Evidências Proféticas | blog adventista

02/09/2011

O véu do templo


"Farás também um véu de estofo azul, púrpura e carmesim, e de linho fino retorcido, com querubins, obra de artífice se fará. (Ex 26:31)
A cortina ou véu era a divisória entre o lugar santo e o santíssimo, era o limite para as funções do sacerdote. O véu era bordado com imagens de querubins para apresentar um quadro de um ambiente celestial.
Pensamos por instantes no privilégio que deve ter sido contemplar aquele lindo véu. Por muito tempo aquele belo tecido foi objeto de admiração e respeito. Os pilares que sustentavam aquela cortina foram feitos de madeira de acácia revestidos com ouro, firmados com ganchos de ouro.
Somente o sumo-sacerdote poderia ultrapassar aquela cortina, isso ocorria no dia da expiação para interceder em favor da nação.
O véu é descrito como um trabalho hábil. Os trabalhadores que o produziram foram especialmente escolhidos sob a direção do Espírito Santo.
As figuras dos querubins estampados no véu eram imagens de seres angelicais da mais alta ordem que simbolicamente guardavam a entrada. O caráter deles era beleza e poder, que ultrapassam qualquer linguagem humana.
Símbolos de querubins eram usados por outros povos semíticos, embora parecendo com leões alados e touros, para vigiar os templos e palácios. Ezequiel nos deu a impressão que estes seres angelicais têm ambas as características de homens e animais (Ez 10). Eram simbolos da presença protetora de Deus ao santo dos santos. Era como se Deus tivesse colocado guardas continuamente na entrada. Eles foram colocados à entrada do Jardim de Eden após Adão e Eva terem caído em pecado, para proteger a o acesso a árvore de vida (Gn 3:24).
O véu era um quadro gráfico da vida de Jesus e seu ministério. Como o véu no Tabernáculo escondeu a glória de Deus, assim a glória divina de Deus era escondida durante o ministério terrestre dEle (Jo 1:1, 14, 18). Paulo escreveu, "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens". (Fl 2:6-7). Cristo que é da mesma natureza e essência de Deus se esvaziou, ou assumiu as limitações de humanidade sem se render quaisquer dos atributos dele como deidade. Ele permitiu a limitação de alguns dos direitos divinos dele voluntariamente durante o ministério terrestre. Em um certo momento de seu ministério, Ele revelou a sua glória a alguns discípulos quando foi transfigurado ante eles (Mt 17:2).
Assim, Jesus é representado no tabernáculo quando olhamos para o véu ou cortina, pois é Cristo quem se põe entre nós e Deus.
Antes do rasgar do véu, nenhum gênero humano teve acesso direto à presença de Deus. O próprio Deus rasgara de forma profunda o véu que era a divisão que separava a humanidade pecadora por 1500 anos.
Este véu foi rasgado quando Cristo morreu na cruz "Neste instante o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo. Tremeu a terra, e fenderam-se as rochas" (Mt 27:51).
Muitos críticos da Bíblia negam que o rasgar do véu foi caso de intervenção divina. Alguns até acreditam que o terremoto foi o motivo para rasgar o véu, porém, isso seria impossível. O véu pode ter caído ao chão durante o terremoto, mas a Bíblia apresenta que o mesmo foi rasgado de alto a baixo. Além disso o texto claramente apresenta que o terremoto foi posterior ao rasgar do véu. Se um terremoto tivesse causado tal rompimento do véu, outras partes do tabernáculo também teriam sido afetadas, o que não foi o caso.
Outros reivindicam que os próprios homens rasgaram o véu, mas seu tamanho e espessuras fazem esta reivindicação quase inconcebível. O fato ocorreu no momento da morte de Jesus Cristo (15h), a nona hora, e naquele momento, os homens estavam ocupados no Templo preparando o sacrifício de noite. Centenas de pessoas estavam na área do templo, e todo olho ali pôde testemunhar este evento milagroso. Temor e assombro devem ter golpeado as pessoas que viram o golpe divino de Deus rasgando o véu pela metade. O espaço mais sagrado agora apresentava um inútil quadro mostrando que todos eram iguais e tinham outro mediador.
Jesus, o verdadeiro sumo-sacerdote tinha aberto o caminho para os homens a um acesso direto a presença de Deus pelo sangue de seus méritos (Hb 6:19; 9:3-15; 10:19).
O véu rasgado é um quadro do corpo rasgado de Cristo que tornou possível adorar a Deus em seu trono. A mesma mão que rasgou o véu no Templo rasgou o corpo de Jesus.
Bom é, saber que a qualquer momento os cristãos podem vir a qualquer hora à presença de Deus com a confiança que nós obteremos clemência e graça para achar ajuda em tempo oportuno.

