Evidências Proféticas | blog adventista

31/07/2011

Até quando Satanás teve oportunidade para se arrepender?

Algumas pessoas crêem que o tempo da graça para Satanás só se esgotou na cruz (João 19:30), pois ainda nos dias de Jó ele participou com “os filhos de Deus” de uma reunião “perante o Senhor” (Jó 1:6-8). Mas a descrição desse episódio não sugere que a reunião haja ocorrido necessariamente nas cortes celestiais, e muito menos que Satanás, depois de expulso do céu (Apoc. 12:7-9), ainda tivesse acesso à salvação.

Ellen White esclarece que o tempo da graça para Satanás e seus anjos esgotou-se com a expulsão deles do céu. Ela declara que “Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás”, e que “reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse”, mas ele jamais aceitou os apelos da misericórdia divina (O Grande Conflito, págs. 495 e 496). Havendo perdido sua posição nas cortes celestiais, Satanás ainda solicitou para ser readmitido no céu, mas Cristo lhe disse que isto seria impossível. O próprio Satanás deixou a presença de Cristo “plenamente convencido de que não havia possibilidade de ser reintegrado no favor de Deus” (História da Redenção, págs. 27).

De acordo com a Sra. White, após os anjos caídos deixarem o céu, “não havia possibilidade de esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda esta glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas exibições do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aqueles que já haviam testemunhado.” (No Deserto da Tentação, págs. 25 e 26).

Alberto R. Timm (publicado na revista do ancião em abr – jun 2003)

Na Mira da Verdade - Volta de Jesus, acupuntura e divórcio

30/07/2011

O Santuário em Êxodo

A questão de quem é o autor do livro de Êxodo está estreitamente relacionada com a de todos os livros do Pentateuco, Gênesis em particular, do qual é a continuação. O livro do Êxodo é muito importante no problema de identificar o autor do Pentateuco, dado que alguns de suas declarações designam a Moisés como o autor de partes específicas dele.


O uso de muitas palavras egípcias e a descrição exata da vida e os costumes egípcios que aparecem na primeira parte do livro sugerem com muita ênfase que o autor tinha sido educado no Egito e estava intimamente relacionado com o país e sua cultura. Nenhum outro hebreu conhecido depois do tempo de José esteve capacitado para escrever o relato do Êxodo. Só Moisés parece ter sido "ensinado ... em toda a sabedoria dos egípcios". Entretanto, a evidência mais firme de que Moisés é o autor se encontra no Novo Testamento. Em Mc 12:26, Cristo refere-se a sua fonte como "o livro de Moisés".


O Êxodo, a continuação da Gênese abrange apenas 80 anos. O propósito principal de Moisés ao escrever o Êxodo foi descrever a maravilhosa intervenção de Deus a favor de seu povo escolhido ao liberar o mesmo da escravidão, e sua bondosa condescendência ao realizar um pacto com eles. O tema que atravessa todo o livro como um fio de ouro é o propósito de demonstrar que nem a repetida infidelidade do povo escolhido nem a oposição da maior nação da terra podiam desbaratar o plano de Deus para ele. Os relatos do Êxodo falam com a imaginação dos jovens e fortalecem a fé dos maiores. Demandam confiança na direção de Deus hoje em dia, e nos ordenam seguir humildemente em qualquer lugar que ele nos guie.


O nome Êxodo tem uma ligação com o seu tema principal, saída, dos israelitas do Egito, foi tirado da Vulgata por aqueles que traduziram aos idiomas modernos.


Vemos no Sinai a incorporação de Israel como igreja e como nação sob a teocracia. Essa forma de governo continuou até quando os judeus disseram as palavras "Não temos outro rei senão César". O processo no Sinai incluiu a construção do Tabernáculo.


Moisés estava bem familiarizado com a região do Sinai, porque foi lá onde Deus lhe falou na sarça ardente. Todo um amontoado de lembranças devem ter cruzado pela mente dele enquanto subia ao monte. Sua fé deve ter sido muito fortalecida pela difícil tarefa de liderar, pois estava por cumprir a promessa do Senhor de que Moisés e os israelitas adorariam a Deus nesse lugar Ex 3:2 e 12.


