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20/08/2012

CNBB destaca a “santidade” do domingo


CNBB - domingo
Sexta, 17, no penúltimo dia da Semana Nacional da Família, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou um texto redigido a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias. A mensagem trata da família e a festa e aborda a importância da festividade no ambiente familiar, para união e celebração entre seus membros. O objetivo do texto é ser mais um instrumento de reflexão, sobre a família, entre as comunidades da Igreja.

O ser humano moderno criou o tempo livre e perdeu o sentido da festa. É necessário recuperar o sentido da festa, e de modo particular do domingo, como “um tempo para ser humano”, aliás, “um tempo para a família”. Voltar a encontrar o centro da festa é decisivo também para humanizar o trabalho, para lhe atribuir um significado que não o reduza a ser uma resposta às necessidades, mas que o abra ao relacionamento e à partilha: com a comunidade, com o próximo e com Deus.

Atualmente, a festa como “tempo livre” é vivida no contexto do “fim de semana”. Em vez do descanso e da santificação privilegia-se a diversão, a fuga das cidades, e isto influi sobre a família, principalmente se tem filhos adolescentes e jovens. Os membros da família têm dificuldade de encontrar um momento de relacionamento familiar. O domingo perde a sua dimensão de dia do Senhor e é vivido mais como um tempo “individual” do que como um espaço “comum”.

O tempo livre no domingo torna-se com frequência um dia “móvel” e corre o risco de não ser mais um dia “fixo”, dificultando o encontro familiar. As pessoas não descansam somente para voltar ao trabalho, mas para fazer festa. É mais oportuno do que nunca que as famílias voltem a descobrir a festa como lugar do encontro com Deus e da proximidade recíproca, criando a atmosfera familiar, sobretudo quando os filhos são pequenos. As realidades vividas nos primeiros anos na família de origem permanece inscrita para sempre na memória do ser humano. Também os gestos da fé, no dia do domingo e nas festividades anuais, marcam a vida da família, sobretudo no encontro com o mistério santo de Deus e contribui para reforçar os relacionamentos familiares. [...]

O dies Domini (dia de Deus) deve se tornar, inclusive, um dies hominis (dia do homem). Se a família se aproximar deste modo da festa, poderá vivê-la como o “dia do Senhor”.

Para experimentar a “presença” do Senhor ressuscitado, a família é exortada aos domingos em especial a deixar-se iluminar pela Eucaristia. A missa torna-se a celebração central, viva e pulsante do dia do Senhor, da sua presença de Ressuscitado aqui e agora. A eucaristia concede-nos a graça de celebrarmos o mistério santo de que vem ao nosso encontro. No domingo, a família encontra o sentido e a razão da semana que se inicia. [...]

Desde crianças, os filhos têm o direito de serem educados para a escuta da palavra, para descobrir o domingo como “dia do Senhor“. A memória do Crucificado Ressuscitado marca a diferença do domingo em relação ao tempo livre: se não nos encontrarmos com Ele, a festa não se realiza, a comunhão é apenas um sentimento e a caridade se reduz a um gesto de solidariedade, que não constrói a comunidade cristã e não educa para a missão. A eucaristia do domingo enquanto nos introduz no coração de Deus, faz a família, e a família, na comunidade cristã, faz de um certo modo a Eucaristia. [...]

Rádio Vaticano

Nota: Praticamente todos os argumentos para a guarda do domingo são válidos – fortalecimento das famílias, recuperação da Terra, cura do consumismo, etc. –, o que está errado é o dia escolhido para isso. O verdadeiro dia de repouso, dia da família, memorial da criação foi escolhido por Deus e é o sétimo dia da semana, o santo sábado. E o sábado é santo porque Deus descansou nesse dia (deu exemplo), abençoando-o e santificando-o (Gn 2:2, 3). Jesus também guardou o sábado (Lc 4:16), no que foi seguido por Sua mãe e Seus discípulos, incluindo o apóstolo Paulo. Domingo é um dia comum de trabalho e atividades seculares; é o primeiro dia da semana e, de forma alguma, foi separado para comemorar a ressurreição. Deus não mudaria Seus mandamentos escritos em pedra, vigorantes desde sempre e para sempre (o sábado será guardado inclusive na Nova Terra – Is 66:22, 23). O problema é que aqueles que escolherem ser fieis à Palavra de Deus em detrimento de tradições humanas serão vistos como inimigos da maioria, “fundamentalistas” que não querem salvar a Terra e promover os valores da família. A confusão será estabelecida e essa minoria será cada vez mais hostilizada por sua fidelidade à Lei de Deus.

