Evidências Proféticas | blog adventista: Santuário
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13/10/2011

02/09/2011

O véu do templo


"Farás também um véu de estofo azul, púrpura e carmesim, e de linho fino retorcido, com querubins, obra de artífice se fará. (Ex 26:31)
A cortina ou véu era a divisória entre o lugar santo e o santíssimo, era o limite para as funções do sacerdote. O véu era bordado com imagens de querubins para apresentar um quadro de um ambiente celestial.
Pensamos por instantes no privilégio que deve ter sido contemplar aquele lindo véu. Por muito tempo aquele belo tecido foi objeto de admiração e respeito. Os pilares que sustentavam aquela cortina foram feitos de madeira de acácia revestidos com ouro, firmados com ganchos de ouro.
Somente o sumo-sacerdote poderia ultrapassar aquela cortina, isso ocorria no dia da expiação para interceder em favor da nação.
O véu é descrito como um trabalho hábil. Os trabalhadores que o produziram foram especialmente escolhidos sob a direção do Espírito Santo.
As figuras dos querubins estampados no véu eram imagens de seres angelicais da mais alta ordem que simbolicamente guardavam a entrada. O caráter deles era beleza e poder, que ultrapassam qualquer linguagem humana.
Símbolos de querubins eram usados por outros povos semíticos, embora parecendo com leões alados e touros, para vigiar os templos e palácios. Ezequiel nos deu a impressão que estes seres angelicais têm ambas as características de homens e animais (Ez 10). Eram simbolos da presença protetora de Deus ao santo dos santos. Era como se Deus tivesse colocado guardas continuamente na entrada. Eles foram colocados à entrada do Jardim de Eden após Adão e Eva terem caído em pecado, para proteger a o acesso a árvore de vida (Gn 3:24).
O véu era um quadro gráfico da vida de Jesus e seu ministério. Como o véu no Tabernáculo escondeu a glória de Deus, assim a glória divina de Deus era escondida durante o ministério terrestre dEle (Jo 1:1, 14, 18). Paulo escreveu, "Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas a si mesmo se esvaziou tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens". (Fl 2:6-7). Cristo que é da mesma natureza e essência de Deus se esvaziou, ou assumiu as limitações de humanidade sem se render quaisquer dos atributos dele como deidade. Ele permitiu a limitação de alguns dos direitos divinos dele voluntariamente durante o ministério terrestre. Em um certo momento de seu ministério, Ele revelou a sua glória a alguns discípulos quando foi transfigurado ante eles (Mt 17:2).
Assim, Jesus é representado no tabernáculo quando olhamos para o véu ou cortina, pois é Cristo quem se põe entre nós e Deus.
Antes do rasgar do véu, nenhum gênero humano teve acesso direto à presença de Deus. O próprio Deus rasgara de forma profunda o véu que era a divisão que separava a humanidade pecadora por 1500 anos.
Este véu foi rasgado quando Cristo morreu na cruz "Neste instante o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo. Tremeu a terra, e fenderam-se as rochas" (Mt 27:51).
Muitos críticos da Bíblia negam que o rasgar do véu foi caso de intervenção divina. Alguns até acreditam que o terremoto foi o motivo para rasgar o véu, porém, isso seria impossível. O véu pode ter caído ao chão durante o terremoto, mas a Bíblia apresenta que o mesmo foi rasgado de alto a baixo. Além disso o texto claramente apresenta que o terremoto foi posterior ao rasgar do véu. Se um terremoto tivesse causado tal rompimento do véu, outras partes do tabernáculo também teriam sido afetadas, o que não foi o caso.
Outros reivindicam que os próprios homens rasgaram o véu, mas seu tamanho e espessuras fazem esta reivindicação quase inconcebível. O fato ocorreu no momento da morte de Jesus Cristo (15h), a nona hora, e naquele momento, os homens estavam ocupados no Templo preparando o sacrifício de noite. Centenas de pessoas estavam na área do templo, e todo olho ali pôde testemunhar este evento milagroso. Temor e assombro devem ter golpeado as pessoas que viram o golpe divino de Deus rasgando o véu pela metade. O espaço mais sagrado agora apresentava um inútil quadro mostrando que todos eram iguais e tinham outro mediador.
Jesus, o verdadeiro sumo-sacerdote tinha aberto o caminho para os homens a um acesso direto a presença de Deus pelo sangue de seus méritos (Hb 6:19; 9:3-15; 10:19).
O véu rasgado é um quadro do corpo rasgado de Cristo que tornou possível adorar a Deus em seu trono. A mesma mão que rasgou o véu no Templo rasgou o corpo de Jesus.
Bom é, saber que a qualquer momento os cristãos podem vir a qualquer hora à presença de Deus com a confiança que nós obteremos clemência e graça para achar ajuda em tempo oportuno.

