ameaça de enchentes relâmpago e seca. Os rios que formam a Bacia Amazônica também deverão sofrer, já que nascem na cordilheira. Todos os impactos do degelo ainda não estão claros e mais estudos deveriam ser incentivados pelos governos sul-americanos.

A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) identifica a América do Sul como uma das áreas mais vulneráveis às mudanças climáticas. Além do degelo dos Andes, praticamente todo o litoral do continente está sujeito a fortes tempestades e enchentes, fenômenos extremos que põe em risco milhões de pessoas devido à densidade populacional e a ocupação desordenada nas cidades.

Um 2011 perigoso para europeus e norte-americanos

A grande maioria das pessoas na Europa e nos Estados Unidos não têm noção clara do enorme risco de colapso dessas economias ao longo de 2011. O povo ainda enche restaurantes e lojas de departamentos e é induzido a pensar que as autoridades estão no controle. Mas nunca houve uma crise como a atual. Os bancos centrais tentam debelar o problema com injeções ainda maiores de liquidez, de dinheiro sem lastro, no organismo da economia já intoxicada por maus créditos.

Qual é a lógica desse estranho estratagema dos bancos centrais? Quem comanda essa manobra, chamada docemente de “relaxamento monetário” (ou quantitative easing, em inglês), é o Fed, o Banco Central norte-americano. Aumentar a emissão de moeda significa, em bom português, imprimir toda a quantidade de dinheiro que for preciso para, primeiro, não deixar que a economia mundial desembarque numa queda de preços em espiral (a deflação) e, em segundo lugar, não permitir que os bancos parem de conceder novos créditos para atividades produtivas, que ainda sustentam o emprego e os salários. A deflação e a depressão econômica não são perspectivas bem-vindas por nenhuma sociedade, muito menos pelos políticos, que preferem adiar decisões difíceis.

Até agora a manobra deu certo. Evitou um nível explosivo de desemprego e inquietação social, como o observado na Grande Depressão dos anos 30. A Europa tem um alto desemprego, cerca de 10% na média da região, mas longe de ser catastrófico. A inquietação é maior em alguns países, onde a capacidade dos próprios governos em lidar com seu déficit fiscal está mais comprometida. Mas lá não se nota um sentido de urgência na tomada de medidas saneadoras. Todos confiam que o grande fundo de resgate financeiro aprovado no ano passado, da ordem de US$ 750 bilhões, dê conta do desafio de refinanciar as economias mais vulneráveis. Ao final de 2010, a mídia europeia comemorava a ausência de calamidades econômicas e o comportamento razoável das Bolsas. E apontava mais recuperação dos mercados em 2011. Entretanto, o custo fiscal embutido nesse avanço momentâneo das economias norte-americana e europeia é alto demais e implicará o comprometimento definitivo da frágil saúde dos países mais endividados do Primeiro Mundo.

Quando se critica a inundação de liquidez trazida pela política de afrouxamento monetário, é porque todo o excesso de dinheiro posto em circulação passará a ser usado pelo próprio sistema financeiro para apostar contra o sucesso da política frouxa. Isso sempre ocorre assim. É como o vampiro jurando que não se aproximará do belo e alvo pescoço da mulher em seus braços. O mercado fatalmente jogará contra. Esse “beijo do vampiro” já está espelhado nos preços das matérias-primas, a começar pelos metais, como ouro e cobre, passando pelos variados produtos agrícolas e, igualmente, pelo barril do petróleo, todos elevadíssimos e em níveis muito próximos aos atingidos no ápice da folia especulativa que precedeu à quebra do banco Lehmann Brothers, em setembro de 2008.

Em 2011, três fantasmas assustarão os mercados: as finanças estaduais e o mercado de títulos municipais nos Estados Unidos, muitos dos quais estão na lista dos “prestes a pedir falência judicial”, a fim de renegociar com seus funcionários públicos e credores; o mercado de hipotecas (de novo e ainda!) tanto nos Estados Unidos como em países europeus, que enfrentará uma segunda onda de cessação de pagamentos pelos mutuários falidos; e os títulos de dívida emitidos por países que se julgavam fiscalmente equilibrados na Europa. Masa lista de nações quebradas não para de aumentar. A China, grande credora, com medo da avalanche, antecipou-se: seu vice-primeiro-ministro, numa recente viagem à Europa, ofereceu ajuda, não se sabe a que preço político.

Contra a reversão do panorama falsamente pacificado das economias do Primeiro Mundo, os líderes mundiais só têm nos oferecido silêncio ou explicações obscuras, quando não deslavadas mentir.