13/08/2012

Adventistas são hostilizados pela Igreja Católica Ortodoxa na Ucrânia

Os membros da Igreja Católica Ortodoxa em Sevastopol (Ucrânia), em um esforço para impedir o avanço da comunidade adventista do sétimo dia na pregação da Mensagem dos 3 Anjos, vieram em procissão e entraram na tenda da congregação com publicidades, chamando os ASD de seita, derramando com balde "água benta" sobre os adventistas, sobre os livros, destruindo os livros, quebrando a tenda e ameaçando destruí-los se retornassem ao local novamente.

07/11/2011

Empresa pornográfica na Alemanha pertence à Igreja Católica

A maior empresa de mídia da Alemanha, a Weltbild, e que possui mais de 2.500 títulos pornográficos, pertence à Igreja Católica daquele país. A informação foi divulgada pela revista Buchreport em sua última edição.

A Igreja Católica possui, além da Weltbild, uma outra empresa de mídia, a Droemer Knaur, que faz publicações de materiais de outras religiões, como o budismo . Os fiéis católicos que já fizeram diversos protestos, enviando um documento de 70 páginas aos Bispos que recebem parte do lucro dessas empresas, questionam o que é mais importante para a igreja: a moral ou o dinheiro.

O Cardeal Reinhard Marx concedeu entrevista e afirmou que a empresa utiliza um filtro para tentar conter a publicação de materiais pornográficos, e que quando esses materiais são descobertos, eles cancelam sua publicação. Segundo o The Christian Post, os fiéis que são contrários a essas publicações rebatem afirmando que pelo que se vê, não são muitas as publicações que deixam de serem publicadas.

Como o lucro que é enviado pela empresa à Igreja Católica da Alemanha beira os 182 milhões de euros por ano, há a suspeita de que os Bispos e Cardeais tem feito vista grossa. A empresa emprega 6.400 pessoas e movimenta entre compras e vendas, 1,7 bilhões de euros por ano. 

Fonte: Gospel +

17/10/2011

Bento XVI quer promover um esforço generalizado em prol do Catecismo da Igreja Católica

Cidade do Vaticano, 17 out 2011 (Ecclesia) – Bento XVI quer que os católicos de todo o mundo assumam “a sua adesão ao Evangelho”, anunciando publicamente a fé num momento de “profunda mudança” para a humanidade.

“Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até por ser negado”, assinala, na carta apostólica «A porta da fé», hoje publicada pelo Vaticano.

Após ter anunciado este domingo a convocação de um «ano da fé» entre outubro de 2012 e novembro de 2013, para assinalar os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II (1962-1965), o Papa explica no seu novo documento os objetivos da iniciativa.

“Pareceu-me que fazer coincidir o início do ano da fé com o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II poderia ser uma ocasião propícia para compreender que os textos deixados em herança pelos padres conciliares”, justifica Bento XVI.

Na carta apostólica destaca-se que a ação da Igreja deve ter em conta as “muitas pessoas que, embora não reconhecendo em si mesmas o dom da fé, vivem todavia uma busca sincera do sentido último e da verdade definitiva acerca da sua existência e do mundo”.

“Nos nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogações, que provêm de uma diversa mentalidade que, particularmente hoje, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas”, aponta ainda.

O Papa apela ao reforço da “caridade” e recorda, nesse sentido, os cristãos que “dedicam amorosamente a sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo”.

“A fé, precisamente porque é um ato da liberdade, exige também o assumir da responsabilidade social daquilo que se acredita”, precisa.

O «ano da fé» tem início marcado para 11 de outubro de 2012, no cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II e vinte anos após a publicação do Catecismo da Igreja Católica, coincidindo com a próxima assembleia do Sínodo dos Bispos, que tem como tema «A nova evangelização para a transmissão da fé cristã».

“Também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé”, escreve Bento XVI.

O Papa sublinha a importância da pertença à Igreja, observando que “o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja”.

A iniciativa de Bento XVI quer promover um “esforço generalizado em prol da redescoberta e do estudo dos conteúdos fundamentais da fé, que têm no Catecismo da Igreja Católica a sua síntese sistemática e orgânica”.

“Com tal finalidade, convidei a Congregação para a Doutrina da Fé a redigir, de comum acordo com os competentes organismos da Santa Sé, uma Nota, através da qual se ofereçam à Igreja e aos crentes algumas indicações para viver, nos moldes mais eficazes e apropriados, este ano da fé ao serviço do crer e do evangelizar”, revela.

Fonte: Ecclesia

Nota: Já sabemos onde a "descoberta dos conteúdos fundamentais da fé do Catecismo Católico" irá levar a humanidade. Veja o que o Catecismo Católico ensina sobre a substituição do sábado para o domingo como dia de descanso.

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27/09/2011

Católicos tentam crucificar e matar evangélicos em cidade

Pelo menos 70 cristãos evangélicos da região centro-leste do México foram expulsos pelas autoridades locais do local onde moram, região na qual moram muitos católicos tradicionais que, supostamente, ameaçaram crucificá-los e linchá-los.