Weber Marques e Adriano Euzébio

29/08/2011

A Arca da Aliança


Material: Madeira de Acácia revestida de ouro puro no interior e exteriormente. Um propiciatório e os querubins de ouro puro
A arca era um baú sem tampa que Deus mandou fazer de madeira. Ninguém poderia tocá-la, seria morte certa (Uzá morreu por ter tocado na arca - IISm 6:6 e 7). Ex 25:10-16 Dentro da arca havia os objetos símbolos da intervenção direta de Deus no trato do seu povo.
Comentário: A tampa da arca chama-se propiciatório, segundo 1Jo 2:2 e 4:10 diz "...ele é a propiciação pelos nossos pecados". Isto significa que a tampa da arca simboliza Cristo. A verdadeira arca do concerto encontra-se no céu (ver Ap 11:19)
A arca construída pelo povo de Deus e que foi colocada no santíssimo, logo após a destruição do templo de Salomão pelos babilônicos em 586 a.C, segundo a tradição judaica diz que ela foi escondida por homens santos antes de a cidade ser saqueada, por isso ela não estava no templo de Zorobabel nem o de Herodes.
Deus escreveu os mandamentos em duas tábuas de pedra que Ele mesmo tinha lavrado e o entregou a Moisés. Pela rebeldia do povo, Moisés as quebrou e então teve de lavrar outras pedras e levá-las a Deus que escreveu novamente os mandamentos. Essas tábuas foram colocadas dentro da arca, como símbolo da Justiça Divina. (Ex 24:12; 31:18; 32:19; 34:1; 34:4).
Propiciatório: O vocábulo assim traduzido se deriva de uma raiz que significa "cobrir", "perdoar" o pecado. Representava a misericórdia divina. Em forma significativa, o propiciatório era feito de ouro puro, o que implicava que a misericórdia é o mais precioso dos atributos divinos. Estava localizado por cima da lei, assim como a misericórdia sobrepuja à injustiça (Sl 85:10; 89:14). Eram necessários tanto a arca como sua justiça como o propiciatório com sua misericórdia para revelar plenamente a maneira como Deus procede com os homens.
A arca e o propiciatório eram o coração do santuário. Por cima do propiciatório repousava a Shekinah, o símbolo da presença divina. As pranchas da lei dentro do arca atestavam que o reino de Deus está baseado sobre normas imutáveis (Sl 97:2), a qual devem ser respeitadas até pela graça divina.
Apoiando-se na lei, Deus e o homem não podem voltar a unir-se, pois agora o pecado os separa (Is 59:1,2), então, o propiciatório orvalhado de sangue, aproximam-nos um do outro, graças a mediação de Cristo em nosso favor (Hb 7:25).
A local chamado de santíssimo onde estava a arca e o propiciatório mostra-nos:
Cristo como MEDIADOR I Timóteo 2:5
Cristo como ADVOGADO I João 2:1
Cristo como SUMO-SACERDOTE Hebreus 10:21
Shekiná: Uma luz misteriosa que pairava sobre o propiciatório, era a manifestação da presença de Deus.
Conteúdo da arca: Segundo Hb 9:4 havia na arca os 10 mandamentos, uma vasilha com maná e a vara de Arão. Aqui é necessário fazer um comentário sobre esses 3 itens:
A arca era símbolo do trono de Deus, era a mobília mais sagrada do Tabernáculo. Na realidade, o Tabernáculo foi construído a partir da arca, de forma que seria o meio pelo qual Deus poderia morar entre as pessoas. Foi o primeiro artigo de mobília feito após Deus ensinar a Moisés construir o Tabernáculo (Ex 25:8-10).
A arca foi chamada por muitos nomes. Era conhecida como "a arca do testemunho" (Ex 25:22) por ser o local que guardava as duas tábuas da lei; "a arca da aliança" (Nm 10:33), falando da relação do concerto de Deus com o seu povo; "a arca de Deus" (1 Sm 3:3) e tantos outros.
Em Hb 9:4 fala-nos que na arca continham três objetos: "...um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas da aliança." Alguns pensam haver uma contradição bíblica, pois em 1Rs 8:9 apresenta apenas as tábuas da lei como estando na arca, mas esta não é uma contradição. Hb 9:4 descreve o conteúdo original da arca, enquanto 1Rs 8:9 registra o conteúdo da arca na hora do Templo de Solomão.
Deus orientou a Moisés selecionar um representante de cada tribo e trazer uma vara de amêndoa com o nome da tribo para prover prova adicional do direito de Arão para ser o sumo-sacerdote. A vara do homem que Deus tinha escolhido floresceu. Todas as 12 varas foram postas no Tabernáculo antes do testemunho. A manhã seguinte, a vara de Arão tinha brotado, tinha florescido, e tinha rendido amêndoas (17:8). A vara de Arão foi colocada na arca como sinal contra os rebeldes, provando que ele teve o direito de ser sumo-sacerdote.
