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20/12/2013

Estados Unidos planejam entregar a administração de Jerusalém ao Vaticano


O secretário de Estado americano, John Kerry, esteve em Israel na semana passada pela nona vez desde que substituiu Hillary Clinton em fevereiro deste ano. Ele foi ao país para tentar consolidar as bases de um “acordo histórico” entre israelenses e palestinos.

O plano de segurança que ele vem discutindo com as duas partes é um dos assuntos centrais das negociações que começaram em julho e parecem estar longe de serem resolvidas, pois nem o governo palestino nem o israelense se mostram otimistas que haverá um tratado de paz em breve.

Poucos dias após sua passagem pela região, começaram a surgir fortes indícios que os Estados Unidos, o maior e mais importante aliado de Israel, esteja prestes a propor que Jerusalém Oriental e seus lugares sagrados seja administrativo por um conselho internacional. Ele seria formado por representantes palestinos e israelenses, além de países muçulmanos como Turquia e Arábia Saudita. Como muitos desses locais são sagrados para os cristãos, o Vaticano ficaria encarregado.

Segundo está sendo divulgado pela mídia americana, o plano de Kerry para essa “coalizão internacional” seria uma solução temporária, com duração de dois a três anos, enquanto não se chega a um acordo final, afirma o site WND. Israel, obviamente, não se mostrou receptivo a entregar a porção Oriental de Jerusalém.

Kerry tem se mostrado ansioso por querer apresentar um “marco” da administração Obama, que seria um acordo para o reconhecimento de um Estado palestino até abril. O secretários afirmou: “Nós trabalhamos com uma abordagem que garante a segurança de Israel e respeita completamente a soberania dos palestinos. Temos esperanças de chegar a este acordo sobre o estatuto final”.

Segundo as fontes diplomáticas israelenses e palestinas, em sua viagem da semana passada, Kerry, focou especificamente nas medidas de segurança, defendendo que Israel teria “presença militar” no Vale do Jordão durante dez anos. A proposta desagradou os palestinos.

O Vale do Jordão atravessa o coração de Israel. Ele começa no norte do Mar Morto, estendendo-se até a cidade de Aqaba, no sul do país, cruzando pelo deserto de Arabá. Parte dele demarca a fronteira com a Jordânia.


Gospel Prime

30/04/2013

Papa Francisco e Shimon Peres apelam ao diálogo para superar conflitos no Médio Oriente

Papa Francisco e Shimon Peres
Cidade do Vaticano, 30 abr 2013 – O Papa Francisco recebeu hoje no Vaticano o presidente de Israel, Shimon Peres, que o convidou a visitar Jerusalém, deixando apelos ao diálogo no Médio Oriente.

“Desejou-se um rápido regresso das negociações entre israelitas e palestinos para que, com decisões corajosas e disponibilidades das suas partes, bem como com apoio da comunidade internacional, se chegue a um acordo que respeite as legítimas aspirações dos dois povos”, revela o comunicado divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé após a audiência privada.

Segundo a nota oficial, este acordo seria um “contributo decisivo para a paz e a estabilidade na região”.

Shimon Peres disse ao Papa que ele e o “povo de Israel” o esperam em Jerusalém.

A cidade e o seu estatuto foram um dos assuntos da “situação política e social no Médio Oriente” abordados durante o encontro, que evocou a persistência de “vários conflitos”, com destaque para a Síria.

As duas partes manifestaram “particular preocupação” e pediram uma “solução política” para a crise síria que “privilegie a lógica da reconciliação e do diálogo”.

Peres encontrou-se ainda com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, acompanhado pelo secretário do Vaticano para as relações com os Estados, D. Dominique Mamberti.

Os responsáveis abordaram “vários temas” relativos às relações entre Israel e a Santa Sé, destacando o “significativo progresso” feito pela comissão bilateral em “assuntos de interesse comum”.

Shimon Peres vai visitar esta quarta-feira a cidade italiana de Assis, tornando-se no 9.º Nobel da Paz a passar pela basílica dedicada a São Francisco (c. 1181-1226).

O presidente de Israel vai receber o título de cidadão honorário de Assis e será recebido pelo custódio da comunidade franciscana conventual, frei Mauro Gambetti, bem como pelo bispo local, D. Domenico Sorrentino.

Ecclesia

18/01/2013

Bento XVI apela à compromisso espiritual e social para a unidade dos cristãos


Cidade do Vaticano, 17 jan 2013 (Ecclesia) – Bento XVI disse hoje no Vaticano que a unidade entre as várias Igrejas e comunidades cristãs exige um aprofundamento da dimensão espiritual e social, particularmente face às “grandes questões morais”.

“Para avançar nos caminhos da comunhão ecumênica é necessário que nos tornemos ainda mais unidos na oração, mais comprometidos na busca da santidade e mais empenhados nas áreas do investigação teológica e da cooperação ao serviço de uma sociedade mais justa e fraterna”, declarou o Papa, perante uma delegação ecumênica da Igreja Luterana da Finlândia, na sua visita anual ao Vaticano por ocasião da festa de Santo Henrique, primeiro bispo e patrono do país nórdico.

Bento XVI aludiu a um caminho conjunto de “justiça, misericórdia e retidão”, que tem de ser percorrido com “humildade” para que os cristãos testemunhem a sua fé aos que “estão em busca de um ponto seguro de referência num mundo em rápida mudança”.

“Neste caminho dos discípulos, somos chamados a avançar conjuntamente na estrada estreita da fidelidade à vontade soberana de Deus, enfrentando dificuldades e obstáculos que possam surgir”, prosseguiu.

O Papa encerrou o encontro deixando votos de que a visita a Roma “ajude a fortalecer” as relações entre os cristãos na Finlândia.

“Agradeçamos ao Senhor por tudo o que temos conseguido até agora e rezemos para que o Espírito da verdade guie os seguidores de Cristo no vosso país para um amor e unidade ainda maiores”, pediu.

No próximo dia 25, final da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, Bento XVI vai presidir na Basílica de São Paulo fora de muros, em Roma, a um momento de oração para o qual estão convidados representantes de todas as Igrejas e comunidades cristãs da capital italiana.

Ecclesia

03/01/2013

Vaticano trabalha para parar as compras de domingo na Itália


Lojas fechadas aos domingos
CIDADE DO VATICANO (RNS) A Igreja Católica Romana, os sindicatos e as associações de pequenos negócios uniram forças em uma tentativa de salvar os domingos.

Em uma tentativa de estimular o crescimento econômico, o primeiro-ministro italiano de saída, Mario Monti, apoiou uma nova lei que permite que as lojas fiquem abertas no "dia de descanso".

Mas as tradições dominicais são fortes nos países europeus, e a mudança provocou forte resistência de grupos religiosos e seculares.

No mês passado, uma associação italiana de proprietários de lojas e a conferência Episcopal Católica do país lançou uma campanha para "libertar os domingos". Eles pretendem reunir as 50 mil assinaturas necessárias para tentar revogar a lei de liberalização das compras.

Confesercenti, a associação dos proprietários de lojas, teme que as pequenas lojas locais - a espinha dorsal do setor de varejo italiano - serão esmagadas pelos grandes retalhistas e pelos mercados de estilo americano.

O problema se estende para além da Itália. Em Bruxelas, dezenas de grupos religiosos - incluindo a Igreja Católica - sindicatos e associações empresariais de 27 países formaram a "Aliança Europeia do domingo" para pressionar a União Europeia para manter o domingo como dia de descanso ao largo do continente, pelo menos em princípio.

Johanna Touzel, porta-voz da aliança, disse que manter o domingo separado não é necessariamente uma questão religiosa, e não discriminatória em relação a judeus e muçulmanos. "Precisamos de um dia em que todos possam descansar - esta é a origem do Shabat. E, de fato, até mesmo organizações muçulmanas nos apoiam."

Para a Igreja Católica, manter domingos livres de preocupações comerciais e de trabalho é de conseqüências maiores do que a economia.

O reverendo Marco Scattolon de Camposampiero, Itália, tornou-se uma celebridade instantânea quando rotulou as compras de domingo um pecado e pediu a seus paroquianos a fazer penitência por ele. Domingos, ele disse ao jornal Corriere del Veneto, são importantes ", não apenas no sentido religioso". "Eles são uma das poucas ocasiões deixadas para as famílias estarem juntas."