Inicialmente, cerca de 50 famílias de cristãos protestantes foram obrigadas a deixar a vila em 12 de setembro, mas alguns foram autorizados a permanecer, sob a condição de fazer seus cultos fora da aldeia. Além disso, não podem evangelizar os católicos tradicionais da região, os quais praticam uma mistura de rituais indígenas e católicos.

O governo de Puebla se curvou diante da pressão e das exigências dos católicos tradicionais da aldeia de San Rafael Tlanalapan, a cerca de 100 quilômetros da capital, conforme informou o jornal La Jornada de Oriente.

Testemunhas disseram ter visto diversos evangélicos, incluindo um pastor, fazendo suas malas e ajuntando rapidamente seus pertences para partir. Segundo informações, isso aconteceu porque os católicos tradicionais da região disseram que iam “crucificá-los ou linchá-los”, caso eles não fossem embora após a determinação feita no dia 12 de setembro.

O prefeito da região colaborou com as expulsões dos cristãos, receoso de perder seu cargo, após a pressão dos católicos. A católica Irma Diaz Perez informou a decisão tomada: “Eles nunca mais vão voltar, pois nós temos leis contra eles e eles não têm permissão para ficar aqui”.

A perseguição contra os evangélicos no México não é atual. Em um caso, cristãos evangélicos foram proibidos de ter acesso a água. Alguns funcionários também relataram ataques contra famílias evangélicas em anos anteriores.

Tudo isso ocorre porque o México é um país tradicionalmente católico. Dessa forma, muitos evangélicos são detidos por crimes que não cometeram.

Fonte: Gospel +

22/08/2011

Indulgência: Vaticano concedeu a padres o direito de perdoar o pecado do aborto


MADRI (Reuters) - O Vaticano concedeu a padres o direito de perdoar o pecado do aborto quando ouvirem as confissões de centenas de milhares de jovens que participarão do festival católico romano na Espanha esta semana.

O aborto é considerado um pecado a ser punido com excomunhão dentro das regras da Igreja Católica. Durante o Dia Mundial da Juventude, peregrinos vão participar de uma confissão em massa na presença do papa Bento 16, no sábado, em um parque central de Madri.

"Essa (concessão) é para facilitar aos fiéis que participarem das celebrações do Dia Mundial da Juventude a obtenção dos frutos da graça divina", afirmou a arquidiocese de Madri, em comunicado em seu website.

Duzentos confessionários portáteis brancos foram colocados no Parque Retiro, em Madri, onde centenas de padres vão receber confissões em diferentes línguas de peregrinos vindos de diversas partes do mundo.

O pontífice vai sentar-se em um dos confessionários na manhã de sábado para ouvir confissões de três visitantes, antes de uma missa com até 6 mil seminaristas.

O Vaticano já anunciou em 11 de agosto que havia autorizado uma indulgência total ou plena para todos os jovens que participarem das celebrações.

A indulgência é a remissão da pena temporal que uma pessoa recebe por pecados que foram perdoados e é tradicionalmente concedida aos peregrinos do Dia Mundial da Juventude.

Fonte: Reuters

Nota: "Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus". II Tessalonicenses 2:3-4

16/08/2011

Papa fala heresias e diz que Maria é a Arca da Aliança

Este é um dia para admirar e louvar pelas grande coisas que o Onipotente por meio da Virgem Maria e pelas coisas que Ele operou nela, disse o Papa Bento XVI na solenidade de Assunção de Maria, celebrada nesta segunda-feira, 15.

Durante a homilia da Santa Missa realizada nesta manhã na paróquia pontifícia “Santo Tomás de Villanova, em Castel Gandolfo, o Papa destacou que Maria indica “um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta”. 

Guiado pela Liturgia do dia, o pontífice indica que a arca descrita no Antigo Testamento, se torna “arca viva” no Novo Testamento.

“Qual o significado da arca? O nos que parece? Para o Antigo Testamento, esse é o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. Mas, agora, o símbolo deu lugar a realidade. Assim, o Novo Testamento nos diz que a verdadeira arca da aliança é uma pessoa vida e concreta: é a Virgem Maria”, elucida o Papa. 

O Santo Padre ressalta que Deus não vive num objeto, Deus habita numa pessoa, num coração: Maria, naquela que carregou em seu colo o Filho eterno de Deus feito homem, Jesus nosso Senhor e Salvador. 

Maria é a arca da aliança, porque acolheu em si Jesus; colheu em si a Palavra vivente, todo o conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheu em si Aquele que é a nova e eterna aliança, culminando com a oferta do seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria”, enfatiza.

Maria no Apocalipse

No Livro do Apocalipse, é indicado um outro aspecto importante da realidade de Maria. Nele, ela, arca vivente da aliança, tem um destino de glória extraordinária, pois está estreitamente unida ao Filho, aquele no qual ela acolheu na fé e gerou na carne, sendo ela capaz de compartilhar integralmente a glória do céu. 

“Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida... atormentada para dar à luz. Ela deu à luz um filho, um varão, que Irá reger todas as nações...” (Ap 12,1-2; 5). 

Hoje, a Igreja canta o amor imenso de Deus por esta sua criatura: “a escolhida como verdadeira 'arca da aliança', como aquela que continua a gerar e a doar Cristo Salvador à humanidade, como aquela que no céu divide a plenitude da glória e goza da mesma felicidade de Deus”, explica o Papa. 

Maria visita Isabel

Já no Evangelho de Lucas é descrita a visita de Maria a Isabel. Maria deixa sua casa em Nazaré e parte para chegar “logo” à cidade de Judá. Esse “logo” mostra a rapidez na qual Maria se coloca para fazer a vontade de Deus. 

“As coisas de Deus merecem rapidez, na verdade, as únicas coisas no mundo que merecem rapidez são justamente aquelas de Deus, que têm uma verdadeira urgência para nossa vida”, salienta Bento XVI. 

Zacarias, Isabel e o pequeno João Batista representam todos os justos de Israel, no qual os corações, ricos de esperança, atendem a vinda do Messias salvador, explica o Papa. “É o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e a faz reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para visitá-la”.

“Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? (Lc 1,42-43). É assim que Isabel recebe Maria, e é o Espírito Santo que abre o coração de João Batista no ventre de Isabel. 

“Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre” (Lc 1,44). 

No seio da mãe, João Batista dança como o Rei Davi no Antigo Testamento diante da arca da aliança. João Batista reconhecesse Maria como a nova arca da aliança, “diante da qual o coração exulta de alegria, a Mãe de Deus presente no mundo, que não tem para si a divina presença, mas a oferece, dividindo a graça de Deus”.

Destinados ao amor de Deus 

O Papa destaca que “também nós somos destinados a esse imenso amor que Deus reservou” e é Maria quem indica, com luminosa clareza, o caminho em direção a verdadeira Casa, aquela na qual é possível viver a comunhão da glória e da paz com Deus.

Fonte: Canção Nova

Nota: Como a Palavra de Deus é distorcida por aquele que deseja usurpar o lugar de Deus! Há um limite para suas heresias e em breve o Senhor retribuirá com o vinho de Sua cólera, preparado sem mistura. Anunciemos ao mundo: "Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição". Apocalipse 14:8


Para saber mais sobre o Santuário e a Arca de Deus nele contida, leia também: 

O Santuário em Gênesis
O Santuário em Êxodo
O Santuário em Levítico
O Santuário em Hebreus
O Santuário em Apocalipse
Por que Satanás odeia o Santuário?


21/07/2011

Juiz recomenda jovem frequentar missas após bater o carro no muro da igreja

Depois de bater o carro em muro de uma Igreja, um jovem recebe a sentença de pagar uma quantia em dinheiro e frequentar as missas dominicais.

Em janeiro de 2011, Diego Martins De Novaes, na ocasião com 17 anos e que dirigia sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH), perdeu o controle do carro da mãe e acabou colidindo no muro da Igreja católica da cidade de Maracás localizado no sudoeste da Bahia.

Na semana passada, o juiz José Brandão Netto, expediu a ordem judicial sobre esse caso, a ordem determinava o pagamento de uma quantia de 100 reais e foi recomendado que o jovem infrator frequentasse as missas matinais semanais.

Segundo o magistrado, José Brandão Neto da Vara única de Maracás, a recomendação não é um incentivo a nenhum tipo de proselitismo até mesmo porque o jovem é Católico.

"Não estou querendo com essa medida vinculá-lo forçosamente a nenhuma religião. Apenas acredito que a religião traz o indivíduo para o bem e, como o próprio adolescente declarou que é Católico, eu sugeri que ele frequentasse a missa".

O cumprimento da recomendação feita pelo o juiz foi feita em parceria com os padres da Igreja e são eles quem vão fiscalizar o comparecimento do jovem nas missas. O garoto deve mostrar uma espécie de recibo para comprovar que foi às missas.

Entretanto, Netto afirmou que se ele não cumprir, não está sendo previsto nenhuma punição, pois se trata de uma recomendação, e não de uma condenação.

Como a pena para esse tipo de infração pode ser de uma simples advertência até três anos de internação, Novaes tratou logo de cumprir a recomendação. Segundo informações da Folha, o jovem já frequentou a missa realizada no domingo passado.

Para o especialista em direitos da criança e do adolescente, Cláudio Roberto Soares da Silva, o juiz poderia ter feito uma recomendação mais socioeducativa, como prestação de serviço à comunidade ou manutenção da Igreja. Entretanto, afirmou que o juiz foi correto em sua decisão quanto à reparação do dano.


