Evidências Proféticas | blog adventista

19/10/2011

O que está acontecendo no mundo: "Grande Ruptura" ou "Grande Mudança"?

Com tantos protestos sociais espontâneos irrompendo por toda parte, desde a Tunísia até Tel Aviv e Wall Street, é evidente que existe algo ocorrendo globalmente que necessita de definição. Estão em circulação duas teorias unificadoras que me intrigam. Uma delas diz que isso é o início da “Grande Ruptura”. A outra afirma que tudo o que está ocorrendo faz parte da “Grande Mudança”. Você decide. Paul Gilding, ambientalista australiano e autor do livro The Great Disruption (A Grande Ruptura), argumenta que essas manifestações se constituem em um sinal de que o atual sistema capitalista obcecado com o crescimento está atingindo seus limites financeiros e ecológicos. “Eu vejo o mundo como um sistema integrado, de forma que não enxergo esses protestos, a crise da dívida, a desigualdade, a economia ou a mudança climática de forma isolada. O nosso sistema está passando por um processo doloroso de ruptura”, afirma Gilding. E é isso o que ele quer dizer com o termo Great Disruption.

“O nosso sistema de crescimento econômico, de democracia inefetiva, de sobrecarga do planeta Terra – o nosso sistema – está devorando a si próprio vivo. O movimento Occupy Wall Street (Ocupar Wall Street) é como aquela criança da história dizendo aquilo que todos sabem, mas têm medo de dizer: o imperador está nu. O sistema está falido. Pensem sobre a promessa do capitalismo global de mercado. Se deixarmos o sistema funcionar, se permitirmos os ricos ficarem mais ricos, se deixarmos que as corporações se concentrem nos lucros e que a poluição continue ocorrendo sem taxação e contestação, todos teremos uma vida melhor. Pode ser que a riqueza não seja igualmente distribuída, mas os pobres ficarão menos pobres, aqueles que trabalharem mais arduamente conseguirão empregos, os que estudarem mais obterão empregos melhores e nós contaremos com riqueza suficiente para consertar o meio ambiente.

“Mas o que estamos presenciando agora – de forma mais extrema nos Estados Unidos, mas basicamente no mundo inteiro – é a maior de todas as quebras de promessas”, acrescenta Gilding. “Sim, os ricos estão ficando mais ricos e as corporações estão lucrando – e os executivos delas são regiamente recompensados. Mas, enquanto isso, a situação do povo está piorando – a população está se afogando em dívidas referentes à casa própria ou à educação –; muita gente que trabalhou duro está desempregada; muitos que estudaram bastante não conseguem obter um bom emprego; o meio ambiente está sendo cada vez mais danificado; e as pessoas estão percebendo que os seus filhos ver-se-ão em uma situação ainda mais difícil do que os pais.”

“Esta onda particular de protestos poderá crescer ou não, mas o que não desaparecerá é a ampla coalizão daqueles indivíduos para os quais o sistema mentiu e que agora acordaram. Não são apenas os ambientalistas, os pobres, ou os desempregados. É a maioria das pessoas, incluindo aquelas da classe média com alto nível educacional, que estão sentindo na pele os resultados de um sistema que fez com que todo o crescimento econômico registrado nas últimas três décadas fosse parar no bolso da parcela de 1% da população que ocupa o topo da pirâmide de distribuição da riqueza.” [...] (UOL)

Nota: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (previsão do apóstolo Paulo na segunda carta a Timóteo 3:1-5). O livro de Tiago também já anunciava a luta entre o capital e o trabalho e as injustiças sociais (Tg 5). E o Apocalipse prevê que Jesus voltará quando o ser humano estiver destruindo a Terra (Ap 11:18). Para quem conhece as profecias bíblicas, esse “algo diferente” que está acontecendo com o mundo não causa espanto. Algo maravilhoso virá depois do “diferente”.

18/10/2011

Como entender Lucas 23:43: “estarás comigo no paraíso”

Como entender Lucas 23:43? Teria Jesus realmente prometido ao ladrão arrependido que naquela mesma sexta-feira ele estaria no paraíso?

Nos manuscritos originais, como no texto de Lucas 23:43, não havia pontuação como hoje. Nem tinha o “que”, partícula que complica o entendimento do texto. Os textos eram escritos sem pontuação e geralmente com as palavras todas ligadas, assim (já transliterado):

 “kaieipenautôamensoilegosemeronmetemoueseentôparadeisô.”

Em português: “Edisseaeleemverdadeatidigohojeestaráscomigonoparaíso.”

Separando-se as palavras: “E disse a ele em verdade a ti digo hoje estarás comigo no paraíso.”