Bispo Antonio Mattiazzo de Pádua ficou do lado de Scattolon enquanto outros bispos publicamente assinaram a campanha da Confesercenti.

"O amplo consenso na oposição de abertura no domingo mostra que ter um dia de descanso semanal comum é algo que beneficia a todos, e não apenas os crentes", diz Luca Diotallevi, um sociólogo católico que aconselha os bispos da Itália sobre questões sociais. "Domingo não tem apenas um valor social, mas teológico também: O homem precisa ter um dia santo."

Outros vão ainda mais longe na argumentação para o trabalho livre de domingo.

Mimmo Muolo, jornalista oficial do jornal católico Avvenire da Itália, em seu recente livro, "Le feste scippate" ("As Férias roubadas"), argumenta que "o ciclo 24/7 do varejo reintroduziu um sistema de escravos e senhores." Ele disse que os funcionários que não têm escolha, senão trabalhar aos domingos - e, portanto, não tem tempo para a família e outras atividades sociais - são "escravos de domingo."

Pelo menos na Itália, há sinais de que poucas empresas tomaram vantagem da reforma.

Antes da corrida habitual de compras de Natal entrar em ação, era difícil encontrar lojas abertas aos domingos, fora das áreas turísticas dos centros urbanos.

"É inútil, porque as pessoas não têm dinheiro suficiente para gastar", diz Anna Lucentini, 35, vendedora em uma das mais movimentadas ruas comerciais de Roma.

Ela diz que o único resultado da reforma de abertura aos domingos, é que os funcionários terão de trabalhar mais a pedido de seus patrões. "Na Itália, os que ainda têm um emprego têm medo de perdê-lo e assim deixa-se ser explorado sem reclamar."

Assim, a oposição à liberalização dos horários de abertura de lojas está ganhando alguma simpatia inesperada para a igreja. Lorena Vargas, 21, acabou de aprender sobre a campanha apoiada pelos bispos. "Pela primeira vez, a igreja está fazendo uma coisa boa", diz ela. "Eu poderia até mesmo começar a ir à missa".

(Tradução livre)

Fonte - Religion News

Nota DDP: Percebe-se com certa facilidade que os temas que possibilitam a adoção em larga escala do domingo como dia de descanso são cada vez mais factíveis nos dias difíceis que vivemos, seja no âmbito social, seja econômico e, inclusive, ecológico. O post supra demonstra isso.

18/12/2012

Vaticano: Bento XVI recebeu presidente da Autoridade Palestina


Bento e Mahmoud Abbas
Cidade do Vaticano, 17 dez 2012 – Bento XVI encontrou-se hoje no Vaticano com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, ao qual deixou votos de que o reconhecimento como Estado-observador, na ONU, promova uma “solução justa e duradoura” do conflito israelo-palestino.

As duas partes, refere uma nota oficial da Santa Sé, abordaram a situação na região, marcada por vários conflitos, desejando “a coragem da reconciliação e da paz”.

A Palestina tornou-se “Estado observador não-membro" das Nações Unidas, a 29 de novembro, com 138 votos favoráveis, 9 contra e 41 abstenções da assembleia geral da ONU, no que é visto como um reconhecimento tácito do Estado palestino.

Mahmoud Abbas e Bento XVI fizeram referência a esta resolução e encorajaram a comunidade internacional a assumir um “compromisso” pela solução dos conflitos na região, que “apenas poderá obter-se retomando de boa fé as negociações entre as partes, no respeito pelo direito de todos”.

O presidente da Autoridade Palestina encontrou-se ainda com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, acompanhado pelo arcebispo Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados.

Nas conversas, indica a Santa Sé, “não faltou uma referência ao contributo que as comunidades cristãs oferecem ao bem comum da sociedade nos Territórios Palestinos e em todo o Médio Oriente”.

Bento XVI e Abbas já se tinham encontrado no Vaticano em 2007 e 2009, ano em que o Papa se deslocou à Terra Santa, com passagem pelo palácio do presidente da Autoridade Palestina, em Belém.

Ecclesia

03/12/2012

Ecumenismo: Papa apela à unidade entre católicos e ortodoxos


Bartolomeu I
Cidade do Vaticano, 30/11/12 - Bento XVI enviou hoje uma mensagem ao Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, na qual convida a Igreja Ortodoxa a aprofundar a “proximidade fraterna” com os católicos para responder às questões da humanidade.

“O desafio mais urgente é o de saber como fazer chegar o anúncio do amor misericordioso de Deus aos homens do nosso tempo, tantas vezes distraído, mais ou menos incapaz de uma reflexão profundo sobre o próprio sentido da sua existência, tomado como tal a partir de projetos e utopias que só o podem desiludir”, escreveu o Papa.

O documento foi entregue ao líder ortodoxo pelo presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch.

O cardeal liderou uma delegação da Santa Sé que marcou presença na celebração da festa do Apóstolo André, patrono do Patriarcado de Constantinopla (atual Istambul), na Turquia, que retribui, anualmente, a visita de uma representação ortodoxa a Roma, na festa dos Apóstolos São Pedro e São Paulo (29 de junho).

Bento XVI deixa uma saudação a Bartolomeu I, recordando a sua presença no Vaticano para a celebração da abertura do Ano da Fé (outubro de 2012-novembro de 2013), convocado pelo Papa, e nas comemorações do 50.º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II.

“Esta amizade sincera que nasceu entre nós, com uma grande visão comum das responsabilidades a que fomos chamados como cristãos e como pastores do rebanho que Deus nos confiou, é motivo de grande esperança”, referiu.

Segundo o Papa, é necessário “dar um vigor renovado ao testemunho da mensagem evangélica ao mundo contemporâneo”.

Bento XVI sublinha que a aproximação entre as Igrejas Católica e Ortodoxa não se fundamenta em “razões humanas de cortesia ou de conveniência”, mas na “fé comum no Senhor Jesus”.

27/11/2012

Vaticano associa-se a centro patrocinado pelo rei saudita


A Santa Sé associa-se como “observador fundador” ao novo centro para o diálogo inter-religioso promovido pelo rei Abdullah, da Arábia Saudita, que é inaugurado hoje, anunciou a Rádio Vaticano.

O ‘Centro para o diálogo inter-religioso e intercultural rei Abdullah Bin Abdulaziz’ (KAICIID, sigla em inglês), com sede em Viena, capital da Áustria, apresenta-se como uma instituição independente, reconhecida pela ONU, com a finalidade de “promover o diálogo entre as culturas e religiões mundiais”.

O KAICIID tem como “Estados fundadores” a Arabia Saudita, Áustria e Espanha, que constituem o seu principal órgão de decisão.

A Igreja Católica vai fazer parte do conselho de administração, que inclui personalidades do Cristianismo, Judaísmo, Islamismos, Hinduísmo e Budismo.

O representante da Santa Sé neste conselho será o padre Miguel Angel Ayuso Guixot, secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, que vai acumular com o cargo de observador no KAICIID.

Ecclesia

05/11/2012

No Vaticano, líder batista convoca bispos à união


Líder batista e o Papa Bento VI

Fragmentada, a mensagem do Evangelho é inaudível

Timothy George, deão da Beeson Divinity School, da Universidade de Stamford, em Birmingham, estado do Alabama, EUA, e presidente da Comissão de Doutrina e União Cristã da Aliança Batista Mundial participou de um sínodo no Vaticano, e foi recebido pelo Papa Bento XVI.

Durante a “13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos”, Timothy George, que é considerado um profundo estudioso das religiões, explicou a razão de estar presente no evento: “Batistas e católicos divergem em temas teológicos e eclesiásticos, mas estamos comprometidos em buscar maior entendimento mútuo através de um processo de diálogo amoroso e respeitoso”, observou, ressaltando a “importância histórica” do encontro, de acordo com informações da Associated Baptist Press.

Em sua fala aos bispos católicos, o representante batista revelou ter ficado emocionado ao encontrar, numa visita à Basílica de São Bartolomeu, dois ícones de personagens batistas históricos entre os listados como mártires do evangelho nos séculos 20 e 21: o pastor Martin Luther King Jr., morto em 1968 em meio à sua cruzada contra o racismo nos Estados Unidos, e um crente preso e assassinado pelo regime comunista na Romênia. “Jesus orou ao Pai celestial pedindo que seus discípulos fossem um para que o mundo pudesse crer. No passado o sangue dos mártires era a semente da igreja, e agora o sangue dos mártires de hoje é a semente da unidade da igreja”, afirmou George.