Nota: Imaginem a pena "recomendada" àqueles que recusarem a marca da besta. Mas se Deus é por nós, quem será contra nós? 

18/07/2011

Arcebispo defende domingo em oposição ao sábado

“Deus nos dá este mundo para que vivamos numa solidariedade geradora de paz. ‘No sétimo dia, Deus concluiu toda obra que tinha feito; e no sétimo dia repousou de toda obra que fizera’ (Gn 2,2ª). Este dia, o sétimo, reveste-se de grande importância no contexto do primeiro relato da criação, pois nele, Deus ‘concluiu’ a sua criação. Desta forma, é no dia chamado de sábado e através dele que o homem e a mulher vão reconhecer a realidade na qual vivem e percebe-se criação de Deus” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 119). Então podemos nos interrogar: O que Deus acrescentou com o descanso às obras da Criação, se já havia concluído no sexto dia? O que ainda faltava para a criação, se já se encontrava acabada? A resposta é o próprio descanso, do qual emergem a bênção e a santificação do sétimo dia, ou seja, Deus conclui a criação com a sua bênção. É do repouso de Deus que emergem a bênção a santificação do sábado.

“A obra da criação tem sua conclusão com o descanso do Criador. O Deus que descansa no sétimo dia é o Criador que descansa de toda obra que fizera. No dia do repouso, o Criador também se recolhe novamente a si, o que não significa um retorno a existência eterna anterior à criação do mundo e das pessoas, mas deixa de criar e, junto com a sua criação, descansa e a contempla” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 122).

“Podemos dizer que Deus, não somente descansa de sua criação, mas que este descanso se dá em sua obra, que está diante dele, e Ele presente nela” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 123 parte). “O próprio Deus mostra o repouso como exigência para a vida humana e para a natureza, quando estabelece o ano sabático e o ano jubilar (cf. Lv 25,1-22): o descanso deve ser respeitado não apenas para o ser humano, mas também para toda a natureza. Sem descanso, não pode haver nem sequer vida natural de qualidade” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 125).

“Nós cristãos entendemos que o sentido original do dia festivo está na celebração da ressurreição de Jesus, fato primordial sobre o qual se apoia a nossa fé. O domingo cristão deve ser visto como a expansão messiânica do sábado de Israel. O domingo, dia festivo cristão, entendido e vivido como o ‘dia do Senhor’, não somente antecipa o descanso do final dos tempos, mas indica o início da nova criação” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 126).

“Segundo a concepção cristã, a nova criação começa com a ressurreição de Cristo. O jardim da ressurreição é o novo jardim do Éden, o lugar da recriação. O casal humano se reencontra num universo que não é o túmulo, mas o jardim, lugar da vida e não da morte. Se o sábado de Israel permite olhar em retrospectiva para as obras da criação de Deus e para o próprio trabalho das pessoas, a festa da ressurreição olha para frente, para o futuro da nova criação.

“Se o sábado de Israel permite participar do descanso de Deus, a festa cristã da ressurreição permite participar da força que opera a recriação do mundo. Se o sábado de Israel é primordialmente um dia de reflexão e de agradecimento, a festa cristã da ressurreição é primordialmente um dia de início e de esperança” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 127).

“Este mundo sem o descanso de Deus, de sua presença, corre o risco de se converter em fábricas que poluem e de homens e mulheres que atuam em um mercado de trabalho gerador mais de morte, que de vida propriamente” (texto base da Campanha da Fraternidade/2011 – nº 129 parte).


Nota: Essa postagem do arcebispo Battisti, citando longamente o texto base da Campanha da Fraternidade, deixa claro que a Igreja Católica não mudou em sua pretensão de “mudar os tempos e a lei” (cf. Dn 7:25). Ao passo que reconhece a santidade do sábado, o memorial divino da Criação, estabelecido pelo próprio Criador que descansou nesse dia e o abençoou, santificando-o (isto é, separando-o para uma finalidade sagrada), reforça a argumentação católica em torno da mudança do sábado para o domingo, mudança essa não autorizada em qualquer parte da Bíblia. Não existe um texto sequer que sugira essa alteração. Jesus descansou na sepultura durante o sábado que sucedeu Sua morte na cruz. A ressurreição dEle no primeiro dia da semana não sanciona a mudança pretendida pelo catolicismo. O sábado aponta, sim, para a Criação, mas significa também redenção e libertação do pecado, tipologicamente representadas pela libertação dos hebreus do Egito (Dt 5:15). Além disso, o sábado também tem que ver com o futuro, já que será guardado também na Nova Terra, segundo Isaías 65: . O domingo é simplesmente o primeiro dia comum da semana, mas se transformou em símbolo da autoridade humana em oposição à autoridade divina. Dias atrás, uma amiga me contou que sua filha teve que fazer um trabalho de ensino religioso na escola católica em que estuda. O tema eram os dez mandamentos e ela copiou a lei conforme está registrada na Bíblia, em Êxodo 20. A professora considerou errada a citação do sábado e a mãe foi conversar com ela. Mostrou o sábado na Bíblia e a professora disse que, mesmo assim, consideraria errada a resposta da aluna, pois queria que ela escrevesse a lei como está no catecismo... Independentemente do motivo/pano de fundo – se trabalhista, ecológico ou econômico –, essa controvérsia entre o sábado e o domingo, entre a adoração a Deus (cf. Ap 14:6, 7) ou ao poder humano (cf. Ap 13), vai ficar cada vez mais acirrada. Os católicos, pelo menos, coerentemente admitem a mudança do dia de guarda baseada no pretenso poder papal; em situação mais complicada ficam os evangélicos guardadores do domingo, já que não contam com qualquer argumento escriturístico para essa postura.