Os israelitas chegam ao monte Sinai. Deus dá a Moisés uma mensagem para o povo, e este desce para dar tal mensagem. A resposta do povo é levada a Deus. O povo se prepara. Ninguém devia aproximar-se nem tocar o monte. Há uma manifestação da presença de Deus no monte.


Podemos perceber os grupos de pessoas neste aspecto: um grupo fica embaixo, outro vai até uma parte da montanha, mas Moisés se aproxima de Deus. Dessa maneira conseguimos visualizar cenas do santuário.


Perceba como o santuário pode ser visto. Na planície está o pátio com os pecadores, o povo; os sacerdotes vão até parte do caminho, o lugar santo; mas à presença de Deus vai apenas Moisés, o sumo-sacerdote no lugar santíssimo, nesta ocasião os Dez Mandamentos são dados, exatamente no lugar santíssimo. Amém!


Em ter demarcado um lugar ao monte, o Senhor queria revelar a realidade, extensão e proximidade de seu poder destruidor. Mostrou aos homens o que esse poder podia fazer se eles eram tão atrevidos ou negligentes para colocarem-se dentro do legítimo alcance daquele poder.


Embora Deus esteja conosco, não o percebemos totalmente, mas quando realmente se revela, todos tremem diante dEle. A debilidade treme diante da fortaleza, a pequenez se encolhe diante da grandeza, o homem finito se volta insignificante na presença do Infinito e a depravação moral ante a pureza absoluta.


Nota: Crê alguns, que este é o concerto das obras, porque deviam guardar todas as leis, mas guardar estas leis é algo que nasce de um acordo, um concerto. É bem verdade que não estava em primeiro plano e aparentemente se limitava somente a Israel, mas a graça é anterior à outorga da lei. Deus tratou com os patriarcas graciosamente. Na própria lei pode-se encontrar a graça. A escolha de Israel como povo eleito, por exemplo, é atribuída à livre escolha de Deus, e não à retidão de Israel. Quando Deus diz: "vós sereis o Meu povo", Ele está dizendo "sereis a Minha nação eleita, de todas as nações do mundo Eu escolhi a vós" - isto é eleição, escolha, e é através da graça de Deus que Israel foi escolhido. Portanto, este velho concerto está fundamentado na graça e misericórdia de Deus. Agora, Deus escolhe e estabelece esta nação como a Sua nação eleita, e então dá a esta nação todas as leis. Dá leis religiosas e políticas, que chamamos de leis civis. Como parte destas leis religiosas estão as leis cerimoniais do santuário, ao considerarmos estas leis, veremos o sacrifício, a expiação. Não é possível dizer, portanto, que este concerto é um concerto de obras, quando as próprias leis estão providenciando agora o sacrifício para a expiação. O povo que estava ao pé do Sinai, entrou em um relacionamento de concerto com este Deus, como conseqüência deste concerto, eles guardaram as leis. O velho e o novo concertos são estabelecidos na graça. Vemos esta graça mais claramente na cruz. Mas aqui vemos a graça no sistema de sacrifícios e vemos também na eleição de Israel, portanto, ambos são baseados na graça.


A última metade do livro fala como o santuário deveria ser construído. E eles de fato construíram o santuário desta forma. A segunda parte do capítulo 20 diz "constrói um altar" e agora, no capítulo 24, vemos a realidade, um altar que é construído por Moisés. Poderíamos chamar este de um altar "temporário", um altar que é usado até que o santuário seja construído. A construção levou um ano, durante este ano em que a construção estava em andamento, este era o altar que era usado. Deus não esperou um ano para que o sistema de sacrifícios se iniciasse. No primeiro momento em que Moisés desce da montanha ele construiu o altar e ofereceu sacrifícios sobre este altar. Notem o que ele fez com o sangue deste sacrifício: parte do sangue é derramado ao pé do altar e o resto é espargido sobre o povo; isto significa que este concerto está sendo ratificado, estabelecido.


No restante do Livro de Êxodo, há algumas instruções sobre como construir o santuário.