O entendimento do texto depende do lugar em que colocamos a pontuação, especialmente em relação ao advérbio de tempo “hoje”. Vejamos as duas possibilidades de pontuação:

1. “E disse a ele: Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso.” Por essa maneira de pontuar, colocando-se a vírgula antes de “hoje”, o texto quer dizer que foi prometido ao ladrão arrependido que naquela mesma sexta-feira ele estaria com Jesus no paraíso. Tal tradução, porém, vai contra os ensinamentos da própria Bíblia quanto ao momento da recompensa, que, para os justos, será na ocasião da segunda vinda de Cristo (Mt 25:31-34; lTs 4:16) e, para os ímpios, após o Milênio (Ap 20:5,7-9), e não quando se morre.

2. “E disse a ele: Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso.” Essa maneira de traduzir, combinando o advérbio de tempo “hoje” com o verbo “digo”, está de acordo com outras expressões bíblicas similares como, por exemplo, “Eu te ordeno hoje” (ver Êx 34:11; Dt 4:40, etc). Além dessa concordância gramatical, essa maneira de traduzir o texto está de acordo com o ensinamento bíblico de que a recompensa para os justos será dada na segunda vinda de Cristo, e para os ímpios, após o Milênio, e não por ocasião da morte (como visto no parágrafo anterior). Por esse modo de tradução do texto, a promessa ao ladrão arrependido teria sido de que ele estaria no paraíso quando Jesus “viesse no Seu reino” (Lc 23:42) e não ao morrer naquela sexta-feira da crucificação.

A opção pela primeira maneira de traduzir o texto apresenta sério questionamento: teria Jesus mentido ao ladrão arrependido, visto que Ele não foi ao paraíso naquela sextafeira? No domingo pela manhã, Jesus disse a Maria Madalena: “Não Me detenhas; porque ainda não subi para Meu Pai” (Jo 20:17). Ora, se Jesus, no domingo cedo, não havia ainda ido ao paraíso, como teria estado nesse lugar, na sexta-feira, com o ladrão arrependido? O Novo Testamento é claro em dizer que Jesus é Deus, e “é impossível que Deus minta (Hb 6:18).

A opção pelo segundo modo de se traduzir o texto está de acordo com outras expressões bíblicas, nas quais aparece o advérbio de tempo “hoje” com verbos similares a “digo” como “ordeno”, “falo”; está de acordo com o ensinamento bíblico de que a recompensa não é dada quando se morre, mas por ocasião da segunda vinda de Cristo (para os justos) e após o Milênio (para os ímpios); além de estar de acordo com o próprio pedido do ladrão: “Lembra-te de mim quando vieres no Teu reino” (Lc 23:42).

Com a promessa feita ao ladrão, Jesus estava dizendo a ele: “Estou lhe dizendo hoje, agora: Morra tranquilo! Descanse confiando no que estou lhe dizendo hoje: Você vai estar comigo no paraíso.”

Essa mesma promessa pertence a todo aquele que enfrenta o “vale da sombra da morte”. Um dia Jesus virá e ressuscitará todo aquele que fez dEle seu Salvador e morreu confiando nEle, que é “ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Não é essa uma doce e confortadora promessa?

Por Ozeas C. Moura, doutor em Teologia Bíblica e professor do Salt, campus Engenheiro Coelho, SP.

Propaganda de partido cristão brasileiro causa revolta em homossexuais

Um comercial do Partido Social Cristão exibido no horário político na última semana causou grande repercussão entre homossexuais, que entenderam que o conteúdo era homofóbico. A propaganda mostrava uma imagem onde aparecia escrito “Homem + Mulher + Amor = Família”.

Segundo o site Lado A, a afirmação, apesar de discreta, representa a opinião de vários líderes do partido, que são membros ou pastores de igrejas evangélicas e que o partido quer colocar os ensinamentos cristãos acima da Constituição.

O site do partido já havia chamado a atenção dos ativistas gays por causa da nota de repúdio emitida pelo PSC quando o Supremo Tribunal Federal reconheceu a legalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo. A nota afirmava: “O Partido Social Cristão repudia a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que equipara as relações estáveis de heterossexuais e de homossexuais. A Corte Suprema do País adotou uma posição contrária aos anseios da maioria esmagadora da população brasileira”.

Membros do PSC afirmam que o partido não é homofóbico, porém defendem o ponto de vista cristão e defendem o conceito de Família Cristã. O site Lado A, que visa o público homossexual ironiza a postura do partido: “Sob o slogan bíblico ‘Deus fez Macho e Fêmea’, rejeitam o reconhecimento dos direitos dos homossexuais. Como usam a frase missão do partido ‘O ser humano em primeiro lugar’, logo, rejeitam também a humanidade dos homossexuais”. O PSC não divulgou nota sobre a reportagem do site Lado A.