O sínodo dos bispos no Vaticano teve como tema “A Nova Evangelização para a Transmissão da Fé Cristã”. A respeito do assunto, o líder batista afirmou que a união entre cristãos não deve acontecer por acontecer, mas sim para proporcionar maior efeito na mensagem pregada: “[A união] está sempre a serviço da evangelização. Onde o nosso testemunho está fragmentado, a nossa mensagem é incapaz de convencer, isto se não for inaudível”, conceituou Timothy George, que lembrou que todos os batistas confessam uma “fé vigorosa no único Deus trino, que em Sua grande misericórdia e amor nos fez participantes da Sua vida divina através de Jesus Cristo, o grande evangelizador, que nos salvou somente por Sua graça”.

George encerrou pontuando ainda que a questão em torno da liberdade religiosa é algo que urge a todos os cristãos: “Hoje, em muitos lugares, a liberdade religiosa está sob ataque de muitas maneiras, alguns explicitamente e outros de forma mais sutil. Todos os cristãos que levam a sério o chamado de Jesus para evangelizar também deve permanecer e trabalhar em conjunto para a proteção e florescimento da liberdade religiosa universal, tanto para os indivíduos e para as instituições de fé”.

11/10/2012

Ecumenismo agora!


A superação da separação confessional é o objetivo da iniciativa Ökumene Jetzt!, organizada por figuras públicas pertencentes a várias esferas da vida pública: política, ciência, economia, cultura, esportes e outros âmbitos sociais.

"Não queremos uma reconciliação que mantenha a separação, mas sim uma unidade vivida na consciência da diversidade, que historicamente foi se formando", diz-se no apelo, que foi apresentado publicamente juntamente com sua página web, pedindo-se o apoio das lideranças eclesiais e das comunidades.

O texto foi publicado no sítio Oekumene-jetzt.de, 05-09-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Ecumenismo agora: Um só Deus, uma só fé, uma Igreja

"Mantenham entre vocês laços de paz, para conservar a unidade do Espírito. Há um só corpo e um só Espírito, assim como a vocação de vocês os chamou a uma só esperança: há um só Senhor, uma só fé, um só batismo. Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, que age por meio de todos e está presente em todos" (Carta de Paulo aos Efésios 4, 3-6).

Nos próximos anos, os cristãos e cristãs de todo o mundo recordam dois eventos marcantes da história da Igreja:

os 50 anos do Concílio Vaticano II;
os 500 anos da Reforma.

Na Alemanha, a "Década de Lutero" (a Luther-Dekade é uma série de manifestações iniciadas no dia 21 de setembro de 2008 em vista do 500º aniversário, em 2017, da fixação das 95 teses de Lutero em Wittenberg) deve servir para a preparação e para a avaliação de uma data histórica que, retrospectivamente, representa um divisor de águas na história do nosso país. Ambos os eventos não se referem apenas a uma denominação, mas são um desafio e uma oportunidade em particular para todas as Igrejas, mas não só.

Participaremos com empenho da preparação e da execução de eventos, exposições, publicações e liturgias para lembrar e reconhecer o Concílio Vaticano II e a Reforma, e pretendemos fazer de tudo para que, depois dos jubileus, não permaneça tudo como antes.

Assim como Deus nos concedeu no batismo a comunhão com Jesus Cristo, os batizados são unidos como irmãos e irmãs. Formam como povo de Deus e corpo de Cristo a única Igreja que professamos no Credo. Por isso, é necessário que essa unidade espiritual também possa assumir uma forma visível.

Martinho Lutero queria renovar, não dividir a Igreja. Ele queria a unidade da Igreja, "para que o mundo creia" (cf. também Jo 17, 9-23). Ele considerava expressamente que a introdução de uma diversidade confessional dentro de uma região era impraticável e inadequada. A Confissão de Augsburgo de Lutero também enfatiza a necessidade da unidade da Igreja: "Para a verdadeira unidade da Igreja, é suficiente estar de acordo [o latim diz: consentire] sobre a doutrina do Evangelho e sobre a administração dos sacramentos" (Confessio Augustana 7).

Todavia, chegou-se à separação das Igrejas. Havia graves diferenças e incompreensões, mas a divisão não tinha só razões teológicas, mas também sólidas razões políticas: chegou-se a isso não por uma convicção de fé de ser evangélico ou católico-romano, mas com base no lugar onde se vivia. Os soberanos de uma região determinavam a confissão dos seus habitantes. Para a longa separação das Igrejas, foram mais determinantes as questões de poder do que as questões de fé. Portanto, foi uma consequência lógica que o desejo de ser uma única Igreja cristã fosse repetidamente retomado mesmo depois da separação das Igrejas, embora com intensidades diferentes.

A busca da unidade das Igrejas recebeu uma expressão particular com o Concílio Vaticano II (1962-1965), que foi convocado para uma renovação não só pastoral, mas também ecumênica. Um documento-chave do Concílio, o Decreto sobre o Ecumenismo (Unitatis Redintegratio) sublinhou o dever dos cristãos e das cristãs de trabalhar pela restauração da unidade da Igreja: "Cristo Senhor fundou uma só e única Igreja. Todavia, são numerosas as Comunhões cristãs que se apresentam aos homens como a verdadeira herança de Jesus Cristo. Todos, na verdade, se professam discípulos do Senhor, mas têm pareceres diversos e caminham por rumos diferentes, como se o próprio Cristo estivesse dividido (1Cor 1, 13). Esta divisão, porém, contradiz abertamente a vontade de Cristo, e é escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura" (Unitatis Redintegratio, n.1).

Desse modo, o decreto católico-romano não se coloca apenas na tradição do apóstolo Paulo, mas também na continuação da preocupação luterana. Ele também indica simultaneamente onde se deve procurar a responsabilidade pela busca da unidade.

Não só os pastores, mas também e principalmente os fiéis são chamados a se empenhar pelo restabelecimento da unidade. "A solicitude na restauração da união vale para toda a Igreja, tanto para os fiéis como para os pastores. Afeta a cada um em particular, de acordo com sua capacidade, quer na vida cristã quotidiana, quer nas investigações teológicas e históricas" (Unitatis Redintegratio, n.5).

Não podemos e não devemos abandonar o empenho pela unidade de toda a Igreja até que seja alcançada entre as lideranças eclesiásticas um acordo teológico sobre o modo de entender a missão e a Ceia do Senhor. E também não devemos nos contentar em ter como meta o fato de que as Igrejas se reconheçam reciprocamente como Igrejas. Embora, atualmente, ainda estejamos longe disso: essa meta é necessária, mas insuficiente demais!

Não queremos uma reconciliação com a manutenção da separação, mas sim uma unidade vivida na uma consciência da diversidade que historicamente foi se formando.

Hoje, a divisão das Igrejas não é nem fundamentada nem desejada politicamente. Razões teológicas, hábitos institucionais, tradições eclesiais e culturais são suficientes para manter a separação das Igrejas?

Não acreditamos nisso.

É óbvio que, no que se refere aos cristãos e cristãs católicos e evangélicos, são mais as coisas que unem do que as que dividem.

É incontestável que há posições diferentes no modo de entender a eucaristia, a missão e as atividades das Igrejas.

Porém, é fundamental que essas diferenças não justifiquem a manutenção da separação.

Em ambas as Igrejas é grande o desejo de unidade. As consequências da separação são sentidas dolorosamente na vida cotidiana dos cristãos e cristãs.

Apreciamos os esforços feitos nas últimas décadas para progredir no ecumenismo. Reconhecemos que a experiência da comunhão na fé e a cooperação prática de comunidades católicas e evangélicas localmente tenha se desenvolvido mais rapidamente do que o processo de esclarecimento institucional e teológico.

Apelamos às lideranças das Igrejas para que acompanhem os reais desenvolvimentos que ocorrem localmente nas comunidades, para que o ecumenismo não emigre para uma terra de ninguém entre as confissões, mas para que se supere a separação entre as nossas Igrejas. Apelamos às comunidades para que continuem progredindo no ecumenismo, modelem juntas a vida eclesial, compartilhem os espaços e busquem realizar a unidade organizacional. 