13/07/2011

Pedro foi o primeiro Papa?

A alegação que os católicos romanos fazem de que o apóstolo Pedro foi o principal líder dos apóstolos - o primeiro papa - tem fundamento nas Escrituras?

Há um pensamento geral entre os católicos de que Pedro foi o apóstolo que recebeu de Jesus a tarefa primordial de liderar os seus companheiros e fundar a Igreja.

Este artigo foi elaborado exatamente no período das festividades conhecidas por “juninas”, em 2008, dentre as quais há um dia dedicado a Pedro. Na época, em entrevista a uma emissora de televisão da Paraíba, uma senhora católica afirmou sua fé e respeito por “São” Pedro, citando exatamente a passagem na qual ela acredita que Jesus comissionou o apóstolo a fundar a Igreja Católica. Outra entrevistada concluiu a referência ao texto bíblico, dizendo que Pedro é a “pedra” sobre a qual Jesus edificou Sua Igreja. 

As senhoras supra-citadas estavam fazendo referência à passagem do capítulo 16 do evangelho de Mateus, no verso 18, que diz: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mas era mesmo isso que Jesus queria dizer? Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que Jesus colocou em Pedro a liderança total sobre os demais apóstolos? A “pedra” a que Jesus Se referiu pode, realmente, ser entendida como sendo Pedro?

O presente estudo faz uma análise não exaustiva da passagem em questão, complementando com a pesquisa de outras referências bíblicas no Novo Testamento (ou NT), tentando chegar a uma conclusão para as questões inicialmente propostas sobre o papel real de Pedro na liderança da Igreja Cristã do tempo dos apóstolos. 

Evangelho de Mateus: Escrito em Aramaico ou em Grego?

Um dos pilares do ensinamento católico sobre o papel de Pedro na fundação da Igreja está no fato de Roma utilizar-se da língua aramaica para a passagem de Mt 16:18, na qual as palavras “Pedro” e “pedra” são grafadas da mesma maneira: “kepha”. Dessa forma, a Igreja Católica fundamenta-se dizendo que Jesus fez de Pedro a “pedra” sobre a qual o Senhor edificou a Igreja.

Há algumas referências ao texto hebraico de Mateus, ocorridas entre os chamados “Pais da Igreja”, que parece abonar o argumento católico. Dentre tais referências, uma relevante é aquela atribuída a Papias, considerado um dos discípulos diretos do apóstolo João. Eusébio de Cesaréia, historiador cristão dos primeiros séculos, falecido por volta do ano 340 d.C., cita o seguinte:

“Referente a Mateus, [Papias] diz o seguinte: ‘Mateus ordenou as sentenças em língua hebraica, mas cada um as traduzia como melhor podia’”. Baseado em referências patrísticas como esta é que a Igreja Católica fundamenta um dos seus principais argumentos acerca da interpretação de Mt 16:18 como Pedro sendo a pedra de edificação da Igreja, uma vez que, como citado anteriormente, no texto hebraico (aramaico) não há distinção entre “Pedro” (kepha) e “pedra” (kepha).

Porém os estudiosos não são unânimes em acreditar que Mateus escreveu realmente seu evangelho em aramaico (hebraico). Dentre os argumentos utilizados, podemos citar os seguintes: 

1. As várias citações que Mateus faz do Antigo Testamento não refletem uma única forma textual, ou seja, não são a própria versão de Mateus em aramaico tirada da Bíblia normalmente aceita pela Igreja Primitiva, que era a Septuaginta (LXX). 

2. O texto grego de Mateus não soa como uma tradução, pois apresenta muitas expressões que demonstram um profundo conhecimento do pensamento judaico, que os estudiosos chamam de “semitismos”.