Weber Marques e Adriano Euzébio

Você quer ser feliz ou ter razão?


Não há ser humano que não tenha complicações ou lutas em sua personalidade. Alguns têm dificuldades muito maiores que outros. Algumas pessoas são mais fáceis de relacionar-se do que outras. Algumas são realmente muito complicadas, seja por causa de um temperamento agressivo, excessiva dependência, muito fechada e defensiva, etc. As boas novas é que podemos ser mudados para melhor. Ainda que seja verdade que permaneceremos sempre com o mesmo temperamento básico com o qual nascemos. Existe uma flexibilidade possível e com isso a possibilidade de sermos feitos pessoas mais fáceis de conviver, mais amáveis (possíveis de ser amadas) e mais amoráveis (capazes de amar).

Um dos comportamentos rígidos que prejudica os relacionamentos com os outros tem que ver com aquele tipo de pessoa que o mais importante para ela é ter que ter razão, ter que estar certa o tempo todo, ter que não falhar, quer demasiadamente ser justa.

Interessante pensamento do sábio rei Salomão diz: “Não sejas demasiadamente justo, nem demasiadamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo” Eclesiastes 7:16. O que ele está dizendo aqui é que uma pessoa pode destruir a si mesma por ser e permanecer rígida, mesmo tentando ser justa e sábia. É o tipo de pessoa super-racional que por ser tão racional, deixa de lado o aspecto emocional em seus relacionamentos sociais, causando até alguma desordem psicossomática em si mesmo, ou seja, a mente sofrendo faz o corpo sofrer.

Não ser demasiadamente justo ou sábio não significa comprometer-se com princípios que devem ser vividos pela pessoa. Não significa que ela irá transgredir valores importantes para sua vida. Significa que ela poderá permanecer dentro de seus princípios éticos e morais de vida sendo flexível. Isto é possível. E ela precisará descobrir isto, ao invés de permanecer dura demais consigo e com os outros.

Algumas destas pessoas gostam de discutir para provar que têm razão. Ter razão para elas é mais importante do que manter relacionamentos saudáveis, afetivos, amistosos. Elas podem perder boas amizades, bons negócios, e sua saúde (hipertensão arterial, dor de cabeça, dor nas costas, enxaqueca, etc.) por manterem esta postura de ter que ter razão.

Este tipo de problema comportamental é comum, por exemplo, em casamentos nos quais um cônjuge é mais desligado dos detalhes enquanto que o outro é super-detalhista. Exemplo: o casal foi a uma festa e dias depois, ao comentar com amigos sobre a mesma, o cônjuge não detalhista diz: ?A festa estava ótima! Tinha tanta gente! Tinha umas 80 pessoas! Adorei!?. Imediatamente o cônjuge detalhista corrige e diz: ?Não é assim! Não tinha 80 pessoas! No máximo deveria ter umas 35!?.

Imagine esta pessoa corrigindo toda hora a conversa para tentar ser justo! Vai criar, com isto, irritação e desprazer porque este tipo de pessoa está mais preocupado com os detalhes do que com a interação afetiva social.