Como cristãos em uma terra de Reforma, temos uma responsabilidade especial de dar o exemplo e de contribuir para viver a nossa fé comum em uma Igreja também comum.

Primeiros signatários:

Thomas Bach, advogado, presidente do Deutscher Olympischer Sportbund e vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), campeão olímpico em 1976.

Andreas Barner, administrador industrial, porta-voz da direção empresarial da Boehringer Ingelheim GmbH, membro do Conselho Científico e diretor do Evangelischer Kirchentag.

Günter Brakelmann, teólogo evangélico, até 1996 professor de doutrina social cristã da Faculdade de Teologia Evangélica da Ruhr-Universität de Bochum.

Andreas Felger, artista, pintor e escultor. Desde 1960, desempenha atividades independentes como artista.

Christian Führer, pastor protestante, cofundador da "Oração pela paz" da Igreja Sankt Nikolai de Leipzig.

Gerda Hasselfeldt, economista, presidente do grupo regional da União Social-Cristã (CSU) no Bundestag, vice-presidente do Bundestag de 2005 a 2011.

Günther Jauch, jornalista, apresentador e produtor. Moderador do talk-show Günther Jauch do canal ARD. No ano 2000, fundou sua própria empresa de produção, I&U TV.

Hans Joas, sociólogo e filósofo social, membro permanente do Freiburg Institute for Advanced Studies (FRIAS).

Friedrich Kronenberg, economista, secretário-geral do Comitê Central dos Católicos Alemães (Zentralkomitee der Deutschen Katholiken, de 1966 a 1999), membro do Bundestag de 1983 a 1990.

Norbert Lammert, cientista social, presidente do Bundestag, membro do Bundestag desde 1980.

Hans Maier, cientista político, presidente do Comitê Central dos Católicos Alemães (1976-1988), ministro da Baviera para educação e culto (1970-1986).

Thomas de Maizière, jurista, ministro da Defesa, ministro do Interior (2009-2011).

Eckhard Nagel, médico e filósofo, diretor médico da clínica universitária de Essen, diretor do Institut für Medizinmanagement und Gesundheitswissenschaften (ciências da saúde – IMG) da Universidade de Bayreuth, membro do Ethikrat alemão, membro do conselho diretivo do Kirchentag evangélico, presidente evangélico do II Kirchentag ecumênico de Munique de 2010.

Otto Hermann Pesch, teólogo católico-romano. Até 1998, foi professor de teologia sistemática na Universidade de Hamburgo.

Annette Schavan, teóloga e pedagoga, ministra de Educação e de Pesquisa, vice-presidente da União Democrata-Cristã (CDU).

Uwe Schneidewind, economista, presidente do Wuppertal Institut für Klima, Umwelt, Energie GmbH.

Arnold Stadler, escritor, vencedor, dentre outros prêmios, do Büchner-Preis (1999) e do Kleist-Preis (2009).

Frank-Walter Steinmeier, jurista, presidente de uma divisão do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), ministro do Exterior (2005-2009), vice-chanceler (2007-2009).

Wolfgang Thierse, estudioso de aspectos cultura, germanista, vice-presidente e presidente do Bundestag (1998-2005). Membro do Bundestag desde 1990.

Günther Uecker, escultor e artista de objetos, tendo participado de inúmeras exposições e recebido honras internacionais. Em 1998-1999, ajudou na construção de um lugar de recolhimento no edifício do Reichstag.

Michael Vesper, sociólogo, diretor-geral da Deutscher Olympischer Sportbund (DOSB), ministro de Obras Públicas, Cultura e Esporte (1995-2005).

Antje Vollmer, teóloga e pedagoga, vice-presidente do Bundestag (1994-2005). Membro do Bundestag (1983-1990 e 1994-2005).

Richard von Weizsäcker, presidente da República Federal da Alemanha de 1984 a 1994, presidente do Kirchentag evangélico (1964-1970 e 1979-1981). Membro do Bundestag (1969-1981).


* * *

Até o dia 12 de setembro de 2012, eram mais de 4.170 os apoiadores que aderiram ao apelo Ökumene Jetzt! assinado online. A lista está disponível aqui.

11/09/2012

Alemanha: autoridades quer reaproximar católicos e protestantes


11/09/12 - Figuras conhecidas da Alemanha, nas áreas de política, cultura, esporte e entretenimento, apresentaram uma declaração em Berlim, fazendo um “apelo urgente” pela unidade entre as igrejas católica e protestante. 

“Hoje, o cisma da igreja não é desejado nem justificado politicamente”, afirma o comunicado intitulado “O ecumenismo agora – um só Deus, uma só fé, uma só Igreja”. ”Será que fatores teológicos, hábitos e tradições eclesiásticas institucionais e culturais sustentam o cisma entre as igrejas? Não pensamos assim.” 

A declaração pedindo o fim da ruptura de quase 500 anos entre as igrejas foi assinada por políticos, incluindo o chefe do parlamento alemão Norbert Lammert, o ministro da Defesa, Thomas de Maizière, e o chefe do Partido Social Democrata, Frank-Walter Steinmeier. 

Entre os 23 signatários (católicos e protestantes) estão o apresentador de TV Guenther Jauch, o chefe da Federação Alemã de Esportes Olímpicos, Thomas Bach, e o escritor Arnold Stadler, bem como artistas e acadêmicos. 

A declaração lembra que tanto o Concílio Vaticano II, que completará 50 anos no próximo mês e a Reforma, que comemorará seu 500 º aniversário em 2017, tiveram um grande impacto na sociedade mundial. Algo que continua a ser sentido nas diferentes denominações. A iniciativa pede que os membros leigos das igrejas que tenham um papel ativo, vendo estes aniversários como uma oportunidade de mudança. 

“Não podemos e não devemos permitir que o problema da unidade da Igreja continue até que os líderes da igreja cheguem a um entendimento sobre a Sagrada Comunhão e administração”, disse o comunicado. ”Não podemos estar satisfeitos em simplesmente ver as igrejas reconhecendo umas às outras.” 

A questão da Sagrada Comunhão interdenominacional é um tema polêmico na Alemanha, que contabiliza cerca de 50 milhões de cristãos, divididos quase igualmente entre católicos e protestantes. É comum casamentos entre pessoas que professam outro tipo de fé. Membros de ambas as denominações têm apelado repetidamente para que as regras eclesiásticas sejam relaxadas para que os católicos e protestantes possam celebrar a Sagrada Comunhão juntos

Em um comunicado respondendo ao documento “Ecumenismo Agora”, o arcebispo Robert Zollitsch, presidente da Conferência Episcopal Católica Alemã, acredita que essa questão é como “uma ferida que continua aparecendo, e que destaca a falta de entendimento comum na fé “. 

“A iniciativa do documento “Ecumenismo Agora” teve uma recepção muito positiva”, acredita Thies Gundlach, vice-presidente da Igreja Protestante na Alemanha. “É um esforço para ver o futuro do ecumenismo não só como responsabilidade dos líderes da igreja, mas também lembrar que a unidade é responsabilidade de todos os cristãos. Somos gratos por ver que os cristãos evangélicas e católicos alemães hoje estão mais unidos que nunca”. 

Mas é importante, disse ele, não apagar seus próprios entendimentos teológicos básicos. “No início do século 16, os reformadores desenvolveram uma visão diferente da igreja… é importante avançarmos com o máximo de velocidade possível sobre as questões ecumênicas, mas também ter paciência”, concluiu Gundlach. 

O teólogo Luiz Carlos Fernandes, consultor do Gospel Prime, entende que isso tudo é parte de um processo escatológico irreversível. Ele faz a seguinte análise: 

A profecia bíblica sobre os últimos dias será cumprida. A história se repete. Assim como nos dias de Carlos Magno, a Alemanha está construindo o mesmo tipo de império que os papas governaram na Idade Média quando a igreja fugiu para o deserto. A Alemanha, por meio de seu secreto Grupo de Berlim, já está planejando ressuscitar uma ditadura novamente com uma única pessoa no comando de toda a Europa, que receberá grande poder e autoridade, mas que também terá forte fidelidade ao papa. 

Angela Merkel é muito forte hoje em dia porque apoia o papado, e o papado a apoia. Qualquer líder alemão em sua posição como chanceler, e que trabalhe tão avidamente para unir a Europa sob o modelo de Carlos Magno, teria forte apoio papal. 

