Líbia: após a guerra, os negócios - Evidências Proféticas | blog adventista

02/09/2011

Líbia: após a guerra, os negócios

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Por trás do entendimento revelado pelos participantes na conferência de Paris sobre a “nova Líbia” desenrola-se uma guerra clandestina entre França, Itália e Reino Unido pela exploração dos recursos daquele país, tal como referem os jornais franceses, italianos e britânicos.

Seis meses após o início das hostilidades contra o regime de Mouammar Kadhafi, Nicolas Sarkozy e David Cameron convidaram para Paris os representantes de sessenta países e ONG e os do Conselho Nacional de Transição da Líbia para marcar o fim das operações militares e definir a transição política e a reconstrução da “nova Líbia”. Em pano de fundo, a avidez pelo maná do petróleo líbio.

O Libération fala de uma “prova de fogo vitoriosa na Líbia, que aproxima novamente a França de um novo mundo árabe” e de uma “blitzkrieg diplomática reforçada por uma audaciosa aposta militar”. Uma aposta com a qual “as empresas petrolíferas francesas vão poder lucrar bastante”, acrescenta. “Em todo o caso é o que ficou escrito, preto no branco, num documento a que o Libération teve acesso. Um texto assinado pelo Conselho Nacional de Transição (CNT), a autoridade de transição criada pelos rebeldes líbios. De facto, foi público e notório que os países mais envolvidos com os insurrectos seriam mais considerados pelo CNT quando chegasse a ocasião, nomeadamente em questão de contratos petrolíferos de vulto. Mas o documento prova claramente que os acordos oficiais tinham sido feitos há vários meses”.

De facto, explica o diário, desde o dia 3 de abril, 17 dias depois de ter sido aprovada a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, o CNT assina uma carta dirigida ao emir do Qatar, que serviu de intermediário entre a França e o CNT, na qual determina que o acordo sobre o petróleo com a França, em troca do reconhecimento do CNT como representante legítimo da Líbia, atribui 35% do total do petróleo bruto aos franceses. 

Itália teme ser obrigada a abandonar a Líbia

O triunfo diplomático francês e o seu corolário energético inquietam fortemente a Itália. Admitida posteriormente na coligação entre Paris e Londres, a antiga potência colonial receia estar agora excluída da partilha do “bolo” líbio. Que acontece então à Itália, “que foi o primeiro parceiro económico da Líbia e que estava ligada a ela por um tratado de amizade assinado à custa de uma má aliança?” pergunta La Stampa. “Uma Itália que fica hoje em segundo lugar, com o ENI [a autoridade nacional de hidrocarbonetos] que, futuramente, irá disputar aos franceses e aos ingleses os novos contratos sobre energia?” A Itália, nota o jornal, “seduz o CNT para salvar contratos”.


“Esta guerra na Líbia foi sugerida essencialmente por Paris e, a seguir, por Londres. Nicolas Sarkozy irá tentar, assim, colher os frutos do seu envolvimento, com uma participação na reconstrução económica. A presença de Itália na Líbia irá ser inevitavelmente redimensionada”, observa Marta Dassù, no La Stampa. Esta politóloga italiana recorda a hostilidade histórica dos habitantes da Cyrenaica – a região onde se iniciou a rebelião – para com os italianos, facto que limita a iniciativa diplomática destes.

“A Itália tinha pois muito a perder com a guerra na Líbia. E, no entanto, não perdeu nada. A [recente] visita do patrão da ENI a Benghazi confirma encontrar-se em condições de salvaguardar os seus próprios acordos energéticos.” Quanto aos europeus, “depois das divisões em relação à guerra, o interesse é promoverem um acordo entre os sucessores de Kadhafi. A ideia de uma copropriedade franco-britânica já fracassou anteriormente no Mediterrâneo. Voltará a fracassar se os europeus, na Líbia, se limitarem a disputar um ‘bolo’. O interesse de europeus e líbios, no seu conjunto, é não rejeitarem Kadhafi. A seguir, os negócios vão aparecer para quem estiver em condições de os fazer. É a única concorrência aceitável entre as democracias do Velho Continente”.

Inúmeras oportunidades para o Ocidente

Do lado britânico, não há dúvidas quanto às questões do pós-guerra. Como sublinha o The Independent, ”os participantes vão estar presentes para ver que benefícios podem ter”. E “quanto à recolha do lixo, ao fornecimento de água e ao encaminhamento do petróleo para os portos deste país rico em hidrocarbonetos, quem assegura os contratos? Para os ocidentais, são inúmeras as oportunidades de se envolverem, razão que leva líbios e árabes a desconfiarem das respetivas intenções ‘humanitárias’”.

É por isso, e para evitar ”que uma situação política precária não descambe numa luta de enriquecimento pessoal”, que o Financial Times sugere “um sistema de contra-poderes credível no setor energético” e “um amplo acordo constitucional que permita aos líbios governarem-se como povo livre”.

Fonte: Presseurop

Nota: Mortes e destruição são os meios de quem busca o poder neste mundo, contudo isto também será seu fim. Não aguentamos mais ver tanta dissimulação dos governantes cruéis tentando justificar seus atos de guerra em favor da paz e democracia. Esperemos com confiança o cumprimento da profecia:

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.  Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras". Apocalipse 21:1-5


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