VARA DE ARÃO: O cajado de Arão floresceu como uma confirmação que Deus havia escolhido a Tribo de Levi para o sacerdócio e a Arão, representante dessa tribo, como líder religioso da nação. Foi colocado na arca como um símbolo da Liderança Divina. (Nm 17:8). Símbolo também do evangelho que deve ser anunciado a todas as pessoas (evangelho eterno), ele usa a vara para ir adiante, a videira verdadeira. Os cristãos tem a responsabilidade de conduzir a mensagem da salvação a todos os povos. Cristo é a videira Jo 15:1, nós somos os ramos Jo 15:5. Arão leva a vara para anunciar a vontade de Deus.
A vara de Arão - A história da vara brotando é registrada em (Nm 16 e 17). Foi após reunirem muitos das tribos desafiando o grande líder sob acusação de não mais ter direito de liderar ou conduzir as pessoas, tal desfio foi aceito e Deus vindicou a liderança dele abrindo o chão que tragou os que estavam contra o patriarca, (Nm 16:32). Os que tinha se rebelado contra Moisés foram destruídos através do fogo que veio de Deus (Nm 16:35).
O MANÁ: O maná foi o alimento enviado por Deus para alimentar o povo de Israel quando estavam viajando pelo deserto a caminho da terra prometida. Era uma massa alimentícia que pela manhã estava ao alcance das pessoas enquanto o sol não o derretesse. Esse milagre aconteceu durante 40 anos, até quando eles entraram em Canaã. Havia uma porção no maná na arca como símbolo da Proteção e Cuidado Divinos. (Ex 16:4). Outra lição que podemos tirar é que Deus não alimenta preguiçosos. O Senhor enviava o maná ao deserto, ele caia no deserto, quem quisesse, então, deveria ir lá buscar, se não fossem ficariam com fome, ninguém poderia trazer o do outro, mas cada um devia buscar o seu, se trouxessem mais do que o devido apodreceria, somente na sexta-feira por causa do sábado era permitido trazer o dobro. Assim, a "ração" que você precisa para se alimentar espiritualmente, é você quem deve ir buscar. Todos os dias caia o maná, cedinho e já estava lá, todos os dias precisamos do alimento espiritual, se não formos pegar o "maná espiritual" o calor do sol derreterá e morreremos de fome. Quando não nos alimentamos do "maná" que é a busca diária de Deus todos os dias pela manhã, então os dardos inflamados do maligno poderão nos derreter, o calor dos problemas e das provações nos colocarão em uma posição tão delicada a ponto de sermos derretidos pelos ventos dos problemas.
O Maná - O primeiro artigo mencionado é a "panela que continha o maná," a comida provida por Deus para as crianças de Israel durante os 40 anos no deserto. A palavra maná em Ex 16:15 um transliteração é de duas palavras hebréias expressadas em inglês como o que é? Também é conhecido através de três outros nomes na Bíblia: "pão do céu" (Ex 16:4); "pão dos anjos" (Sl 78:25); e "pão" (Nm 21:5).
A LEI: Segundo o livro de Gl 3:24-25 a lei do Senhor nos serve como AIO. Na época de Cristo AIO nada mais era do que um guardião, guia de meninos. Entre os gregos e os romanos o nome foi aplicado a escravos fieis que carregavam ou supervisionavam a vida de meninos que pertenciam aos ricos. Assim a Lei nos conduz a Cristo pois esse é seu objetivo. Ela é o único objeto pelo qual não foi inspirado, pois Deus mesmo a escreveu, pelo seu santo dedo. Ex 31:18 É eterna e ainda válida para nossos dias. Sl 19:7 Tudo passará porém ela subsistirá Mt 5:18.
No Velho Testamento registram-se vários milagres em relação a arca, quando as águas do Rio Jordão dividiram-se e assim os israelitas puderam passar, cruzando em terra seca. Pela arca as muralhas de Jericó caíram de maneira miraculosa e várias outras ocasiões que mostravam que a arca era muito respeitada e levada com muito cuidado.
O paradeiro final da arca foi com a destruição do Templo de Solomão em 586 A.C. Existiriam de acordo com alguns estudiosos, algumas opções ao que teria acontecido com a arca do concerto, vejamos:
1) Primeiro, pode ter sido destruída pelos babilônico uma vez que os mesmos poderiam estar interessados no ouro ou sido levada a Babilônia como um troféu de guerra, embora não esteja descrita na lista de artigos confiscados em 2Rs 25.
2) Segundo, uma tradição rabínica afirma que em algum momento, foi escondida em um monte antes dos babilônicos chegarem a cidade. Se esta opção é a verdade, ela ainda poderia estar lá.
3) Terceiro, outra tradição em um dos livros apócrifos diz que Jeremias removeu a arca de Jerusalém (2 Macabeus 2:4, 5).
4) Quarto, outros acreditam que a arca foi transportada ao céu onde descansa agora. É reivindicado apoio para esta visão o livro de Apocalipse 11:19. A pergunta é se esta é a arca atual conhecida a Israel ou uma versão divina no Templo celestial.