Nos capítulos 25-30 vemos a "instrução", nos capítulos 36-39 a "construção", no capitulo 40 Deus diz como o santuário deve ser construído.


O princípio sobre o qual todas estas instruções são estabelecidas, começa do Santíssimo e vai para fora. O princípio é iniciar do lugar mais santo. Portanto, quando Deus dá a instrução, Ele diz como construir este mais santo, depois o santo e logo o pátio, finalmente, tudo o que está ao redor. E quando eles começam a trabalhar, fazem na mesma ordem: do mais santo em direção ao menos santo.


Quando Deus diz como montar, eles também montam nesta mesma ordem.


O propósito final no livro do Êxodo, é que Deus pudesse habitar no meio deles. O verso seguinte fala de como Moisés deveria construir este santuário - segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte. A pergunta é a seguinte: O que Moisés viu? Há três idéias sobre o que Moisés viu:


1. Santuário celestial;

2. Modelo do santuário celestial;

3. Modelo do santuário terrestre.


Primeiro Deus mostrou a Moisés, depois deu a ordem para construir. Como eles colocaram para funcionar este tabernáculo?


Depois de concluído, fizeram a UNÇÃO de cada objeto do santuário, depois a tenda também é ungida.


As pessoas são ungidas (Arão e seus filhos).


Esta unção é um sinal de que agora o santuário entra em serviço, foi inaugurado. Ele é ungido, portanto, para um serviço específico.


Ex 25:8 "E me farão um santuário, e habitarei no meio deles". Ai encontramos a razão básica do santuário que é habitação de Deus.


Podemos conhecer uma pessoa pela maneira como decora sua casa. A disposição da mobília do santuário aponta para como é Deus.


Deus é o Rei. Sua casa tem dois ambientes: em um Ele mora, no outro ele governa.


É impossível em linguagem humana descrever a Deus exatamente assim como Ele é. Por isso, as páginas da Bíblia estão repletas de vislumbres de Sua pessoa. Há no entanto um atributo de Deus que tem sido negligenciado, Deus é um artista.


Deus deu a planta. Determinou a forma e as medidas com as quais tudo deveria ser construído, determinou como seria o louvor, a forma do culto.


Deus deu instruções específicas inclusive sobre as vestimentas que deveriam ser usadas no santuário. As vestimentas deveriam ser para a glória de Deus. Estas mesmas vestes apresentavam um papel tão importantes que até elas também foram ungidas.


É interessante notar alguns detalhes quando da marcha do povo. As bandeiras levadas pelas várias tribos em sua ordem de marcha parecem indicar algum aspecto da obra de Jesus no plano da salvação.


01. Moisés, Arão e os sacerdotes iam na frente, como é natural, levando a Arca de Deus. Estes eram seguidos por Judá, Issacar e Zebulom, sendo que a bandeira de Judá que precedia o grupo tinha em si, desenhada, uma cabeça de leão, representando Jesus como o "Leão da Tribo de Judá" no livro do Ap 5:5.


02. Na ordem seguinte vinha um grupo da tribo de Levi, com os pertences do tabernáculo, sendo seguidos por Rúben, Simeão e Gade. Sua bandeira tinha a face de um homem, representando Jesus como o "Filho do Homem", conforme é apresentado no Evangelho de Lucas.


03. Os coatitas, outro grupo da tribo de Levi, com o mobiliário do santuário, exceto a Arca Sagrada, vinham a seguir, e depois as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim. Sua bandeira tinha a cabeça de um boi, representando Jesus como o que leva as cargas humanas, conforme é apresentado no Evangelho de Marcos.


04. Os gersonitas, outra parte da tribo de Levi, vinham a seguir, levando as cortinas e reposteiros do tabernáculo, seguidos pela tribo de Dã, Aser e Naftali. Sua bandeira ostentava uma águia (que tudo vê), representando Jesus como Onipresente e Onisciente, conforme apresentado no Evangelho de João.