A União Europeia é uma fronte que cobre as ambições alemãs, pois a Alemanha detém o controle da União Europeia. E, assim como Carlos Magno teve que passar por um mar de sangue a fim de se estabelecer como regente da Europa e estabelecer a religião católico-romana como a fé da Europa, assim também em um futuro próximo, aguardem, pois haverá mais derramamento de sangue para restaurar o Sacro Império Romano que só existe para ressuscitar a religião de Roma no império”.

Gospel Prime 

Nota: Muito interessante a análise dos fatos pelo teólogo consultado. Mas a maior ponte com a igreja romana atravessa o oceano, com a ex-américa protestante...

10/09/2012

Pela paz, Comunidade de Santo Egídio reúne religiões



08/09/12 – A Comunidade de Santo Egídio convidou judeus, árabes, budistas e cristãos católicos, ortodoxos, luteranos, anglicanos e protestantes, além de dirigentes políticos e empresariais para um encontro pela paz que decorre de hoje a terça-feira em Sarajevo.

A iniciativa que se realiza anualmente renova a assembleia que o Papa João Paulo II convocou em 1986 para a cidade italiana de Assis com o objetivo de juntar membros das principais religiões do mundo para rezarem pela concórdia.

Os principais momentos do programa dedicado ao tema “Viver juntos é o futuro - Religiões e Culturas em Diálogo” vão ser transmitidos em direto pelo site da comunidade católica sediada em Roma, que também disponibilizará textos e fotografias e relatará os passos mais importantes do encontro na rede social Twitter.

O encontro na capital da Bósnia-Herzegovina, que há 20 anos foi atingida pela guerra, começa com uma celebração católica na tarde de sábado, prosseguindo no dia seguinte com a sessão inaugural em que vai ser lida uma mensagem do Papa Bento XVI.

O presidente da Bósnia-Herzegovina, Bakir Izetbegović, e o arcebispo de Vrhbosna-Sarajevo, cardeal Vinko Puljić, integram a lista de oradores da cerimónia de abertura, em que também intervêm o patriarca da Igreja Ortodoxa Sérvia, o grande mufti da Bósnia-Herzegovina e o presidente da comunidade judaica do país.

O programa de domingo continua com discursos do primeiro-ministro de Itália, Mario Monti, e do seu homólogo da Costa do Marfim, Jeannot Ahoussou-Kouadio, bem como do responsável máximo do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

Os presidentes da Croácia e Montenegro, respetivamente Ivo Josipović e Filip Vujanović, e o fundador da Comunidade de Santo Egídio e atual ministro italiano para a Cooperação Internacional, Andrea Riccardi, vão também dirigir-se aos participantes.

Os 28 painéis contam com a intervenção de vários cardeais, entre os quais o vice-decano do Colégio Cardinalício, Roger Etchegaray, e o presidente do Conselho Pontifício dos Migrantes, Antonio Maria Vegliò.

Entre os mais de 20 prelados católicos que participam nos debates encontra-se o presidente do Conselho Pontifício da Família, D. Vincenzo Paglia, e o anterior responsável pelo Conselho Pontifício da Cultura, cardeal Paul Poupard.

A lista de responsáveis políticos, intelectuais, jornalistas e representantes de outras religiões compreende o conselheiro do primeiro-ministro do Paquistão para as minorias, Paul Bhatti.

No último dia, a 11 de setembro, 11 anos após o ataque às torres gémeas do World Trade Center em Nova Iorque, os membros das comunidades religiosas reúnem-se em locais separados no centro de Sarajevo para rezar, convergindo depois em procissão para uma praça onde serão proferidos discursos e testemunhos.

A leitura, assinatura e entrega do “Apelo pela Paz 2012” seguido na procissão final encerram o encontro.

A Comunidade de Santo Egídio, fundada em Itália no ano de 1968, é um movimento de leigos que, segundo a sua página, tem mais de 50 mil membros em 70 países dedicados à evangelização e à caridade.

Agência Ecclesia

Nota: 11 anos após o 11 de setembro, uma data muito sugestiva, ou melhor, "iluminada" para lutar pela paz... Quem tem entendimento, espere para ver o que vai acontecer.

16/08/2012

Líderes católicos da Rússia e da Polônia se reconciliam


Patriarca ortodoxo de Moscovo, Cirilo I
Cidade do Vaticano, 16 ago 2012 – O patriarca ortodoxo de Moscovo, Cirilo I, inicia hoje uma viagem à Polónia durante a qual vai assinar uma mensagem conjunta com o presidente da Conferência Episcopal Polaca, D. Jozef Michalik, revelou a Rádio Vaticano.

O documento vai ser assinado esta sexta-feira, em Varsóvia, e dirige-se aos povos da Rússia e da Polónia, com um apelo “ao perdão recíproco, à reconciliação e ao diálogo e testemunho comum, sobretudo no que diz respeito aos desafios do mundo moderno e da Europa atual”.

Cirilo I, que deixará solo polaco no domingo, vai visitar as comunidades ortodoxas locais e vai ser recebido pelo presidente da República, Bronislaw Komorowski.

O exército da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas invadiu a Polónia a 17 de setembro de 1939, sem declaração formal de guerra, um ato considerado como “agressão” pelos polacos, mas que os russos justificam com a necessidade de se proteger do avanço do exército nazi da Alemanha.

Mosenhor Wojciech Polak, secretário da Conferência Episcopal Polaca, destaca que o documento conjunto de católicos e ortodoxos quer dar início a um “processo de possível reconciliação”, baseado “na verdade histórica”.

“Por isso, convidamos os historiadores a continuarem o seu esforço de investigação e esclarecimento das dificuldades do passado”, acrescentou.

05/06/2012

Crise junta católicos e ortodoxos


Lisboa, 04 jun 2012 – ‘Crise econômica e pobreza: desafios para a Europa hoje’ é o tema do 3.º Fórum Católico e Ortodoxo que entre terça e sexta-feira vai trazer a Lisboa dezenas de figuras do clero das duas Igrejas.

“O objetivo é olharmos juntos para a crise que estamos quase todos a viver em toda a Europa, procurando – e esta é a novidade cristã – perceber as causas e as soluções que vão para além da economia”, explicou à Agência ECCLESIA o secretário-geral do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), padre Duarte da Cunha.

Em comunicado hoje publicado pelo CCEE, o presidente deste organismo, cardeal Péter Erdo, sublinha que o atual declínio econômico coloca em risco os próprios “modelos de sociedade” na Europa, mas constitui “apenas a ponta do icebergue e tem origens muito mais profundas”.

O arcebispo de Budapeste destaca “as graves consequências negativas ético-morais” de modelos antropológicos e culturais “errados” que afetam “ambientes sociais, políticos e econômicos”.

A iniciativa inicia-se esta terça-feira, às 17h30, numa sessão aberta aos jornalistas no seminário dos Dehonianos em Alfragide (Concelho da Amadora), mas o resto do encontro vai decorrer à porta fechada, com a publicação de um comunicado no final dos trabalhos.

O programa prevê que os participantes estejam presentes esta quinta-feira na Sé de Lisboa para a missa do Corpo de Deus presidida pelo cardeal-patriarca, D. José Policarpo, às 11h30.

O encontro inclui também uma oração ecumênica no Colégio do Bom Sucesso, em Lisboa, às 19h00 de quarta-feira, aberta ao público.

A lista de participantes ortodoxos integra prelados de patriarcados e dioceses da Península Ibérica, Grécia, Rússia, Roménia, Polónia, República Checa, Eslováquia, Sérvia, Geórgia, Albânia e Chipre.

Do lado católico espera-se, para além da presença do presidente da CCEE, a participação de arcebispos e bispos da Alemanha, Bélgica, Bielorrússia, Bósnia-Herzegovina, Escócia, Espanha, França, Itália, Rússia e Ucrânia.

O padre Duarte da Cunha considera que “há um empobrecimento da espiritualidade, sobretudo da fé e da prática da relação com Deus, o que gera instabilidade social, egoísmo e falta de ética, fatores que conduzem à crise”.

Por outro lado as dificuldades “levam as pessoas a estarem de tal maneira aflitas que muitas vezes se esquecem de olhar para o que está para além das circunstâncias do momento, ou seja, para Deus, para os valores permanentes, para a Igreja e para a caridade”, acrescentou.