Weber Marques e Adriano Euzébio

24/08/2011

O altar de incenso


Material: Madeira de Acácia revestida de ouro puro, uma borda como peça inteira de ouro, duas argolas para passar os dois varais. Localizava-se em frente a cortina, diante do véu Ex 40:26.
Comentário: Símbolo do altar da família, onde se adora a Deus, um cantinho em nosso lar onde devemos separar para buscá-lo e elevar nossas preces. (Sl 141:2) Símbolo também das orações dos santos.
São os méritos de intercessão de Cristo, que torna o culto dos pecadores aceitável por Deus. O altar de incenso nos mostra o ministério de Jesus como intercessor, com orações a nosso favor, nunca deixando de subir a Deus. Os quatro chifres são o ministério de Cristo estendendo-se aos quatro cantos da terra. Ele sempre estará orando pelos seus, não importa onde estão. Não é qualquer um que ora por nós, mas o Redentor. Quando colocava o incenso sobre as brasas, toda manhã ao preparar as lâmpadas e ao crepúsculo, subia uma fumaça e como o véu que dividia o templo em dois não chegava até o teto, o incenso não só enchia o primeiro compartimento, mas penetrava também no segundo. Assim, o altar de incenso, apesar de estar no lugar santo, servia também ao lugar santíssimo, na verdade, ele pertencia ao santíssimo.
Ensina-nos uma bela lição, mostrando que se não pudermos entrar no lugar santíssimo, nossas orações podem. A fé e a oração podem chegar aonde o corpo não pode entrar.
Mostra-nos também que não existe santificação sem oração. Outra lição importante é que na oração encontramos poder para vencer o mal.
No altar de incenso, Jesus vive sempre para interceder por nós (Hb 7:24, 25).
Ap diz "...como aroma suave". Assim, são as orações dos justos que sobem até Deus.
Oficiar neste altar era estar diante da presença de Deus. O sumo-sacerdote apenas poderia entrar no santíssimo após ter oficiado no altar de incenso. O mesmo acontece com os cristãos que só podem ir até Deus através dos méritos de intercessão de Cristo, a forma mais íntima que podemos ir a Deus é através da oração.
O agradável aroma de incenso no lugar santo era um lindo quadro de Cristo em toda sua perfeição. Sua vida emitia uma fragrância de santidade que pairava por todos os lugares.
Aos cristãos que deixaram de exalar o bom perfume de Cristo e que estão indiferentes ao evangelho, é o incenso de Cristo que precisam exalar.
Muitos desejam saber qual o melhor momento para orar, manhã ou noite? Embora Deus não estipule uma hora marcada cristãos orarem, o padrão bíblico é que nós deveríamos busca-lo pela manhã e noite. Preces matinais, enquanto convidamos a Deus a dar-nos a direção de nossos passos logo no começo do dia. A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que pela manhã buscam em oração: os pais de Samuel (1Sm 1:19); Davi (Sl 57:8) e Jesus (Mc 1:35). Pela noite deveríamos refletir os acontecimentos ocorridos durante o dia, enquanto demonstrando gratidão e louvando a Deus. As vezes Jesus passava noites inteiras em oração (Lc 6:12).
Paulo já falava "Orai sem cessar" (1Ts 5:17), significando ser possível de forma ininterrupta estarmos em oração ao longo do dia, pois podemos estar conversando com Deus nas mais diferentes situações.
O mesmo fogo que consumiu o sacrifício no altar de bronze era usado no altar de incenso. Uma bela projeção também encontramos aqui, pois assim como Cristo experimentou o fogo do sofrimento representado através do altar de bronze, e isto o tornou apto, Ele pode aparecer no céu como nosso intercessor, representado através do altar de incenso (Hb 9:24; 1Jo 2:1-2). O calvário dá validez a nossas orações.
Nenhum incenso estranho poderia ser usado no altar (Ex 30:9), nem qualquer um poderia fazer o incenso para o próprio uso pessoal (Ex 30:37). Qualquer um que assim procedesse tinha como preço a morte (Ex 30:38).
Foi exatamente neste altar que Nadab e Abiu ofereceram fogo estranho e morreram imediatamente pela mão do Deus (Lv 10:1-2). Eles desobedeceram as ordens de Deus relativas a adoração no altar de ouro. Alguns podem questionar o julgamento severo de Deus nesta situação, mas é uma lembrança a todos que demonstram rebelião ou irresponsabilidade com as coisas sagradas, trazem assim os juízos divinos.
Um outro aspecto do altar de ouro é que quando o sangue era borrifado simbolizava a oração para o perdão de pecado ante Deus. O sangue, quando aplicado ao altar, dava para a oração o seu devido valor. Assim está o sangue de Cristo que dá valor a nossas orações ante Deus (Hb 9:14; 12:24).