O que tem sido aceito dentre importantes teólogos da atualidade é que Papias estava, na verdade, declarando que o “estilo” ou a “forma” literária utilizada por Mateus é que eram hebraicos, mas não a “escrita” em si. O Dr. David Alan Black, por exemplo, cita a pesquisa de J. Kürzinger na qual a expressão utilizada por Papias (traduzida por: “em língua hebraica”), foi hebraidi dialektō, que pode significar tanto “em língua hebraica” quanto “em estilo hebraico”, dependendo do contexto. Segundo a pesquisa acima mencionada, no contexto em questão, [Papias] estava explicando alguns problemas quanto ao estilo e/ou conteúdo de Marcos, pois esse relato não possuía nem o estilo judaico de Mateus nem o estilo literário normal de uma biografia grega como o relato de Lucas. 

Esse erro de interpretação da citação de Papias, cometido inclusive por Orígenes, acabou sendo perpetuado por escritores posteriores, levando ao pensamento atual entre alguns teólogos de que o evangelho de Mateus foi escrito em hebraico, o que parece estar mesmo descartado. 

Breve Exegese do Texto Grego de Mt 16:18

Adotando-se a evidência de que Mateus escreveu seu evangelho em grego, assim como os demais escritores do NT, podemos realizar uma exegese não exaustiva das palavras gregas utilizadas por Mateus para “Pedro” (petros) e “pedra” (petra), para verificarmos que Jesus não colocou sobre Pedro a fundação da Igreja.

O texto em português foi traduzido assim: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

A respeitada tradução espanhola, Reina Valera, verte o texto da seguinte forma: “Mas yo también te digo que tú eres Pedro [PETROS, no grego]; y sobre esta roca [PETRA, no grego] edificaré mi iglesia, y las puertas del Hades no prevalecerán contra ella.”

A palavra grega “petros”, ocorrer 100 vezes no Novo Testamento, como original para o nome de Pedro (cf. 1Pe 1:1; 2Pe 1:1). Já “petra” ocorre apenas 4 vezes, sendo duas delas relacionadas diretamente a Jesus como sendo a Pedra (cf. 1Co 10:4; 1Pe 2:7-8).

Há um pensamento comum, porém não irrefutável, de que “petros” é uma referência a um “pedregulho”, uma pedra de menor importância; enquanto que “petra” é uma “rocha”, uma pedra de maior durabilidade. 

Partindo deste ponto de vista, na verdade Jesus quis dizer que Pedro era uma pedra menor, enquanto Ele, Cristo, é a verdadeira pedra (ou rocha) sobre a qual a Igreja seria edificada. 

Pedro Era Mesmo o “Chefe” dos Apóstolos?

Além do estudo das palavras gregas empregadas por Jesus, algumas evidências internas nos revelam que, caso Jesus tenha realmente colocado sobre Pedro a primazia entre os demais apóstolos e líderes da Igreja, esta não foi a interpretação que eles mesmos deram às palavras de Cristo. Vejamos algumas dessas evidências encontradas dentro do próprio texto bíblico:

1. Os discípulos permaneceram com insinuações de quem seria considerado como o “maior” entre eles (cf. Mc 9:33-35). Isso certamente não aconteceria, caso Jesus tivesse colocado sobre Pedro a supremacia pastoral.

2. Vemos em Mt 20:20-28 (claramente posterior à conversa do capítulo 16) que a mãe de Tiago e João fez um curioso pedido a Jesus: para que seus filhos fossem o n° 1 e o n° 2 no governo do reino de Cristo. Demonstrando claro descontentamento com tal pensamento, Jesus novamente expressa Seu desejo de que não haja este tipo de sentimento, onde um se considere superior aos demais. O conceito católico de “primo entre pares” parece encontrar aqui uma clara reprovação de Cristo.

3. No Concílio de Jerusalém (At 15:1-29), por exemplo, também não há evidências de que Pedro tenha presidido tal reunião de líderes da Igreja, o que seria lógico, caso fosse ele realmente o líder maior, como advogam os católicos. Vemos que Pedro teve um papel importante (v. 7), assim como também tiveram Barnabé e Paulo (v. 12), e Tiago (v. 13), que parece ter dado a palavra final sobre o debate teológico em questão. O próprio Pedro já havia mencionado o nome de Tiago com certo destaque no governo da Igreja (cf. At 12:17).

4. Paulo declara que não só Pedro, mas também Tiago e João, eram considerados “colunas” da Igreja (cf. Gl 2:9), o que mostra que a responsabilidade de liderança era dividida igualmente. E mesmo nessa citação, Paulo não menciona Pedro em primeiro lugar, o que poderia ter ocorrido caso houvesse alguma ordem de autoridade entre essas “colunas”.

5. Na mesma epístola aos Gálatas, Paulo cita um curioso evento no qual ele repreendeu Pedro na presença de todos os demais discípulos (cf. Gl 2:11-16). Como poderia o apóstolo Paulo, que nem mesmo fora um dos 12, ousar repreender teologicamente o “papa” da Igreja? Essa é mais uma fortíssima evidência de que Pedro não era considerado o maioral dos apóstolos, muito menos possuía a infalibilidade (ex-catedra), arrogada pelo bispo de Roma da atualidade. Paulo também condena aqueles que queriam colocar Pedro, ou qualquer outro, em posição de destaque (cf. 1Co 1:10-12).