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Mudanças climáticas estão encolhendo a flora e a fauna

As mudanças climáticas estão reduzindo o tamanho de espécies animais (fauna) e vegetais (flora), inclusive de algumas que são fonte vital de nutrição para mais de um bilhão de pessoas que já vivem perto do limite da fome, alertou um estudo publicado na revista Nature Climate Change. De microorganismos a predadores de topo de cadeia, cerca de 45% das espécies que tiveram dados revistos cresceram menos ao longo de múltiplas gerações devido às mudanças no clima, afirmaram os cientistas encarregados das pesquisas em artigo divulgado neste domingo.

O impacto das temperaturas em rápida elevação e das mudanças nos padrões de chuva no tamanho das espécies pode ter consequências imprevisíveis e possivelmente severas, alertaram. Estudos anteriores já tinham estabelecido que mudanças climáticas recentes provocaram alterações radicais no hábitat e no "timing" dos ciclos reprodutivos. Mas o impacto no tamanho de plantas e animais teve menos atenção.

Jennifer Sheridan e David Bickford, da Universidade Nacional de Cingapura, analisaram a literatura científica sobre episódios de mudanças climáticas, bem como experimentos e observações na história recente. Eles descobriram que os registros fósseis não davam espaço a dúvidas: no passado, períodos de temperaturas elevadas fizeram tanto os organismos marinhos quanto terrestres diminuírem progressivamente.

Durante um evento de aquecimento, 55 milhões de anos atrás (segundo evolucionistas) - frequentemente considerado análogo à mudança climática atual - besouros, abelhas, aranhas e vespas encolheram entre 50% e 75% em um período de alguns milhares de anos. Mamíferos, tais como esquilos e ratos-de-madeira também diminuíram em cerca de 40%.

O ritmo do aquecimento atual, no entanto, é muito maior do que durante o então chamado Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (MTPE). Segundo o estudo, este também começou a "encolher" dezenas de espécies. Entre os 85 exemplos citados, 45% não foram afetados. Dos remanecentes, quatro em cada cinco ficaram menores e um quinto ficou maior.

Parte deste encolhimento surpreendeu os estudiosos. "Esperava-se que as plantas ficassem maiores com o aumento das concentrações de dióxido de carbono", mas muitas acabaram atrofiadas devido a mudanças na temperatura, na umidade e nos nutrientes disponíveis, explicaram os cientistas.

Nos animais de sangue frio, como insetos, répteis e anfíbios, o impacto é direto: experimentos sugerem que a elevação de um grau Celsius se traduz em um aumento de 10% no metabolismo, dinâmica segundo a qual um organismo usa energia. Isto, por sua vez, resulta em uma redução de tamanho. O sapo comum, por exemplo, diminuiu em apenas duas décadas, junto com algumas tartarugas, iguanas marinhas e lagartos.

A sobrepesca tem sido responsabilizada pela redução do tamanho tanto de espécies aquáticas selvagens, quanto daquelas exploradas comercialmente, ameaçando uma fonte importante de proteína para um bilhão de pessoas em todo o mundo, sobretudo na África e na Ásia. Mas experimentos e estudos baseados em observação demonstraram que águas quentes também desempenham um papel importante, especialmente em rios e lagos.

Aves como Passeriformes, milhafres e gaivotas, e mamíferos como carneiros-de-soay, cervos-vermelhos e ursos polares também demonstraram uma tendência a apresentar menos massa corporal. Algumas das mudanças mais preocupantes foram observadas na base da cadeia alimentar, especialmente nos oceanos, onde o minúsculo fitoplâncton e organismos calcificadores diminuíram de tamanho por causa da acidificação da água do mar e da capacidade reduzida da água mais quente em reter oxigênio e nutrientes.

De acordo com o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a poluição por carbono provavelmente fez as temperaturas médias globais se elevarem 1ºC e as emissões continuadas de gases de efeito estufa fizeram o termômetro subir outros 4º ou 5º C ao longo dos séculos. Devido ao aquecimento ocorrer a taxas sem precedentes, "muitos organismos podem não responder ou se adaptar rápido o suficiente", comentaram os autores por e-mail.

"Nós ainda não conhecemos os mecanismos exatos envolvidos ou porque alguns organismos estão ficando menores, enquanto outros não são afetados", acrescentaram. "Até que tenhamos uma compreensão melhor, podemos estar correndo um risco de sofrer consequências negativas que ainda somos incapazes de mensurar", emendaram.

Fonte: Terra

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