Uma das duas intervenções sobre a relação da pobreza com a justiça social vai ser proferida por um leigo, o grego Christos Tsironis.

A prioridade do fórum, que desde 2008 junta clero e leigos da Europa a cada dois anos, é deixar “um olhar de esperança”, assinala o secretário da CCEE.

“A nossa intenção é valorizar o que tem sido feito de bom nas obras que nascem da fé e que se concretizam no apoio à erradicação da pobreza, desenvolvimento e educação, entre outras dimensões”, acrescenta o sacerdote português.

Este responsável está convicto de que os fóruns, organizados alternadamente por católicos e ortodoxos, “têm gerado proximidade”.

“Por vezes as relações a nível local não são fáceis e estes encontros têm promovido alguma corresponsabilidade ao nível dos desafios comuns, além de gerarem uma grande sintonia em muitos aspectos. Numa Europa secularizada esta voz comum talvez seja o mais importante que podemos oferecer agora”, referiu.

Ecclesia

Nota: Semelhantemente ao declínio do império romano no final da idade antiga, a atual crise na Europa tem envolvido poderes religiosos, que da mesma forma do passado, criarão um sistema religioso baseado no ecumenismo capaz de unir a humanidade (protestantismo apostatado + catolicismo (católicos e ortodoxos) + espiritismo) para satisfazer os interesses das forças políticas dominantes dirigidas pelos EUA, estes por sua vez, darão todo apoio (militar) a este falso sistema de adoração que tem a guarda do domingo como sinal da sua origem e seu "deus".

28/05/2012

Evangélicos e católicos se unem na “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”


Unidade dos cristãos
Durante a última semana evangélicos e católicos se uniram em várias partes do país para participarem de cultos ecumênicos. Com o objetivo de celebrar a unidade entre fiéis de diferentes confissões cristãs, ocorreram eventos em diversas cidades do país.

Os cultos fazem parte da programação da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), evento promovido mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI). A celebração acontece em datas diferentes nos dois hemisférios. Enquanto no hemisfério norte o evento acontece tradicionalmente entre 18 a 25 de janeiro, este ano, no Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as atividades na período de 20 a 27 de maio.

De acordo com o site do evento, este ano o encontro ecumênico está tendo como tema: “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”, frase baseada na carta do apóstolo Paulo, e pretende contribuir para que irmãos de diferentes congregações se juntem em momentos únicos de partilha, comunhão e integração.

Nota: Interessante que a ICAR nunca mudou, todavia os protestantes desapareceram...

01/04/2012

Santa Sé e o Grão-Rabinato de Israel pedem responsabilidade social aos países mais ricos

Cidade do Vaticano, 30 mar 2012 – A comissão bilateral permanente da Santa Sé e o Grão-Rabinato de Israel emitiram esta sexta-feira um comunicado conjunto pedindo os países desenvolvidos que ajudem as nações mais necessitadas a sair da crise.

Recordando o “destino universal de todos os bens”, judeus e católicos sublinharam a necessidade de um “perdão parcial das dívidas”, não só a nível “nacional e internacional” mas também em relação a “famílias e indivíduos”.

O texto, publicado pela sala de imprensa da Santa Sé, resultou do 11º encontro entre representantes católicos e judaicos, que teve lugar em Roma, entre 27 e 29 de março.

Para aqueles responsáveis, “a instabilidade econômica resulta sobretudo de uma crise de valores morais, onde a importância do ter, reflexo de uma cultura de ganância, eclipsou o valor do ser”.

As duas partes lamentam que “o valor da verdade, que se afirma através da honestidade e transparência, tenha caído em desuso na atividade económica”.

O documento, assinado pelo cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício para a Justiça e Paz, e pelo Rabi Shear Yashuv Cohen, responsável pela delegação judaica, sustenta que a “economia deve ter como único objetivo servir o bem comum”.

Neste âmbito, o organismo bilateral faz referência a algumas condições indispensáveis para assegurar o equilíbrio econômico e social, como a garantia de “habitação, saúde, educação e emprego” para “todas as pessoas”.

Judeus e católicos identificam ainda algumas categorias sociais mais vulneráveis, como os migrantes e trabalhadores estrangeiros, “cujas condições servem como medida para a saúde moral da sociedade”.


Nota: Os laços entre a Santa Sé e Israel estão fortes e o discurso afinado. Já sabemos onde isso vai acabar...

29/03/2012

Por que igrejas evangélicas estão por trás do maior grupo de apoio a Israel nos EUA?

Igrejas evangélicas estão por trás do maior grupo de apoio a Israel nos Estados Unidos. Mas o que está por trás desse apoio?

Anos atrás, o Living Word Christian Center (Centro Cristão da Palavra Viva), uma igreja evangélica de Minneapolis realizou sua primeira “noite de homenagem a Israel”, para que – nas palavras de Tim Burt, um pastor ligado à igreja – cristãos “demonstrassem seu amor e apoio a Israel e o povo judeu”.

Mas três líderes judeus locais foram até ele e perguntaram o que havia por trás daquele evento. “Eles tiveram muita dificuldade em acreditar que não havia outra motivação por trás disso, além do amor por Israel”, explicou Burt.

Como as coisas mudaram

Na última semana, Burt e um grupo de 130 evangélicos de Minnesota e do Texas passaram uma noite muito especial com o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu. “Obrigado por defender Israel,” disse o primeiro-ministro às 800 pessoas que haviam se reunido em Jerusalém para a conferência deste ano dos Cristãos Unidos por Israel (CUFI, na sigla em inglês), uma associação evangélica norte-americana pró-Israel.

Há seis anos, o CUFI estava sendo criado. Hoje, com um milhão de membros, é de longe o maior grupo de defesa pró-Israel nos Estados Unidos. Existem agora 50 milhões de cristãos evangélicos nos Estados Unidos, muitos deles também fortemente pró-Israel. Em uma pesquisa do Pew Research Center, publicada no início deste mês, 40% dos evangélicos brancos afirmaram que os Estados Unidos “não dão apoio suficiente” a Israel (apenas 17% dos protestantes tradicionais brancos e 14% dos católicos concordaram).

Mas todo o apoio é bem-vindo? Embora Netanyahu tenha abraçado o apoio de grupos cristãos sem muito alarde, nem todos os israelenses são tão otimistas. Alguns questionam os motivos religiosos dos membros do CUFI – “Quando é que começarão com o proselitismo?” – ou estão preocupados com suas políticas, especialmente sua resistência para assumir um compromisso a respeito do conflito israelense-palestino.

É verdade que John Hagee, fundador e líder do CUFI, não é um homem de nuances. Quatro anos atrás, ele afirmou que Hitler era um “caçador” enviado por Deus para perseguir os judeus da Europa e “mandá-los de volta para a terra de Israel”. Esta declaração fez com que John McCain, então candidato à presidência, rejeitasse o apoio de Hagee. Com base em sua leitura das escrituras, Hagee se opõe a uma solução de dois Estados. Ele não quer que Israel abra mão da Terra Santa pela paz.

Hagee diz que apoia Israel. Mas ele poderia também apoiar um governo de esquerda israelense? Para isso, sua resposta é sempre: Israel está livre para tomar suas próprias decisões. Caso se veja em desacordo com as políticas do país, ele afirma que encontrará outras maneiras de expressar seu apoio. Doando a hospitais ou comunidades carentes em Israel, por exemplo.

Alguns continuam céticos e dizem que há um preço a ser pago pela associação com os evangélicos. Yossi Sarid, um comentarista de esquerda israelense e ex-líder do partido Meretz, escreveu, no ano passado, que Hagee, Glenn Beck e “seu enxame” são “antissemitas, que não são sequer conscientes do seu antissemitismo e a extensão de sua feiura”.

Os fundadores da CUFI parecem inabaláveis. “Depois de dois mil anos de antissemitismo cristão, é muito difícil para os judeus acreditarem que os cristãos subitamente abraçaram o filossemitismo de uma forma honesta e sincera”, diz David Brog, diretor executivo do CUFI. “E se eles mudaram, o que impede então que mudem de volta?”

Essa é uma boa pergunta, e a obstinação do CUFI diante da suspeita constante pode ser a melhor resposta a ele. Se Hagee ama tanto assim os judeus, talvez eles devessem encontrar uma maneira de amá-lo de volta.