6. O próprio Pedro se considerava um presbítero companheiro e igual aos demais (cf. 1Pe 5:1), o que mostra que ele não possuía tal pensamento de considerar-se melhor ou superior aos outros líderes. Aliás, há uma referência bíblica que demonstra claramente que não havia apenas um bispo em cada cidade, como quer a teologia católica, mas algumas delas poderiam ter vários, conforme, talvez, o tamanho de sua população convertida, como era o caso de Filipos (cf. Fp 1:1).

7. Interessante notar, ainda, que Pedro não é mencionado na carta de Paulo aos romanos, escrita por volta do ano 58 d.C. Isto pode ser uma forte evidência de que Pedro era, na verdade, um pregador itinerante (cf. 1Pe 1:1), e não o “bispo de Roma” como querem os católicos. Inclusive, Eusébio (citado acima) menciona que o primeiro “bispo” de Roma foi Lino (cf. 2Tm 4:21), logo após o martírio de Paulo e Pedro, considerados pelo historiador como os fundadores do evangelho em Roma. 

Uma Igreja Monárquica

Vemos que há um grande esforço na teologia católica em colocar sobre Pedro o fundamento humano da Igreja Cristã, sendo que, a partir dele, tal autoridade foi sendo transmitida ao longo dos séculos, de bispo para bispo, mantendo-se uma estrutura hierárquica forte, onde no topo da “pirâmide” de poder está o papa, líder supremo da cristandade, para os católicos.

Esta estrutura hierárquica robusta e consistente, que tem se mantido ao longo de quase 2 milênios, parece não ter surgido realmente na declaração de Cristo a Pedro, como pregam os católicos, mas em uma ambição meramente humana, nascida na mente de um imperador romano, pretensamente convertido à fé cristã. O professor católico Luis Aznar, faz um interessante comentário em uma edição do livro História Eclesiástica, de Eusébio:

Culminava então (313 AD) a carreira política do imperador Constantino para a monarquia universal e absoluta. A audaz empresa exigia uma mudança substancial na concepção forjada por Augusto e retocada por Adriano e Deocleciano... Constantino compreendeu que necessitava do apoio das tenazes comunidades cristãs para edificar o novo império. Assim, desde que foi proclamado imperador pelo exército, em 306, tomou sob sua proteção os cristãos e ingressou entre os que podiam escutar a leitura dos evangelhos nos templos. Porém seu pensamento era político e não religioso. Queria organizar as comunidades episcopais autônomas em uma igreja universal. 

Vê-se que o objetivo por trás da instituição da hierarquia da Igreja Católica, encabeçada pelo papa, era mais uma estratégia política de dominação (que realmente deu certo!), do que o cumprimento de uma orientação divina.

Resumo e Conclusão

Não há evidências conclusivas sobre a composição em aramaico do evangelho de Mateus. A hipótese da escrita nesta língua é defendida por alguns teólogos católicos, por facilitar o argumento de que Jesus colocou sobre Pedro a autoridade de fundamentar a Sua Igreja, conforme o texto de Mt 16:18. 

Porém, há fortes evidências de que o texto foi mesmo escrito em grego, no qual o “jogo” das palavras petros e petra pode indicar que Jesus colocou sobre Si mesmo, a pedra angular (cf. At 4:11; 1Pe 2:7), a autoridade única de fundamento da Igreja Cristã.

Há também, dentro do próprio texto do Novo Testamento, fortes indicações de que Pedro não exerceu a função de líder maior da Igreja, como pôde ser visto no Concílio de Jerusalém, no debate com Paulo acerca dos ritos judaicos para os gentios conversos, da não-citação de Pedro na epístolas aos romanos, entre outros pontos que foram aqui analisados.

Podemos concluir, então, que Pedro era um importante apóstolo de Cristo, com papel de destaque em diversos acontecimentos ocorridos nas primeiras décadas da Igreja. Entretanto, ele não assumiu o papel de um “papa”, nos moldes que a Igreja Católica defende, nos quais Pedro teria iniciado uma “linhagem” papal, que foi transmitida ao longo dos séculos a cada “bispo de Roma”, chegando até o atual papa Bento XVI. Pedro assumiu um papel relevante, sim, mas sem exercer supremacia sobre os demais apóstolos, bispos ou presbíteros da Igreja Primitiva.

A verdadeira Pedra sobre a qual Cristo edificaria Sua Igreja foi,
sem sombra de dúvidas, Ele mesmo (cf. At 4:11).

Para pegar uma cópia do artigo original, com as fontes bibliográficas, clique aqui.

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