OS MÓVEIS DO SANTUÁRIO

NO PÁTIO


a) Altar de Sacrifícios e a Pia

No átrio ou pátio estava o altar dos sacrifícios onde os holocaustos ascendiam como cheiro suave ao Senhor Lv 1:9, símbolo de Cristo que "Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave" Ef 5:2. Também havia uma bacia para lavar Ex 30:18. A água também representa o Espírito Santo Jo 7:37-39, a Palavra Jo 13:10; 15:3; Ef 5:26 e o batismo Jo 3:5; Rm 6:3-6; 1 Jo 5:8.


NO INTERIOR DO SANTUÁRIO (No lugar santo)


b) Candelabro, Mesa dos Pães e Altar de Incenso

Entrando no lugar santo, à direita se encontrava a mesa dos pães Ex 25:30 com 12 pães feitos de flor de farinha Lv 24:5, representando a Jesus, o pão da vida Jo 6:48 e ao corpo espiritual de Cristo, sua igreja 1Co 10:17. No lado esquerdo estava o candelabro de ouro Ex 40:24 que tinha 7 lâmpadas Ex 25:37 que ardiam continuamente Lv 24:2. João viu o candelabro no céu Ap 1:12 e as sete lâmpadas ardendo diante do trono de Deus Ap 4:2, 5 e a Jesus no meio dos candelabros Ap 1:12-18. Jesus mesmo disse que Ele é a luz do mundo Jo 8:12.


Diante do véu do lugar santíssimo estava o altar de incenso Ex 30:1-3; 40:26. Ali o sacerdote queimava incenso de pela manhã e pela tarde Ex 30:7-8. No Apocalipse João viu um altar de ouro diante do trono de Deus no céu Ap 8:3 e diz que muito incenso subia com as orações dos santos Ap 8:3, 4. O incenso são as orações dos santos Ap 5:3.


NO LUGAR SANTÍSSIMO:


c) Arca da Aliança

O lugar santíssimo era o mais sagrado. Ali se encontrava a arca Ex 26:33, toda recoberta de ouro. Acima dela estava o propiciatório, uma espécie de tampa sobre a qual haviam dois anjos esculpidos. Apocalipse diz que João viu a arca de Deus em Seu santuário Ap 11:19. Sobre o propiciatório era visível a presença de Deus Ex 25:21-22. João também viu o Senhor sentado sobre um trono excelso Ap 4:2.

Toda a magnificência do santuário visava impressionar a alma humana com a grandeza de Deus e de Seu amor.


Finalmente acabou Moisés a construção do tabernáculo.


Assim como a construção do tabernáculo o preparou para que fosse a morada do Senhor, assim também a glorificação da igreja abrirá o caminho para que o "tabernáculo de Deus" esteja "com os homens" Ap 21:3. Assim como o povo participou com Moisés na construção do santuário terrestre, assim também Cristo nos convida a ser colaboradores com ele na edificação de sua igreja 1Co 3:9; 2Co 5:19-21; 6:1. Quando o tabernáculo foi erigido, não lhe faltava nada para ser perfeito. Assim será quando a igreja finalmente for glorificada, nada haverá que nos impeça a perfeição.


Imaginemos então, o quão ansiosos estavam o povo para contemplar a sagrada estrutura pronta. E enquanto contemplavam com reverente satisfação, a coluna de nuvem flutuou majestosamente sobre o tabernáculo, descendeu e o envolveu. Desta maneira Deus demonstrou sua aprovação de tudo o que se foi feito. O Senhor aceitou a casa que lhe tinha sido preparada. Com profunda emoção o povo viu o sinal de que a obra de suas mãos tinha sido aceita. Agora se dava conta de que Deus mesmo habitaria entre eles e acompanharia-os em sua viagem, Nm 9:15-23.


O livro do Êxodo conclui adequadamente com uma sublime manifestação da glória e do poder de Deus. Termina como terminará a história deste mundo, com o descida da glória do Senhor para morar entre os homens, o ajuntamento de todos da nação para todo o sempre, Ap 21:3; 22:5.