Nota: Estariam estes evangélicos "dando uma mãozinha" para o dispensacionalismo?

Segundo o site Wikipédia, o "dispensacionalismo é uma doutrina teológica e escatológica cristã que afirma que a segunda vinda de Jesus Cristo será um acontecimento no mundo físico, envolvendo o arrebatamento e um período de sete anos de tribulação, após o qual ocorrerá a batalha do Armagedon e o estabelecimento do reino de Deus na Terra".

Os adventistas não creem na doutrina dispensacionalista, simplesmente por não haver embasamento bíblico para tal.

Primeiro de tudo, a noção de que Deus salvou os judeus do Antigo Testamento por lei, mas agora salva cristãos do Novo Testamento, pela graça, não é apenas sutilmente anti-judaica em si, mas é totalmente anti-bíblica. A Graça começou com a queda de Adão e a primeira entrada do pecado (ver Romanos 5:20), ou a humanidade teria sido exterminada imediatamente. Antes do dilúvio, Noé achou graça aos olhos do Senhor “(Gênesis 6:8). Ao longo da história de xadrez de Israel, seu povo achou graça também. Mesmo antes Deus escreveu os Dez Mandamentos no Monte Sinai, os israelitas saíram do Egito com segurança por causa do sangue dos cordeiros mortos aspergido sobre as portas (ver Êxodo 12), tipificando sua graça messiânica. O sangue quente dos animais mortos aspergido pelos sacerdotes judeus acima dos dez mandamentos dentro do Santuário, no Dia da Expiação também proclamou a salvação pela fé em Jesus Cristo, e não através da lei. Na verdade, antes mesmo de Israel existir como nação, Deus Todo-Poderoso “anunciou primeiro o evangelho a Abraão” (Gálatas 3:8) centrado no Calvário.

Por outro lado, há uma abundância de declarações sobre eles obedecendo a lei no Novo Testamento (leia Romanos 2:25,26, 3:31, 7:12, 8:4; Efésios 6:1-3; Tiago 2:10 -12). A verdade é que Deus tem usado a “lei” para mostrar aos pecadores os seus pecados (tanto judeus como gentios) e para criar uma necessidade da fé e da graça (cf. Romanos 5:19-20, Gálatas 3:24). Assim, não é que a “Lei do Velho Testamento foi Substituída pela graça do Novo Testamento”, mas sim que a “Lei cria a necessidade da Graça” por toda parte. Em Gálatas 3:11, Paulo esclareceu que “nenhum homem é justificado pela lei perante os olhos de Deus”, e ele cita o Antigo Testamento para provar isso. Em última análise, toda a graça está centrada em Jesus Cristo, e se as pessoas viviam na época do Antigo Testamento, quando o Seu sacrifício foi prenunciado pelos cordeiros mortos, ou nos tempos do Novo Testamento, após seu sacrifício ser realizado no Calvário, como o próprio Mestre disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim “(João 14:6).

“Nenhum homem” significa nenhum, quer judeu ou grego.

Em outras palavras, todo aquele que atinge o céu vai chegar lá apenas por causa de Jesus Cristo e seu sacrifício, isto é, pela Sua graça. Assim, quando dispensacionalistas ensinam que os judeus do Antigo Testamento alcançaram a salvação em qualquer caminho através da lei, ou que lhes foi negado o evangelho, quer eles façam idéia ou não, eles estão ensinando uma sútil e falsa doutrina anti-judaica. A verdade é que Deus amou os judeus do Antigo Testamento, tanto como Ele ama os cristãos do Novo Testamento, e a ambos os grupos sempre lhes foi oferecida a esperança através de um salvador.

E este salvador ama ambos os grupos ainda hoje.

Em segundo lugar, é fictícia a idéia dispensacionalista que faz separação entre Israel e a igreja. No Dia do Pentecostes judaico, 3.000 judeus foram batizados por meio da pregação de Pedro e foram acrescentados a igreja “(Atos 2:41,47). Se você perguntasse a Pedro e aos discípulos se eles eram parte de “Israel” ou da “Igreja”, o que eles diriam? A resposta é óbvia. Eles responderiam os dois! A mais antiga igreja cristã foi quase inteiramente uma Igreja judaica até os gentios se juntarem as suas fileiras.

Terceiro: o Arrebatamento. O cenário dispensacionalista do fim dos tempos começa com os cristãos sendo “arrebatados” para o encontro de Jesus nos ares o que os dispensacionalistas interpretam como um evento silencioso e secreto ocorrendo sete anos antes do fim. Errado de novo. Uma leitura cuidadosa de 1 Tessalonicenses 4:16 e 17 revela que os verdadeiros crentes serão “arrebatados” (verso 17) quando Jesus literalmente descer do céu em sua segunda vinda com “grande brado”, “á voz do arcanjo” e “ao som da trombeta de Deus”. Não há nada de silêncioso ou secreto nesse evento. Como o artigo da Wikipedia afirmou correctamente, a doutrina do arrebatamento pré-tribulação é realmente “enraizada” nos ensinamentos do teólogo do século 19 “John Nelson Darby”

Quarto: o mito da tribulação de sete anos. Surpreendentemente, não há nenhum verso em toda a Bíblia que ensina especificamente uma “tribulação de sete anos”.Cheque em qualquer concordância. Simplesmente não existe. Daniel 9:27 é o mais freqüente verso citado para apoiar a “Teoria dos sete anos de tribulação”, mas o próprio versículo não diz nada do tipo. Na verdade, a grande maioria dos antigos comentaristas cristãos – como Matthew Henry, Adam Clarke, Jamieson e Faucett & Brown – colocam Daniel 9:27 durante o tempo em que o próprio Jesus “confirma a nova aliança” fazendo “cessar os sacrifícios e ofertas” pela sua morte na cruz.

Quinto: um final sangrento que abaterá dois terços dos judeus que vivem em Israel. Tal ensino horrendo é baseado quase que inteiramente num único verso – Zacarias 13:8. No entanto, o Novo Testamento coloca o versículo anterior (versículo 7) diretamente no tempo de Cristo (comparar com Mateus 26:31). Não há previsão no livro de Apocalipse sobre a aniquilação de dois terços de todos os judeus que vivem em Israel pelo Anticristo antes da volta visível do Senhor, nem que os israelitas seriam alvo de um massacre.

Em conclusão, devemos prestar maior atenção à advertência do Mestre: “Vede que ninguém vos engane” (Mateus 24:4) – especialmente quando se trata de nossos amigos judeus, e de interpretações da profecia. Nestes dias turbulentos de Delírios dispensacionalistas dizendo que “A Lei” era somente para os judeus do Antigo Testamento e não para os cristãos, a distinção entre Israel e a Igreja, o arrebatamento, os sete anos de tribulação, e um suposto abate de dois terços de todos os israelenses, vamos fazer tudo o que pudermos para compartilhar “o evangelho eterno” (Apocalipse 14:6) com todos, tanto judeus e gentios, antes da Segunda Vinda.

Não se deixe enganar por falsas profecias.Vamos manter a verdade bíblica sólida.

(Parte do comentário extraído do blog SétimoDia).

09/02/2012

Religiões podem garantir a estabilidade mundial


Nova Iorque (RV) - As religiões têm o potencial para promover a paz e estabilidade global. Foi o que disse o Presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Nassir Abdulaziz Al-Nasser nesta terça-feira ao final da Semana Mundial da Harmonia Interreligiosa, em Nova Iorque.

No encontro, que reuniu representantes de diferentes confissões religiosas, o embaixador Al-Nasser disse que as religiões e as Nações Unidas têm muito em comum.

“Essas semelhanças incluem o respeito pelos direitos humanos – como foi marcado na Declaração Universal dos Direitos Humanos – a afirmação de igual valor de todos os seres humanos e a importância da compaixão e serviço ao próximo e as aspirações universais pela paz”. Radio Vaticano


Nota: O movimento ecumênico está acelerado, e a "construção da imagem da besta", também.


01/02/2012

UE/Crise: Igrejas cristãs estão determinadas a trabalhar em conjunto


Genebra, Suíça, 30 jan 2012 – As Igrejas cristãs presentes na Europa estão determinadas a trabalhar em conjunto para contrariar os problemas económicos, sociais, políticos e espirituais que assolam o continente.