18/01/2011

Há propósito nas catástrofes?



Há um século, a escritora Ellen White registrou: “É chegado o tempo em que haverá no mundo tristeza que nenhum bálsamo humano pode curar. O Espírito de Deus está sendo retirado. Catástrofes por mar e por terra seguem-se umas às outras em rápida sucessão. Quão frequentemente ouvimos de terremotos e furacões, de destruição pelo fogo e inundações, com grandes perdas de vidas e propriedades! Aparentemente essas calamidades são caprichosos desencadeamentos de forças da natureza, desorganizadas e desgovernadas, inteiramente fora do controle do homem; mas em todas elas pode ler-se o propósito de Deus. Elas estão entre os instrumentos pelos quais Ele busca despertar a homens e mulheres para que sintam o perigo” (Profetas e Reis, p. 277).

Nunca é demais lembrar que não é Deus quem causa as tragédias. Elas são decorrentes de uma combinação de, basicamente, três fatores: (1) habitamos num mundo que agoniza sob os efeitos destrutivos do pecado; (2) o inimigo de Deus, ainda que restringido em suas ações, tem poder sobre os elementos e os usa para causar sofrimento; (3) damos lugar à imprudência e intensificamos, assim, os riscos de calamidades. Deus tem protegido os seres humanos dos males que por certo já os teriam feito desaparecer da face da Terra. Não fossem os anjos de Apocalipse 7, que seguram os “ventos” de destruição, a espécie humana não mais existiria. Mas, à medida que o fim se aproxima (leia-se volta de Jesus), a proteção divina vai aos poucos sendo retirada da Terra (o que não significa que o Espírito de Deus tenha deixado ou vá deixar de trabalhar até o último momento no coração dos humanos sinceros que almejam algo mais do que os prazeres deste mundo).

Note que Ellen White, embora não identifique a Deus como causador das tragédias, afirma que Ele as usa como “instrumentos” para despertar as pessoas da letargia e fazer com que pensem no perigo iminente. Que perigo? O maior de todos: a perda da vida eterna e a destruição deste planeta que, depois, será recriado – e nada mais poderá ser feito pelos impenitentes. Nada é mais urgente ou importante do que isso e as tragédias localizadas têm a capacidade de nos lembrar do que é perene e realmente significativo. Nos últimos anos, tem-se a impressão de que esses “instrumentos” têm sido usados com mais frequência, embora sejam considerados “sinais dos tempos” e não necessariamente do fim. Basta lembrar-se do mortífero tsunami na Ásia, das inundações em Santa Catarina e do devastador terremoto no Haiti, para citar três mais recentes.

Essas tragédias costumam trazer à luz o que há de melhor e pior na humanidade. O pior: pessoas que se aproveitam da situação de caos para saquear os poucos recursos que deveriam ser repartidos entre as vítimas. O melhor: a união de esforços que sobrepuja placas de igreja, etnias e hierarquias. Nessas horas, quem tem coração solidário é tão-somente humano; é irmão que sofre com os que sofrem – lágrimas não têm cor nem religião. Jesus, por certo, também derrama lágrimas, pois é Deus-homem que Se identifica com os sofredores. Ele tem interesse em cada um de Seus filhos, mas visa, sobretudo, à nossa salvação eterna, pois somente lá, na Nova Terra, estaremos finalmente longe de perigo. Enquanto o Céu não vem, Deus deseja que sejamos Seus braços e mãos aqui na Terra e estejamos prontos para aquele grande dia; ou para os dias terríveis nos quais confrontamos a morte. 

“No grande conflito entre o bem e o mal, era neces¬sário dar a Satanás toda a oportunidade de mostrar seu verdadeiro caráter, para que o universo celestial e a raça pela qual Cristo estava oferecendo Sua vida vissem a justiça dos desígnios de Deus. Aos que estão sob o controle do inimigo deve ser permitido revelar os princípios do seu governo” (Ellen White, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, v. 5, p. 1.107). Creio que já houve tempo suficiente para termos certeza de que este mundo não é um lugar seguro para se viver e que precisamos aceitar o plano de Deus para nossa vida. 

Enquanto Jesus não traz a solução definitiva (em Sua vinda), oremos e trabalhemos para minorar a dor do semelhante e ajudá-lo a olhar para frente e para o alto, de onde vem nossa esperança real e definitiva.

Michelson Borges 

P.S.: Acesse o site http://novotempo.com/solidariedade e veja como você pode ajudar as vítimas dessa que está sendo considerada a maior tragédia ambiental da história do Brasil.





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