Weber Marques e Adriano Euzébio

29/07/2011

O Santuário em Gênesis

Os judeus designam o livro de Gênesis segundo a primeira palavra do texto hebreu, Bereshith no princípio. Entretanto, o Talmud judeu o chama o "Livro da criação do mundo". O nome Gênesis, significa "origem" ou "fonte", foi tirado da LXX onde este termo foi usado pela primeira vez, para indicar o conteúdo do livro.
Judeus e cristãos por igual consideraram Moisés, o grande legislador e dirigente dos hebreus em ocasião do êxodo, como o autor do livro. Esta convicção foi disputada algumas vezes por opositores pagãos em o período inicial do cristianismo, mas nunca foi posta em dúvida seriamente por nenhum cristão nem judeu até meados do século XVIII. Há mais de dois séculos, puseram-se em duvida crenças e opiniões tradicionais em todo aspecto do pensamento humano.
Não é o propósito desta introdução refutar as muitas pretensões da alta crítica formuladas para sustentar suas teorias. Mais importante é mostrar a evidência de que Moisés é o autor.
O livro foi escrito ao redor de 1.500 anos a.C enquanto os hebreus estavam ainda em escravidão no Egito. Contém um esboço da história deste mundo que abrange muitos séculos. Os primeiros capítulos não podem ser colocados em um marco histórico, segundo a concepção corrente do que é história. Não temos história do mundo ante-diluviano, salvo a que foi escrita por Moisés. Não temos registros arqueológicos, a não ser só o testemunho mudo e freqüentemente escuro dos fósseis.
Todo estudante atento conhece o tema principal do livro: primeiro a narração do trato de Deus com os poucos fiéis que o amaram e serviram e segundo, a profundidade da depravação na qual caíram os que haviam deixado a Deus e seus preceitos. O livro do Gênesis é o primeiro registro permanente da revelação divina concedida aos homens.
Embora saibamos que somente em tempos posteriores é que foi o santuário dado ao povo, é possível encontrar momentos e ocasiões que já nos lembrariam o mesmo. Algumas pesquisas dentro do livro do Gênesis puderam nos trazer informações claras de que Deus já estava apresentando um projeto chamado santuário, mesmo que em forma de "miniatura".
Nesse livro encontram-se vários pontos que nos fazem lembrar o santuário, vejamos:
01. Em Gn 2:8 Deus plantou um jardim ao Oriente. Como sabemos na história o templo (sua entrada) também foi direcionada para o Oriente (leste). Ex 36:20-30; Ez 47:1.
02. Gn 2:8 — Deus plantou. Em Ex 15:17 Deus promete plantar o santuário na montanha santa.
03. Deus planta (natah) o jardim (Gn 2:8). Já em Ex 15:17, também Deus planta Israel como nação.
04. Gn 2:9 — A árvore da vida é descrita como estando no centro do jardim. No hebraico BETWK (meio). Este é o mesmo termo que é usado em Ex 25:8 onde Deus pede que seja construído um santuário para que pudesse habitar no meio do povo. (Moisés escolheu as mesmas palavras).
05. Gn 3:8 — Deus andando no jardim. A descrição de Deus caminhando ao redor é encontrada apenas 2 vezes em todo o Antigo Testamento. A primeira é em Gn 3:8 e a segunda em Dt 23:14, onde apresenta o Senhor andando no meio do arraial.
06. Gn 2:10 — O rio fluindo do meio do jardim lembra o rio que flui do santuário. Ez 47:1-12, Ap 22:1.
07. A lista dos metais no Jardim do Éden (ouro, berilo, bdélio, ônix) são apenas mencionados na Bíblia em conexão com o santuário. (Ex 25:7; 28:9, 20; 35:9; 39:6,13; Nm 11:7). Nm 11:7 — apresenta o maná como sendo da cor do berilo (esta é a única vez que o berilo é mencionado).