Em várias coisas na vida precisamos pensar e decidir sobre o que é melhor: ser feliz ou ter razão? Abrir mão dos detalhes perfeccionistas permite valorizar o lado afetivo dos relacionamentos, inclusive consigo mesmo. É possível ser feliz, crer no que você crê, não abrir mão dos seus princípios, e não ter que provar que você está certo e com a razão.

Se a outra pessoa exagera em coisas fora da realidade, não tente corrigi-la, controlá-la, mudá-la. Deixe-a ser como ela é. Relaxe. Desfrute o que há de bom no relacionamento. Vale à pena brigar para ter razão? Vale à pena ter crise hipertensiva, dor de cabeça, ou outro sintoma como conseqüência da irritação porque a outra pessoa não é exata? Você quer ser feliz ou ter razão?

Líbia: após a guerra, os negócios


Por trás do entendimento revelado pelos participantes na conferência de Paris sobre a “nova Líbia” desenrola-se uma guerra clandestina entre França, Itália e Reino Unido pela exploração dos recursos daquele país, tal como referem os jornais franceses, italianos e britânicos.

Seis meses após o início das hostilidades contra o regime de Mouammar Kadhafi, Nicolas Sarkozy e David Cameron convidaram para Paris os representantes de sessenta países e ONG e os do Conselho Nacional de Transição da Líbia para marcar o fim das operações militares e definir a transição política e a reconstrução da “nova Líbia”. Em pano de fundo, a avidez pelo maná do petróleo líbio.

O Libération fala de uma “prova de fogo vitoriosa na Líbia, que aproxima novamente a França de um novo mundo árabe” e de uma “blitzkrieg diplomática reforçada por uma audaciosa aposta militar”. Uma aposta com a qual “as empresas petrolíferas francesas vão poder lucrar bastante”, acrescenta. “Em todo o caso é o que ficou escrito, preto no branco, num documento a que o Libération teve acesso. Um texto assinado pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), a autoridade de transição criada pelos rebeldes líbios. De facto, foi público e notório que os países mais envolvidos com os insurrectos seriam mais considerados pelo CNT quando chegasse a ocasião, nomeadamente em questão de contratos petrolíferos de vulto. Mas o documento prova claramente que os acordos oficiais tinham sido feitos há vários meses”.

De facto, explica o diário, desde o dia 3 de abril, 17 dias depois de ter sido aprovada a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, o CNT assina uma carta dirigida ao emir do Qatar, que serviu de intermediário entre a França e o CNT, na qual determina que o acordo sobre o petróleo com a França, em troca do reconhecimento do CNT como representante legítimo da Líbia, atribui 35% do total do petróleo bruto aos franceses. 

Itália teme ser obrigada a abandonar a Líbia

O triunfo diplomático francês e o seu corolário energético inquietam fortemente a Itália. Admitida posteriormente na coligação entre Paris e Londres, a antiga potência colonial receia estar agora excluída da partilha do “bolo” líbio. Que acontece então à Itália, “que foi o primeiro parceiro económico da Líbia e que estava ligada a ela por um tratado de amizade assinado à custa de uma má aliança?” pergunta La Stampa. “Uma Itália que fica hoje em segundo lugar, com o ENI [a autoridade nacional de hidrocarbonetos] que, futuramente, irá disputar aos franceses e aos ingleses os novos contratos sobre energia?” A Itália, nota o jornal, “seduz o CNT para salvar contratos”.


“Esta guerra na Líbia foi sugerida essencialmente por Paris e, a seguir, por Londres. Nicolas Sarkozy irá tentar, assim, colher os frutos do seu envolvimento, com uma participação na reconstrução económica. A presença de Itália na Líbia irá ser inevitavelmente redimensionada”, observa Marta Dassù, no La Stampa. Esta politóloga italiana recorda a hostilidade histórica dos habitantes da Cyrenaica – a região onde se iniciou a rebelião – para com os italianos, facto que limita a iniciativa diplomática destes.