Nos é de grande privilégio poder hoje entrar em nosso quarto e conversar com o Deus todo poderoso, ter livre acesso a qualquer hora do dia ou noite sem precisarmos marcar audiência. Infelizmente esse privilégio embora esteja ao alcance de todos, tem sido minimizado freqüentemente quando não o fazemos.
Utensílios: Incenso feito de essências aromáticas: substâncias odoríferas, estoraque, ônica e gálbano, todos em quantidades iguais temperado com sal. As brasas que acendiam o altar de incenso vinham do altar de sacrifícios. Ex 30:1-10, 34-38.

Weber Marques e Adriano Euzébio

23/08/2011

O candelabro


Também farás um candelabro de ouro puro, de ouro batido se fará o candelabro, o seu pedestal, a sua haste, os seus cálices, os seus botões e as suas flores formarão com ele uma só peça.(Ex 25:31)
Material: Ouro puro batido.
Jesus Cristo é a luz do mundo (Jo 8:12; 9:5).
Comentário: Símbolo da santificação pela fé. Aquele que é a luz do mundo. Não existe santificação sem a luz de Cristo e sua palavra. Símbolo também de revelação. Localizava-se em frente a mesa dos pães Ex 40:24.
Em Ex 27:20 - Informa que o material utilizado para acender as lâmpadas é de azeite puro de oliveiras, batido, para arder as lâmpadas continuamente. A luminária deveria queimar durante toda a noite com um óleo que não faria fumaça.
Em certo sentido, o "castiçal" representava ao povo de Deus como a luz moral e espiritual do mundo, em forma individual (Mt 5:14-16; Fl 2:15) e como igreja (Ap 1:12, 20). Representava também o poder do Espírito Santo para iluminar a igreja (Zc 4:2-6; Ap 4: 5).
Representa a luz, "...vós sois luz" Mt 5:14 - Mas realmente nós não somos "luz" no sentido real desta palavra, nós somos lâmpadas, que emitem luz. Não temos luz própria, pois se deixarmos a Cristo deixaremos de brilhar, assim nossa luz se apagará. Jesus é a fonte da luz, nós refletimos essa luz.
O candelabro é um ensino de grande importância aos cristãos. O ouro tipificava a deidade de Cristo, o Filho divino de Deus que andou pelas galáxias do universo e se tornou um homem.
O propósito do candelabro era prover luz. Onde Deus está não há trevas (1Jo 1:5). A glória de nosso Deus também iluminará a Jerusalém na nova terra: "E a cidade não necessita da luz do sol ou da lua" (Ap 21:23), o verdadeiro candelabro (Jesus) a iluminará. Cristãos desfrutarão o grande privilégio de entrar na glória da luz de Cristo ao longo de toda a eternidade.
Não haviam janelas no lugar santo que possibilitasse o mundo perceber essa grande iluminação. A luz no lugar santo era escondida do mundo; só os sacerdotes tiveram o privilégio de auxiliar e desfrutar da luz do candelabro. Assim está com cristãos. Como crentes-sacerdotes, nós podemos entrar na luz do companheirismo e comunhão com Deus. João que conheceu o íntimo com Deus escreveu, "Mas se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo pecado" (1Jo 1:7).
Hoje, os cristãos são os únicos refletores da luz de Cristo para um mundo perdido e agonizante. Muito freqüentemente esta luz (dos cristãos) é vagamente perceptível porque é escondida debaixo de um alqueire (Mt 5:15), são como abajures.
O ouro no candelabro pintou a verdadeira fé que os cristãos deviam possuir. Jesus contou à igreja de Laodicéia, "aconselho comprar de mim ouro refinado" (Ap 3:18).
O candelabro iluminou outras mobílias, a mesa dos pães e o altar de incenso. A luz iluminou a mesa do qual se recebe alimento diário. Só é pelo ministério de Espírito que os cristãos podem entender perfeitamente a Bíblia (1Co 1:10-14) e recebe devida nutrição. A luz também iluminou o altar de incenso, de forma que poderiam ver e oferecer o incenso da oração a Deus. Sem a devida luz os sacerdotes teriam escuridão. O espírito santo leva nossas orações ininteligíveis, insuficientes, e fracas corretamente ao trono de Deus e corretamente expressas são nossas necessidades (Rm 8:26-27).
Diariamente os sacerdotes removiam qualquer material morto no pavio que poderia impedir a luz de iluminar bem o ambiente. Os cristãos são o pavio de Deus, e estes não devem permitir que nenhum obstáculo os impeça de brilhar. Enquanto a luz estiver brilhando o pavio não será visto, mas se a luz sai, apenas o pavio carbonizado e preto é notado. Se nosso pavio estiver defeituoso, o óleo do espírito santo não poderá fluir por nós, causando a luz de Cristo para finalmente iluminar.
Utensílios: Cortadores de pavio e apagadores, ambos de ouro puro batido.