Este “compromisso”, que se baseia no favorecimento de um esforço cristão verdadeiramente “ecuménico”, foi assumido durante um encontro do comité conjunto do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), em Genebra, na Suíça.

De acordo com um comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, o presidente do CCEE, cardeal Péter Erdö, aproveitou o evento para sublinhar que “a Igreja Católica está empenhada neste caminho”, que “implica não só o esforço humano mas também uma ação espiritual que está dependente da oração de todos os cristãos”.

O responsável pelo CEC, Metropolita Emanuel de França, destacou por sua vez o contributo que os fiéis poderão dar, através da evangelização, para o desenvolvimento de “uma política sustentável para a União Europeia”, baseada na “defesa da dignidade humana e no respeito pela diversidade cultural e ambiental”.

Subordinado ao tema “Novos desafios para as Igrejas, testemunhas na Europa”, o encontro entre os dois organismos decorreu entre 26 e 28 de janeiro, mês em que se assinala o 40º aniversário do comité CCEE – CEC.

A iniciativa permitiu ainda verificar que a religião está a ter cada vez menos impacto no domínio público, fortemente influenciado por uma visão secular ou “ateísta” do mundo.

Um dos oradores presentes, Alister McGrath, professor de teologia no King’s College, em Londres, acrescentou ao debate o problema do “extremismo religioso”, que pede uma ação mais efetiva por parte das Igrejas cristãs.

Uma ação “capaz de gerar mais-valias sociais, de promover a tolerância e, acima de tudo, de encorajar uma mentalidade contrária a fanatismos”, sustentou.

Neste campo, os responsáveis pelo comité conjunto “expressaram a sua solidariedade para as comunidades cristãs que estão a passar por dificuldades, particularmente no Médio Oriente, em países como o Egito e a Síria”, e também no continente africano, para “as vítimas de violência na Nigéria”.

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa, criado em 1971, é composto pelas 33 conferências episcopais da Europa, representadas pelos seus presidentes, além dos arcebispos do Luxemburgo, Principado do Mónaco, Chipre dos Maronitas e o bispo de Chisinau, na Moldávia.

A Conferência das Igrejas Europeias, estabelecida em 1959, reúne 120 representantes de Igrejas Ortodoxas, Protestantes, Anglicanas e Vetero-Católicas de todos os países da Europa, para além de mais 40 organismos associados.

Agência Ecclesia

25/01/2012

Vaticano: Papa pede "unidade visível" entre os cristãos


Cidade do Vaticano, 25 jan 2012 (Ecclesia) – Bento XVI pediu hoje aos católicos que procurem a “unidade visívelentre todos os cristãos, assinalando o fim da Semana de Oração por esta causa, que decorre anualmente entre os dias 18 e 25.

Peçamos o dom da unidade visível entre todos os crentes em Cristo  - que invocamos com força nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos - para estarmos prontos a responder a quem procura as razões da esperança que está em nós”, disse, na audiência pública desta semana, que decorreu na sala Paulo VI, do Vaticano.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja Copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante (Luteranismo, Calvinismo) e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Igreja Anglicana).

O Papa afirmou que a unidade “é uma realidade secreta habita no coração dos crentes”, mas deve também “aparecer com toda a clareza na história” e ser “a fonte da eficácia da sua missão no mundo”.

A Semana de Oração é dedicada em 2012 ao tema ‘Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo’, frase apoiada na carta bíblica de São Paulo aos Coríntios.

Bento XVI prosseguiu esta manhã o ciclo de catequeses sobre a “oração de Jesus”, abordando os momentos que antecederam a sua morte, nos quais “pede sobretudo a unidade futura de todos os que acreditarem nele”.

“Esta unidade deriva da unidade divina que chega até nós do Pai pelo Filho e no Espírito Santo”, declarou.

Em português, o Papa observou que “a chamada ‘Oração Sacerdotal’ de Jesus na Última Ceia é inseparável do seu sacrifício, no qual se consagra inteiramente ao Pai” e “reza pela Igreja, pedindo a unidade de todos os cristãos”.

“Sacerdote e vítima, Cristo reza por si mesmo, pelos Apóstolos e pela Igreja de todos os tempos: Para Si próprio, pede uma obediência total ao Pai, que O conduza à plena condição filial. Para os Apóstolos, pede a consagração na verdade, para continuarem a missão dele; para isso, devem ser consagrados, isto é, segregados do mundo, colocando-se à disposição de Deus para a missão que lhes está reservada, e, deste modo, postos à disposição de todos”, prosseguiu.

Neste sentido, indicou Bento XVI, “a Igreja continua a missão de Cristo: conduzir o mundo para fora do pecado, que aliena o homem de Deus e de si mesmo, para que volte a ser o mundo de Deus”.

O Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, propondo como “modelo de vida” o Apóstolo São Paulo, cuja conversão hoje se celebra, no calendário litúrgico católico, deixando “um abraço que se alarga a todos os cristãos na conclusão do Oitavário de Oração pela sua Unidade”.

“A conversão, nos arredores de Damasco, do Apóstolo dos Gentios [Paulo] é a prova que, em definitivo, é o próprio Deus a decidir sobre a sorte da sua Igreja”, sustentou.

Esta tarde, às 17h30 (horário de Roma), na Basílica de São Paulo fora dos Muros, Bento XVI preside a um momento de oração para o qual estão convidados representantes de todas as Igrejas e comunidades cristãs da capital italiana.


Nota: "Não conseguimos ver como a Igreja romana poderá desembaraçar-se da acusação de idolatria. ... E esta é a religião que os protestantes estão começando a encarar com tanto agrado e que finalmente se unirá com o protestantismo. Esta união não será, porém, efetuada por uma mudança no catolicismo, pois Roma não muda. Ela declara possuir infalibilidade. É o protestantismo que mudará. A adoção de idéias liberais, de sua parte, o conduzirá ao ponto em que possa apertar a mão do catolicismo." Review and Herald, 1º de junho de 1886

18/01/2012

Ecumenismo: Papa pede "colaboração" entre Igrejas

Bento XVI apelou hoje a uma “unidade visível” entre as várias Igrejas, assinalando no Vaticano o arranque da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciativa anual que decorre até 25 de janeiro.

“Convido-vos a implorar de Deus o dom da unidade dos cristãos, para que aumente o testemunho comum e a colaboração, e possamos um dia professar todos juntos a fé transmitida pelos Apóstolos e celebrar os sacramentos da nossa transformação em Cristo”, disse, na audiência pública desta semana, perante milhares de fiéis reunidos na sala Paulo VI.

Para o Papa, a unidade “plena e visível dos cristãos”, exige “uma conversão interior pessoal e comunitária”.

“Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia – ‘Que todos sejam um, ó Pai’ (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade”, sublinhou. (...)

Bento XVI lembrou os ensinamentos do Concílio Vaticano II (1962-1965) sobre o ecumenismo e o exemplo de João Paulo II (1920-2005) para afirmar que a “missão ecumênica é uma responsabilidade de toda a Igreja e de todos os batizados”, fazendo crescer “a comunhão parcial que já existe”.

“Por isso, a oração pela unidade não se limita a esta Semana de Oração, mas deve tornar-se parte integrante da vida orante de todos os cristãos, em qualquer lugar e em todos os tempos”, prosseguiu.

No final da audiência, o Papa deixou uma mensagem aos peregrinos de língua portuguesa: “A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração”. (...)


Nota: Relembre mais uma vez o que sucederá, num futuro talvez bem próximo:

"Não conseguimos ver como a Igreja romana poderá desembaraçar-se da acusação de idolatria. ... E esta é a religião que os protestantes estão começando a encarar com tanto agrado e que finalmente se unirá com o protestantismo. Esta união não será, porém, efetuada por uma mudança no catolicismo, pois Roma não muda. Ela declara possuir infalibilidade. É o protestantismo que mudará. A adoção de idéias liberais, de sua parte, o conduzirá ao ponto em que possa apertar a mão do catolicismo." Review and Herald, 1º de junho de 1886

"O mundo está cheio de tempestade, guerra e contenda. Contudo, ao mando de um chefe - o poder papal - o povo se unirá para opor-se a Deus na pessoa de Suas testemunhas. Essa união é cimentada pelo grande apóstata." Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 171


Fonte: O Tempo Final

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