08. O serviço de sacrifícios, embora não se mencione tão abertamente aqui, foi instituído nesse tempo. O relato dos sacrifícios de Caim e Abel, mostra que estavam bem familiarizados com esse ritual. Se Deus não tivesse ensinado a lição para eles em relação aos sacrifícios, teria sido desnecessária a aprovação da oferenda de Abel e a desaprovação da de Caim. Ao Caim não acusar Deus de preferências ou parcialidade, coloca em evidência que tanto ele como seu irmão sabiam o que era para ser feito. Deus já os ensinara a lição do Cordeiro. A oferenda de Abel foi uma demonstração de fé, a de Caim pelas obras. Ao sacrificar o animal, Abel mostrara fé no plano da redenção. Gn 4
09. Uma espada que se revolvia. Deus colocara uma espada no portão do paraíso, para que Adão e Eva não tivessem acesso a árvore e comessem do fruto. Na bíblia, a luz sempre foi símbolo de presença divina. Nos lembra o Shekinah, glória de Deus, aparecendo entre os dois querubins no propiciatório (Ex 25:22; Is.37:16). A frase "uma espada que se revolvia" é uma tradução do hebreu que diz "um fulgor da espada". Não havia nenhuma espada literal que guardasse o portão do paraíso. Mas bem havia o que parecia ser o cintilante reflexo de luz de uma espada "que se revolvia por todos lados" com grande rapidez, fazendo refulgir dardos de luz que irradiavam de um centro intensamente brilhante. Além disso a forma do verbo hebreu, "mithhappéketh", "se revolvia por todos lados", significa em realidade "dando-se volta a todos lados". A "espada" parecia girar sozinha sobre si mesma. Esta radiante luz vivente não era a não ser a glória do Shekinah, a manifestação da presença divina. Ante ela, durante séculos, os leais a Deus se reuniam para lhe adorar. Gn 3:24 - Devemos então notar algo interessante, no Édem vemos 2 anjos e uma luz intensa ao meio, em Exodo, encontramos 2 anjos e a luz do Shekná ao meio, está havendo no Gênesis, uma projeção do futuro, através da presença de 2 querubins e uma glória ao centro.
10. No Éden há três separações de espaço: Terra, Jardim e o Meio do Jardim. No monte Sinai, encontramos também três separações de espaço: o acampamento do povo, o local onde os anciãos se encontravam com Moisés, e, o lugar onde apenas Moisés poderia ir. São os três espaços do santuário: pátio, lugar santo e lugar santíssimo. Gn 2:8-9 - Ex 19:20-24.
11. Quando Deus terminou a criação Ele abençoou o que havia feito. Quando o santuário foi completado Moisés viu toda a obra e abençoou o povo. Gn 2:3 - Ex. 39:43.
12. No santuário e no templo de Salomão muitos elementos da natureza estava nas paredes (palmeiras, flores, vinhas, amêndoas). Os estudiosos crêem que isto é uma referência à criação. 1Re 6:29, 32, 35; 7:49.
13. Após o pecado Deus desce e põe vestes em Adão e Eva. LABASH KETONET. Estes são os termos exatos que Moisés usa para descrever as vestes do sacerdócio. (Lv 8:7—13; Num. 20:28). As únicas vezes que na bíblia mostra Deus vestindo alguém são Adão e Eva e os Sacerdotes. Isto implica que Deus estava vestindo Adão e Eva e determinando-os como sacerdotes. Gn 3:21.
14. A criação do mundo foi feita em 6 dias e no sétimo Deus criou o sábado, descansando nele. A descrição do santuário é feita em 6 seções, terminando com o sábado. (Gn 1 e 2; Ex 25— 31).
15. Gn 2:15 — O trabalho de Adão era cultivar a terra. Há aí duas palavras críticas: ABAD — servir, e SHAMAR — guardar. Estas mesmas duas palavras são usadas para descrever o trabalho dos levitas no santuário. (Nm 3:7, 8).
16. No santuário e no templo de Salomão haviam muitos elementos da natureza nas paredes (palmeiras, flores, vinhas, amêndoas). Os estudiosos crêem que isto é uma referência à criação. (Ex 25:3 1 — 40; 1Rs 7:49; 7:26, 29, 36; 1Rs 6:29, 32, 35).
Não existe um único verso bíblico que diga ser o Éden o primeiro santuário, contudo, nosso objetivo aqui foi mostrar que na mente de Deus a idéia chamada santuário estava começando a ser colocada em prática de forma pedagógica a ensinar os primeiros habitantes.
Deus seja louvado, pois este maravilhoso projeto já havia nascido na mente do supremo.

Weber Marques e Adriano Euzébio

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