Weber Marques e Adriano Euzébio

22/08/2011

A Mesa dos Pães


Também farás uma mesa de madeira de acácia; o seu comprimento será de dois côvados, a sua largura de um côvado e a sua altura de um côvado e meio. De ouro puro a cobrirás, e lhe farás uma moldura de ouro ao redor. Também lhe farás ao redor uma guarnição de quatro dedos de largura, e ao redor da guarnição farás uma moldura de ouro. Também lhe farás quatro argolas de ouro, e porás as argolas nos quatro cantos, que estarão sobre os quatro pés. Junto da guarnição estarão as argolas, como lugares para os varais, para se levar a mesa. (Ex 25:23-28).
Material: Feita de madeira de Acácia revestida de ouro puro. Tinha 4 argolas para varais. Localizava-se em frente ao candelabro Ex 40:24.
No alimento Deus provê todas as nossas necessidades. É a presença de Jesus na vida do crente como principal fonte de alimento.
Comentário: A mesa dos pães era um quadro da vontade de Deus chamando ao companheirismo e comunhão (literalmente compartilhando algo). Isto seria igual a um convite para um almoço entre amigos. Comer junto é um ato de companheirismo, principalmente na época de Cristo. Deus está disposto a permitir que o homem entre em sua companhia. Representa Cristo como o verdadeiro alimento, o pão da vida. Percebe-se que os pães estão organizados lado a lado em número de 6 (6 e 6), formando um número 66, que são a quantidade de livros da bíblia sem fermento, ou seja, uma bíblia original, não adulterada ou com livros apócrifos. Significa as 12 tribos de Israel e os 12 apóstolos de Cristo.
A cada sábado se colocava 12 pães sem fermento (fermento é símbolo de pecado) organizados em duas pilhas de 6, cada um feito com algo mais de 2,4 kg de flor de farinha.
Moisés havia instruído o artesão cheio do Espírito em como construir a mesa dos pães. Esta mobília tipificou a vida e ministério de Jesus, incorruptível, indestrutível, como vimos com o altar de bronze, tipificando a humanidade de Cristo que saiu como uma raiz de uma terra seca (Is 53:2). O ouro na mesa era um emblema de Jesus como divino. (Mt 28:20; Jo 2:24-25; Fl 3:21).
O Mishna (a primeira seção do Talmud) explica o procedimento que os sacerdotes quando ao mudar o pão. Quatro sacerdotes entram no lugar santo, dois deles que levam as pilhas de pão, e dois deles as xícaras de incenso. Quatro sacerdotes tinham entrado antes deles, dois para remover as duas pilhas velhas de pão, e dois para as xícaras de incenso.
O termo vem de uma palavra hebréia que significa pão da presença, porque os pães eram fixos ante a face ou presença de Jeová (Lv 24:8).
Apresentando Jesus como alimento é um perfeito quadro desta mobília, assim como o evangelista João narra a multiplicação de 5 pães e 2 peixinhos, pois conhecendo Jesus o coração daquelas pessoas, os fez entender que a comida natural que deu só satisfazia temporariamente mas a comida espiritual provida por Ele, provê satisfação permanente. Entendendo mal tal declaração, as pessoas acreditaram que teriam que fazer algum trabalho externo para adquirir vida eterna. Mas as palavras do mestre tão claras quanto o sol mostrou que o verdadeiro alimento, a verdadeira vida era Ele mesmo (Jo 6:27-29).
A metáfora "comer deste pão" não ensina a necessidade de comer a carne de Jesus literalmente para adquirir vida eterna. Jesus simplesmente ensinou que como a comida se torna parte de um indivíduo quando é consumida, assim aqueles que acreditam nEle estão fazendo parte com Jesus.
Para produzir o pão com a farinha, é necessário que a massa seja esmagada, peneirada. Isso é um quadro do ministério divino! Jesus passou pelo processo da peneiração das tentações de Satanás (Mt 4:1-11) e os líderes religiosos que testavam-no constantemente (Mt 22:15-40), contudo nenhum pecado foi achado em Ele (Hb 4:15). Ele passou por experiências esmagadoras, açoites e espancamentos (Is 53:4-5; Mt 27:26-30) e por fim crucificação (Mt 27:33-50). A farinha refinada deve também ser assada, outro quadro de Jesus, que passou pelo fogo de perseguição, sofrimento, e morte por nós.
Depois que os pães foram colocados na mesa, eles foram borrificados com incenso como um comemorativo, e o resto estava queimado no altar de incenso como um oferecimento para Jeová (Lv 24:7). O incenso não deveria ser confundido com o incenso regular queimado no altar; era diferente em substância. O incenso emitiu um bálsamo como fragrância que encheu o lugar santo.
Hoje, muitos cristãos estão sofrendo fome espiritual. Alguns comparecem as igrejas alimentados com o humanismo, com opiniões filosóficas e até mesmo heresias. Jesus deseja esses tais com o pão espiritual da Palavra de Deus que pode edificar para serviço.
Precisamos olhar ao redor, há almas famintas que estão sofrendo fome por falta de comida espiritual e devemos prover alimento para eles. Somos postos nos famintos bairros como única opção de alimento, pôde você, em boa consciência, alimentar a outros com a medida de pão existente em sua vida? Isso representa levar a Cristo aos famintos, levar o pão de vida, para esses ao nosso redor satisfazendo-os nos apetites espirituais.
Obs: Os pães só eram substituídos quando os outros já estavam providenciados para substituí-los, pois não podiam faltar.
Os pães que se tiravam eram considerados sagrados, os sacerdotes comiam no "lugar santo" (Lv 24: 5-9). Estes 12 pães constituíam uma perpétua oferenda da parte das 12 tribos, em sinal de gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas diariamente de sua mão.
A mesa do "pão da proposição", ou "pão da Presença". Marcos fala dos "pães da proposição" (Mr 2:26), literalmente, "o pão da apresentação", quer dizer, o pão apresentado a Deus, Paulo usa a mesma palavra grega em Hb 9:2.
Jo 6:35 "Jesus é o pão da vida".
Utensílios: Todos de ouro, pratos, bacias, tigelas e colheres.