“A Itália tinha pois muito a perder com a guerra na Líbia. E, no entanto, não perdeu nada. A [recente] visita do patrão da ENI a Benghazi confirma encontrar-se em condições de salvaguardar os seus próprios acordos energéticos.” Quanto aos europeus, “depois das divisões em relação à guerra, o interesse é promoverem um acordo entre os sucessores de Kadhafi. A ideia de uma copropriedade franco-britânica já fracassou anteriormente no Mediterrâneo. Voltará a fracassar se os europeus, na Líbia, se limitarem a disputar um ‘bolo’. O interesse de europeus e líbios, no seu conjunto, é não rejeitarem Kadhafi. A seguir, os negócios vão aparecer para quem estiver em condições de os fazer. É a única concorrência aceitável entre as democracias do Velho Continente”.

Inúmeras oportunidades para o Ocidente

Do lado britânico, não há dúvidas quanto às questões do pós-guerra. Como sublinha o The Independent, ”os participantes vão estar presentes para ver que benefícios podem ter”. E “quanto à recolha do lixo, ao fornecimento de água e ao encaminhamento do petróleo para os portos deste país rico em hidrocarbonetos, quem assegura os contratos? Para os ocidentais, são inúmeras as oportunidades de se envolverem, razão que leva líbios e árabes a desconfiarem das respetivas intenções ‘humanitárias’”.

É por isso, e para evitar ”que uma situação política precária não descambe numa luta de enriquecimento pessoal”, que o Financial Times sugere “um sistema de contra-poderes credível no setor energético” e “um amplo acordo constitucional que permita aos líbios governarem-se como povo livre”.

Fonte: Presseurop

Nota: Mortes e destruição são os meios de quem busca o poder neste mundo, contudo isto também será seu fim. Não aguentamos mais ver tanta dissimulação dos governantes cruéis tentando justificar seus atos de guerra em favor da paz e democracia. Esperemos com confiança o cumprimento da profecia:

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.  Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras". Apocalipse 21:1-5


01/09/2011

Risco de quebra nos EUA é maior do que antes da crise


O risco de quebra do sistema financeiro dos EUA ainda é maior do que antes da crise iniciada com a falência do banco Lehman Brothers, em 2008, advertiu Robert Engle, que ganhou o Nobel de Economia em 2003 por cálculos que permitem prever o retorno de investimentos.

"A alavancagem não foi reduzida nem para os níveis anteriores à crise", disse, referindo-se à relação entre o dinheiro que está emprestado e o capital dos bancos (quanto maior essa relação, mais risco).

Em palestra na EPGE (Escola de Pós-Graduação em Economia) da FGV do Rio, Engle apresentou as equações desenvolvidas por sua equipe na Escola Stern de Negócios da Universidade de Nova York para medir o risco sistêmico de instituições financeiras.

As tabelas que podem ser consultadas no site http://vlab.stern.nyu.edu incluem um ranking de risco encabeçado pelos bancos Bank of America, Citibank e JP Morgan. Se houvesse outra crise bancária hoje, disse Engle, só o Citibank precisaria de US$ 200 bilhões do governo americano.

O Nobel insistiu na necessidade de regulação do mercado financeiro para evitar novas crises, e lamentou o atraso na implementação da Lei Dodd-Frank, aprovada pelo Congresso americano para aumentar a vigilância sobre os bancos.

"Faltam cerca de 500 regras que têm que ser escritas pelas agências regulatórias. Todos estão trabalhando muito duro, mas são regras complicadas e há muito lobby acontecendo."

Para o economista, o cenário político vem impedindo o governo dos EUA de adotar qualquer política forte para superar os efeitos na economia real da quebra bancária de 2007 e 2008. "Há uma parte do Partido Republicano que acha que, quanto pior a economia estiver, melhor será seu desempenho nas próximas eleições. Isso é uma receita para não haver acordo."
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