Weber Marques e Adriano Euzébio

19/08/2011

A pia de bronze


Farás também uma pia de bronze com a sua base de bronze, para lavar. E a porás entre a tenda da congregação e o altar, e deitarás água nela. (Ex 30:18).
Material: Feita dos espelhos das mulheres (Ex 38:8).
Nesta época não haviam espelhos como os de hoje, usava-se o bronze polido para refletir a imagem das pessoas. As mulheres da época utilizavam este utensílio desta forma como espelho.
Comentário: Representa o rio Jordão, as águas do batismo, o tanque batismal onde se aceita a justiça de Cristo. Usada para se lavar antes de entrar no santo dos santos. Perfeito símbolo da Lei e da Graça, da Lei: quando olhava-se para dentro da pia e a água refletia como um espelho, agindo como a Lei, servindo para mostrar ou refletir os pecados (Tg 1:23-25). A graça, quando os pecados que são revelados pela Lei são todos apagados mediante obediência e submissão a Cristo pelo pecador, simbolizados pela água que purifica ou limpa (ver Is 1:16 e Ef 2:8).
A pia era o local onde os sacerdotes lavavam as mãos antes de entrar no tabernáculo, Deus queria que eles estivessem limpos antes de entrar no lugar santo. Os crentes se lavam pelo batismo dos seus pecados antes de entrar na igreja.
Símbolo da purificação dos pecados e a presença do inocente.
Esse ritual era importante na maioria das religiões antigas. Isto era natural, a limpeza física é um símbolo adequado da limpeza moral e espiritual. Era exigido aos sacerdotes realizar esta limpeza cada vez que entravam no tabernáculo ou ofereciam sacrifícios no altar dos holocaustos (Ex 30:20), pois deviam estar livres das manchas e da contaminação do pecado antes de ministrar em favor de outros (Sl 51:7; Is 52:11; Jo 13:10, 11). Ef 4:5 "Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
As mãos estavam manchadas de sangue, os pés sujos do pó do deserto, fazia-se necessário uma limpeza física que tivesse papel purificativo. Estamos falando de alguém que acabou de oferecer seu sacrifício e precisa lavar-se. A ordem dada por Deus a Moisés foi clara "Sempre que entrarem na tenda da congregação, lavar-se-ão com água, para que não morram. Também, quando se chegarem ao altar para ministrar, para acender a oferta queimada ao Senhor" (Ex 30:20).
Purificação antes e durante o serviço era obrigatório para sacerdotes e sumo-sacerdotes que ministravam ante Deus.
De fato a pia nunca era usada pela congregação mas foi providenciada exclusivamente para os ministradores. Durante a consagração do sacerdócio, Arão e os seus filhos tinham sido lavados completamente de acordo com o que está escrito: "Então farás chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação, e os lavarás com água" (Ex 29:4).
As mãos eram mergulhadas cuidadosamente dia após dia para lavarem sua corrupção, seus pés para apagarem os registros dos maus caminhos que percorreram. Os ministros de Deus daquela época souberam muito bem sobre a colocação estratégica e significado simbólico da pia. Os pecados que foram reconciliados no altar de bronze, limpos e purificados agora o seriam na pia. Deviam ser santos com Deus é santo (Lv 11:44).
Embora o tamanho da pia não seja informado, era necessária ser grande o suficiente para garantir uma quantidade de água para purificação.
Somos chamados a purificar-nos como "uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação santa" (1Pd 2:9), somente assim poderemos oferecer sacrifícios espirituais "aceitáveis a Deus por Jesus Cristo" (1Pd. 2:5). Como Arão e seus filhos nasceram no sacerdócio (Ex 28:1), assim cada um de nós entra no sacerdócio por meio do nascimento novo, lavando-se pelo banho da regeneração (Tt 3:5) no sangue de Jesus Cristo.
A pia é de grande significação espiritual em nossa experiência Cristã. No altar de bronze nós vemos nossa justificação. Na pia vemos nossa santificação. A água na pia tipificou a bela Palavra de Deus. A santificação é apresentada em 3 tempos:
a) Somos santificados a Deus no momento que aceitamos e nos reconciliamos com Jesus Cristo para nossa justificação (Hb 10:10, 14; 13:12). Instantaneamente ficamos separados até a salvação.
b) Estamos sendo santificados progressivamente, um processo por meio do qual somos santificados diariamente, entramos em obediência diante de Deus, enquanto se separando do pecado e permitindo o espírito santo nos limpar pela verdade da Palavra de Deus. Os crentes crescem em santificação quando aplicam a Palavra de Deus às suas vidas (2Tm 2:19-21).
c) Seremos aperfeiçoados totalmente em santificação. A promessa é que quando recebermos nossos corpos ressuscitados à segunda vinda de Jesus (Ef 5:27). Naquele momento, nós seremos transformados à imagem dEle (Rm 8:29), porque estaremos como Ele (1Jo 3:2).
No ministério de Jesus Cristo foi apresentado um quadro demonstrando a importância de lavar-se. Por ocasião da páscoa, Jesus levou uma toalha e uma bacia de água e começou a lavar os pés dos discípulos. No momento em que foi lavar os pés do apóstolo Pedro, este quis recusar que Jesus lavasse os seus pés, "nunca me lavarás" (Jo 13:1-17), a resposta de Jesus foi "se eu não te lavar não tens parte comigo" (v. 8). Obviamente Cristo não estava dizendo que Pedro não podia ter uma relação com Ele, pois essa relação já havia sido iniciada a momentos atrás, mas referia-se que se não "o lavasse" não poderia ter companheirismo ou comunhão com Ele. A menos que os ministros de Deus (sacerdotes) lavassem-se antes de entrar na tenda, jamais poderiam participar de íntimo companheirismo e comunhão com o Senhor.

Weber Marques e Adriano Euzébio


15/08/2011

O Altar de Sacrifícios


"Farás também o altar de madeira de acácia, de cinco côvados será o comprimento, de cinco côvados a largura, e de três côvados a altura. Farás as suas pontas nos seus quatro cantos; as suas pontas formarão uma só peça, e o cobrirás de bronze. (Ex 27:1-2)
Material: Madeira de Acácia revestida de bronze. Com 4 pontas que formam uma só peça. Uma grelha como se fosse uma rede presa por 4 argolas.
Comentário: Era comum os altares antigos serem quadrados, isso é verdade quando lemos 2Cr 4:1, pelas dimensões que mostram comprimento e largura iguais.
O altar era a maior mobília do santuário. Usada para a adoração, sempre estava aberto aos israelitas. Para cristãos, o altar está cheio de significado e ensino espiritual, pois há muita história sobre altares na Bíblia.
A acácia é uma madeira dura, incorruptível, indestrutível que cresce no Deserto de Sinai. Retrata a humanidade de Cristo de que veio formosamente e era sem pecado na sua natureza humana (Hb 4:15; 7:26). A indestrutibilidade da madeira fala de Cristo resistiu o fogo da crucificação (Jo 10:18).
Os metais que cobrem a madeira tipificaram a retidão divina e julgamento de Cristo, o íntegro (1Jo 3:5), que levou o julgamento divino de Deus e se tornou pecado por nós (2Co 5:21). Como os Israelitas foram salvos da morte quando olharam para a serpente de metal, assim, todos que confiam em Jesus Cristo serão salvos (Jo 3:14-15). O aparecimento de Cristo à João na Ilha de Patmos com "pés como bronze" (Ap 1:15) fala-nos do caráter judicial sobre àqueles que não o aceitam como sacrifício substituto.
O altar de bronze foi posto para sacrifício. Sem sacrifício, não poderia haver nenhuma compensação para o pecado (Lv 17:11; Hb 9:22). Sobriamente, os Israelitas trouxeram os oferecimentos prescritos sem defeito. O ser sacrifício queimado no altar como um doce aroma para Deus (Lv 1:9) tipificou Cristo quando foi oferecido "um sacrifício a Deus como aroma suave".
A localização deste altar fala-nos que antes de se passar ao templo, teria que se oferecer um sacrifício de sangue no altar de bronze. Hoje, ser recebido por Deus só pode se dar passando pela morte sacrificatória de Cristo (1Tm 2:5; Hb 9:15). Chegar ao tabernáculo sem oferecer um sacrifício no altar significava morte certa. Se nós rejeitarmos o sacrifício meritório do trabalho de Cristo na cruz, nós seremos separados de Deus e o resultado será o mesmo, a morte eterna (Jo 3:36; 1Jo 5:12).
O altar de sacrifícios é o lugar de morte, é a primeira coisa que se via ao entrar no santuário, é o primeiro encontro do ser humano com o plano da redenção, o lugar onde deve-se morrer. Símbolo dos pés da cruz, que é o local onde devemos deixar tudo. "Se alguém quiser vir após mim, tome sua cruz e siga-me" Mt 16:24.
É neste altar que Deus trata com os "Isaques da vida". Você já pensou porque o Senhor pediu o filho a Abraão? Porque o filho ocuparia um lugar que só a Deus pertencia, Isaque começaria a entrar no coração de Abraão e até mesmo "Isaques" não podem ocupar este espaço, o nosso coração diz Deus, deve ser só meu. Portanto se algo tende a ocupar este espaço o Senhor diz em Mt 10:37 "...quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim.
O altar de sacrifícios era elevado em um montículo de terra, mais alto que outras mobílias, esta é uma projeção de Cristo, nosso sacrifício erguido para cima na cruz, num local mais alto, o Gólgota, "... importa que o filho do homem seja levantado" Jo 3:14. Havia chifres neste altar, chifres eram um símbolo de força e poder em tempos bíblicos. O sacerdote ao tocar de leve nas pontas do altar mostra o poder do sangue para reconciliar o pecador. Há poder regenerador no sangue de Jesus Cristo. Representa o calvário, onde Cristo deu sua vida em sacrifício contínuo. As ofertas que eram feitas diariamente, pela manhã e pela tarde, são símbolos de Jesus, que está a disposição 24h por dia, queiramos nós ou não. Estes sacrifícios eram feitos em fogo lento para que durassem até a tarde, hora nona (15h) quando o outro chegava. O sacrifício da manhã expiava os pecados da noite e os da noite os pecados da manhã.
A oferta era cortada em pedaços pois simbolizava o que está escrito em Is 53 "...foi moído por nossas iniqüidades". É o primeiro estágio da vida do cristão, a justificação, o momento em que chega aos pés da cruz. O altar de holocausto, com seu sangue derramado, representa a grande verdade evangélica da expiação do pecado por meio do sacrifício de Cristo (Is 53:4-7,10, Hb 13:10-12; 1 Pd 1:18,19; Ap 5:9). A posição deste altar, junto à porta do átrio, numa posição onde seria a primeira coisa que o pecador veria ao entrar ali, indica que a primeira necessidade do pecador é que seus pecados sejam lavados pelo sangue de Cristo (Hb. 9:13,14; 1 Jo 1:7; Ap 7:14), e que até que se faça isso, não deve nem sequer adorar a Deus, nem mesmo entrar em sua presença (Hb 9:22). O altar era uma testemunha da culpa do homem e de sua necessidade de expiação e reconciliação; logo lhe assegurava que isto já era possível (Jo 1:29; Rm 5:10; 2 Cr. 5:18, 19). Existe um fato interessante, assim como os cordeiros da Páscoa eram comidos e depois sacrificados, alguns dos cordeiros mortos também foram comidos. Não foi nenhuma coincidência que na noite antes da Páscoa quando Jesus foi crucificado, Ele "tomou o pão, deu graças e disse: comam, este é o meu corpo" Mt 26:26, mais tarde ele morria pela raça humana. O próprio Jesus é o cordeiro de Deus e o cordeiro da páscoa.
Tipos de ofertas que eram oferecidas: Cordeiro Macho (Ex 12:5); Novilho (Nm 8:8); Ovelha (Lv 5:6); Pombinha ou rolinha (Lv 12:6); Cabrito (Ex 12:5); Boi (Lv 4:10); Cabra (Lv 4:27-35); Bode (Nm 29:5); Aves (Lv 14:1-32); Novilha Ruiva (Nm 19); Novilha que nunca trabalhou (Dt 21:1-9); Cordeiro (Lv 14:10); Bezerro (Nm 29:8); Cordeira (Lv 14:10).
As ofertas eram:
Ofertas queimadas: Ao Israelita querer demonstrar sua consagração. O animal era queimado por completo, tirando apenas o couro. Lv 1
Ofertas pacíficas: Ofertas voluntárias, ação de graças, votos. Queimava a gordura no altar, o peito e a coxa direita ficavam para o sacerdote, depois havia um banquete com o resto da carne para demonstrar alegria. Lv 3
Ofertas pelo pecado e pela culpa: Em busca de perdão, aqueles pecados que aconteciam de forma "ignorante". Não havia nenhuma oferta para os que pecavam voluntariamente, devia-se restituir aquele a quem foi a vítima, então a oferta pela culpa esta ali demonstrando que a situação tinha sido resolvida. Era considerado pecador atrevido aquele que afrontasse diretamente a Deus, pecando conscientemente, é eliminado do meio do povo. Lv 4-6
Quando a oferta tinha como motivo pecado e culpa, sendo o transgressor o próprio sacerdote e toda a congregação, levava-se o sangue para dentro do santuário, para aspersão 7 vezes diante da cortina do véu, então a carcaça do animal era queimada fora do acampamento, mas a gordura ficava no altar de sacrifícios. Quando quem pecava eram os príncipes/chefes ou pessoas comuns, o sangue não entrava no santuário, era posto apenas nas pontas dos chifres e na base do altar de sacrifícios. A oferta era comida pelo sacerdote apenas quando o sangue não entrava no santuário e não era oferta pelo pecado. Mas lembre-se, o fato do sacerdote está comendo a carne, transmite-se simbolicamente as responsabilidades dos pecados para o sacerdote.
Ofertas de manjares: Aquelas que demonstravam muita gratidão por Deus, pelas bênçãos, pela fartura, pela saúde etc. Lv 2
Utensílios: Recipientes, pás, bacias, garfos e braseiros, tudo de bronze.

Weber Marques e Adriano Euzébio

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